Notas iniciais
Essa é uma fanfic com o Pedro Lanza, com datas falsas e histórias retiradas da cabeça de uma fã.

Ela sempre foi tudo pra mim. Desde o momento que eu a conheci, até hoje, agora.

Dia 17 de fevereiro de 2010.

Eu estava atendendo as minhas fãs, e de repente eu vi uma menina morena, muito bonita, e que parecia ser muito simpática.

- Oi! — disse a ela quando ela se aproximou de mim.

- Oi Pedro! — ela disse envergonhada. Parecia ser bem tímida.

- Qual seu nome? — perguntei á ela.

- Bi.. Bianca, pode me chamar de Bia!

Tivemos uma rápida conversa. Tirei uma foto com ela e depois, não á vi mais, naquele dia.

Dia 9 de abril de 2018.

Depois do dia 17 de fevereiro de 2010, pude vê-la mais vezes. Até peguei amizade com ela. Mas depois disso, comecei a sentir algo diferente. O sentimento cresceu. Ela já não era apenas uma amiguinha pra mim. Trocavamos olhares, diferentes. Sentiamos atração, um pelo o outro. Decidi contar do meu sentimento.

Dia 24 de setembro de 2010.

- Bianca, quero falar contigo! — disse indo atrás dela, que andava pelo apartamento arrumando as coisas. Sim, ela era perfeccionista.

- Pode falar Pedro, enquanto isso, eu vou arrumando as coisas aqui, que desorganizamos.

- Para Bia, eu tenho que falar uma coisa com você, e é sério! — eu disse, a segurando pelo braço e sentando no sofá.

- Tá! Fala! — ela disse se sentando, também.

- Olha Bia, eu venho me analizando desde uns tempos atrás e conclui que estou gostando de você. Mais do que um sentimento de amigos, sabe? É diferente!

- Que que você disse? — ela perguntou, surpresa. Dava para perceber pelos seus olhos.

- É isso mesmo o que você entendeu! Eu estou gostando de você, de um modo diferente. E eu já não te quero só como amiga. Eu quero ser, sei lá, o seu.. seu... o seu namorado!

Ela ficou calada, me olhando nos olhos. Estava pasma, eu sabia disso.

- Não vai me dizer nada? — eu perguntei, estranhando o silêncio da menina.

- Eu sempre soube disso! — ela disse e foi chegando perto de mim, me dando um beijo calmo.

Eu retribui o beijo doce dela. Como aquele beijo me encantou. Foi um momento mágico.

- Mas então, aceita ser a minha legítima namorada? — eu a perguntei, cortando o beijo.

- E você ainda me pergunta isso? É claro que eu aceito, Pedro!

Novamente nos beijamos. Foi mágico mais uma vez.

Dia 7 de agosto de 2012.

- Thomas, cadê ela? Será que ela desistiu de mim? Cadê? — Eu dizia impacientemente.

- Calma Pedro, calma!

Enquanto isso...

- Esse vestido tá certo? Ele não tá torto? Ai gente, eu to fazendo a coisa certa? Eu caso mesmo com o Pedro? — Bia dizia, inquieta.

- Tá certo sim, amiga! Calma! Vocês se amam! Não há nada mais certo do que vocês se casarem! — Patrícia dizia, tentando acalmar a amiga.

- Então acerta esse vestido, porque não tá certo! — Bia gritou

Enfim, nos casamos, em uma cerimônia linda e emocionante. Que lindo, eu me casei com a mulher da minha vida.

Dia 18 de dezembro de 2012.

- Amor, quero falar contigo, pode ser? — Bia disse, parecendo nervosa.

- Claro amor! Vamos sentar aqui! — Eu a respondi, puxando a mesma pra sentar no sofá.

- Olha amor, isso aqui — me mostrou um envelope branco — é o resultado de um exame que eu fiz!

- Pra quê isso amor? — eu a perguntei, já confuso.

- Lembra dos enjoos que eu andava tendo? Eu queria saber o que era! E agora, eu tenho o resultado em mãos, mas só quero abrir com você!

- Então, abre! — eu disse á ela

Ela abriu o envelope, e puxou alguns papéis. Vi que ela logo ficou palida, e seus olhos enxeram de lágrimas.

- O que tem ai? — eu a perguntei, nervoso e apreensivo.

- Pedro, eu.. eu to grávida! — ela disse, me olhando com medo da minha reação.

- Nós vamos ter um filho? Eu vou ser pai? — perguntei, pra saber se eu tinha escutado certo.

- Sim, Pedro, vamos! Não briga comigo, você sabe que eu não tive culpa!

