Vácuo
4 A Ruiva
Definitivamente aquela foi à coisa mais insana que eu fiz em toda a minha vida, nós havíamos deixado o cara inconsciente e roubamos seu carro. Se eu não soubesse que iria pra cadeia depois disso tudo, até que acharia graça desta nossa aventura, mas o que me assustava mais, era que poderia muito bem estar ao lado de uma psicopata que poderia até me matar se não concordasse com tudo que ela dissesse. Raquel não parava de rir, parece que ele sentia prazer em machucar as pessoas. Daí eu fiz algo que acho que poderia me arrepender depois, perguntei sobre a vida dela, onde ela apendeu a falar francês tão bem ou como aprendera a lutar tão bem. Raquel me conta que começou a estudar muito cedo, aos dois anos de idade já sabia ler, e aos 6 anos já falava inglês fluente e além de tocar piano, violino, gaita e violão. Aos 12 anos já era uma excelente acrobata, além de ser perita em varias artes marciais como: Aikido, Boxe, Hapkido, Muay thai e Tae kwon do. Também me disse, que desde muito nova fazia tudo para impressionar seu pai, tirava boas notas, sempre tirava o primeiro lugar em campeonatos de artes maciais, mas ele nem sempre aparecia era um homem bastante ocupado e amargurado, quando era jovem o Sr Leonan havia perdido um de seus melhores amigos, ele desaparecera de uma forma inexplicável o que deixou triste por muito tempo. Quando Raquel tinha 17 anos, ela foi pega roubando numa loja de perfumes, mas não quis devolver o item e assim teria que ser levada a policia. Apenas por um probleminha bem pequeno, ela não queria ser levada presa só roubara o perfume para chamar atenção de seu pai, então a garota agride os seguranças e assim destrói toda a loja. Seu pai chega ao local acompanhado da policia e não acredita no que está vendo. Seu pai não poderia fazer nada, se ela errou mesmo por uma boa causa. Raquel teria que cumprir pena em um reformatório, a única imagem que ela se lembra, foi de ter visto o rosto desapontado e triste do seu pai enquanto ela era levada pelas autoridades, ela chorava muito e também gritava pela janela do carro ''PAI, ME AJUDA'' ''EU JURO QUE NAO FAÇO MAIS, EU PROMETO'' ‘’NÃO DEIXE QUE ME LEVEM’’. De repente, ela para de me contar sua historia entra numa rua. Ela me puxa pelo braço, e assim saímos em disparada:
–--Por que estamos correndo?
Pergunto a Raquel que segue correndo desesperadamente
–--Não podemos dar muita bandeira, você esqueceu de que fugimos do reformatório, roubamos um carro os diretores já devem ter avisado a meu pai e aquele cara deve ter dado parte na policia.
Raquel tinha razão, nós teríamos que ser rápidos ou todo nosso esforço seria em vão. De repente ela para, olha para um prédio enorme e diz:
–---Finalmente chegamos.
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