Véu de Sangue
60 Capítulo 60
Notas iniciais
Elizabeth p.d.v
Quando eu abracei a Rachel minha garganta queimou um pouco. Eu dei uma leve puxada na mão de Daniel e ele logo entendeu o que eu queria. Eu precisava caçar, por mais que eu não estivesse com tanta sede, eu precisava. Eu não queria ferir a Rachel. A caçada foi divertida, mas nojenta. Abati um alce e um urso. Daniel disse que eu me sai bem para a minha primeira vez, mas eu sabia que era bajulação já que eu não fui bem nas lutas, eu não tinha muita força. Ele disse que eu deveria experimentar os leões da montanha. Eu não quis aceitar a sua sugestão. Eu adoro todos os tipos de felino e eu não iria machucar um “gatinho” lindo.
- Você tem certeza? Eles realmente são muito bons.
- Tenho Daniel. Eu não vou machucar uma coisa linda daquela.
- Você é quem sabe. Meu Deus! Seus dentes fazem o maior estrago, hein?
Eu olhei para a carcaça do urso que eu havia atacado e para a do leão da montanha que ele acabara de matar. A sua presa tinha apenas pequenas e profundas marcas de seus dentes, já a minha tava com um buraco horrível. Credo! Que horror! Eu olhei para ele aflita.
- Calma, não fica assim. Você vai pegar o jeito.
- Eu quase arranquei o pescoço do coitado!
- As primeiras vezes são sempre assim.
- Mentiroso!
- Liza... o que você achou do sabor?
- Tá tentando desviar do assunto?
- To.
- Hora essa! Por quê? Eu posso discutir sobre isso sem problema.
- Não pode não. Você surta.
- Humpf.
- Mas continuando, o que você achou do sabor?
- Um tanto estranho. É doce, mas tem um tom de amargo. E eu achei nojento também.
Daniel deu uma gargalhada alta e eu olhei para ele irritada.
- Tá rindo por quê? Eu contei alguma piada por acaso?
- Desculpa amor... é que... hahaha... você é a primeira vampira que eu conheço que acha sangue nojento. Realmente Liza, você é bem diferente.
- Reparou só agora?
- Não Dona Stress, eu reparei nisso na primeira vez que eu coloquei os meus olhos nos seus.
- Sei... como se você tivesse reparado em mim o suficiente para tirar essa conclusão.
- É você tem razão... eu acho que eu preciso te conhecer melhor, não acha?
Fudeu! O Daniel caiu na minha brincadeira bem demais. Será que ele não tinha visto que eu só estava enchendo o saco? Ele me olhou com uma cara maliciosa, e eu sabia o que viria a seguir. Ele é loco? Não da pra fazer essas coisas no meio do mato!
- Daniel, eu tava era te enchendo o saco e não te provocando. Então calma ai...
- Hora essa! Como você sabe o que eu vou fazer?
- Não era você que vivia me enchendo a paciência com aquela história de ligação mental ou sei lá o que?
- Hmm. É verdade, e é por isso que eu sei que você também quer isso.
Daniel foi se aproximando de mim, seu olhar ficando cada vez mais malicioso e me devorando com os olhos. Meu Deus do céu! Que homem é esse? Ok, eu queria. Mas tinha que ser aqui? Ah, mas não ia ser mesmo! Eu não ia fazer isso pela primeira vez com ele no meio do mato!
- Nem vem...
- Ah, eu vou sim.
Daniel me puxou de uma vez e me beijou. Eu iria me render ali mesmo. Felizmente, ou infelizmente, (eu ainda não decidi) ouvimos um barulho na casa. Algo estava acontecendo. Corremos para lá e vimos que todos estavam reunidos na sala. A casa estava alagada e cheia de infiltrações nas paredes. Como isso aconteceu? Não estava assim quando saímos, e isso não tem nem dez minutos. Pelo estrago que estava, precisava de pelo menos meia hora e litros de água para a casa ficar naquele estado. Eu não tinha reparado, mas todos estavam me olhando agora.
- O que foi?
- Foi você que fez isso?
- Não, Edward. Não fui eu. Estão me acusando por quê? Eu não tenho poder pra fazer esse tipos de coisa.
Eu estava irada. Por que eles achavam que eu havia feito isso? Eu não tinha nem motivos!
- Na verdade amor, você tem sim.
- Como assim?
- Você já fez as coisas ficarem levitando, e você nem estava acordada!
- O que? Que história é essa?
- Não foi ela. Fui eu, eu acho.
Todos olharam para Rachel. Ela estava igual a um pimentão de tão vermelha. Não sei por que, mas minha garganta apertou um pouco, mas logo passou. Ela estava tão envergonhada que conseguia apenas olhar para o chão. Como ela conseguiu fazer isso? Eu sabia que ela era forte, mas não a este ponto.
- Rachel, não fica assim. Tenho certeza que não foi você e...
- Foi sim Liza. Eu fiquei nervosa por que Dean e Sam não quiseram me contar sobre o plano deles. Aí quando eu surtei os canos da casa estouraram tudo. Me desculpem gente, eu não queria, eu sinto tanto pelo prejuízo. Eu...
- Não se preocupe querida, vai ficar tudo bem. Nós limparemos essa bagunça.
Esme deu um beijo na testa da Rachel e mandou ela subir. Ela queria ajudar, mas nós não deixamos. Seria mais rápido se fizéssemos sozinhos. Só havia uma explicação para esse surto de poder que a Rachel estava tendo. O véu de sangue.
Notas finais
Valeu Vitória! Vc recomendou a nossa fic, e ficamos muito feliz com isso YAY! Temos duas recomendaçoes que emocionante kkkk pois é Vi, muito obrigada mesmo beijos e deixem reviews, sim? Deixem as autoras felizes e vlw pra todos que tem comentado.
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