Vampire Academy - (Sangue Nobre)

19 Capítulo 19 - Fantasmas Do Passado


Notas iniciais
Gente bom dia!
Tudo bem com vcs?
Me perdoem pela demora, mas estou finalizando uma fic.
Para quem não conhece, segue o link:
http://fanfiction.com.br/historia/276799/Lagrimas_de_Sol
Quem puder dar uma passadinha por lá, eu agradeceria.
Voltando ao assunto de nossa fic aqui, queria dizer o seguinte:
Muitas pessoas estão confusas por causa da fic mas gente, quero que se lembrem de que não estou seguindo a risca a titia Richele. Em minha opinião, não teria graça copiar a colar a história rsrsrsrsrs
De qualquer forma, agradeço a todos os comentários e queria pedir um favor a vocês.... Estou sentindo falta de uma recomendação :(!!! Se alguém RECOMENDAR, prometo postar outro cap ainda hoje ou no máximo amanha! =)
Então é isso... beijinhos e até a próxima

Eu ainda encarava Adrian, quando alguém bateu nervosamente na porta do quarto, nos fazendo sair do transe.

–Se esconda ali atrás – Sibilei para Adrian, apontando a porta do meu banheiro. – Não quero ter que dar explicações, do por que você estar no meu quarto.

Adrian me lançou um sorriso malicioso, mas quando cerrei um pouco meus olhos, ele resolveu ir para o banheiro resmungando. Assim que abri a porta, dei de cara com Ian.

–O que você tanto demora aqui em cima? – Ian parecia um pouco irritado. Rapidamente seus olhos varreram o local. – Hans está atrás de você.

–Estava conversando com Adrian. Mê de um minuto – Assim que ele sinalizou, encostei a porta e segui para o banheiro. Adrian estava observando seu reflexo no espelho e parecia bastante satisfeito com o que via, me fazendo bocejar. – Vou ter que ir com Ian. Feche logo o quarto e tome cuidado para ninguém te ver.

–Vai contar a eles o que você viu? – Adrian perguntou com expectativa.

–Eu não sei ainda – Disse com pesar. – Na verdade eu não acho que eles acreditaram em mim de qualquer forma. – Cocei a cabeça confusa. – Fique de olho em Lissa por mim Okay?

–Rosemarie! – Ian cantarolou meu nome na porta, me fazendo resmungar vários palavrões em voz baixa. –Estou ouvindo! – Ele continuou cantarolando.

–Já estou indo! – Berrei de volta, antes de me voltar para Adrian. – Feche tudo aqui e assim que conseguir me livrar dos guardiões, te procuro. – Pisquei para ele.

Durante todo o trajeto até a sala dos guardiões, Ian e eu seguimos em silêncio. Ele claramente queria me fazer algumas perguntas, mas estava talvez um pouco receoso, já que eu havia procurado Adrian. Minha cabeça estava trabalhando em uma velocidade assustadora. Agora que Adrian havia confirmado meu pior pesadelo, eu não sabia por onde começar a explicar isso para os outros.

Assim que Ian abriu a pesada porta da sala para que passássemos, encontrei Hans sentado em uma cadeira lendo alguma coisa que suspeitei ser um mapa. Ao seu lado Janine e Alice conversavam sobre alguma coisa, junto de um pequeno grupo de guardiões. Não havia rastros de Dimitri.

–Hathaway venha aqui – Hans sinalizou com a mão para que eu me aproximasse. –Vamos até minha sala, que eu preciso te fazer algumas perguntas.

Aproximei-me alguns passos, quando Dimitri entrou no cômodo. Ele estava levemente corado, como se tivesse vindo correndo. Seus olhos cruzaram com os de Hans e eu percebi que existia algo ali.

–O que houve? – Hans me dispensou, indo em direção a Dimitri que tinha um papel em formato de carta prateada, em suas mãos. Aproximei-me instintivamente e pude notar que o papel além de um tanto amassado, estava sujo com o que parecia ser sangue ou barro. Hans pegou o papel e quando o abriu, seus olhos se abriram como dois pratos. –Onde encontrou isso? Vamos para minha sala. – Ele falou baixo. Eu, Dimitri, minha mãe, Ian e Alice, seguimos Hans para outro pequeno aposento, com uma mesa e mais algumas cadeiras. Embora o lugar fosse menor, era bastante aconchegante.

–Um dos guardas encontrou nas extremidades da propriedade real. – Dimitri fechou a porta atrás e nós e tocou sua testa suada, parecendo cansado. Hans sibilou alguns palavrões e logo se dirigiu para minha mãe.

–Janine vá averiguar isso – Ele entrou o papel para minha mãe que sinalizou em entendimento, sem ao menos olhar o papel de verdade. — Vocês dois vão com ela, mas não quero que isso vaze. – Hans apontou para Alice e Ian. Quando seus olhos passaram por mim, ele suspirou. – Você está dispensada para cuidar disso – Hans enrugou o nariz, observando minhas mãos enfaixadas.

