Upper Fray
5 05- Lembranças.
Notas iniciais

A exata meia-noite, Rachel, Sophie e Thalia corriam apressadamente pelos corredores. A morena não se sentia nada confortável usando um vestido, mesmo ele sendo preto, sua cor favorita. E por baixo do vestido, ela usava um biquíni laranja, que ela pegou emprestado da filha de Atena. E Rachel, usava um maiô cinza, com uma saia branca. Ninguém ali queria ser pega fora do horário correndo de roupas de banho.
No fim do corredor encontraram Percy, Chad, Marina, Luna, o tal Jake que flertou com Rachel e mais 2 garotos que elas nunca viram na vida.
–E aí, meninas. -Chad disse, elas o cumprimentaram. -Então, vamos?
–Ainda não saquei o porquê da roupa de banho. -Thalia murmurou nervosa. -E quero saber logo qual o grande desafio.
–Novatos... -Um dos garotos desconhecidos disse, revirando os olhos. Ele tinha um olhar frio e de poucos amigos, mas era muito bonito. Assim como todos ali, altamente bonitos, poderiam até dizer que são perfeitos.
–Olha aqui seu metidinho... -Rachel tampou a boca da garota, antes que ela dissesse alguma besteira. E a repreendeu com o olhar. O garoto olhava perplexo pra ela, provavelmente ninguém ousava responder ele desse jeito.
Eles andaram mais, muito mais. Até chegar do outro lado do internato, havia uma porta grande.
–Chegamos... -Marina disse por fim, e abriu a porta.
Os três abriram a boca maravilhados, era uma praia com aparência perfeita. Água clarinha, o céu estrelado, sem papeis e lixos jogados na areia branca.
–Meu pai ia amar isso aqui... -Percy e sua boca grande.
–Você não sabe ficar quieto, não é, Cabeça de Alga?
Ele corou, as meninas quase tinham matado ele e enterrado ele na areia ou jogado no mar.
–Porquê, seu pai gosta de praias e tal? -Marina disse -Minha mãe é bióloga marinha, ela ama tudo que envolve água, animais marinhos...
–É, meu pai vive na água! -Ele se amaldiçoou mentalmente. -Digo, ele tem um barco e tá sempre navegando, isso, é...
–Que legal, minha mãe adoraria conhece-lo.
''Ela já conhece e muito bem.'' Thalia pensou, mas afastou os pensamentos, um tanto, maliciosos.
–Vocês tão vendo aquilo?
Um dos rapazes apontou para uma grande estrutura, de aproximadamente 7 metros, eles assentiram.
–Vocês vão ter que pular daqui, direto pra água!
Então era isso? Percy pensou, era muito fácil pra eles, talvez não para a Grace e Lizzie — ele adorou os novos apelidos mas elas nem o chamam de P, ora, ele até chama elas de Lizzie e Lia — mas ele podia fazer uma bolha e pouco antes de sair, ele fazia eles se molharem. Por que seria muito estranho eles saírem completamente secos de lá.
–Moleza... -Ele disse, todos olharam pra ele com os olhos arregalados. -Qual é, eu já pulei de altura pior pra cair na água.
–Vamos logo então, Jackson. Vamos mostrar pra eles como isso é fácil pra gente.
Thalia puxou os amigos até a estrutura, então eles começaram a subir. Quando chegaram lá em cima a vista era muito mais bonita, mas o medo corria na veia deles. A ruiva tremia, e a dos olhos azuis queria gritar, já Percy estava sorrindo, já estava com saudades do mar.
–Nós pulamos de mão dadas ok? -O garoto disse -Quando cairmos na água, eu envolvo vocês numa proteção e pronto, é fácil.
–Fácil, ahm, muito fácil. A gente tem mesmo que pular?
Eles assentiram, e deram as mãos. No segundo seguinte, eles estavam caindo, o vento soprando os cabelos deles e as mãos suadas quase se soltando. Assim que sentiram o choque da água contra eles, ele pediu proteção ao pai e eles foram envolvidos numa bolha.
–Podem abrir os olhos e soltar a respiração, garotas.
Elas abriram os olhos ainda receosas e puxaram o ar, eles se olharam e começaram a rir.
–Isso foi demais!
–Incrível. Mas e como vamos sair daqui com roupas secas? Vão achar que fingimos que pulamos.
–Eu vou retirar a bolha agora, já estávamos na margem, ai nós molhamos.
–Okay, Percyto.
A proteção se foi, eles começaram a nadar até a superfície e avistam os outros os olhando perplexos. Eles sorriram pra eles, que entregaram toalhas e iam em direção ao colégio.
–Vocês são corajosos, ninguém nunca pulou.
–É, água é o meu forte. Então, elas se sentiram protegidas por mim, é claro.
–Cala a boca, Jackson. -Thalia disse o batendo na cabeça, já era um habito, nem doía mais e ele nem ligava, agora tinha virado um ato de carinho entre primos.
Eles riram. E seguiram pelo corredor, a brincadeira era idiota, mas as coisas idiotas são as melhores, certo?
Thalia observava seu irmão, ele fazia ela querer chorar. Ele lembrava Luke, e ela odiava lembrar de Luke.
Porque quando ela lembrava do rosto dele, lembrava do cheiro, lembrava do sorriso, lembrava de quando ele abraçava ela, lembrava de quando ele prometeu que eles seriam uma família, lembrava dos beijos dele, lembrava de quando eles viraram namorados e quando eles faziam planos pro futuro, lembrava quando ele dizia que os olhos azuis dele eram como o céu, eram infinitos, brilhantes e sexys, ela batia nele e sorria, depois eles se beijavam e faziam juras de amor.
Uma lágrima escorreu, ela limpou e fingiu que nada tinha acontecido. Ela chegou no dormitório, se jogou na cama e sonhou com o seu Luke, e lembrou do amor deles. E se lembrou que nunca amaria ninguém como amou ele, ela havia prometido nunca mais se apaixonaria, nunca mais sofreria por uma desilusão amorosa e nunca mais choraria por um garoto, assim que o ano acabasse ela entraria para as caçadoras.
Mal ela sabia que quebraria essas promessas...
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