- Brigar com você, por que? Essa é uma das melhores coisa que aconteceu na minha vida! Amor, esse filho é mais uma vitória na nossa vida! — eu disse, colocando as mãos na barriga dela.

- E vai ser bem mimado, por que com pais corujas como esses, né? — ela disse, riu e em seguida nos beijamos.

Dia 7 de junho de 2013.

- E então doutor, qual é o sexo do bebê? — Perguntei, curioso.

- Será que vem o meu jogador de futebol? — Bia disse, e riu.

- Olha mamãe, é uma pena mas não vem, não! O bebê de vocês, é uma linda princesinha! — o Doutor Carlos disse.

- Minha princesinha! Meu Deus, que lindo! — Eu disse quase chorando de emoção.

- NOSSA princesinha! — Bia disse, como sempre, muito ciumenta.

Dia 17 de setembro de 2013.

- Pedro! Pedro! Vem cá, Pedro! — Bia gritava feito louca, de dentro do quarto.

- Que foi, Bia? Tá doida? — eu perguntei, a encarando, ao entrar no quarto.

- Não Pedro! É que, a bolsa estourou! — Ela disse, colocando as mãos abaixo da sua enorme barriga, e com falha na respiração.

- Como é que é? ai meu Deus! — disse, correndo até ela e a pegando no colo.

Descemos, aa coloquei deitada no banco de trás do carro e fui em direção ao hospital.

Pra ser mais breve, fomos pro hospital e ela logo foi atendida. Entrei na sala de parto, com ela e gravei todo o procedimento do parto.

Nossa princesinha nasceu. Como ela era linda. Só faltava escolher um nome.

- Jennipher! — Bia disse, olhando pra mim.

- Lindo o nome da nossa filha! — eu disse, sorrindo.

- E assim será. — ela disse, sorrindo.

Dia 9 de abril de 2018.

Cuidamos tão bem da nossa filha. Sempre fomos uma família feliz, até um certo dia...

Dia 26 de janeiro de 2016.

Bianca chegou em casa, chorando. Ela não disse nenhuma palavra comigo. Foi direto ao quarto. Eu me preocupei.

- Bianca, o que houve? — eu disse, ao abrir a porta e a ver chorando com a cabeça praticamente enterrada no travesseiro.

- Pedro, eu tenho cancêr! — Bia disse, chorando demais.

- Você tem cancêr? Aonde? — Eu perguntei a ela, quase chorando também.

Como assim? A mulher da minha vida tava com cancêr? Não poderia ser!

- É Pedro! E o médico disse, que eu tenho os dias de vida, contados. Eu tenho mais 4 meses de vida. Eu tenho leucemia! — Ela disse, a cada vez chorando mais.

- Calma meu amor, tudo vai dar certo! — eu disse, chorando, e a abraçando.

- Eu não quero ter que deixar nossa filha, e você, meu amor! — ela disse.

Eu permaneci em absoluto silêncio, chorando, e a abraçando.

Dia 9 de abril de 2018.

Ela estava com leucemia! Como seria? Horrível! E assim foi. Ela teve momentos bons da vida dela, conosco nesse tempo que ela ainda teria de vida. Mas os 4 meses chegariam, e nossa história teria um fim.

Dia 25 de maio de 2016.

Mais uma vez, ela vomitou puro sangue. Mas dessa vez, ela já estava no hospital. Estava careca e com manchas rochas pelo corpo e cabeça. Mas ainda assim, continuava linda.

- Amor, acho que meu tempo de vida, vai acabando aqui! — ela me disse pausadamente, e fraca.

- Não amor, não diz isso pra mim! — eu disse a ela, chorando.

- Mamãe!!! — Jenny entrou no quarto gritando.

- Minha filha linda! Vem cá na mamãe! — Bia disse a Jenny.

- Oi mamãe, você tá linda! — Jenny disse a Bia.

- Oi minha linda! Não minta pra mamãe! Eu estou careca, fraca e roxa! Nada bonita! Mas olha mamãe tem que falar uma coisa pra você!

- Pode falar mamãe!

- Mamãe, a partir de hoje não estará mais aqui com você. Eu não estarei aqui pra dar beijinho nos seus machucados. Não estarei aqui pra te fazer sorrir. Mamãe vai para o céu, olhar a sua caminhada nesse mundo tão cheio de surpresas! Você terá que ser forte, pra aguentar ficar sem a mamãe! Mas mamãe vai tá lá em cima com Papai do Céu, te olhando! — Bia disse a Jenny. Nós três já choravamos.

