Vampire Academy - (Sangue Nobre)
34 Capítulo 34 - Serviço Administrativo
Notas iniciais
Tudo bem?
Segue mais um post.
Obrigada a todas pelos comentários! São vocês que mantem a nossa mente sempre ativa.
Quero aproveitar para informa-las que a fic está entrando em contagem regressiva =(
Dessa forma, por favorzinho pra quem acompanha, não deixem de deixar um oi pra gente. Não dura nem dois minutos.
Também sinto falta de uma recomendação... alguém se habilita??? :(
Beijosss
Dimitri tinha a expressão ilegível. Seus olhos agora refletiam um brilho opaco. Em certo momento, eu não soube dizer se isso era bom, ou se era algo com que eu devesse me preocupar. Suas mãos ainda estavam presas as minhas, quando resolvi dar o próximo passo:
-Você ouviu o que eu disse? – Arrisquei, erguendo uma sobrancelha para ele.
-Rose, o que você está tentando me dizer? – Suas palavras eram controladas, provavelmente, contrastando com seu raciocínio.
-Eu sei que pode ser algo difícil de entender. – Mordi o lábio. – Mas foi o que me disseram.
-Quem te disse e o que? – Sua voz continuava controlada e eu novamente invejei seu controle.
-Isadora me disse que sou uma bruxa. – Mesmo respirando fundo e ciente do que estava contando a ele, de repente, não soube se aquilo era necessariamente, a melhor opção. Dimitri então piscou uma vez.
-Está me dizendo que a Isadora, que foi atingida por uma flecha e agora repousa na enfermaria, é uma bruxa? –Senti uma pontada de desdém.
-Dimitri você me faz parecer estúpida. – Virei os olhos, me levantando de onde estávamos. Ele também fez o mesmo. Não conseguindo encarar seus olhos, vesti minha camiseta e fui em direção à janela. Senti sua mão em meu ombro e então, me virei. –Estou te falando à verdade. Foi o que me disseram, afinal.
O encarando assim, pude ver o verdadeiro esforço que ele estava fazendo, para me entender. Para entender aquela estranha e indesejável situação. Antes de qualquer teoria ou sugestão, Dimitri era racional.
Suspirando e visivelmente desistindo de tentar, virei de costas e peguei minhas botas do chão. Caminhei em silêncio até a porta e antes que girasse a maçaneta, Dimitri me surpreendeu:
-Eu já ouvi falar de bruxas. – Sem tempo para processar direito suas palavras, me virei para encara-lo.
-O que? – Não soube definir se ao certo, se me sentia aliviada ou aterrorizada, com aquela declaração. Uma parte pequena e mesquinha dentro de mim, ainda acreditava fielmente, que eu poderia estar presa há algum tipo de pesadelo, mas que logo, eu acordaria. Dimitri falando assim matava de uma vez por todas, minhas expectativas.
Ele então deu vários passos em minha direção.
-Eu já ouvi histórias sobre elas e sobre a origem dos Strigois.
-O que sabe sobre isso? – Minha voz não saiu mais do que um sussurro. Dimitri então abriu a boca para falar, quando ouvimos uma batida na porta. Em seguida, alguém girando a maçaneta.
-É Ian. – Dimitri respondeu apreensivo. Verifiquei minhas roupas e rapidamente calcei minhas botas. Quando tudo estava aparentemente no lugar, Dimitri abriu a porta.
-Achei que vocês dois tinham morrido ai dentro. – A voz grossa e divertida de Charlie, me fez virar em direção à porta. Sorrindo, segui para abraça-lo.
-Charlie! – Disse alegremente, sentindo meus pés levemente longe do chão.
-Menina! Como está? – Charlie então se distanciou e eu o vi sorrir abertamente. Quando seus olhos passaram para trás de mim, percebi que ele estava observando Dimitri. –Acho melhor me distanciar, ou seu namorado vai ficar irritado. – A careta que ele fez, só acrescentou um sorriso no rosto de Dimitri. Era um débil e fraco sorriso, denunciando sua preocupação, com o assunto anterior e inacabado.
