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7 Nos encontraremos de novo...


Notas iniciais
Voltei galerinha lo/ Continua mais ou menos a história? Um dia vai melhorar kkkk

Ele começou a falar um monte de coisas q eu não entendia.

— Ah é, você não fala minha língua...

— Jack, vem cá.

Kage pôs sua mão em minha cabeça, pondo o dedão na minha testa e de algum jeito eu pude sentir ele me passar algo. De repente, todos os berros e palavras sem sentido que o homem da tribo dizia, eu comecei a entender. Ele dizia:

— Deixe-me ir, não deixe o demônio de Amonavar me levar.

— Demônio de Amonavar?

— Não fale comigo demônio, tire sua voz da minha cabeça.

Agora eu sou categorizado pela tribo de malucos como demônio de Amonavar, que ótimo.

— Kage, você vai ter que falar com ele, parece que eu sou um tipo de "demônio" pra ele

— Posso perguntar o porquê?

— Depois, longa história.

— ...Okay, posso conversar com você, senhor...?

O homem da pele de animal olhou desconfiado para Kage e disse:

— Herko. Herko Trenir, mas nunca deixe esse demônio dizer o meu nome.

Só pela confusão e agressão verbal, eu disse:

— Dizer o quê, Herko?

— NUNCA PRONUNCIE O MEU NOME DEMÔNIO!

Ele começou a se debater, querendo me atacar, ficou louco como um animal. Kage disse á mim:

— Feliz agora?

— Quando ele disser onde está minha mochila, ficarei bem mais feliz.

Kage segurou o homem pelos cabelos e disse:

— Certo Herko, onde está a mochila do demônio?

— Nunca saberão, está bem longe daqui.

— Diga logo, não quer que que a família Trenir sofra, não é?

— Você não se atreveria a encostar um dedo em minha filha!

Já que eu conheci e matei pessoas próximas dele, resolvi tentar também essa interrogação:

— Não precisamos, todos que estiverem perto da mochila, sofrerão o mesmo destino que Gara alguma coisa.

— Não ouse dizer o nome de Garanin Amonavar, nosso maior guerreiro, em vão.

— Senão o quê? O curandeiro vai me pegar?

— Você irá sofrer nas mãos de Garan, demônio comedor de almas.

— Chega japa, ele não vai falar nada.

Peguei minha Shelly e apontei para a cabeça de Herko, foi uma confusão de gritos de raiva, súplica e outros mais, nem conseguia ouvir o que o japa dizia mais, só ouvia o choro desesperado do homem da pele, eu estava cego de ódio. Foi quando Morgana segurou meu braço e o abaixou. Todos ficaram mais calmos, ela chegou perto de Herko e ele disse:

— Quem é você, a mulher do demônio?

— Sorte sua que não. Eu estou aqui para ajudar sem que ninguém sofra. Só queremos a mochila dele, imagina como seria se alguém tomasse algo que é seu e não quisesse devolver.

— Se devolvermos, estaremos agindo em conjunto com o demônio.

— E se não devolverem, você irá sofrer e todos que você ama também. Você pode se redimir com o Deus que você venera depois, tenho certeza que ele irá perdoá-lo.

Dizendo isso, ela segurou as mãos de Herko e ele disse:

— Está bem, a mochila está na nossa vila aqui perto mas não fui eu que disse isso á vocês.

— Pode deixar Herko, não haverá consequências para você.

Ele disse em qual direção deviamos ir e em seguida, correu como se sua vida dependesse disso. Perguntei a Morgana como ela sabia se ele disse a verdade e ela disse:

— Não sei como, mas sei que ele não mentiu.

O garotinho perguntou para ela:

— Você é algum tipo de bruxa?

Ela olhou fixamente para algum lugar ao longe e disse:

— Algo me diz que sim mas...não consigo me lembrar de nada mesmo.

— Que legal, pena que você não lembra de nada, seria legal ver alguma coisa de bruxa.

— Tem uma coisinha que ainda lembro como faz.

Ela agachou na frente do garoto, levantou sua própria mão e quando a abriu, havia uma espécie de fogo como se fosse um humano, algo como um elemental de fogo. O elemental acenou para o garoto e ele acenou de volta. Morgana sorria olhando para aquela fagulha em sua mão. De repente, sua expressão foi ficando séria e então ela fechou sua mão e o elemental sumiu. Então eu perguntei:

— Bruxa boa ou bruxa má?

— Eu...não sei.

— Temos que fazer sua memória voltar, vai ser difícil tomar conta de você e do garoto sempre.

— Espero que volte logo, é bem ruim você não se lembrar de absolutamente nada.

