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16 Capítulo 15 - Livre do carma


Enfim depois de semanas perdendo minhas ferias pro tédio eu notei que minha orelha estava melhorando. Eu havia saido algumas vezes pra me divertir mais o pessoal todo havia viajado nas férias e isso era deprimente. Todos os meus amigos haviam saído pra lugares diferentes e eu curtindo meu sofá e sozinho em casa.

Ser um cara sozinho é tedioso, é como se eu estivesse num dia normal de aula, só que sem acordar cedo. Manter contato com os amigos pelo celular não é a mesma coisa que fazer palhaçadas e tirar onda com eles pessoalmente mais até que dava pra amenizar a solidão de vez em quando.

Eu sentia muita falta deles e estava depressivo na minha casa me entupindo de biscoitos como um desesperado quando o telefone tocou, eu me estiquei no sofá para atender.

- Alô?...

- Abra a porta gostosão...- Era a voz do sedutora do Bob. Me assustei com isso pois eu achava que aquele idiota estava trabalhando nas férias e corri para abrir a porta. Estavam todos na minha frente eu mal podia acreditar.

Me atirem em cima daqueles caras e os abracei com força.

- Seus filhos da puta nunca mais me deixem sozinho...- Eu forçava uma cara de choro e logo ria trazendo todos para dentro. Eu estava com a casa em completa desordem mais isso não me intimidou em convida-los a se servirem dos meus biscoitos e se espalharem pela sala.

- Tava curtindo uma fossa? — Mikey perguntou e eu finalmente reparei no quanto ele estava queimado.

- Sim, vocês me deixaram numa deprê profunda... Hey, tá queimadinho heim? Deu pra bronzear bastante? — Eu ria da cara dele.

Era ótimo ter todos ali, inclusive o Gee que ja estava pendurado em meus ombros me olhando e sorrindo, como sempre.

Passamos um bom tempo conversando e atualizando as novidades até que o Bob se adiantou...

- Frank, eu queria saber se você tá afim de tocar com a gente, sabe? É que rolou uma espécie de concurso de bandas e eu estou muito afim de ir cara. Chamei os outros e viemos aqui saber se você topa...

Eu mal podia acreditar no que estava ouvindo. Era a coisa mais incrível que já me acontecera, tocar numa banda, nessa banda com esses caras. Eu estava com meu coração quase pulando em meu peito e nem sabia que expressão eu tinha no rosto.

- Claro que eu aceito, isso é.. é perfeito — Eu dizia e ainda não acreditava ainda no que eu havia escutado. Eu senti uma pressão na barriga e comçei a suar frio, eu estava sonhando.

Depois de ter aceito fazer parte da banda começamos a discutir a semana toda sobre o que iriamos tocar, separar um tempo pros ensaios e tudo que tínhamos direito. Nós ensaiamos todos os dias durante as tardes na casa do Ray. Ele tinha oferecido o seu espaço particular pra nós e passamos a nos encontrar lá. Nossos ensaios eram longos e exaustivos entre horas escolhendo uma musica e tocando ela até que ficasse perfeita.

Não era muito difícil de conseguir uma harmonia entre nós e o que tocávamos ficava muito bom.

Bob era o que nos ajudava bastante, sempre pronto a qualquer coisa e isso me deixava entusiasmado. Putes, tudo estava perfeito eu estava curtindo cada segundo daquilo. Gerard sempre dando seu melhor no vocal, eu e o Ray apavorando na guitarra e com certeza, Mikey era um baixista que adorava fazer charminho.

Mais parecia que a sorte queria virar um pouco.

- Eu não vou poder ensaiar com vocês hoje galera...-

- Que porra é essa, Ray? — Eu falo ja ficando injuriado...

- Foi mal gente, minha mãe me pegou desprevenido e me obrigou a sair com ela pra resolver umas coisas aí...Foi mal mais amanhã a gente ensaia. Desculpe!

Todos nós saímos da casa do Ray meio pra baixo depois dessa.

