Vampire Academy - (Sangue Nobre)
27 Capítulo 27 - Decisões Dificeis
Notas iniciais
Primeiramente OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO QUE A FIC RECEBEU! ADOREI!!
Como combinado, segue mais um post.
Espero que gostem. Sei que não está super grandão, mas quando a ideia desse capítulo acaba, tendo passar para o próximo independente do número de palavras.
*Boa leitura e aguardo a opinião e comentário de vocês*
Esperei que Adrian estivesse relativamente longe, para que eu pudesse agir. Olhei para ambos os lados, antes de me aproximar da caixa de madeira. Quando tive certeza que não seria interrompida, abri a caixa. Havia vários separadores em tom marrom, com alguns nomes escritos em cima. Automaticamente, reconheci alguns nomes e pude notar se tratar de sobrenomes Moroi.
–Se eu ficar olhando um por um aqui, vou demorar dias. – Resmunguei, enquanto deslizava meus dedos sob as folhas da caixa. Vários nomes conhecidos, mas à maioria eu desconhecia. Fechei meus olhos com força, me sentindo inútil. Se existia alguém que poderia me ajudar com isso seria Adrian e ele agora, estava tomando chá despreocupado. –Não conheço quase ninguém. Como vou saber quem é o Strigoi? – Minha paciência estava no limite.
–Guardiã? – Uma voz feminina me fez levantar a cabeça as pressas. Eu havia sido descoberta, mexendo onde não deveria.
–Sim. – Respondi em tom indiferente e despreocupado, observando um dos rostos das empregadas que trabalhavam no salão. Se ela fosse falar qualquer coisa a alguém, eu decidi que negaria até a morte.
–Eu não ia comentar nada, mas acho que deveria ver isso. – A mulher jovem percebi, então ficou um pouco corada e logo gesticulou para que eu a acompanhasse.
–O que aconteceu? – Automaticamente me senti curiosa. Seguimos até uma porta, com uma placa denunciando banheiro feminino. A mulher abriu-a e entramos. Eu estava prestes a perguntar o que estava acontecendo, mas ela ascendeu à luz e eu prendi a respiração. Manchas de sangue tingiam um espelho comprido, localizado no final do corredor do banheiro. Aproximei-me para averiguá-las, passando meus olhos pelos os boxes de divisória. No total eram cinco cabines separadas de sanitários e nenhuma delas exceto a última próxima do espelho, estava suja de sangue.
–Mas que porcaria –Refleti alto demais, chamando a atenção da moça da limpeza. Ela era Dhampir como eu, e aparentava não ter mais do que trinta anos. –Falou com mais alguém sobre isso? – Me virei para encara-la.
–Na verdade não. Estou responsável pela limpeza deste sanitário e até pensei em reportar isso a Srta. Sofia, mas logo a Srta apareceu com o Sr. Ivashkov e não quis interromper. – Ela encarava o chão, me fazendo cerrar os dentes. Empregados Dhampir eram tratados como lixo muitas vezes. Em nosso mundo, um Dhampir não tinha lá grandes opções e garantia de sucesso de carreira por exemplo, como um Moroi. Dhampirs principalmente as mulheres, eram discriminadas demais, podendo escolher entre ser guardiões ou meretrizes de sangue. As que geralmente ficavam no meio termo, eram empregadas com um salário baixíssimo e possuíam tantos filhos quanto pudessem gerar, para garantir a sobrevivência de possíveis guardiões, que precisavam ser substituídos de pouco em pouco tempo, graças ao alto índice de mortalidade.
–Olhe para mim – Pedi a mulher, cruzando meus braços no peito. – Não precisa se esconder.
–Me desculpe – Ela então levantou os olhos para os meus. –A Srta Sofia não gosta quando encaramos as pessoas.
–Não está me encarando. Estamos apenas conversando. – Forcei um sorriso, mesmo me sentindo péssima por dentro.
