Notas iniciais
Olá! Em primeiro lugar, gostaria de dizer algo pessoal. Há alguns capítulos atrás, eu escrevi nas notas (ou nos comentários, não tenho certeza) que não sabia se o trecho sobre a morte de Lucy tinha ficado decente. Isso porque eu nunca tinha perdido ninguém próximo, então não sabia ao certo como descrever as reações dos amigos dela. Eu não sabia como era perder um amigo. Até o mês passado. Hoje eu sei como é. Mas ainda não sei descrever. Eu acho que nunca poderei passar para o papel o que eu senti ao perder um amigo de infância de forma tão injusta e cruel. Meu amigo era uma pessoa boa nesse mundo de pessoas horríveis. E ele morreu na mão de pessoas horríveis. Eu sei que isso não tem relação com os leitores, mas é a minha última homenagem a ele. Enfim. _____________________________ Como havia dito em alguns comentários, creio que este capítulo e o próximo serão bem tensos. Mas, eu peço que os leitores de Vínculo Mágico não abandonem a fanfic. Eu gostaria muito que vocês me dissessem o que acharam do capítulo. Gostaria de saber também as especulações que vocês tem para o final: E aí? Como vocês acham que vai acabar Vínculo Mágico? Espero que apreciem. Nos vemos nos comentários!

Capítulo XIX — Realidade

Zumbidos.

Zumbidos constantes, insistentes o perturbavam.

Ele não saberia dizer o tempo em que se encontrava naquela situação, mas o barulho irritante realmente o incomodava. Ele queria continuar dormindo. Queria fazer com que o ruído oscilante parasse de ferir os seus ouvidos. Mas não podia. Não, sabia a razão, mas não conseguia. Apenas sabia que o barulho era chato. E queria que cessasse, de modo que tentou se contorcer em protesto.

– Natsu-san? — Outro ruído. Porém, dessa vez, ele parecia mais... nítido? — Natsu-san, consegue me ouvir? — Certamente nítido e empolgado. — Grandine! Chelia! Ele está se mexendo!

– Ele está acordando. — Dessa vez, o ruído veio menos chiado, mas completamente mau humorado. — E não me chame de Grandine.

O zunido em seu ouvido ainda era insistente, mas agora ele sentia que realmente precisaria acordar, caso quisesse chutar a pessoa ou o objeto que vinha machucando sua audição.

Os olhos abriram lentamente, quase de forma involuntária, encarando o branco que inicialmente parecia infinito. Algo em seu interior protestou violentamente contra aquela cor. A impressão que tinha é que durante um longo tempo, não tinha visto nenhuma outra.

Encarando a alvura do ambiente com antipatia, percebeu borrões preenchendo sua visão periférica. Ele não sabia onde estava, não tinha interesse de saber e, teria continuado desinteressado, se um nome não tivesse surgido em sua mente, fazendo-o sobressaltar pelo simples sentimento que trazia, embora ainda não se lembrasse de nada.

– LUCY!!! — Gritou, sentando-se de uma vez, a avalanche dos últimos acontecimentos finalmente o acometendo. O garoto levou as mãos a cabeça, incomodado com as lembranças, umas um tanto quanto absurdas que ele não fazia ideia de como tinham ocorrido.

Contudo, as lembranças não foram a única coisa que o atingiram. Começando em seu abdômem, uma dor lascinante brotou, se espalhando rapidamente por cada extremo de seu corpo, fazendo-o grunhir.

– Deita aí! — A senhora de cabelos róseos o empurrou de volta contra o leito, de forma pouco gentil.

Piscando, ele percebeu os borrões ganharem foco, revelando três figuras conhecidas. O zumbido, porém, continuava atazanando-o de forma incansável.

– Wendy? — Chamou, observando a face lívida da companheira de equipe, que se encontrava mais próxima.

– Oi, Natsu-san. — A dragon slayer celeste saudou, esboçando um sorriso forçado. — Está doendo muito? — Perguntou, vendo-o tremer um pouco.

– Não muito... — Mentiu, sem entretanto enganar a garota.

– Vou tentar dar um jeito nisso. — Falou, as mãos já envoltas em um brilho azul-esverdeado, tocando a barriga do rapaz. — Aparentemente o Seranium ainda não saiu completamente do seu corpo. — Explicou.

