Vampire Academy - (Sangue Nobre)
15 Capítulo 15 - Verdades Não Ditas
Notas iniciais
Se vocês estiverem gostando, hoje ainda posto mais um
Beijos
-O que quer dizer com morto? – Perguntei pela vigésima vez, enquanto caminhávamos de volta ao campo onde eu treinava.
-Eu já disse que não sei muita coisa sobre isso. – Adrian respondeu irritado, enquanto seguia ao meu lado. –Aliás nem sei por que, toquei nesse assunto agora com você.
-Você que começou com isso então termine – Parei abruptamente, puxando seu braço. Estávamos a poucos metros da quadra e eu já podia, ver minha estrutura de feno, apontando a frente. –Por que tem tanta certeza que Natasha Ozera está roubando e o que diabos, sabe sobre o pai dela?
-Rose! – Uma voz bastante aguda e conhecida, soou próximo de nós. Lissa. Quando me virei, ela me encarava de uma forma bastante confusa. – Está querendo matar meu primo? – Ela ergueu uma sobrancelha confusa e divertida ao mesmo tempo e ali, eu percebi que ainda segurava o braço de Adrian.
-Na verdade quase isso – O soltei e forcei um sorriso na direção dela. O clima entre nós duas, não era dos melhores, graças aos recentes acontecimentos. –Lissa, sabe algo sobre o pai de Natasha Ozera? – Mudei de assunto, mas ela não pareceu se abalar.
-Ah claro, o tio avô de Christian. O que tem ele? – Lissa ajeitou seu casaco branco, enquanto aguardava com expectativa.
-Sabe algo sobre ele ser usuário de magia? – Indaguei, me sentindo meio estúpida pela pergunta. A expressão de Lissa então se alterou um pouco. Ela parecia claramente interessada e intrigada com aquilo.
-O que sabe sobre isso? – Ela me perguntou. Seus olhos jade brilhando.
Tossi um pouco e seus olhos se dirigiram a Adrian.
-Adrian! Eu já disse para manter Rose longe das suas especulações, sobre a família do meu namorado! – Seus pés batiam na grama impacientes.
-Eu não tive culpa! Queria só ver se a Rose reconhecia tão bem quanto nós, um usuário de magia– Ele deu de ombros e logo, uma mecha loiro escura de seu cabelo, caiu em seus olhos.
-E aposto que adorou o resultado – Lissa bufou. – Benjamin não é François!
-Quem é François? – Resolvi perguntar.
-O pai de Natasha! – Os dois responderam ao mesmo tempo. Lissa virou os olhos e logo soltou um longo suspiro.
-O pai de Natasha morreu Rose. Ele ficou louco e foi encontrado morto, quando ainda estava em uma clínica de reabilitação. – Lissa parecia triste com aquilo. – Christian ficou muito abalado. – Ela então me fitou. – Você se lembra disso não é? Há dois anos, quando Christian sumiu de St. Vladimir?
-Bem vagamente – Comentei pensativamente, enquanto lembrava-me de dois verões atrás, quando Christian Ozera havia sumido. Ele e Lissa ainda nem chegavam perto de serem namorados naquela época, mas para minha frustração, ela já se sentia preocupada com ele.
-E ele foi encontrado depois no sótão da igreja chorando – Os olhos jade de Lissa se encheram de lágrimas e eu pude notar sua compaixão por ele.
-Chega! Estou ficando enjoada – Virei os olhos. – Onde está o avô dele?
-Ele mora no sul da África em um resort – Ela respondeu.
-Sul da África? Interessante para um Moroi – Constatei. Lugares ensolarados eram os piores para um vampiro, que não poderia sair à luz do dia.
-Nem me diga. Christian o evita desde que resolveu se mudar assim, para o outro lado do mundo.
-Imagino – Forcei um sorriso.
-De qualquer forma, esqueça as besteiras de Adrian. Ela fez menção de se aproximar, mas se conteve a dois passos de mim. Seus olhos pareciam alerta, enquanto Lissa observava minhas mãos. –Vim aqui por outro motivo. – Ela mudou de assunto. – Vim te convidar para o baile de máscaras de ano novo, amanhã.
-Baile de Mascaras? – Franzi o cenho. – Isso era o que eu menos precisava agora, levando em consideração a minha atual rival mágica, no maldito torneio.
