- E você estava nele. — Isso fez com que o rapaz abrisse um sorriso maior, então ela tinha achado tudo um pesadelo! Humanos são criaturas tão divertidas.

- Isso é bom?

- Você era um...Vampiro e...Me mordeu. — Ele sabia que ela havia resumido a história contudo não mencionou nada, queria a deixar mais nervosa, talvez quem sabe paranóica, se tudo aquilo virasse um jogo, ele estaria mechendo as peças corretas. Vencendo. A vendo cair de tempos em tempos e depois com uma cobra de sua frágil presa no final daria o bote, afinal um humano a menos não faz falta.

- Você não acreditava em vampiros?

- E não acredito mas... — dessa vez o intervalo que ela derá foi bem grande — Foi tudo tão real. Pra mim.

- Entendo, Taylor. Porém eu não sou um médico e não posso exercer a profissão de um psicólogo, algo que deve procurar. Não tenho nenhum para te indicar, desculpe, senhorita. — A olhou de cima a baixo, segurando o riso, a garota parecia ter ficado abalada na verdade, era isso mesmo que ele queria.

- Vamos tomar um café? Você parece tão acabada, moça. — E Ellen fez o que ele desejava naquele momento, a baixinha parecia quase ter soletrado a palavra \"acabada\" pelo tamanho da ênfase posta nela.

- Me chamo Taylor, mas pode me chamar de Tay.

- Prazer em conhece-la, Ellen. — Era estranho ver a dos olhos castanhos avermelhados tentando ser gentil.

- Ah sim, adoraria tomar um café mas só estou de passagem, já estava indo.

- Sabe o caminho da porta?

- Claro. — Assentiu e foi embora, os dois restantes ficarem se entre olhando, até ouvirem de longe o barulho da porta se fechar, não foi Liam quem quebrou o silêncio.

- Liam, o sangue daquela garota...

- É apenas meu, Ellen. — Deu um rosnado baixo, como se fosse um cachorro marcando o território.

- Vai mata-la quando?

- Quero me divertir, de todos os modos possiveis antes disso. — Riu, seu riso ecoou pela sala toda, puxando consigo o riso da garota.

Durante esse meio tempo, um gato entrou no local, seu miado quebrou o riso de ambos que fitaram o felino de pelagem branca, que corria até seu dono, pulando em seu ombro, esfregando a cabeça do pescoço deste, o garoto sorriu, aninhando o filhote em seu colo ficou o acariciando.

- Afinal, precisamos nos animar, não acha pequenino?