O despertador tocou ''Express Yourself'', do ícone pop Madonna. Rachel Berry abriu seus olhos rapidamente, e pôde ver os raios de luz saltando pela cortina vermelha que cobria as enormes janelas de vidro do segundo andar de sua casa. Sentou-se em um salto, e saiu da cama como um raio, tirando a colcha do seu colo. Fez um breve alongamento, estendendo seus braços o mais alto que pôde, com os olhos fechados, sentindo o corpo estralar e logo depois aquela sensação maravilhosa que sentia ao sair do monótono sedentarismo. Desligou o despertador, e ligou seu iPod, colocando sua Playlist ''Músicas para começar o dia'' em modo aleatório. Plugou o aparelho à caixa de som, de modo que conseguisse ouvir a melodia do banheiro. Olhou-se no espelho. ''Nada mal. Só preciso de um sorriso bem grande e branco como deve ser. A higiene bucal de um ser é diretamente proporcional à sua auto-estima. A minha deve ser incrível, só basta alguém despertá-la em mim''. Deu um riso abafado. Prendeu o cabelo em um rabo-de-cavalo, lavou o rosto e escovou seus dentes 3 vezes. Em seguida colocou a sua roupa de ginástica, ligou a esteira particular — que sempre estava na frente de sua estante de troféus personalizados com estrelas douradas – e andou a variadas velocidades, todas com um só objetivo: Ficar socialmente atraente para suas futuras capas na Vogue, Elle ou nos mais famosos sites de celebridades dos EUA. Sempre colocava sua aparência em um pedestal, pois dizia que a primeira coisa que uma pessoa nota em outra é o exterior – como se veste, sorri, qual o tamanho das coxas, do bumbum etc – e que deve estar sempre socialmente aceitável desde seus 15 anos de idade, como treinamento para tudo o que a fama possa oferecer. Depois de 1 hora malhando, desligou a esteira, o iPod e foi tomar um banho bem gelado. Mas um banho de Rachel Berry não é um banho normal. Seus pais projetaram o chuveiro da filha de modo que todo o ''box'' do seu banheiro tenha uma acústica absurdamente perfeita. Rachel passou mais 30 minutos debaixo do choveiro cantando os sucessos de Celine Dion, quando notou que havia passado do seu limite de 25 minutos. Saiu de lá, passou sua maquiagem leve e que destacava seus pontos mais fortes em seu rosto (como sua boca carnuda e seus olhos felizmente lotados de cílios), vestiu uma blusa de manga comprida quadriculada, uma calça comprida (a única em seu quarda-roupa) e um sapato vermelho Oxford. Partiu seus cabelos meio-a-meio, como sempre, e os penteou como uma rainha. Pegou sua mochila estampada de estrelas douradas e desceu até o primeiro andar, onde seus pais a esperavam com panquecas e um mel fresquinho.

Ao ver a menina descendo as escadas, Lory e Dave levantaram de suas cadeiras, sorriram de orelha a orelha e cantaram um perfeito ''Parabéns pra você'' – primeira vez em Inglês, segunda vez em Hebraico.

- Ah! Que lindo! Muito obrigada! Vocês são os melhores pais do mundo! — Disse Rachel abraçando os dois.

- Você que é a melhor filha do mundo. — Disse Dave, beijando a testa da filha.

- E... olha o que compramos para a melhor filha do mundo! — Lory pegou uma caixa enfeitada e entregou-a nas mãos de rach.

- Isso é... digníssimo! O melhor presente de todos! Como sabiam que precisava da discografia inteira da Barbra e ainda em versão karaokê?

- Ah, telepatia, talvez. Ou então por vermos você triste por só poder cantar as músicas da Barbra à capella e não poder praticar seus passos de dança ao som dos intrumentos. — Disse Dave, rindo.

Rachel riu junto. Abraçou os pais novamente e, dizendo que estava muito atrasada para o ônibus escolar, saiu da casa correndo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.