Notas iniciais
"Is this the end...!" Olá pessoas lindas! Voltei!! E como diz o pequeno trecho de uma música antiga(tão antiga que nem me lembro o resto da letra!) É o fim! Por ora, as aventuras das guerreiras terminam. Deu trabalho, ficou longo, pensei em dividir mas como ando com o tempo meio curto resolvi postar de uma vez mesmo. Sem mis enrolação, vamos ao capitulo, o último....Boa leitura...Grata por terem acompanhado e comentado...Grata pelas rewiews passadas, escritas e pensadas...More rewiews,pleaseee! Bjinhos flores.] P.S: Leiam as notas finais

“Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro;

E fizesse parar chover nãos primeiros erros....

Meu caminho é cada manhã

Não procure saber onde estou;

Meu destino não é de ninguém

E eu não deixo os meus passos no chão...”

Primeiros Erros

Capital Inicial

Londres (um dia depois, 08:50 a.m)

Escritório Valkyrjas

Narrador

—Até que enfim vocês chegaram! – Mike exclama, abrindo um largo sorriso ao ver o grupo entrando pela porta.

—Oi Mike, bom dia. Apesar de tudo estamos bem, inteiros e não graças a vocês! – ironiza Thea, parando a frente do agente com os braços cruzados.

—Ok, ok, foi mal! – reconhece – Mas veja, estou sorrindo! – diz, virando o rosto de lado, apontando a própria boca, mostrando os dentes em um sorriso ao mesmo tempo em que mexe as sobrancelhas fazendo a garota revirar os olhos.

—Cadê todo mundo? – Sara questiona, olhando a sua volta, notando a sala praticamente vazia – Estamos de mudança? – indaga, arqueando a sobrancelha.

—Estão senhorita Lance – um homem de cabelos curtos e grisalhos anuncia, saindo de uma sala imediatamente a frente deles acompanhado por Ray e Laurel – Como estão todos?

—Como Thea já disse, inteiros, mas não graças a vocês Cross! – Eddie Thawne reforça.

—Também não gostamos do rumo que as coisas tomaram Thawne, tenha certeza disso! — Ray afirma, olhando-os um a um — Onde está o Merlyn?

—Aqui – Tommy apresenta-se, sentando sobre uma mesa próxima.

—Certo...Muito bem, como Quentin falou a pouco, estamos de mudança – recomeça, voltando-se para o grupo de agentes -- Primeiro porque está casa não é mais segura – cala-se um segundo, voltando-se para Tommy antes de prosseguir – Segundo porque o senhor Merlyn é aguardado no St. Mary’s para retirada dos chips e sua consequente liberação – informa, fazendo sinal para alguém atrás deles – Acredito que alguns de vocês já conheçam o senhor Diggle – apresenta, fazendo o grupo voltar-se para o homem, que sorri.

—Por Onde andou? – Oliver questiona, segurando a mão estendida, puxando-o para um abraço.

—Isso mesmo, onde andou grandão!? – Thea repete, ignorando a mão que lhe estendia, pulando no pescoço dele em um “abraço de urso” – Nem imagina o quanto precisamos de seus músculos e de seu cérebro nos últimos dias! – frisa, apertando-o forte.

—Na verdade imagino sim – assegura ele, pondo-a no chão quando o abraço termina – Estive acompanhando o caso de longe, infelizmente – revela, voltando-se para Tommy – Como está Thomas? – pergunta, estendendo a mão para o moreno, que aceita, retribuindo o sorriso.

—Vivo – responde, uma ponta de amargura na voz.

—Então alegre-se, podia ser bem pior! – exclama, notando os ferimentos em ambos os braços.

—O que exatamente está fazendo aqui John? – Felicity questiona, abraçando-o, completando logo a seguir – Não que não tenha gostado de te ver e até de saber que está, estava acompanhando o..... – para um segundo, uma ruga formando-se em sua testa – O que quis dizer com estava acompanhando o caso à distância!?!

—Estava me fazendo a mesma pergunta loira! – McConnell afirma, olhando-o intrigado – Pelo que sei a seu respeito não é do tipo que fica “acompanhando a distância” quando a vida de amigos está em risco.

—De fato não – garante, lançando um olhar severo a Laurel, Ray e Cross – Não foi nada fácil para mim saber que Oliver, Felicity, Thea e Thomas estavam correndo risco de morte e não poder fazer nada...

—Não vejo dessa forma John – Cross o interrompe – Sua colaboração junto com sua esposa foram fundamentais para a prisão da doutora Volstock – revela.

—Como é? A russa está presa? – Thea pergunta, recebendo a confirmação – Sabia que aquela.... Sabia que ela não prestava! – exclama, voltando-se para Eddie – Não te falei que era estranho o comportamento dela pouco antes de o laboratório ser atacado?

—Lembro – anui o detetive – E lembro do Harper comentar com alguém que também estava achando isso – comenta, Mike erguendo a mão.

—Comigo. E não apenas comentou, me pediu para verificar as ligações dela nas vinte e quatro horas que antecederam a chegada do senhor Merlyn ...Thomas, chegar a Londres – revela, fazendo o moreno ficar em alerta – Descobri que andava falando com ninguém menos que Isabel “docinho” Bruxete e seus capangas, incluindo o querido senhor Rory e o falecido senhor Snatch...

