Vácuo
3 Condução de um Frances
Continuamos a andar por aquele lugar deserto ainda bastante cansado, com fome e com sede ainda não tínhamos chegado nem perto do tal consultório e em alguns minutos o sol iria nascer. Cheguei à conclusão que não conseguiria dar mais um passo e pelo semblante da Raquel ela também estava bastante exausta. Chegamos a um tipo de autoestrada bastante movimentada repleta de carros esquisitos movendo-se em alta velocidade, e não eram o tipo de veículos que eu estava acostumado a ver e também não eram carros voadores que se imaginam no futuro, mas eram tão velozes que pareciam estar na velocidade da luz.. Foi quando tive uma ideia maluca, se conseguíssemos parar um carro desses, talvez um ser de bom coração nos desse carona até esse tal consultório, hospital sei lá. Mas se já era difícil parar carros normais numa rodovia em movimento, imagina esses ''batmoveis''. Olhei para Raquel, mas ela estava analisando todos os carros que passavam e sem pensar duas vezes me empurra para o meio da rua e antes que possa gritar, um carro vem de encontro a mim em alta velocidade, fecho meus olhos, mas o carro para automaticamente. Eu não sabia se comemorava por estar vivo ou acabava com a raça daquela garota, ela tinha sérios problemas, mas isso não vem ao caso, Raquel vai em direção ao carro e eu me junto a ela. Dentro do carro estava um homem loiro, aparentemente teria uns 29 anos e praguejava em francês. Tudo o que eu entendi foi 'mais ce que le diable! presque gâcher ma voiture'' acho que ele estava dizendo sobre nós quase termos arruinado o carro dele. Por sorte Raquel era uma jovem bastante atraente e falava mais de 8 idiomas:
–-- Pourriez-vous nous aider? Notre voiture est en panne, et nous voulons vous rendre au centre-ville.
Usando todos os métodos sensuais possíveis, desde uma mordida nos lábios, balançar o cabelo ela tentava convencer o francês a nos dar uma carona. Tudo parecia estar dando certo, mas o homem responde:
–-- Si vous étiez un mulâtre attrayant, qui sait!!
Eu não havia entendido nada, mas pela cara da Raquel não tinha sido boa coisa. Com muita raiva, ela acerta um soco no francês que desmaia instantaneamente. Rapidamente entramos no carro, e ela arranca em alta velocidade, daí eu pergunto:
–-- Por que você fez aquilo?
Ela me olha desapontada e começa a rir
–-Aquele cara era goiaba.
Fale com o autor