– Hmm. — O mago do fogo murmurou, sentindo-se maravilhosamente aliviado. — onde está Lucy e os outros? — Engrolou, fazendo a garota congelar.

– Você não se lembra do que aconteceu? — Chelia perguntou, percebendo que Wendy tinha petrificado, cessando o procedimento curativo.

– Wendy a trouxe de volta, não trouxe? — Natsu perguntou. — Eu derrotei o Ícaro, e apaguei depois. Mas se me encontraram, encontraram a Lucy também, certo? — Perguntou, incomodado.

– É normal que ele não se lembre de nada, garotas. — Porlyusica explicou, em tom ameno.

– Do que eu deveria me lembrar? — O dragon slayer perguntou, tentando se levantar novamente. — Aliás, o que você vocês duas fazem aqui? — Indagou, só então estranhando a presença da conselheira médica da Fairy Tail e da god slayer da Lamia Scale.

– Fui trazida para cuidar das vítimas do Projeto Heaven. — Contou a senhora. — Especialmente de você.

– E eu me voluntariei para ajudar. — Disse Chelia.

Natsu piscou confuso, só então observando o local em que se encontrava. Tratava-se de um quarto hospitalar, completamente branco, tal como os ambientes da Nihil Occultum.

Aparatos característicos do ambiente estavam por toda parte, além de dois leitos: Um vazio e o outro ocupado por ele mesmo.

Confuso, percebeu que estava seminu e, inúmeras faixas rodeavam seu corpo. Um tubo conduzia um líquido incolor até uma agulha espetada em seu braço direito.

– Isso não é exagero? — Perguntou, incomodado. Em seguida, irritou-se consigo mesmo por ter desviado o rumo da conversa. — Como a Lucy está? — Voltou ao assunto, encarando Porlyusica.

– Você realmente não se lembra do que ocorreu? — Questionou a senhora, sentindo mais dificuldade do que esperava para encarar o assunto.

– Do que raios eu deveria me lembrar? — Natsu perguntou novamente, irritando-se. Até porque, o maldito zumbido ainda o atazanava. Wendy e Chelia se remexiam, extremamente incomodadas.

– Aparentemente, Kotaro instalou bombas dentro do corpo de todos os Aprendizes para o caso de ter que tomar uma atitude radical e eliminá-los. — Explicou Porlyusica. — Ícaro descobriu sobre isso e, secretamente, tomou o controle dos dispositivos. Depois que você o derrotou... — Parou, cautelosa. — ele detonou o explosivo que estava no corpo de Pali. A explosão provocou o desabamento do estacionamento da Nihil Occultum. Não foi possível resgatar Lucy a tempo. Sinto muito.

Natsu estacou, o rosto lívido.

– Como é que é? — Indagou, incrédulo. — Como não foi possível resgatá-la a tempo? — Exaltou-se. Que horas são?

– São duas da tarde, mas… — Chelia respondeu, apenas para ser interrompida.

– Então ainda dá tempo! — Dragneel exclamou, levantando-se.

– Natsu, a explosão foi há uma semana. — Porlyusica o cortou, pesarosa.

– Mentira... — O dragon slayer falou, quase num sussurro. Os olhos arregalaram, as pupilas contraíram ante o peso da informação que acabara de receber. — Isso não pode... Diz que é mentira! — Gritou, olhando de uma para a outra, desesperado para que elas negassem a situação.

– Sinto muito Natsu-san! — Wendy exclamou, finalmente liberando o choro que estava prendendo nos últimos minutos.

– POR QUE DEMORARAM TANTO? — Ele gritou, chutando o leito que estava desocupado para longe, os olhos transbordando.

– Eu não sei bem... O conselho começou a interferir, porque a situação chamou a atenção... Eles que organizaram o resgate e não deixaram a Fairy Tail ajudar... E então os membros da equipe de resgate do Conselho começaram a morrer, intoxicados… Você e o Happy só foram resgatados porque Gajeel e Laxus os tiraram de lá na marra dois dias atrás, mas eles também se intoxicaram... Aí o conselho mágico interditou a área… — Wendy foi falando tudo de uma vez, se atrapalhando em meio a lágrimas e informações.

– E PORQUE OS IDIOTAS NÃO TIRARAM A LUCY TAMBÉM??? — Berrou, socando a parede, inconformado.

