Vácuo

2 Capitulo 2 - Fuga


Eu não acreditava no que acontecera. De alguma forma viajei 30 anos no futuro. Como isso é possível? Talvez magia? Alienígenas? Eu estava bastante assustado, por que isso estava acontecendo comigo? Olhei para Raquel e tentei explicar que não era dessa época, como era de se esperar ela riu descontroladamente e disse que minha próxima parada era um hospital psiquiátrico se eu contasse essa historia maluca pra mais alguém. Começo a chorar, eu me pergunto pq deus havia feito isso comigo? Nesses 30 anos que fiquei ''desaparecido'' o que houve com meus pais? Meus amigos? Eu definitivamente teria que sair daquele lugar, mas tinha um problema, depois de 30 anos tudo muda ou pelo menos estariam bastante diferentes, as ruas, as pessoas, era como se fosse um turista de primeira viagem e como um turista precisaria de um guia. Olhei diretamente pra Raquel e ela me fitou com um olhar, digamos assustado. Fiz minhas famosas cenas de drama e fofura para tentar convencer Raquel a me tirar daquele lugar e encontrar minha família, mas de inicio não deu muito certo. Foi então que propus algo que a interessou de imediato, ela poderia fugir do seu local de maior repudio e ainda surpreender seu querido papai. Raquel novamente me olha, mas dessa vez seu olhar é uma mistura de uma garotinha que foi tomada pelo demônio, ela não pensa duas vezes, vai até seu dormitório e quando voltou, trouxe uma caixa que dentro estavam contidos algumas identidades falsas, um canivete bizarro e uma credencial hospitalar coma foto de um homem bastante bonito. Não deu para ver muita coisa na credencial, mas pude ver uma data de nascimento: 02/03/1991. Estávamos prontos pra por nosso plano de fuga em pratica, só tinha um problema, o muro era protegido por uma cerca elétrica e se quiséssemos sair dali teríamos que desligar a energia. Dirigimo-nos sorrateiramente ao local onde ficavam as caixas de fusíveis, mas como suspeitava ela era protegida por uma espécie de painel digital super moderno e só seria liberado por uma impressão digital. Não a nada que poderíamos fazer, mas antes que pudesse desistir Raquel saca seu canivete e com toda sua raiva enfia no painel que assim explode. Dá certo, a energia é desligada e saímos em disparada em direção ao muro, mas Raquel é pega por um dos seguranças. A garota morde o segurança e desfere um corte no braço do mesmo, insatisfeita a garota acerta um soco com muita raiva no segurança e corre até minha direção, pulamos o muro e corremos sobre aquelas ruas escuras e desertas. Exaustos nos escondemos em algumas arvores, estávamos muito cansados, com fome, com frio foi quando eu perguntei:

–-- Você não tem algo pra comer ou pra beber aí?

Ela me fita com aquele seu olhar perverso e diz:

–--- Não, mas sei onde posso conseguir bastante grana

Minha expressão muda rapidamente pelo menos poderia comprar comida, agua e pagar um taxi ou carro voador, a tecnologia poderia ter evoluído bastante durante 30 anos:

–---Mas onde vamos achar todo esse dinheiro?

Raquel levanta, tira algumas folhas que ficaram em seu cabelo e sai em disparada

–--Vem logo, nós temos que chegar ao consultório do famoso doutor Leonan.........meu pai