Until Kingdom Come
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Acordei com uma luz branca nos meus olhos e o barulho de algo sendo arrastado. Olhei para o teto ao mesmo tempo que senti alguém apertar a minha mão. Eu não lembrava o que tinha acontecido, mas eu sabia que havia sangue, muito sangue.
— Nora. – Alguém falou. Reconheci esse alguém como Katerina. O que ela estava fazendo aqui? E como eu vim parar aqui? Ela estava diferente. Seus cachos estavam presos em um coque alto e ela usava um vestido branco de algodão. Ela estava muito bonita.
- Olá. – respondi. Olhei para baixo e vi que ela estava segurando a cadeira de rodas de alguém. Patch.
- Você está bem? – ela me perguntou cautelosa.
- Estou. O que aconteceu? Por que Patch está em uma cadeira de rodas?
- Se acalme. Ele passou por um transplante e está um pouco fraco para andar. Você sofreu um ataque cardíaco há uma semana. Ele está muito preocupado com você, todos nós estamos. – ela acrescentou.
- Eu estou bem.
- Vou deixar vocês a sós. – Ela falou e se retirou do quarto. Patch estava muito silencioso e não tirava os olhos de mim.
- Então, você passou por uma cirurgia?
- Você quase me matou. Você sabe o que é acordar morrendo de dor no abdômen e ainda receber a notícia de que você podia nunca mais acordar? – ele estava realmente nervoso.
- Desculpa, mas pelo que eu me lembre você quase morreu em meus braços. – agora ele estava envergonhado.
- Eu não deveria ter deixado ele te levar, não mesmo. Agora você está sofrendo por causa daquele imbecil. – eu lembrei do que o Lucas havia feito comigo e me senti muito envergonhada e comecei a chorar.
- Não chore. Por favor. Não vamos falar mais disso. Não mesmo. – Patch se apoiou nos braços da cadeira e deitou ao meu lado da cama.
- Eu senti a sua falta. Eu tive uma semana muito difícil. – ele sussurrou no meu ouvido enquanto colocava seus braços em minha volta.
- Claro que teve. Você ficou deitado e rodeado de enfermeiras bonitas. – eu respondi com uma pontada de ciúmes.
- Nenhuma delas se compara a você. – ele foi sincero e me beijou. Eu sentia muita falta do seu beijo. O meu coração disparou e o quadro mostrou isso, me fazendo ficar envergonhada. Patch riu.
Patch tinha acabado de ir embora, quando uma figura loira entrou no meu quarto. Ela tinha cabelos dourados e compridos. Usava um vestido vermelho curto extremamente sexy e me olhava com um olhar venenoso. Dabria.
- O que você está fazendo aqui? – eu falei com raiva, mas o medo se sobressaiu.
- Não se preocupe querida, eu não vim aqui para matar você.
- O que você quer?
- Te fazer uma proposta. – Dabria disse enquanto andava pelo quarto. O martelar dos seus saltos estava me matando.
- Nora querida, eu vou ser clara e direta. Eu estou com os seus pais.
- O que?
- Não se faça de boba. Olha, há alguns anos eu herdei a empresa do meu pai e agora faço os meus próprios serviços. Eu estou com eles e sempre estive. Eu tenho uma proposta para você. Eu não sei se já te contaram, mas você tem uma criança no seu ventre.
- O que? Como você sabe disso?
- Eu tenho olhos e ouvidos em todo lugar. Não se preocupe, não é do Lucas. E esse é o meu problema. Eu quero que você se afaste do Patch. Suma do mapa e leve seu filho junto. Eu quero que a criança nunca saiba quem é seu pai e nem Patch que tem um filho. Se você fizer isso eu deixo seus pais livres. Se não fizer, eu mato você e eles. Não, se você não fizer, eu mato seu filho, seus pais e faço questão que você sofra pelo resto da sua vidinha miserável. – Seu rosto estava a centímetros do meu.
- Como posso saber que você está falando a verdade?
- Seus pais estão presos em uma casa longe daqui, que eu reservei para você. Se você aceitar, irá a encontro deles e seguir com a sua vida, se não, eu explodirei a casa com uma mensagem. A escolha é sua. Eu voltarei amanhã para saber sua resposta, e não conte nada a ninguém.
Ela saiu e eu comecei a chorar.
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