– Natsu! — Porlyusica o chamou, séria, tentando com que ele se acalmasse. — Aparentemente a explosão liberou uma magia tóxica. Gajeel e Laxus conseguiram te resgatar, mas se intoxicaram também e sucumbiram logo em seguida. Eles estão internados até agora, e só não morreram porque, como Dragon Slayers, são mais resistentes que pessoas normais. Assim como você e o exceed, que também não é humano.

Natsu ainda não tinha pensado nisso, mas ele havia sobrevivido a explosão. Então talvez existisse a chance de Lucy ter ficado intacta... Ele estremeceu com o adjetivo.

– Eu vou procurá-la! — Decidiu, levantando-se e tentando tirar a agulha do próprio braço.

– Você não pode sair, o Seranium não deixou seus organismo ainda... — Tentou a god slayer, em vão, pois o garoto continuava em sua dolorosa tentativa de se livrar dos aparatos.

– Mesmo que você vá — Porlyusica começou, tentando ao máximo não ser ríspida. -, de nada adiantará.

– Eu não estou nem aí para o que você acha. — Falou o mago do fogo, dando os primeiros passos em direção a porta e sentindo as vistas escurecerem por conta disso.

– Natsu, você escutou o que Wendy disse? — A conselheira médica da guilda perguntou, tentando manter a paciência, pois o mago estava transtornado. — O Conselho Mágico interditou a área. Você só vai arranjar problemas se for até lá. — Argumentou. — Makarov até foi detido porque tentou entrar a qualquer custo!

– Dane-se! — Retrucou.

– Além do mais — Continuou a curandeira, ignorando a resposta mal-criada -, Os dragon slayers da Sabertooth ficaram sabendo da situação e se ofereceram para ajudar na busca. E outra, você já parou para pensar em que estado encontraria Heartfilia? — Questionou. — Pelo que Happy nos contou, o corpo de Pali estava praticamente colado ao dela. Vocês dois só sobreviveram porque você instintivamente comeu parte da explosão, o que acabou protegendo o gato, que estava logo atrás. — Explicou, fazendo Natsu se lembrar da sensação de ter a garganta ardendo, tão logo Ícaro apertou o botão. — Mas e ela? Como acha que estará o corpo, sendo que ela estava praticamente ao lado da bomba?

Natsu não respondeu, apenas encarou o chão por alguns segundos, sentindo cada palavra de Porlyusica cortar seu interior. Ele não conseguia aceitar a realidade. Não podia.

Se Lucy estivesse morta, eles nunca mais fariam missões juntos. Ela nunca mais gritaria furiosa, por ele ter entrado no apartamento dela e esvaziado a geladeira, nem o acordaria aos berros pela manhã, por ele ter invadido a cama dela durante a noite. A ideia de nunca mais partilhar esses momentos com a maga celestial era simplesmente inconcebível para ele.

Sem querer perder tempo em discussões, afastou o pensamento ruim e continuou o caminho em direção a porta. Certamente, o dragon slayer só teria parado quando estivesse de volta ao estacionamento destruído, se uma pequena figura não tivesse se colocado a sua frente.

– Porlyusica, Sting e Rogue retornaram. Eles também precisam de atendimento. — Makarov, que havia acabado de chegar, anunciou.

– Eu vou fazer os primeiros socorros! — Chelia avisou. O mago santo liberou a passagem por um momento e a god slayer saiu às pressas do quarto. Porém, quando Natsu fez menção de sair também, o mestre tornou a bloquear o caminho.

– Você não vai a lugar algum. — Makarov falou, o tom de voz contendo um misto de tristeza, cansaço, revolta e seriedade.

– Ji-chan... — Natsu começou. — Eu preciso...

– Lucy está morta Natsu. Aceite os fatos. — O mestre pediu, em tom mais complacente.

– TODOS FALAM QUE ELA ESTÁ MORTA! — Exasperou-se o mago do fogo. — MAS ELA AINDA NÃO FOI ENCONTRADA! EU SEI QUE SE A GENTE ACHAR A LUCY, ELA PODERÁ VOLTAR, DE ALGUMA FORMA!

– Natsu... — Makarov tentou, retornando ao tom sério. — Os dragões gêmeos encontraram o corpo.