–Estou bem para trabalhar – Firmei minha voz. Eu não precisava ficar de fora o tempo todo.

–Você irá com Dimitri e vai contar a ele exatamente o que você viu. Ouviu bem? – Hans apontou um dedo, mas não me intimidei. –Seja lá quem for o engraçadinho que está nos tentando, precisa ser parado, antes que alguém se machuque de verdade.

A forma como ele havia dito aquilo, me fez me sentir enojada.

–Claramente alguém já se machucou – Retruquei. Felizmente eu acreditava que Isadora estava bem, mas ela poderia ter morrido. Eu poderia ter morrido.

–A Srta. Mercês está bem felizmente – Hans parecia um pouco nervoso. – De qualquer forma, acredito que isso não passou de uma brincadeira doente.

–Não é permitido aquele tipo de flecha no torneiro! – Me defendi. – Não acho que isso realmente foi uma brincadeira doente. – Enquanto eu discutia com Hans, sentia um formigamento estranho pelo meu corpo. Resolvi ignorar.

–Qualquer um que brinca com antigos fantasmas é chamado de doente Srta. Hathaway – Hans se sobressaltou ainda nervoso. Encolhi-me um pouco e logo, senti a mão de Dimitri em minhas costas.

–Cuide disso Belikov. Tenho coisas a fazer – Hans então partiu, me deixando estupefata e confusa.

–O que ele quer dizer? – Perguntei, quando Dimitri gentilmente me virou para ele. –O que quer dizer antigos fantasmas e brincadeiras doentes?

Dimitri tomou um grande suspiro e me puxou para perto de seu peito.

–Acho que Hans foi infeliz no comentário. – Ele mexia no meu cabelo carinhosamente. –Não acho que na verdade ele saiba o que realmente aconteceu.

–Ele parecia bastante claro sobre isso. – Comentei tentando absorver conforto de Dimitri. –O que ele quis dizer?

–Nada que é importante agora – Dimitri beijou meus cabelos.

–Não tenho pressentimentos bons sobre o que vi – Minha voz saiu baixa demais. Dimitri percebendo meu receio se afastou um pouco e me encarou. Seus olhos queimando em mim.

–O que você viu? – Ele insistiu e dessa vez, eu sabia que iria ter que dar explicações e inclusive, explicar que Adrian estava envolvido.

O puxei para que sentássemos de frente um para o outro, em duas cadeiras da sala de Hans. Suspirei pesadamente, antes de começar.

–Eu sei o quão louco isso vai soar e até eu estava duvidando, se não fosse pela confirmação de Adrian quando estávamos no meu quarto e – Pausei, notando que eu havia contado detalhes demais.

–Adrian? Adrian Ivashkov? – Dimitri parecia incrédulo e um pouco irritado agora. – O que ele tem haver com isso e o que exatamente ele fazia no seu quarto?

–Não é o que está pensando – Tentei justificar, mas Dimitri apenas ergueu uma sobrancelha irritada para mim. – E não é como se eu não tivesse que lidar a cada momento com o ciúme! – Me defendi. – Lembra-se da Sibéria? Selena, Natasha Ozera? Nem aqui aquela broaca te deixa em paz. – Cruzei os braços defensivamente no peito.

–Estamos mudando o foco do assunto – Dimitri disse rispidamente.

–Tem razão. – Virei os olhos, soltando o ar e tentando me controlar. – Vou contar de uma vez, se prometer não crucificar Adrian Ivashkov – O alertei usando de chantagem. Eu sabia que Dimitri iria ficar extremamente irritado com isso, mas eu não sabia mais o que fazer a respeito.

–Prossiga – Ele comentou indiferente e eu soube ali, que ele havia concordado com meus termos. Respirei fundo antes de começar.

–Eu e Isadora estávamos quase alcançando a largada, quando dispararam contra ela e aquela flecha quase me atingiu e eu corri atrás do agressor e eu não acreditei no que eu vi e eu ando tão confusa ultimamente e... – Pausei para respirar. Dimitri ainda estava irritado, mas sua expressão suavizou um pouco. – E então eu fui atrás de Adrian por que eu achava que Natasha Ozera poderia estar por trás disso, ainda mais quando ele me contou sobre o pai dela, mas algo estranho aconteceu. – Dimitri pegou minhas mãos nas suas, tentando me passar algum conforto. Ele agora parecia preocupado. — Adrian não sei como conseguiu acessar minhas memórias e ele acabou confirmando, o que eu mais temia ter visto. – Engasguei em minhas últimas palavras, demonstrando a quão assustada eu estava.

–O que vocês viram? – Ele disse calmamente, tentando não me assustar ainda mais.

–Um Strigoi Dimitri. Eu vi um Strigoi. – As palavras saíram engasgadas.

Notas finais
Passou pela fic? comente! não seja um leitor fantasma!