—O que não explica como o ultimo conseguiu nos localizar tão rápido e facilmente se nem mesmo Rory, que estava em nosso encalço, conseguiu – Caitlin argumenta, olhando Tommy de soslaio, notando seu incômodo.

—Essa parte talvez possa explicar. Pelo menos parcialmente – Diggle fala, lançando um olhar significativo para Oliver.

—Certo.... Mas isso pode esperar um pouco – começa dizer o loiro, voltando-se para o amigo – O que acha de te levar para se livrar desses chips? – sugere.

—Melhor notícia nos últimos dias! – responde, saltando para fora da mesa – Vem comigo Cait?

—É claro que vou! – assegura a garota, segurando a mão que lhe estendia – Nos vemos no hotel de sempre? – pergunta voltando-se para laurel, que nega com um gesto de cabeça.

—Não. Já temos uma nova e definitiva sede – avisa – Te mando o endereço por mensagem.

—Ok. Vamos? – chama, encarando Oliver, que, após trocar um olhar com Diggle, anui.

—Também vou – Felicity anuncia, pendurando a bolsa que carregava nos ombros de McConnell sem aviso prévio – Leva pra mim. Obrigada – fala, batendo de leve na bochecha do policial, saindo de mãos dadas com Oliver.

—Felicity sendo Felicity! -- Sara responde à pergunta muda feita por ele, dando de ombros.

—Agora, o que o Merlyn não podia saber...

—Além do fato de que o pai está em Londres? – Eddie e Thea formulam juntos.

—Como sabe que o pai dele está aqui? – Mike questiona, olhando-a, surpreso.

—Simples: você se corrigiu quando o chamou de “senhor Merlyn” – a garota revela, fazendo aspas no ar – As pessoas, em geral, só costumam fazer isso quando os dois estão em um mesmo ambiente, ou no caso, cidade – completa – E só pra constar: ele percebeu portanto...

—Já sabe que o pai está na cidade! – exclama o agente, fazendo uma careta.

—Isso era pra ser segredo por acaso? – Sara questiona, intrigada.

—Não Sara – Laurel afirma, voltando-se para Eddie – Quanto a sua pergunta Thawne, existe a forte possibilidade de que alguém ligado a Global esteja interessado na morte de Thomas.

—Oi?? Como assim alguém da Global quer matar Tommy? – interroga Thea.

—De dentro ou ligado a Global para ser mais exato Thea – Diggle começa dizer – E infelizmente há fortes indícios que seja verdade -- afirma, fazendo-a sentar-se sobre a mesa, boquiaberta.

—Quem? Por quê? – questiona a garota, sentindo um nó na garganta – Tommy nunca fez mal a uma mosca! É de longe o cara mais gentil que conheço, sem ofensa rapazes – desculpa-se, vendo-os erguerem as mãos em aceitação – Ta certo que sempre foi irresponsável, brincalhão, irritante, às vezes... – cala-se um segundo, mirando o nada – Mas nunca prejudicou ninguém além dele mesmo. Por que alguém iria querer matá-lo?

—A resposta a essa pergunta é a última peça do quebra cabeças em que toda essa história se transformou – afirma John – A princípio pensamos se tratar de alguma vingança contra Malcom, e ainda não descartamos essa possibilidade totalmente – frisa

—E Rory só ameaçou matá-lo depois que puxou, por assim dizer, nossa fuga no precipício – Eddie argumenta – Até onde sei não iria lucrar nada com isso.... Ou ia?? – interroga, olhando de John para Ray e Laurel.

—Não – Laurel assegura – Apesar de serem sócios, Snatch e Rory estavam, aparentemente, em lados opostos.

—Não foi isso que Snatch deu a entender – Sara relembra – Ele sugeriu que Cait o ajudasse a pegar os chips, repassá-los aos interessados e depois entregar Tommy a Malcom para receberem a recompensa que disse que ele estava oferecendo....

—Mas não tencionava devolve-lo com vida – McConnell lembra – Aliás, não fosse à providencial interferência do casal aqui nós também teríamos trazido um corpo sem vida, ou alguém duvida que fosse atirar na cabeça dele? – interroga, os demais negando com um aceno – Pois é, Rory,só tentou explodir o cara depois de ficar puto da vida por ter sido vencido por um playboy – rir discretamente – Já Snatch veio decidido a eliminar seu alvo, no caso...

—Tommy! – Thea exclama, sentindo um calafrio percorrer sua espinha – Quais as outras hipóteses que levantaram Dig? – pergunta, arrepiando-se a ouvir a resposta do amigo.

—Apenas mais uma – diz – E está nada agradável: alguém próximo, muito próximo... Da família, na verdade – revela, fazendo-a prender a respiração—E não existe recompensa nenhuma oferecido por Malcom Sara – afirma, voltando-se para a loira.

—Por quê?? – Eddie questiona – Por que alguém da família iria querer sua morte?

—A causa menos provável, ciúmes de algum tipo.... Sabia que Harrison tem um filho fruto de uma relação com uma antiga colega de trabalho? – John pergunta, olhando diretamente para Thea.

—Não – responde, surpresa – Qual a idade?

—Vinte e cinco –informa – Dentro dos quais mal teve contato com o pai ao passo que Thomas....

—Wells praticamente o adotou!! – exclama a garota, a sensação de que algo de ruim estava para acontecer aumentando.

—A causa mais provável, e também a que mais me preocupa, seria a herança – completa.

