Notas iniciais
Boa tarde gente!
Tudo bem?
Primeiramente obrigado pelos comentários! Vocês são 10!
**IMPORTANTE** Gente, criei junto com a Kah Belikov, uma comunidade para escritoras/leitoras de fics de VA no facebook.
Gostaria muito que todas vocês participassem! Segue link e espero vocês lá! **IMPORTANTE**
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Como era de se esperar, eu estava convocada a sala de Hans, para responder as perguntas, que eu havia tentado evitar a qualquer custo. Ele agora me observava com aquela sua expressão carrancuda, esperando que eu dissesse a ele, o que realmente havia acontecido no baile de ontem anoite. Segundo comentários que chegaram aos meus ouvidos, Clark parecia estar bem, porém surtando e Isadora, havia saído da ala de observações e agora, estava em um quarto se recuperando.

-Ele agrediu Vasilisa Dragomir – Cruzei os braços no peito de modo defensivo, desviando o olhar. Quando os meus cruzaram os de Dimitri, voltei a encarar Hans. Era melhor ele, do que encarar o rosto irritado de Dimitri.

-De que forma de agressão a Srta. Está falando? Por que existem diversas e você como ninguém, sabe disso. – Hans usava seu tom irônico agora, querendo me intimidar percebi. Mas eu estava tão indiferente aquilo tudo, que mal me importava até onde, ele poderia ir. Minha atenção principal estava no Strigoi e suas acompanhantes do Baile de Máscaras. Em menos de uma hora, eu deveria encontrar Adrian em seu quarto, para podermos conversar sobre um plano, para eu ter acesso a lista de convidados e emissão de convites.

-Estou falando da agressão física e verbal – Disse entediada. Não importava o quão eu me empenhasse em falar a verdade a ele, o Moroi de queixo quebrado sempre estaria um passo a minha frente.

-Ele agrediu a Srta Dragomir fisicamente? Pois pedimos ainda hoje cedo, que ela fosse examinada pela perícia e nenhuma marca foi encontrada – Bufei. Eu sabia onde Hans queria chegar. Eu ser punida por tudo e Clark saindo como o coitado inocente.

-Eu não vou mais discutir isso – O enfrentei ficando de pé. Ele se levantou também sobressaltado.

-Eu não pedi para a Srta se retirar. – Ele agora estava vermelho de raiva.

-Eu não vou ficar mais escutando isso. – Protestei cerrando um pouco meus olhos. – Nós dois sabemos onde isso vai sair. Ele será inocentado, como se fosse o símbolo da pureza, enquanto eu estarei destinada aos arquivos a vida toda. – Um arrepio involuntário me fez estremecer. Arquivos era a pior coisa para a vida de um guardião.

-A Srta não facilita as coisas Rosemarie – Hans fechou seus olhos suspirando alto. Ele estava tentando controlar seu aborrecimento, usando seus polegares no topo do nariz.

-Não tem nada para facilitar aqui. – Resmunguei. – Não importa o que eu diga e você sabe disso.

-Está dispensada – Hans disse por fim, gesticulando com suas mãos para que eu saísse, enquanto ele voltava a sentar em sua cadeira. Ele estava aborrecido e bastante irritado com tudo aquilo. O pior para ele, era concordar que eu estava certa.

Ignorei Dimitri o máximo que pude e logo segui para encontrar Adrian. Ele estava no hall de entrada do prédio de dormitórios dos Moroi, facilitando meu trabalho de ter que subir até seu quarto. Quando ele me viu, seu sorriso se iluminou. Em suas mãos, ele tinha um jornal. Arrisquei um olhar e tive a sensação de um choque, passando pelo meu corpo. Minha foto estava na capa.

-Me da isso aqui – Puxei bruscamente o jornal de sua mão, o fazendo cambalear um passo para trás. Ele ainda sorria. – Meu Deus! – Levei uma de minhas mãos à boca, tentando em vão, reprimir meu aborrecimento e espanto.

-Você se saiu linda na foto – Adrian piscou rindo. Lancei lhe um olhar aborrecido, enquanto amassava o jornal, com minha foto sendo segurada por Dimitri.

