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2 De encontro ao desconhecido


Acordei dentro de uma tenda como se estivesse em um acampamento.
Me levantei de imediato querendo saber duas coisas: Porque me trouxeram até "seja lá onde eu esteja" e onde estava minha arma.
Bom, como não tinha nada para procurar ali dentro, fui até a abertura da tenda onde pude observar a aldeia daqueles caçadores de pele e uns 2 "guardas" em frente a tenda que eu estava.
Uns 4, 5 segundos depois, um deles que parecia ser o curandeiro da aldeia, veio até a mim e por incrível que pareça, eu conseguia entendê-lo.
Os guardas me puseram de volta para dentro da tenda e saíram, o curandeiro foi o único a ficar naquela tenda junto a mim.
Ele sentou no chão e com uma voz serena me dizia:
– "Sente-se, acho que você quer algumas respostas e talvez eu também precise de umas respostas suas."
Sentei em silêncio tentando entender como ele sabia falar a minha língua.
Mal sentamos no chão e ele já me fez uma pergunta.

– De onde veio? Suas vestes não parecem ser de nenhuma tribo que eu conheça dessas redondezas.

Dei uma risada meio de lado. Óbvio que ele não sabe de onde eu vim, nem ele nem alguém de sua tribo parece conhecer um sobretudo ou uma calça jeans, muito menos tênis,todos eles andam descalços.

– Acho que você fez uma pergunta inútil, já que não irá te adiantar de nada saber de onde eu vim mas se quer saber, eu vim do Brooklyn, uma cidade e não uma tribo, faz muito tempo que nossa civilização não vê pessoas como vocês, sujas, vivendo como homens das cavernas e morando em cabanas feitas de madeira, palha e merda.

Ele não parece ter gostado muito da minha resposta, mas foi ele que perguntou. Franzindo sua testa, ele disse:

– Não precisava ser tão rude mas foi por isso que eu fiz essa pergunta, você costuma dizer sempre mais do que o necessário. Já que fiz uma pergunta, faça você a sua agora.

Ele se acha muito esperto,será que é mesmo?
Vamos ver do que ele é capaz, preciso pensar em uma pergunta.

– Bom, como você sabe falar minha língua? Já que sua tribo não parece ter aprendido alguma frase desde que nasceram, até os bebês da minha "tribo" sabem uma palavra ou duas.

Consigo sentir a raiva borbulhando dentro dele cada vez que eu abro a boca.

– Eu sou um curandeiro se não percebeu, pratico magias brancas e negras, eles podem não te entender mas eu o entendo, mas e você, sabe dizer alguma coisa sem ofender alguém?

– Posso fazer isso sem nenhum problema, mas tenho um prazer ENORME em fazer as pessoas sentirem raiva por coisas bobas. E se não me engano, você acabou de fazer uma pergunta, minha vez de novo. Onde está minha arma?

Ele não parece querer responder, se levanta, diz algumas palavras estranhas e entram 2 guardas. Um deles me levanta e põe meus braços pra trás segurando enquanto o outro me distribue socos em todo o corpo. O curandeiro então diz:

– Não deveria debochar das pessoas quando se está desarmado.

Eu chuto o guarda que estava me segurando na canela fazendo ele se distrair e então o jogo encima do outro guarda. Minha frase a seguir fez o Curandeiro estremecer de raiva e medo. Olhando para os 2 guardas desacordados, quebrei o pescoço de um deles com meu pé e disse:

– Não preciso de armas para me defender, muito menos para esmurrar um velho esmirrado como você.

Olhei para ele e sorri. Logo em seguida o Curandeiro sai da tenda as pressas, eu saio tentando descobrir onde raios puseram minha arma.
Logo quando ponho os pés pra fora da tenda, vejo 2 guardas com lança vindo em minha direção e um deles estava com a Shelly presa em sua cintura. O que estava com a Shelly foi o primeiro a me atacar, ele tentou acertar a lança em meu peito, eu virei de lado fazendo ele passar com a lança direto, peguei a Shelly de sua cintura, o empurrei ao chão e logo após, um tiro em sua cabeça e continuei mirando. O outro guarda com a lança ficou petrificado, nem ele nem ninguém da tribo tinham presenciado uma arma de fogo em ação. Logo todos eles recuaram, apenas o Curandeiro veio de encontro a mim com uma expressão de horror e desespero, ele estava chocado com o que tinha acabado de acontecer. Ele sentou perto do corpo e o abraçou se acabando em lágrimas. E então subitamente, ele disse:

– Por que fez isso com meu filho? Você não tinha o direito de acabar com a vida dele, você não...

Eu o interrompo, abaixando minha arma e olhando para ele:

– Ele veio a mim para atacar, ou ele morria ou eu, e eu não ia ficar com pena de matá-lo só por ele ser seu filho, não ligo pra nenhum de vocês e não ganharia nada se ligasse. Agora, ou vocês devolvem a minha bolsa e deixo vocês em paz ou...

Levanto minha arma na altura do meu queixo e digo:

– Eu vou matar cada um de vocês até encontrá-la. Vocês escolhem.

O curandeiro já muda seu tom de voz, conseguia sentir a tristeza e a raiva em sua voz quando ele disse:

– Não precisamos dar ouvidos á você, você irá nos matar de qualquer jeito!
Não permitirei que isso aconteça, não vou deixar minha tribo ser destruída por alguém como você, a morte de meu filho, Garanin Amonavar, não será em vão, você pagará pelo seu erro!

De repente uma luz ofuscante por 1 segundo me cegou e todo o cenário á minha volta tinha mudado, era noite, eu ainda estava em uma floresta mas nao havia nenhuma tribo ali, apenas um papel embaixo do meu pé com os seguintes dizeres:

"Não posso fazer com que as pessoas de minha tribo corram risco por vingança minha, um dia nos encontraremos sozinho e aí chegará a sua hora."

Assim que eu terminei de ler esse papel, um sussurro vindo de algum lugar me disse: "Não vá muito longe."
Olhei para todos os lados mas não via nada nem ninguém que pudesse proferir tais palavras.
Olhando para o céu, conseguia ver fumaça vindo de outro lugar por perto, não podia ser a tribo do curandeiro vingativo, ele não seria tão burro assim.
Bom, antes que eu tentasse dar meu primeiro passo em direção á fumaça, algo tentou puxar meu braço, alguém tentando me esconder, a voz de trás do arbusto me disse:

"Venha aqui se quiser sobreviver, depois te explico o que está havendo"

Notas finais
Acho q to ficando sem criatividade agora, mas eu vou conseguir terminar essa história, vou demorar pq pretendo fazer uma loooooooonga história, então...divirtam-se :P