Upside Down

1 Capítulo 1 - Find yourself


Notas iniciais
Esse é o primeiro capítulo da fanfic e espero que acompanhem! Não exijo nada, vocês quem sabem se mereço ou não algum comentário favorável.

- Respire fundo, Mona. Acalme-se. — Uma mulher adulta de cabelos loiros dizia para uma adolescente de no máximo 1.69 de altura, de cabelos castanhos que agora estavam preso em um coque. A garota caminhava de um lado para o outro, dando pequenos socos em sua mão esquerda, estava inquieta, tão inquieta que seria capaz de furar o chão por tanto nervosismo acumulado em uma só pessoa.

- Mãe, é impossível! Eu preciso receber essa informação, eu preciso. — Ramona então se sentou bruscamente, estendeu os braços na mesa e deitou sua cabeça ali mesmo, tamborilando os dedos pela madeira. Sua voz não era irritante, era doce porém demonstrava atitude. Ela olhou para a mãe de soslaio e continuou ali mesmo, sem dizer mais uma palavra sequer.

Ninguém sabia o por que tanto nervosismo. Ramona costumava ser uma garota um tanto calma, porém divertida. Continuou tamborilando os dedos até sua mãe se irritar ao ponto de caminhar para fora. Ramona queria saber quem era seu pai nesse instante, ela tinha cismado em conhecê-lo, logo agora. Há duas semanas estava enchendo a paciência da sua mãe, e sabia que caso sua mãe percebesse o nervosismo que a filha carregava em saber tal coisa, talvez ela pudesse abrir a maldita boca para revelar de uma vez por todas quem havia sido o infeliz que havia abandonado Mona quando ela tinha apenas 6 anos de idade. Agora havia completado os seus 16 anos, e não se cansava de se perguntar quem era o homem de cabelos castanhos como o seu e de olhos verdes penetrantes, que sempre aparecia em seus sonhos como um flash e que de alguma forma ela havia certo afeto, ou havia criado, pelas vezes que ele apareceu falando em um tom de voz que demonstrava a maior inocência do mundo:

- Irei cuidar do meu bebê, pequena princesa Ramona.

Ramona se ergueu e caminhou até a porta, a abrindo com pesar e se dirigindo para a rua, batendo-a sem muita paciência, pois era algo que estava lhe faltando no momento. Caminhou para a garagem e de lá tirou sua bicicleta, que habitualmente usava para passear pela cidade nos dias de tédio profundo, montou na Reider que havia ganho da sua mãe e começou a pedalar pela rua, que nessa tarde de outono tinha um cheiro agradável e que tinha folhas tingidas de um laranja típico de outono no chão. Os pássaros cantavam longe enquanto ela pedalava, fazendo com que seus ouvidos fossem acariciados por uma canção quase de ninar enquanto ia rumo a qualquer lugar. Naquele espaço de Londres haviam tantas opções agradáveis para uma menina amante da natureza como ela: As campinas, a floresta, o lago "transparente", mas também havia um lugar que lhe convidava a reviver alguns momentos da infância. Esse lugar era uma casa de árvore ou uma biblioteca, ela não sabia definir, mas sabia definir bem quem cuidava de tudo. A senhora Berbuzzi exalava a inspiração.

Diana Berbuzzi nasceu na Itália, ninguém sabe a data ao certo, mas sabem muito bem que a senhora é a doçura em pessoa. Como a mesma havia uma coleção de livros extensa, decidiu criar a sua própria biblioteca. Ela chamava a própria biblioteca de: Biblioteca dos Sonhos. Era ali que geralmente as crianças do bairro inteiro, e adultos, iam buscar livros para ler. A casa da senhora Berbuzzi era cheia de livros, e a biblioteca funcionava tanto na casa que ficava na árvore, quanto em um salão rústico da sua casa, onde estantes extensas estão plugadas na parede com diversas coleções de livros. Os visitantes ainda podem apreciar um bom chá ao som de Mozart ou Vivaldi, compositores que a senhora Diana nunca deixará ou nunca vai deixar de escutar, essa é uma típica senhora amante das coisas clássicas.

Ramona deixou sua bicicleta na calçada e correu para o portão de ferro que guardava as propriedades da senhora Berbuzzi, tocou na campainha com um traço de ansiedade expresso nos olhos, pois fazia exatamente 3 meses que ela não ia visitar Diana. Uma pontada desconfortável atingiu-lhe o estômago. Onde estaria a Berbuzzi amada por todos, que tinha seus filhos morando na Itália e que por isso morava sozinha, já que era viúva e que todas as memórias do seu amado Vincent estavam localizadas naquele lugar. Vincent Berbuzzi era costumado a ler na companhia da sua esposa, tomavam o chá das 5 juntos e amor mais puro nunca havia sido visto. Eram um belo casal — Ramona sempre pensava consigo mesma.

- Senhora Berbuzzi! — A voz de Ramona subiu alguns tons para que pudesse chamar a senhora, que dessa vez vinha de trás da propriedade com um avental e luvas próprias para jardinagem. Mona deu um leve suspiro de alívio, pois sabia que Diana tinha vários problemas de saúde, mas a senhora não queria companhia, já que seus filhos haviam oferecido enfermeiras para que cuidassem dela, e sempre pensava que sua melhor companhia eram os visitantes do seu grande acervo de livros.

- Pequena Mona! Há quanto tempo? — Ela riu e abriu os portões sem muitos esforço, em certa distância, perto de uma porta, Ramona viu uma figura com um sobretudo preto sair de dentro, deu de ombros e se virou para cumprimentar a senhora, ao se virar novamente, não estava mais lá.

- Acho que 3 meses, senhora. — Ela sorriu de lado e abraçou a senhora com afeto, enquanto ela dirigia a garota para casa.

Tudo estava como sempre esteve, mas um frio não deixava de incomodar a garota, que se aninhava mais a cada passo que dava em direção á porta. A biblioteca nunca fora um lugar do qual ela tivesse medo, mas hoje havia algo estranho no clima que cercava aquele lugar. Tentou ignorar os fatos e empurrou a porta com a mão direita, sentiu um gelo tocar suas mãos mas ignorou. Pisou então o pé direito dentro da sala, estabilizando a respiração após notar que não havia nada.

- Talvez seja loucura, Ramona Grace — Ela murmurou para si mesma inaudível e continuou a explorar a biblioteca como de costume, mas nunca ao visitar aquele lugar havia sentido algo parecido. Talvez uma intuição ou uma sensação ruim, mas talvez só tenha sido porque comeu e não esperou muito para correr e pular, só talvez.

Notas finais
Espero que tenham gostado do início da fanfic, muitas coisas virão por aí, mas aviso que a fanfic pode ter apenas seus 13 capítulos. I hope you enjoyed!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.