-Hey Charlie. – Dimitri o abraçou rapidamente. – Como está tudo lá embaixo?
-Estão chamando vocês dois. – O olhar castanho de Charlie, passou de mim, para Dimitri. – Acho que Hans quer arquivar de uma vez, a história da briga da Rose.
-As pessoas não dormem. – Virei os olhos me sentindo irritada e os dois, riram.
Durante todo o caminho até a sala de Hans, Dimitri permaneceu ao meu lado e por mais de um par de vezes, notei seu olhar em mim. Não precisei de um incentivo a mais, para saber que ele estava me analisando. Ótimo, agora eu me sentia realmente, como um rato de laboratório.
A porta da sala de Hans foi finalmente aberta. Sua expressão era cansada, mas quando seus olhos cruzaram com os meus, pude notar certo aborrecimento.
-Pelo jeito Charlie conseguiu te encontrar. – Ele murmurou se ajeitando melhor na cadeira. Quando percebeu que eu não iria responder-lhe, pediu que eu sentasse. Quando o fiz, ele voltou a falar. – Como você sabe, precisamos resolver sua situação, com o Moroi do baile de máscaras.
Virei os olhos.
-Clark. — Pausei para um longo suspiro, enquanto cruzava minhas pernas. Atrás de mim. Dimitri ainda permanecia ao lado de Charlie. – Eu já expliquei para você, o que realmente aconteceu. De resto é especulação.
-Especulação ou o que quer se seja, não muda em nada. Tatiana está aborrecida e questiona seu autocontrole. – Ele então desviou seu olhar, provavelmente aborrecido.
-O que? – Bufei indignada. – Temos tantas coisas para tratar, e aquela mulher está preocupada com um Moroi bêbado? Isso é uma piada.
Vi então um vislumbre de um sorriso amargo nos lábios de Hans. Provavelmente, ele concordava comigo.
-De qualquer forma, dei minha palavra que resolveria esta situação. – Ele então se levantou e logo atrás de onde estava sentado, abriu uma gaveta e tirou um pequeno cartão. Depois que assinou nele, me entregou. –Leve isto aqui para o prédio três e entregue em mãos, para um guardião chamado Philip. Ele ira te designar aos seus próximos afazeres.
-O que quer dizer tudo isso afinal? – Perguntei intrigada, vendo apenas sua assinatura e um carimbo no cartão.
-Serviço administrativo. – Ele deu de ombros.
-O que? – Me levantei de onde estava sentada. – Você não pode fazer isso comigo Hans. Eu defendi Vasilisa.
-A Senhorita está trabalhando durante o período de férias aqui, portanto, precisa estar de acordo com as regras que estabelecemos. – Me ignorando completamente, ele então virou de costas e abriu um de seus armários, pegando uma garrafa de bebida escura. –Guardião Belikov, por gentileza acompanhe a Guardiã Hathaway ao seu novo cargo.
---X---
-Isso tudo é uma piada. – Murmurei de mal humor para Dimitri, conforme passávamos pela grama da ala sul. -A rainha não consegue me deixar em paz por um momento?
-Isso é provisório. – Dimitri disse ao meu lado. Embora estivéssemos relativamente próximos um do outro, não estávamos nos tocando. –Vou conversar com Hans e logo te tiraremos daqui.
-Bom, pelo menos eu terei bastante tempo para ler o livro que ganhei de Isadora. – Dei de ombros e senti Dimitri enrijecer ao meu lado.
-Rose sobre isso. – Ele então parou de caminhar e pegou minha mão. – Precisamos conversar.
-Eu sei camarada, mas acho melhor não ser agora, ou vamos ter problemas – Olhei ao redor e percebi que tínhamos plateia. Natasha Ozera depois de muito sem vê-la, estava se aproximando ao lado de um guardião. Virei os olhos.
-Olá Dimitri, estava te procurando. – Ela sorriu em reconhecimento para ele. Senti uma ânsia crescente. Quando seus olhos cruzaram com os meus, ela simplesmente acenou. – Oi Rose.