—Dinheiro! – McConnell diz, cuspindo as palavras – Como sempre entre os muito ricos e milionários!

—Mas pensei que Malcom o havia deserdado! – Thea exclama.

—Não, ele apenas bloqueou todas as fontes de renda e bens em nome de Thomas – Diggle afirma – Ele ainda é seu principal herdeiro.

—E quanto a irmã? – Eddie pergunta – Ela também não é herdeira?

—Apenas de uma pequena parte – confirma.

—Pequena? – Thea começar dizer – Se você considerar quarenta por cento de tudo que os Merlyn possuem pequena! – exclama-- Na boa, até para mim é uma quantia bemm generosa – diz, explicando-se diante dos olhares curiosos – Minha família é rica sim, mas em matéria de patrimônio os Merlyn são bem mais. É a mais antiga família de Starling, uma das fundadoras na verdade. A Global é só uma parte do montante do qual acho que nem mesmo Malcom tenha noção! –teoriza – O patrimônio deles não se restringe apenas a nossa cidade natal. Pelo que sei há propriedades e empresas em Central, Gottan e até na distante Smallville.

—Fiiiuuuuu! !! –McConnell assovia, surpreso – Quer dizer que o garotão vale quanto pesa?

—Um pouquinho mais do que isso eu diria! – Thea diz, voltando-se para o amigo – Espera um minuto... Neste caso...

—Quem mais lucraria com a morte do herdeiro de Malcom!? – Diggle insinua, interrompendo-a.

—Não, não! Não pode ser! Impossível! Eu me recuso a acreditar que possam sequer ter cogitado essa hipótese! – revolta-se a garota.

—Só que infelizmente é a mais provável Thea. A menos que saiba de mais alguém que saia ganhando com a morte de Thomas além dela – argumenta John.

—Ok, será que dá para parar de pôr as palavras Tommy e morte na mesma frase!? – pede, nervosa – Não estão percebendo que se algo de ruim acontecer a ele Cait também será atingida?! -- diz, olhando-os ainda mais nervosa – Ela pode se fazer de forte, durona, pode negar o quanto quiser, mas a verdade é que se algo acontecer a Tommy, vai quebrá-la!! E de uma forma que não sei se terá volta!

—Sabemos disso Thea – Laurel assegura – E é por isso que estamos neste exato momento, cercando todo perímetro do hospital com agentes a paisana – avisa, completando – E é por isso que irão para lá agora mesmo!

—Demorou! – exclamam McConnell e Thawne, levantando-se, saindo juntamente com as duas e Diggle rumo ao heliporto e de lá para o St. Mary’s.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Hospital St. Mary’s (09:30a.m)

Recepção

Caitlin

Chegamos ao hospital e logo de cara nos encontramos com o professor Harrison Wells.

—Tommy, graças a Deus está bem! – diz, aproximando-se de nós, parando ao perceber que ele recuara – Me desculpe! Por favor, me desculpe – pede, parecendo angustiado – Nunca tive a intenção de colocar sua vida em risco, acredite. Eu apenas...

—Honestamente não quero ouvir suas desculpas esfarrapadas Harrison – Tommy o interrompe, sua voz transparecendo toda magoa e ressentimento que sentia por ter sido usado – Nada do que disser vai diminuir a dor e decepção que senti quando me contaram o que havia feito.

—Sei disso Tommy. E vou passar o resto de meus dias me redimindo com você – promete – A começar por libera-lo desse peso. Venha comigo, está tudo pronto. Só estávamos esperando por vocês – anuncia, indicando a direção que deveriam seguir.

—Vamos ficar te esperando aqui! – digo, beijando-o rapidamente.

—Thomas – uma voz grave a minhas costas chama nossa atenção e nos voltamos, encontrando um casal parado a alguns passos de nós.

Mesmo antes que ele diga alguma coisa, já sei de quem se trata: Malcom e Danielle Merlyn.

—Pai... Danielle – escuto-o dizer friamente, surpreendendo-se, assim como eu, com o abraço da madrasta.

—Graças a Deus está bem meu querido! – exclama, afastando-se o suficiente para olhar em seu rosto, que segura entre as mãos – Quando soubemos o que havia acontecido ficamos preocupados.

—Verdade!? – Tommy pergunta.

—Por que a ironia Thomas? – Malcom Merlyn questiona, encarando o filho – Saiba que desde o dia seguinte a seu sequestro viajamos para Londres a fim de acompanhar as investigações de perto – informa.

—Quem contou para vocês Malcom? – Oliver pergunta.

—Íris, Barry e Cisco – professor Wells se adianta responder – Contra minha vontade, diga-se de passagem, já que só pretendia falar quando Tommy estivesse em segurança.

—Harrison, alguma coisa errada? Estamos esperando por vocês – um homem baixo, de cabelos grisalhos se aproxima. O reconheço dos arquivos que havíamos recebido no início do caso. É Martin Stein.

—Já estamos indo Martin – diz, voltando-se para o pai de Tommy – Malcom, se nos dá licença preciso liberar seu filho. Depois conversaremos, nós quatro, sobre o tudo que aconteceu – determina – Vamos – chama, pondo-se de lado a fim de abrir caminho para Tommy, que me dirige um último olhar carinhoso antes de dar as costas e sair seguido por Harrison Wells e Martin Stein.

