Vampire Academy: Blood Brothers
21 Bônus Bloodlines 4 : Laços de Sangue.
Capitulo 24
É estranho como você reage em momentos de imediato perigo. Parte de mim estava em puro pânico com o coração acelerado e com a respiração rápida. Este sentimento vazio, que parecia um buraco aberto no meu peito, voltou. Outra parte de mim era capaz de, inexplicavelmente, usar a logica, principalmente algo tipo ‘Sim, aquilo é o tipo de faca que poderia cortar a garganta’. O resto de mim? Bem, o resto de mim estava apenas confuso.
Eu fiquei onde estava e mantive a minha voz baixa e calma.
–Lee, o que está acontecendo? O que é isto?
Ele balançou a cabeça.
–Não finja. Eu sei que você sabe. Você é muito inteligente. Eu sabia que você ia descobrir isto, mas eu não esperava que fosse assim tão cedo.–Minha mente girava.
Mais uma vez, alguém pensava que eu era mais esperta do que eu era. Eu acho que deveria estar lisonjeado com a sua fé da minha inteligência, mas a verdade é que eu ainda não sabia o que estava acontecendo. Contudo, eu não sabia se atraiçoar ajudava ou dificultava as coisas. Eu decidi jogar limpo o tempo que eu razoavelmente conseguia neste caso.
–É você na foto,– disse com o cuidado de não parecer uma pergunta.
–É claro–, disse ele.
–Você não tem idade.– Ousei dar um rápido olhar para a imagem, para verificar por mim mesma. Ainda me olhava. Apenas Strigoi se mantinham jovens, permanecendo imortais com a idade que tinham quando foram transformados. –Isso é…isso é impossível. Você é um Moroi.
–Oh, eu tinha idade–, disse ele amargamente. –Não muita. Não o suficiente para que você realmente pudesse detectar, mas acredite, eu tinha. Não era como costumava ser.
Eu ainda não tinha percebido, ainda não tinha certeza de como tínhamos chegado a um ponto em que Lee – romântico e apaixonado por Jill – estava de repente a me ameaçar com uma faca. Nem eu entendia como ele parecia exatamente com o mesmo que estava na foto de á cinco anos atras.
Só havia uma coisa terrível que eu estava a começar a ter certeza.
–Você…matou Kelly Hayes.– O temor no meu peito intensificou-se. Levantei o meu olhar da lâmina para os seus olhos. –Mas certamente…certamente não Melody…ou Tamara…–Ele acenou.
–E Dina. Mas você não iria saber dela, pois não? Ela era apenas humana, e
vocês não mantêm o controle sobre as mortes humanas. Apenas vampiros.
Era difícil não olhar para a faca novamente. Tudo o que eu podia pensar era como ela era afiada e de como estava muito perto de mim. Um golpe, e eu ia acabar assim como as outras raparigas, minha vida a sangrar para fora de mim.
Procurei dizer algo desesperadamente, desejando novamente ter aprendido as habilidades sociais que vinham facilmente para os outros.
–Tamara era sua prima–, eu consegui. –Por você mataria a sua própria prima?
Um momento de pesar atravessou o seu rosto.
–Eu não queria — quer dizer, eu fiz…mas, bem, eu não estava em mim quando voltei. Eu só sabia que tinha que ser despertado novamente. Tamara estava no lugar errado na hora errada. Eu me atirei para o primeiro Moroi que apareceu…mas não funcionou. Foi por isso que tentei os outros. Eu pensei que algum deles com certeza faria isso. Humanos, dhampir, Moroi…nenhum deles funcionou.
Havia um desespero terrível na sua voz, e apesar do meu medo, alguma parte de mim queria ajuda-lo…mas eu estava irremediavelmente perdido.
–Lee, me desculpe. Eu não entendo, por que você precisou –tentar outros.– Por favor, coloque a faca para baixo e vamos conversar. Talvez eu possa ajudá-lo.
Ele me deu um sorriso triste.
–Você pode. Embora, eu não queria que fosse você. Eu queria que fosse Keith. Ele certamente merecia morrer mais do que você. E Jill…bem, Jill gosta de você. Eu queria respeitar isso e poupá-la.
–Você ainda pode–, disse. –Ela… ela não ia gostar que você fizesse isso. Ela iria ficar chateada se soubesse…
De repente, Lee se atirou para cima de mim e me prendeu à cadeira com a faca na minha garganta.
–Você não sabe!–, ele chorou. –Ela não sabe. Mas ela vai e vai ficar contente. Ela vai me agradecer e nós vamos ser jovens e ficar juntos para sempre. Você é a minha chance. Os outros não funcionaram, mas você…– Ele arrastou a lâmina da
faca perto da minha tatuagem. –Você é especial. Seu sangue é mágico. Eu preciso de um Alquimista e você é minha única chance agora.
–Que…chance…você está falando?– arfei com dificuldade.
