Notas iniciais
Gente boa tarde!! =)
Tudo bem com vocês?
Primeiramente obrigada a todos os comentários!!!
Segue outro capítulo e espero que gostem.

Aguardo os reviews para continuarmos com as postagens.

Beijos e até a próxima.

Eu tinha certeza absoluta que meu grito havia sido ouvido, do outro lado da Corte Real. Apertei minhas mãos em minha jeans, tentando apartar a dor latejante, mas era quase impossível.

-Se continuar se movendo, não vou conseguir colocar seu ombro no lugar. – A médica murmurou em tom de desaprovação. Virei os olhos, diante daquilo. –Como é mesmo que você foi parar em cima do guardião Alto? – Ela perguntou pela segunda vez em tom irônico e novamente, eu não tive a intenção de responder a ela, absolutamente nada. Já bastava minha própria consciência, me cobrando sobre tal ato.

-Ele está bem? – Perguntei cerrando um pouco meus dentes pela dor, enquanto ela cortava minha camiseta para conseguir ver meu ombro. Essa era a segunda peça que iria direto para o lixo. Minha jeans estava em tiras, graças aos ferimentos em minha perna. Por muito pouco, eu não tive uma fratura exposta.

-Ele vai sobreviver e logo, sairá da observação. – A médica respondeu vagamente. O guardião que eu havia infelizmente atingido em minha queda, havia desmaiado graças ao impacto e em seguida, levado para a ala emergencial. – Agora de você mocinha, eu não posso dizer o mesmo.

-Estou ferrada, hum? – Fitei os olhos claros da Dra Valentine, somente para ter a certeza, que eu tanto temia.

-Vejamos. – Ela piscou uma vez. – Uma perna quebrada, vários cortes na região do joelho. – Ela então pausou e tocou meu ombro. Em seguida urrei de dor pelo impacto de seu gesto. – E menos um ombro deslocado. – Ela sibilou como se fosse algo rotineiro.

-Por Deus. – Protestei quase sem voz, quando ela resolveu me deitar na maca da enfermaria.

Não conseguimos prosseguir com nossa prévia conversa, pois alguém bateu na porta. Dra Valentine calmamente, falou:

-Pode entrar, por favor. – Prendi a respiração, notando de quem se tratava. Silenciosamente e com expressão indiferente, Dimitri adentrou no cômodo, seguido de Ian. Quando seus olhos cruzaram com os meus, percebi que eu estava realmente encrencada. Engolindo em seco, esperei que ele se aproximasse. Ian por sua vez, estava próximo à porta, como prestes a sair a qualquer momento. Indaguei.

-Olá Guardião Belikov. – Dra Isis notando meu desconforto, resolveu se virar em direção à porta. – Em que posso ajuda-lo?

-Vim verificar a guardiã Hathaway. – Pelo tom de sua voz, percebi que realmente eu o tinha aborrecido. Dimitri voltou a passar seus olhos ligeiramente sobre mim, mas logo os voltou em direção à médica.

-Ela vai sobreviver. – Isis passou seus olhos demoradamente sobre meus ferimentos. –Mas ela está bastante machucada. Receio que terá que ficar alguns dias aqui.

Lancei um olhar para meu próprio corpo e então, notei que metade da minha camiseta estava rasgada, mas não o suficiente, para mostrar demais. Minhas pernas estavam seminuas, graças aos cortes de tesoura, sem nenhum cuidado. Além de tudo, a dor que eu sentia era milhões de vezes pior do que realmente aparecia.

Percebi que Ian havia soltado um longo suspiro e Dimitri, cerrou um pouco seus olhos, deixando notável sua insatisfação com meu ato.

-Ela precisa tomar mais alguns medicamentos, antes de eu permitir visitas. – Foi à vez de a médica suspirar pesadamente. –Dessa forma, peço que vocês dois aguardem alguns minutos ali fora, enquanto preparo a medicação.

Sem pestanejar, Ian se retirou da sala deixando a porta aberta, mas Dimitri permaneceu durante um curto período de tempo, apenas me observando. Seus olhos agora não transmitiam nenhuma emoção e isso me preocupou. Eu o conhecia bem o suficiente, para saber que milhares de coisas, passavam por sua cabeça naquele exato momento.

Eu estava prestes a comentar algo, quando Dimitri simplesmente piscou algumas vezes, antes de sair e fechar a porta, atrás de si.

-Seu namorado está realmente aborrecido. – Dra Valentine comentou, enquanto se aproximava de mim com um pequeno objeto prateado e algumas seringas dentro.

-Nem me fale. – Virei os olhos, temendo o pior quando Dimitri resolvesse começar a falar.

-Você também brinca Rose e sua situação atual, não é das melhores. – Ela me olhou por cima da armação de seus óculos.

-Por favor, não me lembre dessa história. – Em tom melancólico, ergui meu braço livre de seu uso e toquei minha testa. – Eu já tenho preocupações demais. – Por um momento ponderei contar a ela, sobre minha suspeita atual. O possível roubo do meu livro por Natasha Ozera, mas uma parte sã dentro de minha cabeça confusa, não me permitiu tal ato. Então me silenciei.

