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9 Enfim, paz...


Kage saiu da tenda, logo depois o curandeiro entrou e
disse:

— Podemos ter uma conversa á sós?

— O que você tem a dizer pra mim, pode dizer com eles
aqui.

Morgana cruzou os braços, ele olhou para os dois e
continuou:

— Okay. Eu queria agradecer o que você fez por nós, foi
muito altruísta de sua parte defender pessoas que não
tinha nenhum motivo de você ajudar, fico muito grato por
isso, estaríamos todos mortos se não fosse por você.
Minha neta teve uma ótima idéia de fazermos uma festa
para você quando acordasse, apenas para celebrarmos sua
vitória em batalha e sua total ajuda. Será hoje a noite,
todos esperamos que você esteja presente.

— Se fosse apenas por você, eu realmente não ajudaria,
fiz isso por sua neta. Você não merece a menor ajuda de
ninguém, incrédulo preconceituoso. E festa? Claro que
participarei, ainda mais por ser pra mim.

— Sei que não mereço nada, por isso me sinto muito
grato, mesmo não sendo por mim, você salvou muitas
pessoas. Estaremos esperando por você hoje a noite,
estou ansioso por sua participação na sua festa.

E então ele saiu, sua neta entrou logo depois dele, ela
me deu um abraço e disse:

— Muito obrigado por nos salvar, da última vez que eles
vieram, muitas pessoas morreram, não sei o que seria de
nós dessa vez se não fosse por vocês.

Eu a agradeci, ela disse sobre a tal festa, sobre eu
participar e tudo mais, segundos depois ela foi embora e
o garoto disse que precisava pescar uns peixes para a
festa, porque ele disse que ajudaria e então ele foi lá
fora, procurar por Kage. Morgana e eu estávamos sozinhos
novamente. Eu levantei e andei em direção a ela, até que
ela disse:

— Acho que o Stan menor vai precisar mesmo de ajuda, eu
vou procurá-lo. A propósito, você é muito fofo mais
novo.

E então ela sai. Eu procuro as minhas coisas pela tenda,
saio e procuro o riacho onde todos os 3 estavam
pescando, Kage ainda com remorso pelo que havia
acontecido comigo e Morgana com vergonha de olhar para
mim, só o garoto continuava normal embora ele não saiba
de nada mas talvez seja melhor assim. Depois de tanto
tempo, o garoto finalmente consegue pegar um peixe bem
grande, ele não nos deixou nem tocar no peixe, disse que
era especial pra festa e então saiu em disparada de
volta para o vilarejo, provavelmente para procurar
alguém que saiba eviscerar um peixe. Estava escuro e
então Kage foi com ele, Morgana disse que nos
encontraria na festa e foi um pouco mais pra dentro do
riacho, onde havia uma cachoeira. Eu fui atrás dela, é
meio errado eu dizer que pude vê-la tomando banho mas eu
precisava mesmo falar com ela. Quando cheguei e vi essa
cena dela na cachoeira, completamente nua, banhando-se
nas margens do rio, a luz da lua refletindo na água e
iluminando-a, foi a cena mais bonita que havia visto
desde que entrei nesse mundo maluco. Parem de achar que
eu fiquei como um tarado apenas observando ela tomando
banho, eu saí de trás da pedra onde estava, chamei ela
pelo nome e pulei no rio, ela tomou um susto, não sabia
que estava sendo observada. Então, eu me aproximei dela,
ela tentando se tapar com as mãos e olhando pra baixo,
eu levantei seu rosto e perguntei:

— Por que você não fugiu? Ou me bateu ou sei lá, teve
uma reação mais previsível do que apenas ficar.

Ela abaixou os braços, me olhou nos olhos e apenas
esperou que eu mesmo descobrisse a resposta, beijando
ela lentamente. Seus lábios suaves, sua língua se
entrelaçando com a minha, seus peitos tão macios
encostando em mim, seu corpo dizia literalmente "Me
leve", ela tirava minha roupa ainda me beijando e ia me
puxando para a beira do rio, onde ela deitou na terra e
eu pude observar todo seu corpo de perto, ela estava tão
corada apesar da palidez natural de sua pele, seus
peitos que caiam pros lados, agora eu estavam seguros em
minhas mãos, eu os lambia, mordia e ela apertava mais
minha cabeça contra ela, até que ela fechou suas pernas
em minha cintura e com uma expressão no rosto quase
implorando para que eu a penetrasse, foi quando eu
enfiei todo meu pênis dentro dela sem hesitar, ela gemeu
pra dentro com medo de que saísse muito alto mas eu
disse que não tinha por que ela se segurar, estávamos
completamente sozinhos, e a cada estocada, ela gemia um
pouco mais alto, sua respiração ficava mais ofegante,
seu corpo quente encostado ao meu, meus joelhos estavam
começando a doer e então eu a levei para a beirada do
rio onde havia algumas pedras, ela virou de costas e
colocou suas mãos nas pedras, quando ela ficou de
costas, eu pude ver cicatrizes bem agressivas em suas
costas, como chicotadas e queimaduras, eu cheguei bem
perto, beijei suas cicatrizes, mordi seu pescoço e a
penetrei novamente, dessa vez ela gemia com mais
vontade, mais paixão. ela tirou as mãos da pedra e ficou
ereta em pé, eu segurei seus peitos e enfiei com mais
força, nossos corpos meio fracos, estávamos quase
gozando e então ela ficou de quatro, eu não conseguia
parar, eu sentia sua boceta me sugar, e então quando
gozamos, eu sentia todo seu corpo tremendo, entre suas
pernas escorrer, ela virou pra mim e me beijou novamente
e mordeu meu lábio, ela deu um pequeno sorriso olhando
pra baixo e então me olhou nos olhos, ela pôs seu rosto
em meu peito e me abraçou, eu não sabia o que fazer, ela
se sentiu...segura? aliviada? feliz? ou nada? Eu não
sabia mas abracei ela mesmo assim. E no meio daquela
água, suor e porra, nós nos limpamos e nos vestimos, ela
foi na frente e disse:

— Te vejo na festa.