–Minha chance para a imortalidade!–, ele gritou. –Deus, Sydney. Você não pode sequer imaginar. Como é ter isso e depois perdê-la. Ter força infinita e poder…não envelhecer e saber que você vai viver para sempre. E, em seguida, desapareceu! Tiraram de mim. Se algum dia eu encontrar o bastardo do usuário de espírito que fez isso comigo, eu vou matar ele. Eu vou matá-lo e beber dele depois desta noite, eu vou estar completo uma vez mais. Eu vou ser despertado.
Um arrepio percorreu minha espinha. À luz de tudo, você teria pensado que eu já estava no nível máximo de terror. Não. Acontece que ainda vinha mais por aí. Porque com aquelas palavras, comecei a juntar uma teoria frágil do que ele quereria dizer com aquilo.
–Despertar– era um termo usado no mundo vampiro, em circunstâncias muito
especiais.
–Você costumava ser Strigoi–, sussurrei sem mesmo ter a certeza se acreditava em mim mesma.
Ele se afastou um pouco com os olhos cinzentos grandes e com um brilho doente.
–Eu costumava ser um deus! E eu serei novamente. Eu juro. Me desculpe, a sério. Sinto muito por ser você e não Keith. Sinto muito por você descobrir sobre Kelly. Se você não tivesse, eu poderia procurar outro Alquimista em Los Angeles. Mas você não vê? Eu não tenho nenhuma outra opções agora…–A faca ainda estava na minha garganta. –Eu preciso do seu sangue. Eu não posso continuar assim…não como um mortal Moroi. Eu tenho que ser transformado novamente.
Uma batida soou na porta.
–Nem uma palavra,– Lee sussurrou. –Eles vão embora.
Segundos depois a batida foi repetida seguida por:
–Sage, eu sei que você está aí dentro. Eu vi o seu carro. Eu sei que você está chateada, mas apenas me escute.
Um dingdong resultou como distração.
–Jimmy!– gritei pulando da cadeira. Não fiz nenhuma tentativa para desarmar Lee. Meu único objetivo era segurança. Eu o empurrei — passando por ele, antes que ele pudesse reagir — e me dirigi para a porta, mas ele foi mais rápido do que eu esperava.
Ele pulou na minha direção e me atirou para o chão e ao mesmo tempo a faca me cortou no braço. Eu gritei de dor quando senti a ponta da lâmina escavar a minha pele. Lutei contra ele, apenas resultando num corte mais fundo da faca em mim.
A porta abriu de repente e eu fiquei grata por não ter bloqueado a porta quando deixei Lee entrar. Jimmy entrou chegando a um impasse quando reparou na cena.
–Não se aproxime–, advertiu Lee, empurrando a faca contra a minha garganta de novo.
Eu podia sentir o sangue quente a escorrer pelo meu braço.
–Feche a porta. Depois… sente-se e coloque as mãos atrás da cabeça. Eu mato-a se você não o fizer.
–Ele vai fazer isso de qualquer maneira-ahh!– Minhas palavras foram cortadas quando a faca perfurou minha pele, não o suficiente para me matar, mas o suficiente para me causar dor.
–Ok, ok–, disse Jimmy, segurando suas mãos. Ele parecia mais sóbrio e sério do que eu jamaistinha visto. Quando ele se sentou no chão com as mãos atrás da cabeça como lhe foi indicado, ele disse suavemente, –Lee, eu não sei o que você está fazendo, mas você precisa parar agora antes que vá mais longe. Você não tem uma arma. Você não pode apenas nos prender aqui sob ameaça de uma faca.
–Já deu resultado antes–, Lee disse. Ainda mantendo a faca em mim, ele enfiou a mão no bolso do casaco com a sua outra mão e pegou numas algemas. Aquilo foi inesperado. Ele deslizou aquilo para Jimmy. –Coloque-as.– Quando Jimmy não reagiu de imediato, Lee empurrou a faca até eu gritar. –Agora!–
Jimmy colocou as algemas.
–Eu trouxe isso para ela, mas a sua chegada pode ser uma coisa boa–,disse Lee. –Provavelmente vou estar com fome depois de ser despertado.
Jimmy arqueou uma sobrancelha.
–Despertado?
–Ele costumava ser um Strigoi,– eu consegui dizer. –Ele tem matado as garotas -cortando as suas gargantas -para tentar voltar a ser um novamente.
–Fique quieta–, retrucou Lee.
–Por que você cortar as suas gargantas–, perguntou Jimmy. –Você tem presas.
–Porque isso não funcionou! Eu usei as minhas presas. Eu bebi por elas…mas não funcionou. Eu não despertei novamente. Então eu tive que cobrir o meu rasto. Os guardiões podem descobrir, você sabe. As mordidas de Moroi e Strigoi? Eu precisava de uma faca para subjugá-los de qualquer maneira, de modo que eu então cortei os pescoços para esconder o rasto…e fazer eles acharem que era um Strigoi louco. Ou um caçador de vampiros.
Eu podia ver Jimmy a processar tudo isso. Eu não sabia se ele acreditava ou não, mas ele – independentemente — tinha o potencial de enrolar as coisas com ideias malucas.
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