- Mãe, eu não vou aguentar ficar sem você! Mas, eu te amo muito, tá? Desculpa pelas coisas que eu já fiz, que você não gostou! — jenny disse, abraçando Bia, e chorando muito.

- Pedro, amor da minha vida. Eu só tenho á te agradecer por tudo! Tudo mesmo! Você fez a minha jornada na terra valer a pena! Tanto como sua fã, como sua esposa. Obrigada pelos tão perfeitos momentos,e me desculpe se algum dia eu fui incapaz de te fazer sorrir. Cuida da nossa Jennipher, por favor! E não deixa nenhum vagabundo magoar o coração dela! Se cuida sempre, viva muito feliz e intensamente! Não te abandonarei... estarei sempre ao seu lado, de onde quer que eu esteja. Lembre á todos sempre, que uma menina simples, se apaixonou pelo seu ídolo, se casou com ele, e teve uma princesinha com ele. E diga sempre a todos, que quando menos se espera, nossos sonhos podem se realizar! Eu te amo, viu? — Bia disse a mim, já bem fraca, aos falar as últimas palavras.

- Desculpa se eu fiz algo errado! Eu te amo!

Dia 9 de abril de 2018.

Depois das minhas ultimas três palavras, ela fechou os olhos, e parou de respirar. Sim, ela estava morrendo. Por poucos segundos ela abriu os olhos, e sussurrou "eu amo vocês, se cuidem", mas logo voltou a fechar os olhos. E daí aconteceu o que ninguém queria.. ela morreu. Doeu muito em mim. Ela já fazia mais parte da minha vida, do que todos imaginavam. Eu era dependente dela. Dependente demais!

No dia 27 abril de 2016, enterrei o amor da minha vida. Tanto chorei... não foi normal. Enfim, eu sabia que isso um dia iria acontecer. Só não esperava que fosse tão breve. Nossa "breve História" de amor. Foi realmente linda.

Mas, esses dias eu estava com a minha filha na sala da nossa casa. Jennipher já estava com 5 aninhos, era linda, como a mãe. Eu estava lendo pela milésima vez, o livro que eu escrevi sobre a minha história com a Bianca, contando coisas da nossa vida juntos... da morte dela, também. Mas continuando, eu estava lendo, e então decidi fazer uma música...

- Filha, papai vai fazer uma música, pra mamãe!

- Pra mamãe? Vai ficar linda! — Jenny respondeu.

- Vai mesmo!

Fui escrever a música... e começou assim..

"Ainda me lembro daquele beijo,

o teu abraço apertado,

teu corpo junto ao meu,

as nossas fotos, minhas memórias,

mesmo depois de tanto tempo, não sei o que aconteceu.

A gente se desintendeu, e o coração não entendeu.

Eu falo sério, não tem mistério.

Meu pensamento é todo seu, e eu sei você não esqueceu de nós...

Vai mais volta pro meu peito,

sinto tanto tua falta, do beijo e do teu jeito.

Vem agora, vem depressa. Eu te dou o céu e o mar, o teu amor é o que interessa."

Mas é que ela ia e voltava pro meu peito. Já havia 2 anos que ela estava morta, e eu ainda a queria aqui. Será possível tanto querer? Mesmo sabendo que ela estava morta, e que ela não voltaria nem se eu fizesse promessa e a pagassse antes dela voltar; eu a queria junto de mim. Será possível essa ilusão? Mas toda a ilusão, por ela valia a pena. Fiz um livro, pra ela, sobre nossa história, era realmente lindo. E um pedaço era assim...

"Ela se foi, mas deixou um grande pedaço dela aqui. Esse pedaço que me restou, completa a minha vida. Completa a vida da nossa filha. E eu sei que mesmo de longe, ela está sempre nos protegendo. Ela disse á mim, que não me abandonaria, e que aonde quer que ela estivesse, estaria comigo. Eu acredito nela. As palavras dela, me fazem ser a cada dia mais forte. Sei que não será possível encontrar alguém que supra o lugar que ela ocupa no meu coração, pois ela foi, é e sempre será única, pra mim. Mesmo de longe eu quero a fazer sentir tudo o que eu sinto por ela, pois é algo que atravessa fronteiras... as nuvens. E ela sempre será o meu grande amor."

