Upside Down
1 Do lado de cima.
Notas iniciais
Sentada olhando as estrelas me pergunto ''E se nós estivermos porcima das estrelas?'' acordo de meus pensamentos ao sentir uma gota cair sobre minhas bochechas. Toco a pequena gota e percebo que sua coloração é azul. um azul tão claro quanto o céu ao amanhecer.
- Anne está frio. Onde você se escondeu?- Daltonmeu melhor amigo gritava por mim. -Anne! Você vai acabar resfriando!
- Estou aqui! — Forço a vista para o céu. Não estava chovendo, nem sequer ventava, o céu naquela noite estava limpo, com apenas algumas estrelas, de onde aquela gota sairia?
- Você está maluca. Ficar ai deitada no frio. — Ele me enrola em um cachecol vermelho.
- Cala a boca.
- Desculpa, você não é maluca o.k? — Ele argumentava com os braços, sempre que acabava soltando a palavra''maluca'' ele fazia isso,eu tinha ido para uma clinica nas ultimas ferias mas não seja por isso, eu não era maluca, minha madrasta havia sismado com essa historia e fez a cabeça de todos a meu redor crerem em suas palavras.
- Só cala a boca. — Ele abaixou a cabeça me obedecendo. — Está vendo aquilo?
- Aquilo o que? — Ele olhou curioso para onde eu apontava.
- Oi? — Escutei uma voz masculina, não masculina de adulto, mas masculina para um garoto da minha idade.
- Oi! oi! — Respondi a voz sem hesitar.
- Onde você está? — A voz estava baixa demais.
- O que?! — Gritei.
- Onde Você Está!!! — O dono da voz também gritou.
- Dalton está ouvindo?! — Meus olhos brilharam de tamanha loucura, aquilo sim era loucura, se Dalton não estivesse escutando não protestaria em voltar para a clinica.
- E-estou... — Dalton se levantou. — Vamos embora Anne.
- Não. quero conversar com a voz.
- Anne... Vamos... — Seu olhar dizia tudo. Ele não estava ouvindo.
- Vai você. — Fuzilei-o com o olhar.
- Eu... O.k vou chamar seu pai.
- Dalton, por favor, vai para casa. — Fiz o meu irresistível olhar de cachorrinho pidão. — Por favor...
- O.k. Não chegue tarde em casa. — Ele se afastou e a voz voltou.
- Ainda está ai?!
- Estou!
- Onde você está? não consigo lhe ver!
- Estou no gramado! o gramado com as florzinhas azuis e roxas!
- Não sei onde fica isso! — Após uma longa pausa prosseguiu. — Qual sua idade?!
Não deveria dizer minha idade para estranhos eu sei disso, minha mãe me ensinou. Mas ele deveria ter mais oumenos minha idade, não via problema.
- Doze!
- Que irado! Eu também!
- Legal! Onde você mora?!
- Moro na Rua...- Ele foi interrompido, ouvi uma serie de sussurros ele deveria estar conversando com alguém. — Eu tenho que ir! Mas amanhã volto!
- Ei! Ei! Qual é seu nome?!
- Zero! Meu nome é Zero! e o seu?!
- Anne! — Fiquei de pé, mal o havia conhecido mas não queria que ele fosse agora.
- Tchau Anne Flores azuis e roxas!
- Tchau Zero Voz de garotinha!
Normalmente a volta para casa seria entediante elonga, mas eu estava tão feliz por ter feito um novo amigo, que fui para casa saltitando e percebendo cada detalhe. Foimagico.
- Onde esteve? — Meu pai me abraçou.
- Estava caminhando.
- Mary! Ela chegou! — Ele gritou para minha madrasta — Marylin estava muito preocupada com você filha.
- Posso ir dormir? Estou cansada.
- Oh, claro. — Meu pai finalmente me soltou me deixando ir para meu quarto.
Chegando no meu quarto corri para janela e observei as estrelas.
- Zero... Meu amigo estrelado.
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