-Olá – Respondi tentando soar mais educada, do que minha cabeça confusa. Eu lidaria com Natasha e sua obsessão com meu namorado depois, por agora, eu precisava resolver meus próprios problemas. –Se me dão licença, preciso verificar uma coisa. – Nem esperei Dimitri se manifestar. Apenas caminhei em direção ao prédio três.
Subindo o primeiro lance de escada, encontrei um guardião.
-Olá, procuro Philip. – O homem de cabelo azeviche e profundos olhos verdes, me saudou com um sorriso. Ele não tinha mais do que uns vinte e cinco anos.
-Olá. Sou Philip.
-Você é tão novo. – Me vi intrigada, me aproximando dele, para entregar-lhe o cartão carimbado. Ele rapidamente o voltou a sorrir.
-Pois bem, ainda é nova para estar no serviço administrativo. – Ele franziu o cenho e não consegui evitar um sorriso.
-Nem me fale. – Dei de ombros. – A rainha me odeia e parece, que em poucos dias aqui, já consegui vários fãs. Um deles, acabei lhe quebrando o nariz.
Dessa vez, Philip gargalhou. Definitivamente eu não estava acostumada com a familiaridade entre guardiões. Bem diferente do que eu esperava, Philip era engraçado e muito jovem.
-Mas me diz e você? É jovem para o arquivo.
-Na verdade eu gosto de organizar as coisas por aqui. – Ele deu de ombros e percebi que ele estava contando menos, do que realmente deveria. Resolvi não aprofundar o assunto.
-Pois bem, onde começamos? – Limpei minhas mãos na jeans, aguardando suas próximas ordens.
O trabalho embora exaustivo, não estava sendo tão chato como eu esperava que fosse. Philip me ajudava em grande parte das tarefas, me explicando onde arquivar cada coisa e onde guarda-las depois. Conversávamos pouco, mas percebi nesse curto período de tempo, que ele era uma boa e extrovertida pessoa. Próximo das seis horas, quando meus músculos imploravam por uma pausa, recebi uma visita inusitada. O cheiro de cigarros e bebida, chegou bem antes da própria pessoa.
-Quem diria pequena Dhampir. – Me virei e percebi que Adrian, estava encostado da soleira da porta. Sua expressão era relaxada. –Trabalhando no arquivo.
-Isso é por pouco tempo. – Dei de ombros, me virando de costas novamente. Não se contentando, Adrian se aproximou de mim.
-Sei. – Ele murmurou pensativamente. – Mas não vim aqui para te atrapalhar no serviço. Vim para conversarmos sobre sua visita a enfermaria e a conversa que teve com Isadora – Adrian então aproveitando que Philip não estava na pequena sala de arquivos, se sentou em uma cadeira próxima de mim.
-Ela me deu um livro. –Respondi vagamente.
-Ela te deu o livro de feitiços? – Adrian parecia maravilhado.
-Eu não o chamaria assim. – Continuei em meu tom desinteressado. – Pra falar a verdade, nem sei o que tem ali. Não tive tempo para lê-lo.
-Está com você? – A pergunta de Adrian, me fez recordar que eu havia esquecido o livro no quarto de Dimitri.
-Não, merda. – Toquei minha testa, me sentindo estúpida. –Esqueci com Dimitri.
-Você e o galã, voltaram? – Adrian pareceu curioso de repente e eu diria, desapontado.
-Não me olhe como um gato a procura de atenção. – Virei os olhos. – E sim, estamos nos entendendo.
-Vejo. – Ele comentou vagamente. – De qualquer forma, quando você sai daqui.
Fui responder, mas fui surpreendida por uma voz masculina.
-Ela já esta liberada, se quiser partir. – Philip então adentrou no cômodo e depositou uma caixa com alguns arquivos dentro, em cima da mesa que eu estava usando. – Amanhã podemos terminar estes. – Ele então piscou para mim e eu me levantei. Limpando minhas mãos empoeiradas nas calças, me voltei para Adrian.
-Podemos partir.
Notas finais
Parece que a Rose se ferrou com essa do trabalho administrativo.
O que acharam?
Beijos
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