O mestre tentou amenizar a situação escondendo parte dos fatos ante o estado do dragon slayer. Na verdade, o corpo não havia sido encontrado. Apenas parte dele: A mão direita, que sustentava o símbolo cor de rosa da Fairy Tail.

O mago do fogo empalideceu drasticamente e começou a tremer. Preocupadas, Wendy e Porlyusica se aproximaram do rapaz para socorrê-lo, porém ele recomeçou a caminhada em direção a porta, ignorando o protesto do próprio corpo e a insistência de todos para que voltasse a se deitar.

– Eu disse que você não vai a lugar algum. — Makarov repetiu, encarando o garoto com uma expressão impassível. — Volte para a cama, você não está bem.

– Eu preciso vê-la! — Natsu falou, parando ante o mestre.

– Não vai adiantar nada vê-la agora. — Argumentou o pequeno homem.

– Por favor Ji-chan, saia da minha frente. — O rosado falou, em tom duro.

– Natsu, todos estão sofrendo. — Falou Makarov. — Por favor, não torne este momento pior.

– PRECISO VÊ-LA! — Ele repetiu, incendiando as mãos e avançando em direção ao mestre.

Resignado, Makarov aumentou a mão direita, acertando um soco no garoto, nocauteando-o de imediato, para espanto das duas curandeiras. Em seguida, aproveitou a mão crescida e suspendeu o corpo inerte do mago do fogo, colocando-o de volta no leito.

– O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO, SEU IDIOTA??? — Porlyusica perguntou, furiosa, acertando um tabefe na cabeça do pequeno homem, que choramingou, e correndo até o garoto em seguida.

– Cuidem dele. Mantenham-no dopado se for preciso, mas não deixem que ele saia! — Pediu Makarov, esfregando a cabeça.

– Mestre! — Wendy exclamou, chocada ante o pedido feito.

– Não vou deixar que ele faça loucuras enquanto não estiver completamente recuperado. — Justificou, deixando o quarto.

– Wendy, continue com os procedimentos. — Porlyusica pediu, seguindo o mestre.

– Makarov! — Chamou, tentando alcançá-lo.

Ouvindo a voz da conselheira médica, o pequeno homem estacou no corredor, de costas para ela, sem ao menos virar para encará-la.

– O que está acontecendo de fato? — Perguntou a senhora, estranhando o comportamento do velho amigo.

– O que está insinuando? — Devolveu a pergunta.

– Você, salvo raras ocasiões, sempre deixou suas crianças agirem livremente, de acordo com o que acreditam. — Explicou. — No entanto, agora, acaba de me pedir para manter o dragon slayer dopado! — Exclamou, beirando a indignação.

Makarov se virou lentamente, mas ao invés de olhar a conselheira médica, manteve a cabeça abaixada.

– Temos que ser cautelosos Porlyusica. — Falou, em tom chateado.

– É o Conselho? — Deduziu a mulher.

– Eles estão tentando desesperadamente colocar a culpa de tudo em alguém. — Contou o mestre. — Revelar a existência da Nihil Occultum, uma seita tão antiga e poderosa, que provavelmente ainda possui inúmeros adeptos pelo mundo, causará enorme desconforto na população. — Explanou.

– E a Fairy Tail, como sempre, é a primeira opção. — Concluiu Porlyusica.

– Claro. — Assentiu o pequeno homem. — Mais que isso… Creio que estejam tramando algo além. Não consigo atinar para o que seja, porém a situação foge ao normal.

– E o que te faz desconfiar disso? — Perguntou a curandeira.

– O Conselho está se recusando a liberar o corpo de Lucy para que o enterremos em Magnolia, alegando que não podem fazer isso, já que ela não possui familiares vivos. — Comentou, revoltado. — Eles tentam fazer parecer que é só muita burocracia inútil, o que de qualquer forma acabará aumentando o sofrimento dos pirralhos. Mas, não consigo deixar de pensar que eles não querem liberar o corpo. Certamente, estão escondendo algo.

– Eu sei que é quase uma piada maldosa desejar boa sorte em uma situação dessas. -Porlyusica começou — Mas espero que tudo corra bem. — Completou, seguindo em direção à emergência, onde atenderia os dragões gêmeos. — Até mais. — Despediu-se, sumindo pelos corredores.