–Obrigada – Ela agradeceu e eu sinalizei com a cabeça. –Acha que isso é fora do normal? – Ela perguntou acanhada e eu soube o que ela queria dizer. Moroi também se alimentavam de sangue e talvez, algum convidado havia se empolgado demais. Pela quantidade de sangue tanto no espelho quanto nas paredes, eu não acreditava que se tratava disso. Para que um alarme não fosse ativado na cabeça da pobre empregada, resolvi passar como indiferente.
–Preciso que me faça um favor – Voltei ao assunto anterior, enquanto girava para observar o espelho sujo de sangue. – Feche essa porta e não deixe ninguém mais entrar. Isso me parece normal, mas as pessoas não podem pensar da mesma forma que nós. – Pisquei para ela, que sorriu em entendimento. Estava claro que ela acreditava em mim.
Assim que a mulher fechou a porta me deixando sozinha lá dentro, peguei meu celular do bolso e disquei os números de Ian. Não que realmente não ficasse tentada a ligar para Dimitri, mas explicar tudo a ele quando não queria vê-lo, parecia cansativo demais agora. Dimitri tinha coisas importantes a lidar agora, como conversar com Isadora, aproveitando que ela parecia acordada e bem mais disposta.
–Preciso que me encontre agora. Estou no banheiro feminino do salão do baile de ontem. – Despejei tudo de uma vez.
–Estou indo – Ian para a minha sorte, concordou sem questionar mais. Fechei meu aparelho prateado e voltei a encarar o espelho sujo. Um ponto do extremo direito do espelho, me fez questionar. Levei minhas mãos sem realmente toca-lo e notei que pareciam marcar de dedos. Um calafrio involuntário passou por mim, quando notei que quem quer que havia feito isso, estava com as mãos cobertas por sangue.
–Rose? – Não tive muito tempo para filosofar. Logo a porta foi aberta e Ian entrou as pressas. – Você está bem?
–Olhe isso. – Ignorei seus olhos claros em meu corpo, em busca de algum ferimento. Dei um passo para mais próximo da pia, para que ele pudesse ver o espelho.
–Mas que merda é essa? – Ian perguntou se aproximando de mim.
–Não sei – Dei de ombros e dessa vez, abri a última cabine, para que ele visse as paredes. – Uma empregada me chamou e me mostrou isso.
–Falou com Hans ou com Dimitri? – Ian se voltou para mim. – Isso não me parece tão normal.
–Não falei com nenhum dos dois. – Cruzei meus braços defensivamente no peito. – Acabei de voltar da sala de Hans e tomei uma bronca daquelas.
–Eu soube – Ian virou os olhos. – Não se preocupe com isso Rose. Logo estaremos voltando pra Sibéria.
–Nem me fale – Respirei pesadamente. – O que vamos fazer?
–Vou acionar Hans e os outros. Charlie está aqui também – Ian então se agachou para olhar melhor os cantos do último boxe.
–Charlie? Ainda bem! – Suspirei aliviada.
–Está com Alice agora fazendo guarda – Ele comentou sem me olhar. – Soube de alguma briga que teve ontem sem ser a sua? – Ian dessa vez segurou o riso. Estava prestes a repreendê-lo quando senti um frio pela espinha. Pior do que minha briga com Clark era a presença do Strigoi aqui dentro. Como eu havia esquecido isso? Como eu havia esquecido, do maldito motivo que tinha me trazido para cá? Agora tudo parecia mais claro em minha cabeça. O Strigoi havia atacado alguém.
–Eu acho que já sei o que aconteceu. – Disse decidida.
–Sabe? – Ian dessa vez se levantou e me olhou com expectativa.
–Tem um Strigoi na Corte Real. – Despejei as palavras sem me importar se seria taxada de louca ou não. Se Hans fosse me repreender, eu iria manda-lo a merda dessa vez.
Notas finais
O que acharam?
Beijos
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