Up On Melancholy Hill
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Desculpem se ficou muito curto Ç.Ç é que eu fiquei sem idéias depois Ç.Ç
Pegamos o elevador para o andar do quarto. Murdoc olha com tristeza para a robô, depois mira o chão. — sente muita falta dela? — pergunta o satanista. — sim — respondo sentindo dor por não tê-la ao meu lado para dizer o que disse — eu... Gosto dela... Murdoc me olha e levanta uma sobrancelha. Eu apenas assinto. E então chegamos ao andar do quarto das máquinas. A nossa casa é cheia de vidros, portanto a maior parte dela é iluminada pelo sol. É o caso do quarto onde estamos. Dá para ver o leste inteiro da ilha. Assim que chegamos no quarto, Murdoc se dirige a uma enorme capsula que mais parece um sarcófago egípcio, porém, esse é totalmente azul. O cretino abre as portas da capsula e revela seu interior branco. Coloca a Cyborg la dentro e ordena que ela "acorde". — Cyborg Noodle, — ele começa quando ela abre os olhos — ordeno que fique aqui até que eu solicite sua ajuda de novo. — claro, senhor — ela diz com uma imitação perfeita da voz da verdadeira guitarrista. Esse fato me causa arrepios. A farsa fecha os olhos e cruza os braços. Murdoc fecha as portas da capsula e mira o chão. — vai ter que esquecê-la — digo. — eu sabia que um dia eu teria que fazer isso... Olho pela parede de vidros atrás de nós. Logo uma coisa surpreendente acontece. Vejo um gigante gordo e moreno emergir da água. Russel! E reparo no topo de sua cabeça uma silhueta magra de cabelos molhados, segurando uma arma. Arregalo os olhos. A sombra do gigante faz o quarto ficar escuro e chama a atenção de Murdoc. Esse agora volta seu olhar para o causador da penumbra. Não consigo acreditar no que estou vendo, pois quando o gigante se aproxima mais da ilha, consigo identificar a silhueta de antes. É Noodle. -------------------------------------------------------------------------------- Russel finalmente põe os pés na margem da praia, mostrando seu tamanho gigantesco. — Murdoc, — começo a dizer, nenhum de nós consegue mover um músculo — acho que deveríamos ir ate lá para evitar que Russel PISE em alguém. Murdoc assente e nós dois corremos para pegar o jipe. Dessa vez, o cretino assume o volante. Fazemos o mesmo trajeto de sempre para descer a montanha, mas dessa vez, sem freiar muito. Depois de descer a montanha em mais velocidade que o normal, atravessamos a cidade quase voando sobre os pneus. O trajeto todo deve ter durado cerca de um minuto e meio. Batemos um recorde. Chegamos aos pés do gigante que ficou parado no mesmo lugar desde que saíram da casa. Parecia que o grandalhão estava admirado com o tamanho de Plastic Beach. E ele tem motivos para ficar admirado, pois, por mais isolada que seja, Plastic é do tamanho de dois terços da ilha de Macchu Picchu. Paramos o carro e saímos. Eu e Murdoc nos entreolhamos e depois olhamos para Russel. "Como dizer para essa coisa enorme que estamos aqui?" Pensei. Acho que Murdoc pensou o mesmo, pois pegou duas folhas de palmeiras ali perto da beira da praia e as quebrou no meio, fazendo uma ponta. Pareciam levemente com lanças agora. -Faceache, — diz e me estende uma das lanças. — cutuque seu tornozelo. — o meu tornozelo? — me assusto com a ordem. — o seu, não! — ele ruge e bate em minha cabeça com a lança de palmeira — Porra, o de Russel! — tudo.. Tudo bem... Começamos a cutucar o tornozelo do gigante, mas ele não percebe. Murdoc ruge. — porra, Russel! — ele grita e pressiona a "lança" com muito mais força no lugar onde estávamos batendo. Russel dirige seu olhar para o chão e procura algo que tenha feito cosquinhas em seu pé. Logo o grandão avista o jipe e procura por nós. Eu e Murdoc começamos a gritar seu nome em vão até que Russel se ajoelha, me causando medo. "Que bom que ele não nos esmagou" penso aliviado. O gigante ajoelhado finalmente nos enxerga, Noodle logo acima de sua cabeça. — Russel! — Murdoc grita para que o grandalhão ouça — O que aconteceu? — Uma longa história. Muito longa — o grandalhão repete. Sua voz é grossa e ficou mais alta junto com seu tamanho. — Conte-nos tudo! — Antes, — ele assume uma expressão dura — subam nas minhas costas. Precisamos sair daqui. -------------------------------------------------------------------------------- Estamos agora, nas costas de Russel. Murdoc está apoiado em seu pescoço e eu estou à seu lado, Noodle está deitada com a cabeça sobre meu colo. Ela está adormecida.
Acaricio seu rosto. Essa é a verdadeira Noodle. Ela está aqui. Ela não morreu. Mas, como? Como ela sobreviveu? A ilha flutuante caiu e eu vi com os próprios olhos. Estávamos gravando a música Feel Good Inc. Mas a pequena foi atacada pelo exército japonês, que já a caçava fazia tempo. Então a ilha flutuante onde ela estava, caiu. Lembro da minha agonia naquele momento, minha angústia, minha enorme vontade de ir salvá-la. Mas eu não pude fazer nada. Apenas a assistir cair para a morte. Mas ela está aqui. Não consigo acreditar de tão grande que é a felicidade que sinto. Depois de alguns minutos nos afastando de Plastic Beach, Noodle começa a acordar e meu coração bate mais forte. — 2... 2D-san... — ela fala ao abrir um pouco os olhos e me ver. — Noodle. Não me contenho, me abaixo e a beijo suavemente. — Eu senti sua falta, miudinha. — eu a chamo pelo apelido que dei a ela quando nos conhecemos. — N... Não sou... miudinha... — ela diz com uma voz fraca de sono. — Sim, você é... Eu a beijo de novo e dessa vez a ficha pareceu cair para ela. A japonesa cora. — 2D-san, o que é isso? — Noodle, eu... Eu senti sua falta mais que o normal... Eu... Te amo muito. — 2D-san... Eu coro e levanto a cabeça para que ela não veja meu rosto envergonhado. — Já terminaram com o namorico? — Murdoc resmunga, mas assim que olho para ele, o mesmo desvia o olhar para o horizonte. — e você, pequena? Como sobreviveu? — Bem... — ela começa a dizer — Eu não sei como sobrevivi à queda. Acho que fui salva por algum ferro ou algum pedaço da ilha deve ter caído antes de mim e amortecido minha queda. — E essa roupa? — aponto para seu vestido branco, que acaba em seus joelhos e é cheio de bolsos. — Russel me achou vagando por aí e nós fugimos para o interior do Japão, que era o lugar mas próximo de onde estávamos. — Grande idéia — Murdoc diz, irônico. — Era o lugar mais próximo — Noodle enfatiza. — Mas pelo menos vocês sobreviveram. Ao dizer isso, aliso seu cabelo e ela cora novamente. Ela fica linda assim.
Notas finais
Anseiem pelo próximo capítulo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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