Notas iniciais
Capítulo extra.

Eu e Lucas estávamos cada vez mais próximos. Ele comentava das coisas que aprendia na faculdade e me ajudava a encontrar os meus pais. Ele realmente estava ajudando. Nós descobrimos que meus pais não estavam mortos e que Patch era realmente um cara no qual eu não podia confiar. Ele me ligou várias vezes depois do ocorrido na chuva, mas eu não atendi a maioria. Por alguma razão, eu não queria falar com ele agora, agora que tudo estava dando tão certo. Eu gostava muito de Lucas, mas ultimamente ele está agindo estranho, como se quisesse me contar alguma coisa.

- Nora?

- Sim – respondi.

- Saia comigo hoje.

- Lucas. – eu disse olhando para baixo.

- O que? – ele disse chegando mais perto.

- Não estrague tudo. Olhe, eu gosto de você, mas não estrague isso. Por favor. – eu não queria me envolver em nada agora.

- Como amigos. Eu sou seu amigo, não sou?

- Sim. – eu sorri. – Tudo bem.

Eu não sabia o que ele estava planejando, então vesti uma calça jeans escura, uma blusa vermelha e um casaco. Fazia tempo que eu não saia com alguém. A última vez foi com Patch a quase um mês atrás. Abri a porta do quarto e lá estava ele. Ele estava lindo como sempre, mas foi diferente dessa vez. Ele estava mais radiantes, melhor, mais feliz. Ele sempre foi o meu melhor amigo. Eu contava tudo para ele e ele tudo para mim. Nós nos entendíamos .

Quando nós tínhamos treze anos, nós estávamos na casa da árvore dele, e eu estava chorando porque teríamos que nos mudar de novo. Nós não sabíamos se nos veríamos de novo, então ele fez a coisa mais inesperada. Ele me beijou, meu primeiro beijou. Desde aquele momento, eu nunca mais o vi da mesma maneira. Quando nos vimos de novo, aos quinze anos, ele estava mudado. Ele saia com garotas, passava gel no cabelo e se vestia como um adolescente. Eu gostava dele mais do que como um amigo. Mas ele nunca gostou de mim desse jeito. Eu fui a festa na noite em que meus pais sumiram por causa dele. Eu sabia que ele estaria lá. Mas depois eu tive que fugir e nunca mais o vi.

- Vamos. – ele me estendeu um braço e eu aceitei.

Ele me levou até um pub que ficava perto de sua faculdade e arranjou um lugar no bar lotado. Ele pediu duas cervejas e sentou de frente para mim.

- Então, eu ainda sou o seu melhor amigo?

- Você sempre foi, e você sabe disso. Não sabia que você vinha a lugares assim. – eu disse olhando em volta.

- Você não sabe de muita coisa sobre mim. – ele disse tomando cerveja.

- Isso é um desafio? – eu disse erguendo a sobrancelha.

- Talvez.

- Tudo bem. Eu acho que o seu tipo de garota é igual aquela que está sentada no bar. Loira, simpática, atraente, aquela que não recusaria um encontro com um cara como você.

- Um cara como eu? – ele disse erguendo uma sobrancelha.

- Você sabe. Bonito, simpático, gentil, atraente.

- Você acha que eu sou tudo isso? Mas não, obrigado. Esse não é o meu tipo.

- E qual é? – nós estávamos perto demais.

- Se você se olhar no espelho descobrirá qual é. – ele disse e eu corei.

- Lucas. – eu disse me afastando.

- Só amigos, eu sei. Mas eu acho você bonita. – eu corei ainda mais.

- Então, e seus amigos? Você nunca me apresentou nenhum.

- Eu tenho poucos.

- Entendi.

Nós bebemos e nos divertimos mais. Quando dei por mim, eu estava bêbada. Ele me ajudou a levantar e saímos do bar.

- Nora. – ele disse envolvendo os seus braços na minha cintura e se aproximando.

- Lucas, você é legal, gentil, você é o cara que eu deveria confiar.

- É isso o que as garotas dizem quando não querem um cara. Droga, Nora. Não seja que nem elas. Pelo menos uma vez. – agora ele estava bravo.

- Me desculpe. – eu estava quase chorando.

- Nora. – ele me abraçou e eu chorei no seu peito. Eu não tinha ninguém. Existia uma chance mínima de eu encontrar os meus pais vivos, o cara que eu achei estar a fim me largou e aqui estou eu brigando com o meu melhor amigo.

Ele pegou o meu queixo e levantou o meu rosto. Seus olhos pareciam as melhores coisas do mundo agora. Ele se aproximou e sussurrou:

- Só dessa vez, por favor. – e eu não disse nada. No segundo seguinte ele estava me beijando. Não era nada como Patch. Seu beijo era doce e paciente. Ele me abraçava como se não quisesse me perder e eu o abracei mais forte. Nós estávamos nos beijando, quando ouvi uma voz improvável.

- Nora. – Patch gritou. Não, isso não podia estar acontecendo.

Notas finais
Gostaram? Gente, comentem. Preferem o Patch ou o Lucas?