Eu ainda não entendi o que ela quis dizer com isso tudo.
Enfim, eu voltei pro vilarejo e encontrei com Kage e o
garoto preparando o peixe, enquanto o garoto ia
preparando o prato pra colocar o peixe, fui falar com
Kage:

— Rapaaaz, precisamos conversar.

— O que houve?

Foi quando Morgana saiu de sua tenda, usando um vestido
preto feito pelas pessoas do vilarejo, atrás era aberto
então suas costas estavam bem visíveis assim como suas
cicatrizes. Ela estava linda. Eu acabei dizendo pro
Kage:

— Rapaaaz, depois a gente conversa.

— ...Você precisa de tratamento.

Ele fazia uma cara de quem não estava entendendo nada,
foi engraçado até, então fui falar com ela:

— E então? Estou bonita?

— Vou dizer a mesma coisa que disse pro Kage algumas
vezes hoje...Rapaaaz.

Ela sorriu e disse:

— Você é muito imbecil, não sei como continuo rindo
dessas coisas.

— Kage também não sabe, é o meu charme, se acostuma.

— Você não para né? Enfim, eu...queria meio
que...agradecer porque de certa forma eu...tinha muita
vergonha dessas cicatrizes nas minhas costas mas eu nem
sabia do que sentir vergonha, já que eu não tenho
lembrado muito das coisas ultimamente.

— Você não lembra nada sobre essas cicatrizes?

— Sobre os chicotes sim mas não da queimadura e também,
não é um assunto muito legal pra agora. Vamos curtir a
festa.

Nós fomos sentar em volta da grande fogueira que fizeram
para essa festa, tocava uma música animada com tambores
e tudo mais, todos ali comendo, bebendo, dançando, se
agarrando, eu olhei um pouco para longe e estava Kage
conversando com uma das garotas que ajudou a cozinhar o
peixe, ele estava completamente bêbado, nunca vou tirar
a cena desse samurai bêbado da minha cabeça. Olhei pro
lado e meu Eu miniatura e a garotinha estavam sentados
dormindo encostados um no outro, que bonitinho. Morgana
estava ao meu lado, com um braço em volta do meu pescoço
ela olhou pro céu e disse:

— Olha como são lindas. Minha mãe dizia que cada estrela
no céu conta uma pessoa que já morreu. Eu sempre achei
muito triste estarmos olhando todas as noites para
cadáveres no céu. E ela também dizia que em raras
ocasiões, uma estrela podia voltar para a terra com
algum condição mas eu não lembro qual era.

— Já está lembrando de bastante coisa, lembrou da
queimadura?

— Ainda não mas as de chicote foram meu pai, a boa e
velha história do bêbado que bate em mulheres...

— Morgana...o que aconteceu com sua mãe?

— Eu assisti a morte da minha mãe...meu pai matou ela...
ele fodia ela enquanto ela sangrava por causa dos socos
que ele dava nela.

— E o que aconteceu com ele?

— Eu não me lembro mas tenho certeza que ele teve o que
mereceu.

— Se ele ainda não teve o que mereceu, a gente dá um
jeito nisso.

Ela dá um sorriso meio choroso e me abraça:

— Obrigado por me ouvir e desculpa estar te incomodando
com essas coisas. Estamos numa festas oras, temos que
comemorar, você salvou essas pessoas.

E então ela ficava sorrindo, os olhos um pouco inchados
e eu pensei que seria bom mesmo se a gente esquecesse o
passado um pouco, talvez ela esteja sem a memória por um
bom motivo afinal. Nós levantamos, bebemos, dançamos com
os aldeões, caímos um em cima do outro, o vestido dela
já estava todo sujo de tanto cair. Eu não lembro que
horas eu acabei dormindo ou desmaiando mas eu acordei no
chão da minha tenda e sem camisa, na minha cama estava a
Morgana e eu não fazia idéia de onde estavam os outros.
Fui lá fora e encontrei Kage treinando o uso de adagas
com o garoto perto das árvores, Kage veio até a mim e
disse:

— Rapaaaz, o que aconteceu ontem na festa hein.

— Tem partes que eu não me lembro, porque?

— Uma cozinheira com um desejo carnal muito elevado,
isso que aconteceu ontem.

— Ela curte homens de olho puxado é?

— É embaraçoso contar mais detalhes mas sim, ela
"curte". De qualquer forma, o curandeiro disse que
precisava falar com você, quando puder, descubra o que
ele quer.

— Ta bom, vê se segura esse rolinho primavera nas roupas
até eu voltar.

Notas finais
Qual será a conversa dos dois novamente? xD