Vírus Mortal: A Origem
7 Surpresa
Notas iniciais
– O que foi isso? O que vocês viram? –Perguntou Albert assustado, abrindo a porta da viatura e indo em direção aos policiais, que estavam atônitos.
– Delegado venha ver isso! –Disse Kurt, apontando para algo em frente à viatura dele.
Albert e Steve foram até a viatura de Kurt e ficaram impressionados com o que viram:
– É um... Argh. Braço! –Disse Steve virando-se para trás querendo vomitar.
–Eu não tenho o que dizer! Como pode um braço humano estar aí? –Perguntou Albert curioso.
– Eu estava dirigindo calmamente por essa estrada, quando eu vi uma raposa comendo esse braço no meio da estrada e quando eu brequei a viatura, o animal se assustou e saiu correndo, deixando o braço aqui. Por isso eu e as outras viaturas paramos. –Disse Kurt andando de um lado para outro.
–Será que esse braço é daquele corpo que Steve viu? –Indagou Albert
–Não sei, talvez seja. Existem muitos animais carnívoros, que comem carne nesses arredores. O incrível é que não tem segmentos de sangue pela estrada, só tem aqui, onde aquele animal estava comendo. Ele parecia estar tão faminto. Disse Kurt apontando para o braço.
–Está tudo muito confuso! Como esse animal pode ter pegado esse braço? Por que o corpo desapareceu? Por que talvez, ele esteja na floresta, alguém pode ter levado esse corpo até a floresta para não ser descoberto? E aquele homem que me seguiu hoje, tem alguma ligação com tudo isso? –Perguntou Steve confuso.
– Calma Steve. Muitas perguntas sem resposta, mas iremos descobrir tudo o que está acontecendo. Essas perguntas terão respostas, pois as encontraremos. Kurt, teremos que pegar este braço e levá-lo até o Instituto Médico Legal, para fazerem uma perícia.
– Sim, delegado, vou pegá-lo. Disse Kurt, pegando um saco plástico e colocando o que restou daquele braço dentro do saco, com muito cuidado.
– Agora podemos ir embora, Já está tarde! –Disse Albert indo em direção a sua viatura. Sua família deve estar preocupada com você, não é Steve?
– Eu tenho certeza que estão muito preocupados comigo. –Disse Steve entrando na viatura.
Todos foram embora para a cidade, já naquele anoitecer que é tão bonito em Screamville, mas ninguém reparou nisso, afinal havia algo mais importante para se cuidar.
Casa da Família Tedfield:
Todos nós já estávamos muito preocupados com o meu pai, ele saiu de manhã e agora já anoiteceu e ele ainda não voltou. Eu sinto algo estranho, parece que algo vai acontecer, espero que seja só impressão minha. Meu irmão Sam já estava desesperado.
– Mãe, já é sete e onze e o pai ainda não chegou!
– Já é a quinta vez que você fala do seu pai. Eu vou dizer novamente: quando se vai falar algo que aconteceu de muito grave, para o delegado, é claro que demora, pois ele faz muitas perguntas. Vai fazer alguma coisa de interessante. Ah! Já sei, vai arrumar seu material, porque amanhã tem escola.
Sempre gostei de me debruçar na janela para olhar o céu, aqui é tão bonito. Quando eu morava em Washington, não dava para ver as estrelas tão de perto, aqui parece que elas vão cair.
Eu e minha mãe já estávamos cansadas, arrumamos toda a mudança. Para ser sincera já estava com sono.
– Claire, saia da janela, assim você me lembra alguém!
– Quem? A vovó? Mãe, ela sabe tudo o que acontece com os vizinhos, eu só estou admirando a vista.
Estava cochilando, quando eu ouvi um barulho de carro. Acordei e vi uma viatura de polícia parando em frente a minha casa. Minha mãe também estava cochilando, eu logo a acordei:
– Mãe, acorda! Tem uma viatura aqui em frente de casa!
– Vamos ver o que é!
Saímos pra fora e vimos meu pai saindo da viatura.
– Pai, até que enfim você chegou! Ficamos todos preocupados. Por que a demora?
– Depois eu conto o que aconteceu. Delegado, muito obrigado.
– Steve, você não tem o que agradecer, eu que te agradeço.
– Eu ia me esquecendo de apresentar a minha família: esta garota é a minha filha mais velha, se chama Claire!
– Olá Claire. Me chamo Albert.
– Prazer em conhecê-lo senhor Albert.
–Esta é a minha esposa, Gwen. E o meu filho mais novo está lá dentro, ele se chama Sam.
– A sua família é muito bonita. Não se preocupe Steve. Nada de ruim vai acontecer com nenhum deles.
Albert se aproximou de Steve e disse:
– Não se preocupe, perto da sua casa, terá vigilância vinte e quatro horas por dia.
– Muito obrigado, delegado. –Disse Steve disfarçadamente.
– Agora tenho que ir.
– Delegado, se o senhor tiver alguma novidade, por favor, me avise.
– Eu te avisarei, até logo.
O delegado se despediu de todos nós e foi embora. Estranhei a reação dele ter falado alguma coisa em baixa voz para meu pai, será que eles estavam no escondendo algo?
Minha mãe já curiosa para saber tudo o tinha acontecido disse:
– Steve conte o que aconteceu desde o inicio.
Entramos e meu pai contou tudo o que aconteceu, todos ficamos assustados com o ocorrido, mas tive a impressão de que ele estava escondendo algo de todos nós. Não sei se vou conseguir dormir, mas vou tentar, pois tenho aula amanhã, estou ansiosa para fazer novos amigos.
“Na floresta próxima de Screamville, havia dois caçadores que acabara de pegar um animal”.
– Acertamos em cheio essa raposa, não acha Grace?
– Nunca pegamos animais desse porte, é uma conquista! Mas essa raposa estava muito estranha, ela estava andando bem devagar por isso foi fácil. Concorda comigo, Joe?
– Sei que você é uma professora e faz isso por hobby, para esquecer-se do estresse do dia a dia. Não estrague tudo isso, olha o tamanho dessa raposa, vamos comê-la assada, o que acha? É para comemorar!
– Está bem, agora vamos embora. Amanhã tenho aula. Tudo isso eu faço por você Joe, temos muitas coisas em comum, por isso vamos nos casar.
Grace e Joe levaram aquela raposa para comê-la, mas eles estão agindo certo ou errado. O que tem de estranho com essa raposa? E se eles a comerem o que acontecerá com eles?
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