Vampire Academy - (Sangue Nobre)

23 Capítulo 23 - O Visitante Misterioso


Notas iniciais
Bom dia gente!
Como foi o fds de vcs?
Queria agradecer a todas que comentaram! São vocês que me incentivam a continuar com a fic. Não se esqueçam disso!
Bom, segue mais um post e espero que gostem =)
**Não deixem de comentar. A opinião de vocês é muito importante**

–Eu não sei do que o Sr está falando – Disse depois de alguns minutos de silêncio desconfortável. O homem jornalista, ainda tinha apontado para mim seu aparelho gravador. – Pode abaixar isso, por favor? – Pedi com cautela. A verdade era que eu estava um tanto assustada com aquilo. Jornalistas eram pessoas tão intrometidas em nosso meio, que precisávamos ter muito cuidado ao conversar com eles. Eu pessoalmente, já havia presenciado o nome de várias pessoas prejudicadas as cegas por eles. Era algo assustador. Ainda mais agora, que eu tinha um dos grandes bem de frente a mim.

–A Srta acabou de espancar um Moroi não é mesmo? – Ele me ignorou, ainda com aquilo apontado para mim. –Como os guardiões e rainha irão lidar com isso? Acha que será expulsa?– Eram tantas perguntas ao mesmo tempo, me fazendo ficar tonta.

–Rose? – Ian se aproximou de nós, antes que eu literalmente começasse a gritar ou a correr. Quando ele viu o jornalista, sua expressão se tornou dura e ele começou a gesticular com a mão, para que ele se afastasse. — Nos encontramos de novo. Agora se afaste. – Era a primeira vez que via Ian realmente aborrecido. – Não vou repetir.

O homem trocou rapidamente seu foco de mim para Ian então, ele resolveu se afastar.

–Depois conversamos mais Srta. Rose – Ele disse rapidamente, como alguém com medo. Não era para menos. Até eu estava receosa com a expressão de Ian o observando partir.

–Você está bem? – Ian voltou-se gentilmente para mim e eu não aguentei. O abracei com força, em busca de conforto.

–Não. Não estou bem – Comentei conforme as lágrimas desciam sem cessar pelo meu rosto. Ele me apertou contra si, mexendo em meu cabelo.

–Está tudo bem agora. Aquele verme não vai mais te importunar. – Ele sussurrava

–Ele disse... – Funguei me afastando um pouco dele, para olhar seus olhos. – Ele disse que eu espanquei Clark por causa dos pais dele. – Franzi o cenho confusa. – Eu nem sei do que ele esta falando. – Solucei.

–Está tudo bem agora. Ele é jornalista. Está louco – Ian fez um som estranho com a boca, me fazendo sorrir.

–Eu não faria isso. Sabe que eu não faria. – Desviei o olhar e Ian voltou a me abraçar.

–Você é bem doida às vezes eu tenho que admitir, mas isso eu sei que não faria.

–Quero ir pro meu quarto – Resmunguei em seu peito. Meu choro estava cessando agora.

–Quem diria. A valentona guardiã Hathaway, em meus braços – Ele riu baixo. -Vamos lá que eu te levo – Ian se distanciou, me puxando gentilmente pela mão, para que eu o seguisse.

–Não se gabe – Limpei meu rosto rapidamente. – Apenas estou estressada – Desviei o olhar, fazendo com que Ian gargalhasse alto.

–Não se preocupe – ele me olhou travesso – Será nosso segredinho.

Quando eu já estava sozinha no meu quarto, prestes a me jogar de cara nos travesseiros, Alice apareceu me enchendo de perguntas sobre o que realmente havia acontecido. Contei a ela com detalhes o que havia se passado e inclusive, minha conversa com Ian. Mas ela parecia um tanto confusa com a parte do jornalista.

–Eu já repeti quinhentas vezes que não sei do que ele estava falando. – Fechei os olhos com força, enquanto observava Alice caminhar de um lado para o outro do quarto. Eu ainda vestia o longo e pesado vestido vermelho, cansada demais para tira-lo.

–Como ele chegou a essa conclusão? – Alice perguntou preocupada.

–Eu não sei. Talvez ele achasse ter visto algo, ou algum comentário, ou... – Parei abruptamente – Ou aquele maldito moleque falou alguma coisa. – Conclui com raiva o suficiente, para espremer meus próprios dedos.

–Não duvide – Alice fechou os olhos com força e parecendo cansada. Ela provavelmente estava concordando comigo.

Antes que eu tivesse chance de falar mais alguma coisa, seu celular tocou.

–Preciso ir – Ele me disse, observando a tela. – Daqui a pouco é ano novo e precisamos reforçar a segurança – Alice lamentou, se agachando na minha frente na cama. – Se precisar de qualquer coisa me avise, mas eu aconselho você a não sair daqui – Ela juntou as sobrancelhas de modo preocupado e eu apenas acenei com a cabeça em concordância.

Da onde eu estava ainda era possível ouvir as pessoas comemorando no salão. Aproximei-me da janela do quarto e abri timidamente a cortina. Abracei-me, sentindo a brisa fria de lá de fora. Eu já não lembrava mais, da última vez que havia realmente me sentido feliz e aliviada. Talvez quando estava em St. Vladimir. Talvez no primeiro dia em que pousei na Sibéria e conheci Dimitri. Sim, essa era minha melhor lembrança atual. Minha vida estava um verdadeiro caos e eu não conseguia pensar em mais nada, que não fosse os problemas que teria que lidar agora. Oh sim, o mundo era bastante irônico e razoavelmente injusto comigo. E só para melhorar isso, era minha situação com Dimitri.

Cansada de ficar lamentando, do mesmo jeito que estava vestida, desci as escadas em busca de ar. Eu precisava sair dali. Atravessei o caminho todo que ligava o prédio dos dormitórios, até um pequeno campo de flores da Corte, que terminava bem no começo da floresta fechada. Sentei lá por alguns minutos, apenas observando as pessoas caminhando com suas taças em mãos, parecendo bastante ausentes a tudo o que havia acontecido há pouco.

Um homem em especial me chamou a atenção. Ele havia saído de dentro da mata e caminhava calmamente em direção à entrada principal do Baile. Ao seu lado, duas mulheres bastante pálidas. Uma loira e uma morena o acompanhavam. Ambas já estavam usando mascaras, cobrindo grande parte de seus rostos, inclusive os olhos. Mas o homem, ainda tinha a sua ainda em mãos. Seu cabelo ela preto e bastante comprido, abaixo dos ombros, penteado para trás. Ele usava um smoking similar ao de Dimitri e as mulheres, vestidos longos de cores neutras. Um bem próximo do creme e a outra, azul claro. Embora estivesse escuro o suficiente, algo nele me intrigava e uma coisa estranha se formou dentro de mim, quando ele me viu e sorriu em reconhecimento.

Intrigada o suficiente, comecei a segui-lo de perto. Eu não conseguia explicar a estranha conexão que tinha com ele. O homem não se virou em nenhum momento, nem suas acompanhantes, mas eu sabia que ele sabia sobre mim.

Quando chegamos perto o suficiente dos portões para me fazer parar, ele então se virou e sorriu novamente para mim, mas dessa vez havia algo novo. Algo novo e sombrio. Seus olhos se tornaram vermelho vivo.

Notas finais
Um Strigoi?
Palpitess!!!