Nossa história não é da mesma forma que muitas pessoas pensavam. Todos pensam que é fácil demais. E nós sempre pensamos que nunca vai acontecer com a gente. Mas se acontecer, é porque Deus quis. Deus quis ela ao lado dele, e assim aconteceu. Bia sempre foi a menina encantadora, moreninha dos olhos castanhos claros. Tinha cabelos compridos e bem cuidados. Esbanjava alegria e beleza. Era a pessoa que todo menino um dia sonhou em ter. Ela não voltaria, e eu jamais alguém teria. Só ficaria com a cabeça nela, e nossa tão linda história de amor. É triste lembrar que ela morreu em meus braços, mas o bom é saber que as últimas palavras dela, diziam que me ama. E eu a amo demais.

/ Bia narrando /

Estou longe do meu Pedro e da minha filha, mas me sinto muito perto. Sei que um dia poderei fazer eles me verem. Nem que seja por poucos minutos, alguns meros segundos. Não consigo fazer com que eles me vejam á 2 anos e me lembro de que eu disse "se cuidem", mas na veddade, eu disse querendo cuidar. E Deus me possibilitou a fazer isso. Eu fico aqui de cima, os olhandos e abençoando o caminho deles. Eu os guio, de uma forma amorosa, cuidando de cada detalhe.

Pensando em um pequeno texto para o Pedro, eu acho que eu diria:

"Sei que eu vou e volto pro teu peito, mas é que eu não consigo ficar longe. Na verdade, queria estar ao seu lado, cuidando de você a cada segundo que passasse. Sei que sempre fui complicada demais, mas eu não pedi pra morrer. Por mim, eu ficaria viva até o dia da nossa morte, juntos. Mas nem tudo é como a gente imagina, como a gente quer. E eu, fico te olhando feliz por ver a forma em que você está vivendo, a forma em que você está cuidando da nossa filha. Obrigada por ser pai e mãe pra Jennipher ao mesmo tempo, já que eu não posso estar junto de vocês. Obrigada por ser sempre que tu és. Obrigada por me amar. Desculpa por não estar ao seu lado pra te abraçar. Eu o amo demais."

/ Escritora narrando /

Deus é maravilhoso e deixou com que Bia aparecesse para Pedro, enquanto começava o texto. Foi mágico...

(repitindo) — "Sei que eu vou e volto pro teu peito, mas é que eu não consigo ficar longe. Na verdade, queria estar ao seu lado, cuidando de você a cada segundo que passasse. Sei que sempre fui complicada demais, mas eu não pedi pra morrer. Por mim, eu ficaria viva até o dia da nossa morte, juntos. Mas nem tudo é como a gente imagina, como a gente quer. E eu, fico te olhando feliz por ver a forma em que você está vivendo, a forma em que você está cuidando da nossa filha. Obrigada por ser pai e mãe pra Jennipher ao mesmo tempo, já que eu não posso estar junto de vocês. Obrigada por ser sempre que tu és. Obrigada por me amar. Desculpa por não estar ao seu lado pra te abraçar. Eu o amo demais." — Bia disse, em voz alta e ao perceber estava na frente de Pedro, e percebeu que ela á enxergava.

- Sei que está longe, mas ficas perto de mim. Estás sempre no meu coração, me lembrando dos nossos momentos juntos. Obrigada por tudo. Eu a amo demais! Não se esqueça! — Pedro disse, olhando firmente pra Bia, que o abraçou e o sentiu mais perto do que nunca.

Em seguida, Bia se afastou e deu um beijinho na testa de Jenny, que conseguiu presenciar o momento, e logo chorou. Depois ela foi sumindo com uma luz branca a cobrindo por inteiro, e voltando ao seu lar, ao lado de Deus.

Foi feita uma prova de amor, com todo esse texto. Fatos aconteceram, e essa história que eu mesma fiz, me fez superar. Realmente, é linda a história.

ENSINAMENTO DA HISTÓRIA:

Essa é uma história que não é real, mas de certa forma, dá um ensinamento. Na parte em que a "Bia" diz ao Pedro, ensina bastante coisa. Relembre: "Lembre á todos sempre, que uma menina simples, se apaixonou pelo seu ídolo, se casou com ele, e teve uma princesinha com ele. E diga sempre a todos, que quando menos se espera, nossos sonhos podem se realizar! Eu te amo, viu?".

Então, nunca percam a esperança. Não se iludam com coisas bruscas, mas também não desistam de seus sonhos.

Notas finais
ESSA FOI MAIS UMA HISTÓRIA ESCRITA POR ESTHÉFFANI SILVA (FANNY). SE GOSTAREM E QUISEREM MAIS UMA DESSAS, PEÇAM NO @NoivasDoPeLanza e/ou @EstheffaniSilva (twitter), ou noivasdopelanza e quandovocecair (tumblr). Beijos e obrigada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!