- Por que não vamos pra minha casa, deixamos nossos instrumentos lá e bebemos alguma coisa.. Esse calor tá de matar

Foi uma ótima sugestão, fomos todos pra casa do Bob e deixamos nossos instrumentos na garagem. Como estava muito quente ficamos com a porta aberta vendo a rua e bebendo umas cervejas enquanto a hora passava. O Ray fazia falta.

Não era a visão que eu queria ter, não mesmo. Quando virei o ultimo gole da minha cerveja avistei os jogadores da escola... PORRA nada pior que avistar pessoas da escola que você odeia, nas férias.

Como se não fosse suficiente eles passaram na frente da casa e começaram a nos incomodar.

Eu não sei se aquelas doses de cerveja me deixaram valentão ou era minha raiva e desprezo por eles que estava falando alto agora que eu não precisava mais ir pro colégio.

Me levantei do chão e os encarei e ja fui recebido pelos valentões de peito empinado. Estavam loucos por uma briga mais eu não iria entrar nessa. Que se dane o que eles querem, tornei a me sentar os ignorando.

- Vai dar as costas pra mim seu viado?

- A unica coisa da qual você sabe me chamar é de viado? Só uma pergunta, você é idiota assim mesmo ou se aperfeiçoou com o tempo? Só me responda... — Eu estava com um sorriso provocador e então eles se colocaram contra mim.

Gerard se levantou e ficou a meu lado junto a Mikey e Bob.

Nos nos encaramos por uns instantes e não sentimos nem um pouco de medo, ali mesmo um saiu atacando o outro e a porrada comeu solta. Aqueles malditos pareciam ser feitos de aço quando acertei um deles na barriga.

Meu tamanho ajudava a me esquivar de muitos golpes mais não por muito tempo. Acabei levando uma porrada no olho e acabei caindo no chão. Bob me surpreendeu quando veio com um pedaço de madeira e acertou em cheio as costas do idiota que tinha me batido mais nem com isso eles recuaram e a briga só parou por que um vizinho chamou a policia e tivemos que correr e nos esconder.

Corremos cada um pra um canto e nos encontramos num parque pra crianças não muio longe dali. Estávamos todos arrebentados e mesmo assim todos riam ofegando por que fala sério, nada melhor do que ter o gostinho de ter acertado umas boas porradas naqueles idiotas.
Isso era uma libertação? Eu me sentia completamente feliz de ter feito aquilo junto de meus amigos e acho que eles também estavam se sentindo assim.

Nós nos olhamos por um tempo notando bem todos os ferimentos mais isso não importava mais por que estávamos juntos nessa.

Quando voltamos pra casa do Bob já estava quase anoitecendo e nos deparamos com Ray que estava nos esperando:

- O que foi isso? Alguém pode me explicar que porra foi essa?... Ele cuspiu as palavras com certa rispidez.

- Relaxa cara...

- Não me mande relaxar, Gee! Eu saio e deixo vocês sozinhos por uma tarde e vocês saempra uma briga? Vão se foder todos vocês... Por que não deixaram essa pra quando eu estivesse perto?

- Tá brincando né? — Eu perguntei encarando ele querendo entender que diabos ele estava querendo dizer a final.

- Não tô não, baixinho! Eu fiquei puto por saber que vocês saíram no pau com os caras da escola e nem se quer deixaram um pra mim..

Ele parecia meio decepcionado mais não dava pra saber ao certo.

Naquele momento eu não estava levando fé em nada do que ele dizia pra nós.

Entramos na casa do Bob e levamos uma bronca da senhora Bryar que estava desapontada em saber que todos nós tínhamos feito uma grande arruaça na frente da casa dela.

Conseguimos o perdão dela que não foi tão difícil. O Bob tinha sorte de ter uma mãe tão maneira e que depois de uma curta falação ela tratou de cuidar de nossos ferimentos. Era o tipo de mulher que eu teria orgulho de ter como mãe. Suspirei.