Notas iniciais
Hey oh!
Me chamo Pâmela e essa é a minha primeira história aberto ao público. Ela foi fruto de um sonho bem louco e.e
Não sou acostumada a escrever, então perdoem se a escrita sair meio cansativa ou chata.
Espero que gostem ^^

— Acorde, senhorita, o jogo ainda não acabou...

Eram 4 horas da manhã. A ressaca, consequência da festa na noite anterior, despertou como um macaco com problemas de ansiedade trancado em uma jaula pequena. "Beba bastante água, Patterson!". Minha mãe, não importa onde ela esteja agora, falaria isso se não tivesse deixado de pagar as dívidas com a máfia. Eles a levaram. Era domingo, 9 de maio. Estávamos comemorando o aniversário de 16 anos do Ben, um cachorro velho, babão e com deficiência na pata esquerda. Eles derrubaram a porta da sala, deram um tiro no meu ombro e outro na minha mãe, levando-a, pelos pés, até um carro preto bem gordo. Como eu sei que ela está viva? Eu ouço vozes pela manhã. Vozes que só param quando eu afundo a cabeça num pote de leite com cereais, o que deve justificar a franja mal tratada. Elas me dizem que tudo vai ficar ruim, que eu não serei capaz de ganhar o jogo e que o Veta estava próximo. Se bem que já ouvi um pouco da música dos Beatles na cabeça mas, bem provavelmente, não vem da parte vocal maligna.

O Banchester, meu irmão de consideração mais novo, estava batendo a cabeça na parede do quarto. Havia um quadro com o acrílico quebrado e um sol desenhado de caneta nanquim onde estava escrito: "Pague pelos seus erros e seja um bom marinheiro". As lágrimas desciam pelo seu rosto, seguido de risadas aleatórias e sem tom definido. Eu joguei um travesseiro na cabeça dele. O que parecia ser um tiro perfeito foi revidado com um grito estérico e um contra-ataque de tiros de pistola d'água.

Para quem tem certa intimidade comigo sabe que eu odeio água. Não é questão de falta de higiene ou coisa parecida, mas a sensação de ter mais uma camada de algo em meu corpo, e que esse algo é capaz de tirar 90% do volume monstruoso do meu cabelo, é notável que há algo de errado nele. Porém o meu ódio pelo fluido vital da vida humana não limita minhas necessidades de utilizá-la.

Eu xinguei o Banch alto e me joguei em cima dele como um jogador de futebol americano. Banchester mordeu meu braço e eu bati sua cabeça na parede novamente. Não pense que sou uma pessoa ruim. o crânio dele é feito de um metal é bem resistente, literalmente. Com 6 anos um Monty, criatura noturna e peluda que bate na sua janela 2 vezes antes de quebrá-la, mordeu sua cabeça, destruindo-a quase totalmente. Exatamente, o Banch real morreu nesse dia. O Banch 2, garoto que atirou água em mim, é apenas um clone mal feito do meu irmão real. Mas eu o amo, ainda é meu irmão, não é? Mesmo com os surtos denominados "bugs" no sistema em determinados momentos do dia, como agora, na parede do sol de nanquim.

2 horas depois as vozes começaram. Cantaram "Eleanor Rigby" por uns 3 minutos até o grave ecoar, de uma forma ensurdecedora, pela minha cabeça. "Eles estão próximos, eles estão chegando, cuidado, cuidado, cuidado,". Por meses essa repetição não fez sentido para mim e nem para o meu psiquiatra, o Sr. T, que por dias veio me receitando haloperidol. Dei todo o estoque comprado para o Feiboril, o gato vesgo da vizinha. Por algum motivo não muito visível, todos os animais do bairro eram velhos, e o Sr. Feiboril, o bicho com nome de remédio, já não ia durar muito tempo.

Como um déjà vu, eles invadiram aquela mesma porta, mas dessa vez, não haviam fitas coloridas presas na parede com um banner escrito "Feliz aniversário, Ben!". Banch gritou, eu gritei, as vozes gritaram.

Notas finais
Ficou meio pequeno, mas não tenho uma ideia muito longa de como fazer essa coisa toda. Foi mais por diversão mesmo.
Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.