—Harrison nos contou que você participou do resgate de meu filho Oliver – escuto-o dizer e me volto, prestando atenção ao homem a minha frente.

Os cabelos já apresentavam alguns fios grisalhos especialmente nas laterais, os traços eram mais fortes e duros do que os de Tommy mas as semelhanças estavam lá para quem quisesse ver: o mesmo nariz afilado, o mesmo queixo, os mesmos lábios, a mesma altura...Fisicamente falando os dois eram muito parecidos. Excerto os olhos. Enquanto os de Tommy eram doces e gentis, os de Malcom Merlyn eram astutos e calculista, quase frios.

Mesmo agora, quando diz ter atravessado o oceano para acompanhar as investigações do sequestro do filho, não demonstravam sentimento algum.

—Não apenas eu Malcom. Várias pessoas. Na verdade, duas equipes participaram do resgate... Que foi bem mais complicado do que parece – Oliver começa dizer, parando ao toque de seu telefone – Me deem licença um minuto – pede, afastando-se para atender.

—Felicity, não é?? – a madrasta de Tommy pergunta, apontando para minha amiga.

—Isso. Felicity – confirma, me pedindo ajuda com o olhar.

—E você é ?? – é a vez de Malcom Merlyn perguntar, me encarando e mais uma vez tenho a sensação de ausência de sentimentos.

—Caitlin Snow – me apresento, apertando a mão que me estendia.

—Qual o papel das duas nesse resgate? – questiona, estreitando os olhos, observando a mim e Felicity.

—Fui sequestrada junto com seu filho senhor Merlyn. Estivemos o tempo todo juntos – informo, vendo um brilho irônico surgir em seus olhos.

—Estava com Thomas no momento do sequestro? – Danielle Merlyn questiona, me olhando de cima a baixo, fazendo-me sentir como uma mercadoria sendo avaliada.

—Foi o que ela disse meu bem – Malcom diz num tom de voz como se falasse com uma criança – Posso supor então que seja a tal garota que ele procurava desde o réveillon! – indaga, sorrindo com o canto da boca diante de meu espanto – Apesar de ele pensar o contrário, me preocupo com meu filho senhorita Snow, e isto inclui as mulheres que frequentam a cama de Thomas, afinal ele é meu principal herdeiro, gostando ele ou não – comenta fazendo meu sangue ferve.

—Está insinuando que me envolvi com seu filho por interesse senhor Merlyn? – questiono, furiosa.

—Que tal nós mudarmos de assunto?? – Felicity intervém.

—Saiba que pouco me importa a conta bancaria de Thomas!! – rebato, sentindo minha raiva aumentar.

—Ou podemos continuar falando sobre esse assunto , nos desentendermos e causar mais aborrecimentos ainda ao Tommy, além de todos que já teve nos últimos dias que incluem desde a desagradável sensação de ter sido expulso do hotel onde estava na Holanda, passando pela igualmente desagradável prisão sob uma acusação torpe, ao “calote” por não ter pago o taxi que o levou ao laboratório no sábado à noite onde se encontraria com o professor Wells, seu irmão – aponta a senhora Merlyn – A fim de retirar algo que sequer sabia estar carregando no próprio corpo, que acabou por ser o motivo de seu sequestro, que por sua vez o fez levar um tiro, ser espancado, perseguido, pular de um precipício, passar a noite em uma cabana, se bem que ai não foi tão ruim! – exclama minha amiga, voltando a falar sem nos dar chance de dizer nada -- Retirar um microchip localizador, o qual também não sabia estar implantado nele, quase ser explodido pelo homem que o sequestrara, conseguir fugir para novamente ser ameaçado por um assassino que se não tivesse sido morto pela polícia fatalmente o teria matado com um tiro na cabeça para, finalmente, ser trazido até aqui a fim de retirar os benditos chips!!! – conclui, respirando fundo, olhando de mim para o pai e a madrasta de Tommy, um sorriso tenso no rosto – Esqueci alguma coisa??—pergunta, voltando-se para Oliver, que se encontrava parado a suas costas com uma sobrancelha arqueada.

—Na verdade apenas mais uma Sweet heart – começa dizer, fazendo-nos enrugar nossas testas – Mas vou te dar um desconto visto eu mesmo acabo de saber! – pontua, dirigindo seu olhar para o pai de Tommy – O que sabe sobre o filho de Harrison? – pergunta direto.

—Bernard? -- Danielle Merlyn inquere encarando-o, confusa – O que tem meu sobrinho??

—Vocês o conhecem? – Oliver insiste fazendo uma luz de alerta começar a piscar em meu interior.

—Nos vimos algumas poucas vezes depois que a mãe revelou sua existência para meu cunhado – Malcom afirma – Sei que vive na Europa, não sei qual país exatamente, que havia começado a faculdade de medicina....

—Como é a relação dele com o pai? O que sente? Tem ciúmes dele com Tommy? – Oliver questiona o interrompendo.

—Não que me lembre – Malcom diz, franzindo ainda mais o cenho – Por que está perguntando isto?

