Vai Dar Certo ?

2 Jantar desagradável


Minha mãe bateu na porta e quem abriu foi a Tia Raissa.

– Oi Andréa, pode entrar mulher.

– Brigada, licença.

Entramos e sentamos e minha mãe e a Raissa já começaram a conversar.A Bia e a Clara ficaram conversando com o Ricardo ( Marido da Raissa) e eu fiquei mexendo no meu celular e escutando música. Até que o menino que eu mais odeio no mundo aparece na sala.

– AAAAAAAAAAH Thominhas tudo bom? — Meu Deus, que menina retardada.Tinha que ser a Clara.

– Tudo sim princesa! — Falou ele a pegando no colo e recebendo logo em seguida um beijo na bochecha.

– Quanto tempo loiro. — Falou a Bia abraçando ele e dando um beijo na outra bochecha dele.

– Como você cresceu, daqui a pouco ta indo nas baladas comigo. — Ela riu e sentou.

– Que isso menino, nem me fala. — Minha mãe falou o abraçando.

– Ainda ta faltando um beijo, cadê, em revoltadinha? — Ele falou olhando pra mim.

– Me erra garoto, por favor. — Todos riram e ele veio me dar um abraço.

– Sai daqui Machado, menino chato. — Desvie dos seus braços e fui pra outro sofá.

– Eita menina irritante, você tem que ser mais sociável com seus amigos.

– Eu sou sociável, mas com meus amigos, e você não é nenhum deles.

– Eu esqueço, que você só quer saber do Pedro.

– Cala a boca mané, ele é meu melhor amigo.

– Aham ta, melhor amigo, sei...

– Olha aqui... — minha mãe me interrompeu.

– Filha, modos. — Revirei os olhos e sentei.

Raissa percebeu um clima tenso e chamou todos para jantar.

–Tomara que gostem,é lasanha.

– Você sabe que eu amo tia, nem acredito, to com desejo desde que eu cheguei. — Falei a abraçando e sentando na mesa.

– Você sabe que eu amo tia, nem acredito, to com desejo desde que eu cheguei. — O Thomas falou me imitando.

– Thomas , para de implicar. — Raissa falou.

Comemos e pedi pra minha mãe para ir embora, falei que estava com dor de cabeça, menti , só queria sair daquele lugar. Então assim que saí, sinto alguém vindo atrás de mim,quando me viro...

–O que você quer garoto?

–Por que você não gosta de mim? — Era só o que me faltava.

– Como assim Thom? Eu te amo, sou louca por você, eu quero te dar agora mesmo, vamos pra um beco? — Falei num tom bem irônico.

– Para de ser criança, eu to falando sério.

– Você ainda pergunta Thomas? Olha pra você, eu te desprezo, você é nojento, idiota, só quer saber de se divertir, não liga pra nada e pra ninguém só pro próprio nariz, você é um bêbado infantil, que acha que alguém gosta de você além dos seus 2 amigos. — Estava super próxima dele.

– Pelo menos eu não sou uma anti-social, revoltada, só sabe estudar, não é nenhum pouco atraente, não pega ninguém e ainda é uma menina mimada.- Ele andou e ficou ainda mais próximo de mim.

– Não sou atraente Thom? Tem certeza, você acha isso mesmo?- Sussurrei em seu ouvido e ele se arrepiou, então eu ri vitoriosa.

– Te-e-nho. — Ele gaguejou? Ponto pra mim.

– Você só fala isso... — Nossas bocas estavam a milímetros de distância e ele já estava de olhos fechados. — Porque nunca conseguiu me pegar e nunca vai conseguir, seu otário. — Dei uma tapa na cara dele o mais forte que pude e sai andando.

Fui direto pra minha casa, assim que cheguei troquei de roupa e deitei na minha cama e comecei a pensar. Como o Pedro consegue ser amigo desse idiota? Como alguém consegue se quer gostar dele, eu nunca ficaria com ele.

POV — Thomas.

A revoltadinha passou o jantar de cara fechada, além de linda é gostosa, nunca consegui pegar ela, se bem que nem me importo, eu posso ter quantas meninas eu quiser.E além disso ela me odeia e me evita, o que é muito bom.Assim que acabei o jantar fui pra casa do Pedro lá estava todos os meninos.

– Olá meninas, tudo bom? — Falei entrando no quarto dele.

– Vai se foder, que demora seu puto. — Falou o Pedro jogando vídeo-game.

– Minha mãe inventou de dar um jantar e chamar a Tia Andréa e as filhas.

– A Mari tava lá? — Lucas falou.

– Claro né lerdo, que menina marrenta, te juro, ninguém merece. — Falei reclamando e deitando na cama do Pedro.

– Marrenta nada, tu só fala isso , por que ela não te dá nenhuma bola, te ignora e te trata como um ninguém . — Pedro como sempre defendendo ela.

– Aposto que ela ficaria comigo, é só a gente se ver na balada, um pouco de bebida e pronto. — Os meninos riram e negaram com a cabeça.

– Tu não se garante, e precisa embebedar a menina pra ela ficar contigo. — Falou o Pedro.

– Eu acho que esse ódio todo de vocês, é muito amor acumulado. — Falou o Lucas.

– Amor? Você ta louco meu filho? Ela seria no máximo uma conquista, e claro, mais uma pra minha lista. — Falei me gabando.

– Você é doente Thomas , só pode, agora se tu magoar ela , tu morre. — Pedro falou e eu revirei meus olhos.

– Ô Pedro fica na tua, ela não se magoa, ela não tem coração. — Falei me levantando pra ir pra casa.

– Escuta o que eu to dizendo moleque, se ela derramar uma lágrima por tu, tu é um cara morto.

– É verdade Thomas, ela é uma menina de ouro.

– Complô contra mim é ? Vocês são amigos de quem afinal ?

Fui direto pra casa, assim que cheguei fui pro meu quarto e me deitei. É claro que eu conseguiria pegar ela, é um desafio, e eu amo desafios.Ela sempre foi assim gata,por onde passava atraia os olhares dos meninos, mas de uns tempos para cá ela ganhou muito corpo , e está uma maravilha. Mas nunca a vi mais que uma amigo do Pedro, ela sempre implicou comigo, mas nunca notei que todas as meninas dão super mole para mim em quanto ela só da fora.

POV — Thomas Off