Vampire Academy - (Sangue Nobre)
25 Capítulo 25 - Peças Mentais
Notas iniciais
Segue mais um post.
Galera eu tentarei postar toda semana =)
A cada recomendação da fic, estarei postando duas vezes seguidas.
Obrigado a todos os comentários. Irei responder a todos assim que puder.
Um beijo
Sem esperar mais para Dimitri manter a distância, troquei meu pesado e chamativo vestido vermelho, pelo moletom mais escuro que consegui encontrar. Calcei meus tênis para não perder meu tempo tropeçando e logo, fiz um coque no cabelo, o prendendo debaixo da toca da blusa. Verifiquei mais uma vez meu reflexo no espelho, para que tivesse a certeza que ninguém me reconhecesse em um primeiro momento e logo segui pela porta.
Embora o evento de final de ano fosse relativamente grande, alguns guardiões ainda permaneciam no hall de entrada dos dormitórios conversando e fazendo a guarda local. Com medo de ser reconhecida caso Dimitri tivesse deixado alguma ordem expressa, segui para a entrada de incêndios na ponta dos pés, rezando para ninguém me visse.
Quando já estava a poucos metros de onde a festa estava acontecendo, peguei meu celular e enviei uma mensagem para Lissa, informando onde eu estava e que ela precisava sair da festa com Adrian e Christian, sem falar nada para ninguém sobre mim ou a mensagem que havia enviado. Longos minutos se passaram, me fazendo ficar cada vez mais intrigada com a demora, até que finalmente ela apareceu com os dois caminhando depressa.
-O que aconteceu? – Lissa perguntou surpresa, tirando sua máscara.
-Não importa isso agora. Preciso que volte para seu dormitório e leve Christian com você. – Acenei para Adrian, que retribuiu.
-Estava conversando com os convidados. Eu não posso sair assim – Lissa ergueu suas mãos, em sinal de protesto. Fechei meus olhos com força, tentando não me lembrar de como minha melhor amiga poderia ser mimada e irritante em algumas ocasiões.
-É uma emergência – Trinquei meus dentes um pouco. –Não posso te dar maiores detalhes agora, mas precisa confiar em mim. – Lissa ergueu uma sobrancelha desconfiada, enquanto me analisava minuciosamente. Por fim, ela suspirou e acabou concordando.
-Tudo bem eu vou. Mas depois você vai me explicar direito o porquê dessa loucura. – Lissa então puxou o braço de Christian, que parecia um pouco bêbado demais, para prestar qualquer atenção em nossa conversa e seguiu com ele na direção oposta da festa.
-Achei que Belikov estivesse te mantendo em cativeiro – Adrian coçou a cabeça em confusão aparente, observando Lissa e Christian se distanciarem aos tropeções. –Encontrei com ele a pouco, e me disse que você não poderia sair do quarto.
-Na verdade ele tentou – Virei os olhos. – Mas ele esquece que nem ele e nem ninguém, podem me dizer o que fazer.
-Isso eu já sabia – Adrian virou os olhos de forma divertida. –Tenho coisas para te contar.
-Anda! O que descobriu? – Ele teve minha total atenção.
-Eu na verdade segui suas coordenadas e acabei encontrando um homem com duas acompanhantes bem pálidas, mas seus olhos eram castanhos e os olhos das mulheres, eu não consegui ver por causa das máscaras – Adrian parecia desapontado. – Tem certeza do que você viu?
-Absoluta – Fechei os olhos com força, me sentindo inútil de repente. –Ele te viu ou algo assim? Ele estava lá agora quando saiu?
-Eu o estava observando e ele pareceu até normal, a não ser pela distância que ele mantinha das pessoas. Ele não bebeu ou comeu nada, nem suas acompanhantes. – Adrian suspirou. –Eu estava indo bem nisso, até que Dimitri apareceu, me perguntando o que eu havia visto com você. – Ele deu de ombros. –Contei que encontrei você tentando entrar aqui, e que você estava bastante preocupada com um homem de olhos vermelhos que havia entrado no Baile.
-Isso não é o suficiente – Murmurei de mal humor. –Ele no mínimo achou que eu inventei tudo ou ainda pior.
-Olha Rose, sem querer te desanimar, mas essa história é meio confusa. Eu acredito em você por que tive acesso as suas memórias e aos olhos vermelhos, mas se eu tivesse em uma posição diferente, acho que seria um pouco difícil tentar encaixar as peças. Precisa entender um pouco o outro lado da moeda. Não se trata de desconfiar de você ou não, mas essa história pode ser cabulosa, para alguém que não tem acesso a nada além, do que suas informações.
O encarei. Eu não podia culpar Adrian ou aos olhos por não acreditarem em mim. Como Adrian havia citado, tudo era muito confuso, inclusive para mim. O que eu havia visto? Por que o rosto do homem que vi pela manhã, parecia tão confuso em minha mente agora? Até mesmo o homem que Adrian havia perseguido para mim, parecia confuso. Era algo como um borrão, mas eu ainda conseguia me lembrar de seus longos cabelos castanhos e seu sorriso quando ele me viu. De alguma forma assustadora eu poderia arriscar, que eram a mesma pessoa.
-Você está certo. –Sentei na grama, não me importando com um grupo de Morois passando por nós. – E se tudo isso for uma armação da minha cabeça? E se eu imaginei ter visto os olhos com tanta vontade não sei, que você acabou compartilhando disso?
Adrian sentou ao meu lado, passando sua mão protetoramente pelas minhas costas.
-Eu não sei o que aconteceu naquele dia ou o que você realmente viu Rose, mas alguma coisa não se encaixa. Eu realmente acredito que as mentes podem nos pregar peças, mas aquilo pareceu bem vívido até para mim – Adrian se referia à memória que havia acessado. — E seja lá o que for, não acho que valha a pena você simplesmente deixar de lado.
-O que me aconselha? – Encostei minha cabeça em seu ombro me sentindo vulnerável.
-Acho que podemos tentar primeiramente, descobrir quem era o Moroi e suas duas convidadas. Se ele estava no baile, ele tinha um convite. Se ele tinha um convite, acho que podemos rastreá-lo e tirar de uma vez por todas essa história a limpo.
Desencostei dele, para encarar seus olhos verdes.
-Acha que isso pode resolver? – Perguntei confusa.
-Se vai resolver ou não, não sabemos. Mas eu acho que valha a pena tentar descobrir quem é esse homem e se é realmente o mesmo que você viu na floresta.
-O rosto dele aparece nublado pra mim – Comentei tocando minha cabeça.
-Eu sei – Adrian me lançou um sorriso triste, logo ficando de pé e erguendo sua mão, para que eu a pegasse. – Sem querer estragar nosso momento a sós, mas estou faminto. – Pela aparência pálida dele, pude perceber que não era comida comum que ele ansiava agora.
-Eu vou voltar para o meu quarto – Peguei sua mão e me levantei. –Vou passar no quarto de Lissa para ver como ela está e prometo que vou dormir e sossegar por hoje. – Sorri para Adrian. – Obrigada!
-Disponha pequena Dhampir – Adrian sorriu e logo começou a partir.
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