—Não estão pensando que meu sobrinho possa ter algo a ver com o sequestro de meu enteado acham?? – interroga Danielle, completando – Harrison pode não ter tido uma convivência longa e continua com o filho mas os dois se davam, ou melhor, se dão muito bem. Se falam com certa regularidade e Bernard sabe que, no caso deles, a mãe foi a principal responsável pelo afastamento dos dois visto que não contou a meu irmão sobre a gravidez a não ser quando precisou do dinheiro dele—conta – Quanto a ter ciúmes da relação de Harrison com Thomas, ele tinha sim, principalmente na adolescência. Meu irmão sempre teve muito carinho por meu enteado e isso irritava, evidente, o filho porque Thomas conviveu mais com o pai do que ele. É natural. Mas depois de adulto, até onde sei, isso deixou de ser um problema para ele.

—O que a relação do Wells com o filho tem a ver com o caso Oliver?? – questiono-o sentindo a tensão aumentar.

—Diretamente com o caso dos chips nada – informa – Mas com o surgimento de Snatch tudo – revela, as luzes piscando mais fortes agora acompanhadas por uma sirene barulhenta – E se o eliminarmos como suspeito, a segunda opção não irá agradar nenhum dos dois! – frisa, olhando de Malcom para a esposa.

—Segunda opção para o que? Pode por favor falar claramente Queen! – Malcom pede e vejo uma preocupação genuína se estampar em seus olhos – O que mais há por trás deste sequestro que ainda não foi dito pela senhorita Smoak? – pergunta.

—O homem contratado para sequestrar Tommy e pegar os chips tinha um parceiro que aparentemente foi contrato para uma tarefa diferente da dele – afirma.

—Que tarefa? – pergunto, sentindo um frio terrível se apossar de mim ao ouvir sua resposta.

—Matar Tommy – revela, direto.

—O que?? – Malcom e a esposa falam juntos – Do que diabos está falando Queen? Quem iria querer matar meu filho e por que? – Malcom verbaliza as perguntas em minha mente, mas antes que Oliver responda, Eddie e Thea surgem vindos de um dos corredores do hospital.

—Ollie, Fel, Cait, temos um problema! – avisa Thea, parando a nosso lado – Olá Malcon, Danielle, sinto reencontrar vocês em uma situação tão complicada.

—Qual problema Speedy?? – Oliver interroga.

—Rory foi visto nas imediações do hospital – Eddie alerta -- Tentaram segui-lo mas o perderem nas proximidades da entrada oeste. Dividimos a equipe a fim de cobrir melhor a área externa e agora estamos entrando para vasculharmos o local.

—Esse é o homem contratado para pegar os chips?? –Malcom pergunta, passando a mão pelo rosto diante da confirmação de Oliver.

— Diggle, Sara, McConnell, Mike e Harper já começaram a procurá-lo pelos corredores. Viemos avisar vocês antes de começarmos a procurar também – Eddie diz, começando a caminhar, eu, Oliver e Felicity fazendo o mesmo, parando ao chamado do pai de Tommy.

—Esperem, vou com vocês – afirma, voltando-se para a esposa – Fique aqui. Emily deve estar chegando – recomenda e pelo canto do olho vejo Oliver empertigar o corpo, tenso.

—Tenha cuidado meu bem – recomenda Danielle, beijando-o rapidamente.

—Tem algo que eu preciso saber Oliver?? – seguro discretamente o braço de Oliver, perguntando baixinho.

—Rory não é o único com quem devemos nos preocupar – avisa-me, mostrando duas fotos na tela de seu celular – Fique atenta a estes dois também!!

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Tommy

—Fique mais alguns minutos descansando Tommy – Harrison recomenda ao me ver tentar levantar da cama – Apesar de não termos precisado te sedar, seria bom esperar um pouco antes de sair por ai. Mesmo não tendo sido de grande porte, acaba de passar por um procedimento cirúrgico e o anestésico local pode causar algum incomodo – lembra-me.

—Como aconteceu no laboratório em Central?? – questiono, lembrando de ter apagado por um tempo.

—Não. Naquele dia especificamente sedei você a fim de que não soubesse do que se tratava – revela, me encarando por um segundo – Pensei estar garantindo sua segurança mantendo-o na ignorância, por assim dizer, sobre o implante dos chips – cala-se outra vez, suspirando – Espero que um dia possa me perdoar. Jamais, em momento algum, supus que alguém do grupo iria nos trair e mais ainda por sua vida em risco. Sinto muito. Sinto muito mesmo—lamenta-se – Vou mandar avisar seu pai que já terminou e em que quarto está.

—Prefiro que avise Cait ou Oliver – digo.

—Se prefere, mandarei avisá-los – diz, acenando com a cabeça antes de sair.

Ao me ver sozinho, recosto-me na cama, pensando no que fazer da minha vida de agora em diante.

Voltar para Starling continuava não sendo uma opção que me agradasse. Ainda mais depois que Oliver revelou sua intenção de vender seus cinquenta por cento da boate que havíamos aberto juntos a qual, diga-se de passagem, ambos andávamos negligenciando a um bom tempo. Na verdade, o local só não fechara graças à ajuda providencial de minha meio irmã Emily.

Ela que vinha administrando tudo praticamente sozinha nos últimos meses especialmente depois que decidi procurar Cait.

Várias vezes pensei em lhe passar uma procuração, mas sempre acontecia algo que me impedia.

—Foi daqui que pediram uma xicara de chocolate quente com pedaços de marshmallow?? – escuto uma voz feminina perguntar e volto meu rosto em direção a porta, sorrindo – Olá estranho, quanto tempo! – Emily entra seguida de perto por um homem que não reconheço de cara.