-Não me venha com asneiras. Minha paciência está no limite. – Me encolhi um pouco, observando um par de guardiões na recepção, me observando de uma forma, que eu não sabia ao certo definir. Era uma mistura de pena e curiosidade. Provavelmente eles já sabiam que eu estava ferrada. Adrian percebendo meu desconforto puxou meu braço, para que saíssemos de lá.

-Sabe quando se tem aquela sensação de que quando você menos esperar, estará sendo alvo de ovos podres? — Franzi o cenho, observando as pessoas ao meu redor. Uma mulher Moroi e seu filho de aproximadamente dez anos passaram por mim. Ela parecia estar lançando milhares de palavras horrendas pelos olhos, enquanto a criança parecia curiosa.

-Mamãe essa não é aquela guardiã do jornal? – Prendi a respiração, ao mesmo tempo em que Adrian, enquanto o dedo do menino apontava para mim.

-Fique quieto filho – A Moroi logo o repreendeu o puxando pelo braço, para longe de nós.

-Crianças não deveriam ler jornais – Franzi ainda mais meu cenho, observando ambos partirem.

-Parece que você se tornou um tipo de celebridade Rose. – Adrian não conseguiu conter o riso diante daquilo. Dei de leve um soco em seu braço, mas não consegui evitar um sorriso trágico.

-Estou bem ferrada – Comentei suspirando.

-Está sim – Ele concordou, antes de voltar a caminhar.

=X=

Adrian me levou ao salão, onde havia ocorrido a festa na noite anterior. Pelo menos dez empregados trabalhavam de uma forma árdua, para colocar tudo no lugar. Bem no final do corredor, Adrian pareceu notar alguém e ai então, nos aproximamos. Uma Moroi de meia idade e cabelos loiros enrolados, nos observou por cima da armação de seu óculos. Quando seus olhos cruzaram com os de Adrian, ela sorriu.

-Em que posso ajuda-lo Adrian? – Estava bastante claro seu entusiasmo com ele. Virei os olhos.

-Está cada dia mais linda Sofia – Adrian então se aproximou para beijar-lhe a mão. Tive que me segurar para não vomitar ali mesmo.

-São seus olhos – A mulher então ficou muito vermelha, com a declaração. Eu não acreditava seriamente, que ela iria cair tão facilmente na conversa fiada de Adrian.

-É a pura verdade- Ele então tocou seu peito, em sinal de inocência.

-Ham ham – Forcei tossir, antes que eu corresse de lá, com tanta asneira junta. Ambos me fitaram e a mulher Sofia, parecia realmente encabulada com aquilo.

-Sofia você não gostaria de beber um chá comigo? – Adrian me pegou desprevenida com aquilo. Eu apenas o fitei curiosa. Pela sua expressão, aquilo também era novo para ele. Como algo emergencial, que ele tivesse criado para tentar despista-la. Seus olhos me fitaram e ele logo os dirigiu a uma caixa de madeira, ao lado de Sofia, em cima da mesa. Era um sinal para mim eu sabia. Havia um cadeado ali também, mas estava destrancado.

-Eu estou trabalhando. Não sei se... – Ela começou a desviar, mas Adrian foi mais rápido. Ele voltou a segurar sua mão, a forçando a se levantar.

-É só um chá. Minha guardiã pode coordenar o pessoal enquanto você estiver fora. – Novamente o sorriso de Adrian, era algo inabalável.

Sua guardiã? Doido. – Pensei comigo mesma, enquanto via no rosto de Sofia, que ele há havia convencido.

-Está bem. – Ela disse por fim, observando Adrian erguer seu braço, para que ela pegasse.

-Pretendo não me demorar – Sofia então se referiu a mim pela primeira vez. Bufei diante do seu olhar insignificante.

-Pode ir – Sinalizei forçando um sorriso em sua direção. Adrian me enviou um olhar zangado, mas assim que Sofia olhou para ele, ele voltou a sorrir.

-Estou bem ferrada. – Comentei observando os dois partirem e diversos empregados limpando o salão. Como que diabos eu iria controlar aquilo?

Notas finais
A Rose sempre se ferra
E o Adrian? Cantando a Moroi kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O que acharam?!?