Notas iniciais
Suspense....Boa Leitura.

O despertador tocava insistente avisando que já eram 6 horas e me lembrava que eu tinha que acordar e fazer algo de útil para a sociedade. Eu me levantei, olhei para o tempo chuvoso que fazia no lado de fora do meu apartamento no centro e suspirei. Estrei no banheiro e olhei no espelho. Meu cabelo preto estava um pouco mais alto que a minha cabeça e haviam dois círculos roxos embaixo dos meus olhos indicando uma noite mal dormida. Tomei um banho para melhorar o meu estado e preparei uma boa xícara de café.

Coloquei a minha calça jeans que eu tinha comprado na Forever 21, uma camiseta preta e fui para o meu trabalho. Eu trabalha em uma lanchonete no centro chamada Black Star, e eu posso garantir que estava longe de ser o trabalho mais glamuroso do mundo. Eu não precisava tanto assim do dinheiro, mas eu precisava de uma distração, já que eu não podia mais frequentar a escola. Eu trabalhava no desaparecimento dos meus pais durante a noite e os finais de semana.

Depois que eles sumiram, eu comprei um apartamento no centro com o dinheiro do seguro e arrumei um trabalho durante o dia. A lanchonete não era tão movimentada como os outros restaurantes, então o máximo que eu tinha que fazer era servir café e almoço de vez em quando e usar um avental e um patins ridículos como uniforme de trabalho.

Eu ainda praticava luta. Desde o ocorrido, eu venho intensificando os meus treinos. Eu tenho uma arma e um spray de pimenta na minha bolsa e todo o meu conhecimento em artes marciais. Hoje era um daqueles dias nos quais a cidade estava chuvosa, fria e deserta. A lanchonete já estava quase no seu horário de fechar e só tinham aparecido dois clientes o dia todo. Eu estava lendo um relatório que meus pais fizeram das pessoas que os perseguiam, quando um sujeito estranho entrou e sentou em uma das mesas parecidas com cabines de trem.

Ele era alto e magro, mas era forte. Ele vestia preto da cabeça aos pés e seu cabelo preto era liso e curto. Não dava para ver o seu rosto, uma vez que ele estava de costas para mim. Andei até ele para anotar o seu pedido e ele me encarou com uma pitada de surpresa. Seu rosto era absurdamente lindo. Seus olhos eram castanhos e sua pele era um tom mais escuro do que a minha. Nos seus lábios se encontravam um sorriso convidativo, mas ao mesmo tempo ele poderia ser um assassino em série. Ele me encarava como se eu fosse um tipo de alien, ou coisa do tipo.

— Eu vou querer um café. – ele disse com a voz mais aveludada possível.

— É para já – eu disse um pouco tonta.

Eu preparei o seu café e coloquei em cima da mesa. Ele nem se quer olhou para mim. Eu fui para o meu lugar na entrada da loja e ele me chamou com o dedo quando terminou. O sujeito me passou uma gorjeta generosa e um cartão e saiu da lanchonete. No cartão dizia:

Patch Cipriano

BrownAllay, 244. Cabana 5

0bs: Tenho informação sobre os seus pais.

Eu olhei desconfiada para aquele papel, mas depois que saísse desse lugar eu iria encontrar esse tal de Patch Cipriano.

Notas finais
Como ficou. Gostaram? Comentem