—Oi – respondo, recebendo seu abraço, franzindo o cenho ante o sorriso franco do homem que a acompanhava.

— Vou te ajudar a me reconhecer gordinho! – fala e antes mesmo que ele ponha os óculos, puxo-o para um abraço.

—Seu idiota míope!! – xingo-o rindo – O que está fazendo aqui? O que estão fazendo aqui, os dois? – pergunto assim que nos separamos.

—Eu trabalho aqui gordinho. Quarto e último, se Deus quiser, ano da faculdade de Medicina! – revela, ajeitando os óculos no rosto – E sabe muito bem quem é o míope não sabe?? – revida, socando meu ombro, desculpando-se ao ver minha expressão de dor – Desculpe, desculpe... O que aconteceu com você? Marido ciumento?

—Antes fosse! Teria resolvido mais facilmente – afirmo – Isso tudo aqui – aponto os dois ferimentos, um em cada ombro, e o mais novo em meu flanco direito de onde haviam retirado os chips – Foi em parte culpa de seu pai! – acuso, rindo de sua expressão de horror.

—Como assim de meu pai? – pergunta.

—Senta ai que vou fazer um resumo para os dois – digo, dobrando as pernas, abrindo espaço para os dois sentarem, passando a contar-lhes resumidamente tudo que me acontecera desde o sábado à noite até chegar ao hospital para finalmente retirar os benditos chips.

—Caramba Tommy, isso foi....

—Uma aventura e tanto! – presumo.

—Ia dizer louco, insano, mas isso ai também serve! – corrige-me o filho de Harrison me fazendo balançar a cabeça – Concorda comigo Emms? – questiona, tocando a mão de minha meio irmã que sobressalta-se – Opa, desculpe. Está bem Emms? Parece meio pálida.

—Bernie está certo. Está se sentido bem Emms? – pergunto, segurando sua mão, assustando-me com a frieza-- Emily está gelada! O que está sentindo? – pergunto, levantando-me, preocupado ao mesmo tempo que Bernard leva a mão a sua testa.

—Deite-se aqui. Vou te examinar – ordena.

—Não precisa, não foi nada. Apenas um mal-estar passageiro. Já estou melhor – garante, afastando a mão dele, irritada – Quer parar! Já disse que não foi nada! – bufa, tentando levantar-se mas a seguramos junto a cama, impedindo-a.

—Não senhora, vai ficar deitadinha ai enquanto te exam...—Bernard cala-se repentinamente fazendo-me erguer os olhos para ele, assustando-me tanto por vê-lo desabar, desacordado, sobre a cama, quanto por ver quem o nocauteara.

—Olá playboy, sentiu minha falta!? – Rory ironiza rindo sadicamente – Hora de acertar nossas contas, você e eu! – diz, avançando em direção a mim e Emily, que recuamos – Sabe, me disseram que seria um trabalho fácil, rápido e simples: ir até Londres, sequestrar o sobrinho do Wells, um filhinho de papai que não fazia nada na vida além de farar, leva-lo até determinado local, entrega-lo e receber. Simples assim! – abre os braços – O que ninguém me disse é que o talzinho em questão era o mais novo rolo da princesa de gelo, muito menos que ela e as amiguinhas estariam protegendo ele nem que o pé no saco do Thawne estava na área! – braveja, arremessando o porta soro pela janela.

—Os chips já foram retirados. A essa altura devem estar bem longe daqui – afirmo, posicionando-me a frente de Emily.

—Na boa, não me interessa mais! – diz- aproximando-se lentamente, um brilho nos olhos – No momento estou a fim que socar essa sua carinha bonita até quebrar cada osso! – afirma, socando a palma da própria mão – Vou te deixar tão desfigurado que nem mesmo pela arcada dentaria vão conseguir te reconhecer! – ameaça, avançando sobre nós.

Me baixo rápido trazendo Emily comigo, acertando a parte de trás do joelho dele com um soco, fazendo com que perdesse o equilíbrio, levantando-me junto com minha irmã, segurando firme sua mão enquanto tento alcançar a porta.

—Desta vez não playboy! – rosna, segurando meu tornozelo, derrubando-me.

—Fuja Emily! Agora! – ordeno, acertando o rosto de Rory com o calcanhar, quebrando seu nariz fazendo-o urrar de dor ao mesmo tempo que me puxa pela perna, fazendo meu corpo deslizar ficando ao alcance de sua mão, desferindo um soco contra meu rosto.

—Quebrou meu nariz desgraçado filho da mãe!! – xinga, levantando-se, segurando em meu cabelo, me erguendo só para me atirar contra a parede.

Sinto uma dor imensa na parte de trás de minha cabeça e fecho os olhos no exato momento em que desfere um novo soco em meu rosto.

—Vou...Acabar...Com sua raça! – rosna entredentes intercalando cada palavra com um soco em uma parte diferente de meu corpo, me atirando por sobre a cama contra a parede.

Deslizo até o chão após o choque respirando com dificuldade.

—Tommy... – ouço Bernard chamar em um fio de voz, mostrando-me algo em sua mão.

Não tenho tempo de entender do que se trata pois logo Rory está em cima de mim de novo, me prensando contra a parede mais uma vez, distribuindo socos por meu rosto e abdômen, parando, para meu espanto, quando começava a perder a consciência, soltando-me, se afastando cambaleante até desabar no chão poucos a minha frente.