Fomos na direção que Herko disse mas achei estranho ele ter corrido para o lado oposto. Felizmente, Morgana estava certa, ele não mentiu, logo depois vimos tochas acesas e algumas cabanas, certamente era esse o vilarejo. Saímos entrando e todos ficaram assustados vendo meu rosto novamente. O curandeiro veio falar comigo imediatamente:

— Você de novo? Já não basta o caos que você nos trouxe da última vez, o que quer desta vez?

— Quantas perguntas. Sim e minha mochila.

— Só isso? Se te dermos a mochila, você nos deixará em paz?

— Sim e sim. Você lembra o que eu disse da última vez o que aconteceria se não devolvessem minha mochila, não lembra?

— Lembro e sei que você tem esse poder. Apenas leve isso embora e esqueça que existimos.

Ele jogou a mochila nos meus pés e eu olhei ela toda para ver se faltava algo e faltava. Então eu disse:

— Por que você continua me provocando?

— Como assim?

Peguei minha arma e apontei para ele e ele falou:

— Ei, o que está fazendo, eu dei o que você pediu.

— Havia uma foto aqui na mochila, onde está?

— Eu não sei de foto nenhuma, não sei do que você está falando.

— Não mente pra mim, seu merda!

— Eu nunca abri essa mochila, nem sei o que tem dentro, não faça nenhuma besteira.

E quando eu estava prestes a puxar o gatilho, uma garotinha da tribo veio até mim com a cabeça baixa olhando pro chão e estendeu sua mão, me entregando a foto que eu queria. Ela disse:

— Desculpe, eu não queria causar problemas, eu só achei ela muito bonita.

Eu peguei e olhei a foto de Shelly comigo, um momento único da minha vida em que tiramos uma foto juntos em um parque perto de onde ela morava. Lembro como se fosse ontem, as risadas, as brincadeiras, um momento alegre que nós queriamos sempre lembrar e então tiramos esta foto na frente da roda gigante, ela tinha um sorriso tão espontâneo, tão contagiante e tão doce, você se alegrava só de ver aquele sorriso. Lembro que nesse dia, ela me disse:

"Nunca deixe alguém dizer que é melhor do que você, você é um garoto muito especial, podem tirar tudo de você mas no fim do dia, você sempre será o vitorioso."

Ela foi a única que sempre escutei minha vida toda, nunca dei as costas pra ela assim como ela nunca o fez. Mas infelizmente ela se foi. Falei para a garotinha:

— Muito obrigado garotinha e sim, ela é muito bonita.

— Sim, um dia vou ficar igual a ela quando crescer.

— Com certeza. Mas lembre-se.

Pus minha mão sobre a cabeça da garotinha e então, a voz de Shelly ecoou em minha mente repetindo a mesma frase de anos atrás, junto comigo:

— Nunca deixe alguém dizer que é melhor do que você, você é uma garota muito especial, podem tirar tudo de você mas no fim do dia, você sempre será a vitoriosa.

Ela sorriu e abraçou minha cintura. O curandeiro olhou pra mim e disse:

— É a primeira vez que ela abraça alguém por livre e espontânea vontade desde que o pai dela Garanin, morreu.

— É bom ver que a pessoa que ela tem mais afinidade não é da família.

— Pare de me provocar demônio, já não basta o mal que você causou em minha família?

— Relaxa, eu vou embora, já tenho o que eu queria.

Então a garotinha me soltou, nos desejou boa sorte, eu sorri e fiz um sinal com o polegar, ela sorriu e fez o mesmo sinal. A expressão de indignado do curandeiro estava impagável mas duvido que ele faria algo com a garotinha depois que eu fosse embora. Morgana disse que estava pressentindo algo ruim, e então as nuvens ficaram negras e o chão tremia forte, parecia que o cíclope estava perto como daquela vez. Todos olhamos em volta preocupados e Kage já estava com a mão em sua espada, foi quando ele disse para eu e Morgana subir nas árvores e mandou todos entrarem em suas cabanas. Claro que ninguém quis ouvir ele, ele subiu na árvore que estava nós 2 e esperou. Então o chão parou de tremer e da mata, duas criaturas sujas e praticamente em carne viva, um gordo careca com cara de porco segurando uma clava maior que ele e um magrelo esguio, ele tinha 2 machados cravados em suas costas por algum motivo. O magrelo tirou um dos machados das costas e jogou em uma das mulheres, matando-a. Todos da vila gritaram, Morgana pôs a mão em sua boca de tão espantada, os homens da vila tentaram atacá-los e o gordo apenas bateu com sua clava no chão, deformando o chão a ponto de machucar muitos dos homens que estavam a sua frente. E então, o magrelo diz:

— Não se metam, só viemos aqui por Garan. Ele não deveria ter fugido de nós antes mas da morte ele não conseguirá fugir dessa vez.