O mestre da Fairy tail continuou exatamente no mesmo local e aguardou os passos da curandeira se tornarem inaudíveis. Quando o silêncio se fez presente, exclamou:

– Você tem muita coragem para entrar em um prédio repleto de membros do Conselho Mágico. — Falou, referindo-se a clínica da família Nomura, que infelizmente era o lugar mais equipado e mais adequado para atender os magos feridos no Projeto Heaven. Por segurança, milicianos do Conselho vinham guardando o prédio.

– A magia do sono de Mystogan é muito útil. — Outra voz ecoou.

– Eu sei que você escutou a conversa. — Revelou Makarov.

– Peço desculpas por isso. — Justificou, finalmente aparecendo, de um dos corredores conexos. — É que tudo relacionado ao Conselho Mágico me interessa bastante.

Makarov observou o líder da Crime Sorcière se aproximar, trajando as roupas do antigo mago Classe S da guilda.

– Mystogan. — Falou, encarando os olhos verdes do rapaz, única parte do rosto visível por trás da mascara que usava.

– Ah, peço desculpas por isso também. — Disse Jellal. — Acontece que essa identidade é bem conveniente, embora saiba que venho abusando de sua boa vontade.

– Não há problema. — Respondeu o primeiro homem. — Na verdade, eu realmente preciso conversar com você, sobre Mystogan e sobre Meldy.

– Mystogan e Meldy? — O mago repetiu, arqueando as sobrancelhas, demonstrando curiosidade.

– Sim. — Confirmou o mago santo. — Mas o momento não é oportuno. — Explicou. — Entretanto, tem outro assunto que é pertinente para logo. Interessa a mim e a você. — Revelou. — Fique alerta, em breve entrarei em contato.

– Nesse caso, aguardarei. — Disse o mago de cabelos azuis, preparando-se para fazer o caminho de volta.

– Ok. — Respondeu Makarov, virando-se para ir embora. — A propósito — Falou, interrompendo o percurso. — Acho que já percebeu que pessoa que você procura não está aqui. Avisou, fazendo com que o mago mascarado corasse intensamente por baixo do tecido que ocultava seu rosto. — Eu pedi que Mira reunisse os pirralhos no hotel para avisar que encontraram o corpo de Lucy.

– Eu não sei do que você está falando... — Mentiu descaradamente o azulado. — De qualquer forma, já vou indo. — Sinto muito pelo que aconteceu a Lucy Heartfilia. — Lamentou.

– Todos sentimos. — Falou o mestre.

De forma idêntica a que Mystogan fazia, Jellal simplesmente desapareceu, deixando em seu lugar apenas um rastro de fumaça.

Antes de seguir em direção a saída, Makarov resolveu voltar até o quarto do dragon slayer para conferir a situação. Abrindo a porta, encostou-se ao batente e presenciou Wendy terminando de medicá-lo.

– Eu já... — A menina tentou falar, mas chorava copiosamente. — Ele vai... — Continuava tentando. — Dormir muito. — Completou.

– Obrigada Wendy. — O mestre agradeceu, a consciência pesando. A garota acabou por descobrir que o corpo da companheira de time tinha sido encontrado de forma extremamente brusca. — Conto com você para cuidar do Natsu.

– Hai. — Ela respondeu, simplesmente.

O mago santo, preparando-se mentalmente para a batalha burocrática que enfrentaria a seguir, fechou a porta e caminhou em direção a saída do hospital.

Dentro do quarto, Wendy desabou em uma cadeira ao lado do leito do companheiro de guilda, tentando conter o choro barulhento, secando o rosto com a manga de suas vestes.

Parando para observar a face de Natsu, percebeu que estava tão molhada quanto a sua. A expressão era da mais profunda dor. Wendy sabia que, mesmo inconsciente, o mago sentia que lhe faltava algo muito precioso.

A dragon slayer desejou intensamente que o restante de seus amigos estivessem ali com ela, naquele momento. Mas provavelmente agora, eles estavam recebendo a mesma notícia que a afligia, confirmando seus temores e eliminando qualquer dúvida ou ponta de esperança que ainda poderia existir:

Lucy estava morta.

Notas finais
E então? O que vocês acham que acontecerá daqui em diante? Se possível, respondam, por favor! Vamos interagir! xD Até o próximo!