Escorrego parede a baixo, sentando no chão, confuso, entendo o que acontecera ao ver Bernard também sentado, apoiado nos pés da cama com uma seringa na mão.

—Sedativo – explica, fazendo uma careta, fechando os olhos, as mãos no abdômen e só então percebo que está ferido – Vê... se ... se ele apagou –pede, fazendo sinal quando engatinho até ele – Vê ele...Vou ficar bem ... desde que esse troglodita não acorde!

Dou um sorriso nervoso indo fazer o que me pedia, apoiando-me na cama para ficar de pé, agachando-me junto ao enorme corpo estendido no chão, virando-o de barriga para cima.

—Finalmente, ajuda... – ouço Bernard suspirar as minhas costa – O que está fazendo Emms?! EMMS NÃO!! – grita e antes que consiga me virar sinto algo acertar minhas costas derrubando-me sobre Rory – EMMS, PARE! PARE!! – volta a gritar ao mesmo tempo que sinto uma nova pancada me atingir ao tentar levantar –EMMS NÃO!! – um novo grito seguido pelo barulho de algo caindo.

Com esforço consigo virar meu corpo, ficando de frente para meu agressor.

—Emily?!? – surpreendo-me ao ver o rosto lívido de minha irmã que sustenta uma barra de ferro no alto de sua cabeça.

—Por que não morre Thomas!? – braveja, e ergo os braços a frente de minha cabeça a fim de me proteger do golpe, sentindo uma dor lancinante quando sou atingindo – Por que simplesmente não morre? – repete, desferindo um novo golpe que acerta meu ombro e orelha esquerdos – Morre, droga! MORRE! – grita, histérica, preparando-se para mais um golpe, sendo impedida por duas mãos fortes que arrancam a barra de suas mãos, jogando-a contra a parede, voltando-se para mim a seguir e vejo seu rosto: Ollie!!

—TOMMY! TOMMY, FALE COMIGO, MEU AMOR! TOMMY! TOMMY!

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Laveham – Inglaterra (manhã de sábado, 10:00 a.m)

Nove meses e meio depois

Narrador

—Aqui está seu amiguinho, são e salvo!! – Cecilia Rossi anuncia, abaixando-se com o filhote de labrador nos braços, entregando-o ao menino ansioso.

—Ele vai ficar bom Cecy? – pergunta , choroso.

—Ele já está bom, meu querido! – afirma, afagando os cachinho loiros antes de ficar de pé a fim de falar com os pais do garoto – Aqui está a receita. Basta que sigam tudo direitinho e o Boris vai ficar bem. Se quiserem comprar os remédios aqui em nossa loja mesmo basta irem ao balcão e Ariel vai atendê-los. Quaisquer dúvidas fiquem a vontade para ligar – diz, afagando o filhote, despedindo-se dos proprietários, preparando-se para voltar para a sala de cirurgia parando ao escutar a campainha da porta da frente tinir quando a mesma é aberta dando passagem ao casal sorridente trazendo nos braços o garotinho de espertos olhos verdes – Ouwnn!! Não acredito que finalmente vou conhecer o pequeno príncipe!! – exclama, abrindo os braços para receber o bebê.

—Sem essa de pequeno príncipe! – bufa o loiro, levando um safanão da esposa.

—Olha os modos Eddie ou vai dormir na casa do cachorro! – ameaça Thea.

—Querida, nós não temos cachorro esqueceu!? – indaga, completando – E até onde sei, pequeno príncipe é seu sobrinho!

—Nosso Sobrinho! – corrige-o ela – E o título vale para os dois não é meu amor, coisa mais linda da mamãe! – fala, apertando as bochechas do filho.

—Ele é tão lindo Thea! – derrete-se Cecilia – Não vejo a hora do meu nascer, de tê-lo em meus braços, sentir esse cheirinho bom!!

—Diminui esse ar ai menina, tem alguém aqui se derretendo toda! – Sara provoca, entrando ao lado de McConnell seguidos de perto por Felicity e Oliver, que traz o pequeno Dylan nos braços.

—Ouwnn, mas é muita fofura em um só lugar gente!! – Ariel, a balconista, diz, aproximando-se – Senhora Rossi, se não se importa vou indo. Já deu minha hora.

—Não, não, pode ir. Obrigada e até segunda – despede-se.

—Já estão fechando? – Oliver pergunta.

—Já sim. Na verdade, nem íamos abrir hoje, mas como tinham dois pacientes para dar alta Doug resolveu passar por aqui antes de irmos – explica – Como foram de viagem? – pergunta, entregando Aaron a Thea, rindo ao escutar os resmungos.

—Chata...

—Cansativa...

—Tediosa...

Sara, Oliver, e McConnell enumeram quase ao mesmo tempo.

—Minha nossa, o que é tudo isso?? – Doug Rossi questiona, entrando na recepção acompanhado de seu assistente – Já fechamos tudo lá atrás querida. Só falta aqui na frente.

—Até segunda doutor – despede-se o jovem ruivo.

—Até Ronie – responde o veterinário.

—Respondendo sua pergunta, aquilo tudo é o caminho até nossa cidade segundo nossos amigos – Cecilia Rossi explica, fechando os armários, desligando o ar – Aqui tudo ok. Vamos indo? – convida, todos anuindo.

—Como estão o senhor e a senhora Merlyn? – pergunta o veterinário, fechando a porta.

