Vampire Academy - (Sangue Nobre)
28 Capítulo 28 - Notícias A Bordo
Notas iniciais
Tudo bem com vcs?
Gente obrigada a todos os comentários! Vocês são 10!
Segue mais um post!!!
Não sejam leitoras fantasmas! Se passou pela fic, deixe um OI pra gente!!!
**Vejo vocês lá embaixo**
Segui as pressas com Ian ao meu lado, para a sala de Hans. Estranhamente ou não, Ian não questionou meus motivos e muito menos minha conclusão. Ele estava bastante silencioso ao meu lado. Hans estava com Dimitri lendo algum tipo de relatório quando chegamos. Seus olhos cruzaram com os meus, e ele pareceu entediado. Provavelmente, esperava que eu estivesse ali, para reclamar meus direitos ou algo parecido.
-O que quer Hathaway? – Hans perguntou.
-Tem um Strigoi na Corte. – Disse sem mais delongas, cruzando meus braços no peito.
-O que? — Diferente de Dimitri, Hans parecia engasgado. Ao seu lado, Dimitri ficou um pouco mais pálido do que o habitual. – Do que você está falando?
-Houve um ataque para comprovar isso – Continuei despejando minhas palavras. –Pode confirmar isso, indo ao banheiro feminino do baile de ontem.
Hans ergueu uma sobrancelha para mim. Logo seus olhos foram em direção a Ian.
-Você confirma isso?
-Estive com Rose no banheiro agora pouco. – Ian respondeu, deixando Dimitri ainda mais pálido e Hans com um aspecto enjoado.
-Me mostrem isso. – Hans levantou as pressas, nos obrigando a leva-lo até o local.
Quando chegamos lá, a porta já havia sido aberta e duas empregadas estavam lá dentro, observando com horror aparente as manchas de sangue. Algo que dizia que estavam prestes a vomitar. Somente Hans entrou. Eu fiquei com Dimitri e Ian na porta.
-Srta eu não consegui para-las. – A empregada que primeiro havia falado comigo, se desculpou quando me viu chegar. Dimitri observou de soslaio.
-Está tudo bem – Tratei de dispensa-la, antes que mais perguntas surgissem.
-Srtas. Esvaziem o banheiro – Hans chegou gritando ordens. As duas empregadas acabaram saindo e Ian foi atrás delas. Provavelmente, para garantir o sigilo sobre o que havia acontecido.
-Rose? – Dimitri me segurou pelo braço, antes que eu passasse a porta.
-Me solta – Sibilei para ele, puxando meu braço de sua mão. –Não temos tempo para isso agora.
O ignorando totalmente, segui atrás de Hans que agora, encarava o espelho em silêncio.
-O que você estava fazendo aqui Hathaway? – Ele se voltou para mim depois de um longo minuto.
-Eu estava passando e fui chamada – Dei de ombros.
-E o que sabe sobre isso? Por que falou aquilo? – Ele não precisava continuar. Ele se referia ao ataque do Strigoi. Como se tivesse sido solicitado, Dimitri fechou a porta atrás de si, nos deixando lá dentro.
-Eu vi alguém ontem – Tentei não gaguejar ao máximo, mas era quase impossível.
-O que você viu? – Hans virou totalmente seu corpo para mim agora. Seus braços cruzaram em seu peito.
-Eu vi um homem e duas acompanhantes. Os olhos dele eram vermelhos. – Hans então franziu seu cenho.
-Sabe que essa informação é absurda não é? – Seu tom de voz era neutro, mas eu podia notar certa pontada de ironia.
-Não é tão absurda assim. – Me defendi. – Eu vi o homem entrando e ele olhou para mim. Seus olhos eram tão vermelhos quanto eu me lembrava de um Strigoi. – Aquilo estava tão preso dentro de mim, que não consegui evitar ficar um pouco sem ar. Hans precisava saber o que estava acontecendo.
Não sei se por milagre ou não, mas ele não estava me achando tão absurda. Sua expressão era séria e pequenas rugas em sua testa, denunciavam seu receio e preocupação.
-Dimitri chame Natália para verificar quem entrou e saiu da festa. Ela estava fazendo guarda ontem, pelo que eu me lembre. –Dimitri pegou seu celular e começou a falar com a guardiã.
-Isso é absurdo Rosemarie, mas seja lá quem for que esteja o fazendo, precisa ser parado – Hans então passou por mim e saiu do banheiro, me deixando sozinha lá dentro com Dimitri, que já havia desligado o telefone.
Enquanto eu encarava a parede sem dizer nada, senti sua presença atrás de mim, se aproximando.
-Isso é uma brincadeira doentia Rose – Ele disse tocando meu ombro. Pensei em recuar, mas eu estava cansada demais para aquilo.
-Eu não tenho mais nada a falar sobre isso. – Fui honesta. Não importava o quanto eu me empenhava para fazê-los enxergar, sempre no final, eu estaria sendo a que não soube interpretar os fatos.
-Vamos embora – Ele então passou seus braços envoltos em mim, me puxando para a saída do banheiro.
Despedindo-me de Dimitri e Hans para que assumissem de lá, segui para a enfermaria encontrar Isadora. Ela agora estava em um quarto sozinha e assistia à televisão, quando cheguei.
-Posso entrar? – Bati na porta um pouco já aberta.
-Claro que pode – Isadora então sentou na cama branca, me olhando com expectativa. Em seu peito, notei um grande curativo por debaixo da roupa branca de hospital. –Como você se sente? – Ela perguntou então, para meu constrangimento e confusão.