Ela voltou a me fitar e desta vez, senti a agulha em minha veia.

-Argh – Protestei mesmo sabendo que era em vão. – Eu odeio essas porcarias.

-Ou é isso, ou você não vai melhorar. – Seu tom de voz era indiferente.

Depois de aplicar a segunda injeção no meu braço desta vez, a médica limpou parte dos meus ferimentos no joelho e se pronunciou.

-Vou deixar o Guardião Belikov entrar. Boa sorte – Ela então recolheu suas coisas, indo em direção à porta principal. Antes de fechar a porta atrás de si, piscou para mim.

Dimitri não demorou muito a entrar. Tentei melhorar minha postura na cama, mas era impossível com aquela quantidade de ferimentos. Apenas o observei de lado, se aproximando próximo de minha cabeça, para que eu pudesse vê-lo.

-Como está se sentindo? – Dimitri perguntou ainda com seu tom indiferente. Algo dentro de mim, senti partir.

-Olhe para mim camarada. –Tentei fazer uma piada apontando para meu próprio corpo, mas Dimitri não achou graça. Ele apenas me encarou de forma gélida.

-Isso não é engraçado. – Ele disse depois de uma longa pausa. –Você poderia ter morrido.

-Mas eu não morri. – Virei os olhos. Mal tive tempo de processar alguma coisa, quando notei que Dimitri estava se afastando de mim e indo em direção à porta. Prontamente tentei sentar na maca e chama-lo, mas a dor não me permitiu e logo eu, cai de volta.

-Hey. Onde você está indo? – O chamei da melhor forma que pude, não entendendo seu gesto.

-Acho que não precisa mais de mim. – Dimitri virou novamente.

-Não pode me deixar aqui sozinha. – Me senti a pior pessoa do mundo, o vendo dar as costas para mim. Senti que meus olhos marejaram.

-Quando você aprender a dar valor em sua própria vida, eu estarei te esperando. – Dimitri respirou fundo e fechou a porta atrás de si.

===X===

Eu já estava em minha quarta contagem de lâmpadas do teto da enfermaria, quando ouvi a porta sendo aberta. Ajeitei-me na maca, sentindo meu coração martelar em meu peito pela antecipação. Eu iria conversar com ele agora e iria pedir desculpas pelo meu gesto impulsivo. Meu sorriso morreu, quando percebi que não era Dimitri e sim, Adrian.

-Hey pequena Dhampir, você está mal mesmo. – Os olhos claros de Adrian inspecionaram minuciosamente meu corpo agora, coberto pelo avental do Hospital.

-Não enxe – Virei os olhos, sentindo novamente um aperto em meu peito. Dimitri nunca havia me abandonado assim e quando achei que finalmente havíamos feito às pazes, eu estava enganada.

-Wow, alguém parece não estar de bom humor, aqui. – Adrian continuou com seu sorrido inabalável, enquanto se aproximava de mim.

-Adrian eu não estou com humor. – Desviei o olhar dele, me sentindo péssima.

-Eu vim te ajudar e é assim, que me contribuiu? – Ele ergueu então uma sobrancelha desconfiada para mim e não consegui evitar sorrir para ele embora, fosse um sorriso amargo.

-Me desculpe Okay. Apenas estou chateada com Dimitri.

-Eu soube. – Adrian se aproximou mais de mim, se sentando na cadeira vazia ao meu lado. Com cuidado, ele ergueu as mangas de seu suéter azul. Percebi então o que ele iria realmente fazer.

-Adrian, não – Segurei sua mão longe de mim.

-Mas por que não? – Ele pareceu confuso e um tanto intrigado. – Não podemos esperar que você sare naturalmente. – Ele virou os olhos.

-Mas pode ser perigoso. – Vacilei. – Esqueceu que eu não sou tão normal assim.

-Não vai acontecer nada. – Ele voltou a investir com suas mãos para mais próximo de mim e desta vez, eu não o parei. Adrian tocou a minha pele e foi como se um bilhão de sentimentos, passasse através desse invisível laço. Meus sentimentos conflituosos se evaporaram aos poucos, dando lugar à luz e a cores em diversos tons, pelos meus pensamentos. Aos poucos, notei que as feridas estavam cicatrizando. Eu sempre soube desta capacidade dos usuários de espírito, mas para mim, aquilo era melhor do que qualquer outra qualidade que um Moroi pudesse ter. Aquilo era mágico.

Quando Adrian finalmente retirou suas mãos de mim, percebi o quanto realmente ele estava suando.

-Hey, acho que não perdi o jeito. – Ele sorriu de lado, sua voz trêmula. Um pouco rápido demais, ele segurou da borda do leito. Sua expressão nada bem.

-Eu acho que não – Sorri em gratidão segundos antes, de ele desmaiar.

Notas finais
Vish.
Coitado do Adrian.
E a Rose heim? Deixou o Dimitri ferrado de vez :(

Qual palpite de vocês?