—Recuperando-se aos poucos. Virão na próxima semana junto com o Wells. – Oliver informa, passando o filho para Felicity – Não está sendo nada fácil para eles.

—Imagino – anui Doug, apoiando o braço nos ombros da esposa – Mas afinal, o que levou a garota a tentar matar o próprio irmão?

—Burrice! –Thea xinga, fazendo uma careta.

—Ela foi iludida pelo Snatch – Oliver a corrige – Os dois se conheceram em uma de suas viagens, ela se apaixonou e ele viu uma oportunidade de ficar milionário – prossegue enquanto caminham.

—Então ele já sabia de quem ela era filha?? – questiona Cecilia.

—Sabia sim, mas não sobre Tommy, a princípio – Felicity informa – Só depois que ele e Rory foram contratados para pegar os chips foi que souberam que os dois eram meio irmãos e, lógico, sobrinhos do Wells.

—Detalhe: Snatch não contou ao parceiro que estava tendo um caso com a irmã do alvo e muito menos que pretendia tornar a garota única herdeira – Sara revela.

—Ele investigou Wells e toda a família a fim de descobrir pontos fracos que usou para fazer a cabeça de Emily de ela e não Tommy merecia ser a principal herdeira de Malcom – Thea prossegue, passando pelo portão da casa – Olá, tem alguém em casa? Titio, seus sobrinhos vieram te conhecer! – chama, subindo os degraus.

—Quer dizer que, se Wells não tivesse posto o chips no sobrinho nada disso teria acontecido? – questiona Cecilia.

—A parte do Rory certamente não – Sara afirma.

—Já o Snatch, ambicioso do jeito que era, dificilmente teria feito algo diferente do que fez! – Eddie frisa – Na verdade acho que o fato de Wells ter feito o que fez acabou salvando a vida de Thomas – pondera – De uma forma meio distorcida, reconheço, mas salvou.

—Hey, sejam bem-vindos! – Caitlin saúda os amigos vindo da lateral da casa, abraçando-os um a um, detendo-se nos bebês – Pensamos que não viriam.

—Culpa da suas amigas que demoram um século para se arrumarem – acusa McConnell, levando um beliscão da namorada.

—Onde está Tommy? – Oliver pergunta – Como ele está?

—Melhor a cada dia! – comemora Cait – Venham, estamos lá atrás, no quintal -convida, fazendo-os seguirem-na – Aproveitamos o dia ensolarado para fazer a fisioterapia aqui fora – explica, abrindo um sorriso radiante ao ver o marido de pé entre Bernard e Marie, noiva do mesmo e fisioterapeuta de Tommy, caminhando devagar.

—Não imagina o quanto essa cena nos deixa felizes! – Oliver comenta, deixando as lágrimas correrem livremente, emocionado, abraçando a irmã, tão emocionada quanto ele.

—Chegamos a pensar que o perderíamos...—começar dizer a garota, calando-se, sentindo o nó forma-se na garganta, sorrindo entre lágrimas ao responder o aceno do amigo, que os chama com a mão.

—Vão indo na frente. Temos uma coisinha para conversar com Cait – Sara pede.

—Ok – concordam, Oliver e Eddie pegando os filhos, seguindo junto com o veterinário, a esposa e McConnell para junto do trio.

—O que houve? – Cait pergunta, encarando-as, tensa.

—Laurel ligou essa semana – Sara começa dizer, olhando-as – Ela, Ray e Cross estão formando uma nova unidade. Mike e Harper estão com eles....- para um segundo, respirando fundo antes de seguir – Eu e Mc também – informa, escolhendo as palavras que diria a seguir – Escutem, sei que tem suas vidas agora, seus filhos...

—Eddie e Oliver farão parte de uma unidade – Felicity interrompe-a, sorrindo – E quanto a mim e Thea...

—Sempre teremos creches e parentes com quem deixar os pimpolhos!! – completa a garota – Só vamos esperar ficarem grandes o suficiente para que possamos voltar à ativa! – anuncia.

—Cait?! – Sara pergunta após um breve silencio.

—Não pensei nisso ... Ainda – admite, olhando o marido interagir com os outros e os bebês – Nem poderia. Minha prioridade é Tommy. Não posso e principalmente não quero me afastar dele enquanto não estiver completamente recuperado. Não conseguiria mesmo que quisesse.

—E depois?? – indaga a loira.

—Se aprendi uma coisa disso tudo Sara, foi a me preocupar com um dia de cada vez! – exclama, envolvendo a cintura da amiga – Portanto, minhas amigas, vou ficar devendo essa resposta a vocês! Pelo menos até que tenha condições de lhes dar uma resposta, seja ela negativa ou positiva – diz, sentindo-as unirem-se pela cintura.

—Sem problemas. Vou saber esperar por você. Por todas vocês! – Sara assegura – Afinal, uma vez Valquíria...

—Sempre Valquíria!! – dizem juntas, caminhando, abraçadas, ao encontro dos amigos, filhos, maridos e namorado.

FIM......

Por enquanto!

Notas finais
Em substituição a Valkyrjas, entrou Hidden Life... Bjinos flores. ERRATA: havia postado com a passagem de tempo errada. Sorry! Coisas de mente cansada que não revisou antes de postar com medo de a energia faltar e não conseguir postar de novo,rsrsrsrsrsrsrsrs.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!