-Adrian! – Lissa então aumentou significamente sua voz em direção ao seu primo. – Se continuar enfiando minhocas na cabeça de Rose sobre essa coisa de mágica, você vai sentir na pele o que é a verdadeira mágica. – E assim bufando sem mais nem menos, Lissa nos deu as costas e começou a caminhar em passos rápidos e irritados, pela direção em que havia vindo.
-Entendeu isso? – Adrian perguntou confuso.
-Não mesmo – Respondi rindo daquela situação.
-Acho bom você treinar agora – Ele virou os olhos e eu soltei um longo suspiro. – Vai precisar de sorte, contra a Ozera.
-Não preciso de sorte – Dei de ombros. – Eu faço minha própria sorte – Pisquei para Adrian, o deixando ali, enquanto voltava para meu treino com arcos.
Já se passava das quatro da tarde, quando resolvi parar de treinar para a competição. Meus braços e pernas protestavam silenciosamente, enquanto eu lutava contra a tampa da garrafa térmica, em busca de cafeína.
-Ouvi dizer, que você odeia café – A voz doce e aveludada de Dimitri, fez com que meu corpo instantaneamente respondesse.
-Não tanto quanto odeio certa pessoa – Dei de ombros, ainda sem virar para ele. Mesmo sem encara-lo, eu sabia sem pestanejar, o olhar que ele me lançava. Ajeitei-me melhor na grama.
-Dê-me isso – Dimitri então se colocou na minha frente e ajoelhou, pegando a garrafa de minhas mãos. Em menos de um segundo, ele a abriu.
-Interessante – Foi à única coisa que consegui dizer mesmo sem entusiasmo, enquanto puxava a garrafa de suas mãos.
-Já chega de treinar — Dimitri se aproximou mais de mim e beijou minha testa, tirando a garrafa recém-aberta de minhas mãos. –Vamos descansar.
-Vamos? Não está trabalhando? – Perguntei, enquanto me deixava ser abraçada por ele. Dimitri sentou na grama e me puxou para mais perto.
-Por isso eu disse que você vai descansar – Ele sorriu e beijou o topo da minha cabeça. – Eu vou só te levar pra cima. Amanhã será um longo dia.
-Eu tive um longo dia hoje – Murmurei.
-O que aconteceu, além de exercitar seus músculos sem cessar? – Ele me perguntou calmamente.
-Conheci o tio de Natasha Ozera – Continuei de mal humor.
-Benjamin está aqui? – Dimitri parecia ligeiramente surpreso, ao notar a mudança em sua voz.– Pelo que ouvi por ai sobre seu estado de saúde, me admira essa notícia.
-O que sabe sobre isso? Sobre ele? – Me distanciei o suficiente para encara-lo.
-Não muito. – Dimitri coçou de leve seus olhos, em sinal de cansaço. – Ele é o irmão de François o pai de Tasha.
-Disso eu sei – O cutuquei – Quero saber mais! – Aproximei nossos rostos tão perto, que tive que me forçar a lembrar, do assunto em que estávamos tratando. – Andei escutando algumas coisas a respeito – Comentei nervosamente pela proximidade. Dimitri apenas sorriu.
-Que tipo de coisas? – Dimitri insistiu ainda sorrindo.
-De o tipo ele ser usuário de espírito – Dei de ombros, tentando me fazer de inocente. Não funcionou muito bem com Dimitri.
-Benjamin não é usuário de espírito Rose. Seu irmão era – Me voltei para encara-lo. – Depois que François morreu, Benjamin ficou de vez perturbado.
-Adrian me disse que sentiu magia dele – Falei o mais baixo que consegui. Dimitri ergueu uma sobrancelha desconfiada.
-O que estava fazendo com Adrian? – O tom ciumento que ele usou, me fez bufar.
-Nem comece a mudar de assunto – Cruzei os braços no peito. – Ele só me mostrou o tio de Natasha.
-Hum sei – Dimitri desviou o olhar e eu não consegui reprimir minha cara surpresa.
-Não acredito que está ciumento sobre o primo de Lissa! – Perguntei incrédula.
-Você ficaria ainda mais surpresa, sobre as coisas que ouvi a respeito dele, envolvendo você. – Dimitri continuou em seu tom amargo.
-O que ouviu? – Pisquei várias vezes
-Agora vou trabalhar – Dimitri então, se levantou do lugar, me deixando sentada ali. – Vejo você mais tarde. – Antes de se distanciar totalmente, Dimitri selou nossos lábios e logo me deu as costas.
-Mas que merda é essa? – Perguntei a mim mesma, me sentindo perdida.
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