-Estou bem, mas não era para eu fazer essa pergunta? – Sorri.
-Eu já estou bem – Isadora abriu um grande sorriso, mostrando seus dentes brancos. –Estou preocupada com você. Achei que não viesse me visitar.
Novamente a confusão transpareceu com certeza em minhas feições. Do que ela estava falando?
-Eu estou meio perdida. – Cocei minha cabeça. – Alguém disse a você que eu estava ruim? – Me sentei em uma cadeira vazia ao seu lado da cama. –Não que realmente eu esteja cem por cento, mas acho que posso lidar com as coisas ainda.
-Não, mas imagino que você esteja canalizando a força de Vasilisa Dragomir – Ela deu de ombros como se isso fosse à coisa mais normal a se dizer.
-Estou bem na verdade — A ignorei. – Fiquei bastante assustada com o que aconteceu.
-Estávamos quase ganhando. – Ela riu um pouco, dissipando a tensão. –Você superou minhas expectativas sobre lançar flechas.
-Na verdade foi tudo um golpe de pura sorte – Mexi minhas mãos no meu colo. –Nem sei como fomos tão longe. – Fui honesta. Natasha Ozera e seu acompanhante acabaram chegando a nossa frente. Isadora voltou a se mexer e eu notei sua careta de dor.
-Quer algum remédio? Posso ajudar? – Me levantei da cadeira.
-Estou bem Rose. Só preciso descansar um pouco. – Ela voltou a sorrir e quando mecheu um pouco sua cabeça, tive um vislumbre de um brilho amarelado em seus olhos. Automaticamente mexi minha cabeça em confusão. Eu estava precisando também descansar.
-Vou te deixar descansar. Depois passo aqui, para saber como você está – Sorri e toquei suas mãos. Quando isso aconteceu, uma sensação estranha de formigamento passou pelo meu corpo. Diferente de um choque elétrico, que com certeza me faria repelir. Desta vez, era algo completamente diferente, me puxando para mais próximo dela. Não tive tempo de processar aquilo direito, pois Isadora soltou nossas mãos rapidamente, me fazendo ir um pouco para trás.
-Até mais Rose – Ela forçou um sorriso, me fazendo ainda mais confusa sobre tudo aquilo.
==X==
Quando cheguei ao meu quarto, agradeci mentalmente por ele estar vazio. Minha cabeça estava cheia de problemas e eu me sentia absurdamente esgotada. Soltei minhas botas pesadas no chão e me estiquei na cama para pensar um pouco. Senti meu celular vibrando em meu bolso. Sem muita vontade, estiquei meu braço para pega-lo.
-Sim? – Atendi preguiçosamente, sem ao menos me importar em verificar o identificador de chamadas.
-Rose? – A voz de Adrian era previsível. Bufei.
-Hey. Como foi o chá das cinco com a Sônia? – Ironizei.
-Na verdade é Sofia. – Ele pausou e eu quase o podia ver virando os olhos. – Foi bem. A única coisa estranha na verdade, foi voltar ao salão e ele estar cheio de guardiões. — Adrian estava irritado percebi. No mínimo haviam chutado seu traseiro de lá.
-Isso já não é problema meu – Me defendi. – Você me largou para ir atrás de um rabo de saía.
-Eu fui tentar te ajudar. Era mais fácil com uma distração, do que nós dois disputando, quem a faria dormir primeiro. – A forma que ele pronunciou aquilo, me fez sorrir.
-Isso não era má ideia. – Me mexi na cama.
-Onde você está?
-Na minha cama. – Fechei os olhos. – Nem ouse vir aqui. Estou muito cansada agora.
-Eu achei que estava na enfermaria. Dimitri me disse que te viu por lá. – Isso me fez abrir os olhos.
-Dimitri está me seguindo? – Sentei enfurecida na cama.
-Ele é seu namorado não é? – Adrian disse sem dar importância.
-Na verdade nem sei mais se tenho um namorado – Voltei a deitar e dessa vez, a cama fez barulho pelo impacto rápido.
-Pequena Dhampir me ouça. Seu problema e o dele se resolvem com sexo selvagem. – Adrian disse em desdém, me fazendo ficar vermelha.
-Adrian! – O repreendi e ele deu uma alta gargalhada. Tive que afastar um pouco o fone de meus ouvidos sensíveis.
-Vou te deixar dormir, mas antes me fale o que conversou com Isadora. Ela esta bem?-A forma curiosa de como Adrian havia mudado de assunto, me fez responder sua pergunta.
-Está melhor sim. Conversamos um pouco e algo estranho aconteceu. – Comentei enquanto observava minhas unhas roídas.
-O que houve?
-Ela estava preocupada comigo – Soltei um som engasgado, similar a uma risada irônica.
-O que ela disse? – O barulho de pessoas falando ao redor de Adrian, denunciava que ele deveria estar em algum evento social.
-Ela disse que estava preocupada comigo por que eu estou... – Abruptamente pausei meu comentário irônico, me lembrando do que ela havia falado. – Merda! – Xinguei, voltando a sentar na cama. Adrian murmurava palavras sem sentido algum agora para mim. Minha atenção agora estava totalmente em minha conversa com Isadora.
“...mas imagino que você esteja canalizando a força de Vasilisa Dragomir”.
Como que diabos ela sabia disso?
Notas finais
Algum palpite???
#participem
Fale com o autor