Notas iniciais
Consegui haha

Dabria sequestrou minha filha há uma semana e parece que foi a décadas. Eu não conseguia comer, dormir e não conseguia pensar direito. Patch e eu passamos as últimas noites acordados rastreando e nós dormíamos muito pouco. Nossa relação tinha desandado de casal feliz para parceiros de negócios e eu sentia que essa era a intenção de Dabria. Meus pais estavam contatando todos seus ex colegas, amigos, conhecidos, eles pegavam todas as informações que podiam e não estavam resultando em nada. Patch sabia que Dabria era boa em sumir do mapa, e eu também. Nós iríamos para Nova York daqui a alguns dias, para a sede de sua empresa e fazer uma pesquisa. Eu não iria desistir nunca.

- Nora! – Patch gritou enquanto eu preparava um café. Pude ve – lo correndo na sala e ele parecia desesperado.

- Nora. Como eu não percebi antes? — ele falava enquanto revirava os papéis que estavam em cima da mesa da cozinha.

- O que Patch? – eu implorei.

- Corrija – me se eu estiver errado, mas Dabria falou que iria criar Nina do mesmo modo que fui criado, certo?

- Sim? – soou como uma pergunta.

- Então sei onde ela está. Ela está em Londres. – ele fez uma careta em quanto dizia. – Dabria ama jogos, ela não iria sem deixar ao menos uma pista. Ela voltou para Londres. Se eu não me engano, tem um prédio da empresa dela no centro, então ela não iria muito longe.

Patch estava certo. Dabria o amava queria vingança, mas ela amava jogos mais do que tudo. Ela iria para Londres e o faria ver o pai, o qual ele tanto odiava. Ela estava jogando conosco nos fazendo ir até lá.

- Qual é o problema que você tem com o seu pai afinal? – perguntei enquanto ele organizava os papéis.

- Eu era um garoto estúpido e mimado que só olhava para o bem próprio. Meu pai seguia uma linha de criação e pensamento dura, vamos dizer assim. Eu era muito imaturo e ele queria um filho para seguir sua linha de pensamento e um dia liderar a empresa que é da minha família a gerações. Eu não queria e ele disse que se eu não fosse para Harvard estudar negócios ele me deserdaria. Eu fui, mas dois anos depois abandonei a faculdade para seguir Dabria e ele cumpriu a sua promessa, deixando a minha mãe doente e uma divorciada vivendo na França, minha irmã ter que assumir a empresa e me culpando do divorcio dos meus pais e da doença da minha mãe. Ela me ajudou no ano passado, como você pode perceber. Ela realmente encontrou seus pais, mas Dabria estava sempre por perto. Eu deveria ter escutado o meu pai – ele pareceu um garotinho de novo, olhando para mim como se fosse chorar ou bater em alguma coisa.

- Ei, calma – eu me aproximei dele e encostei a minha testa na dele. – Nós vamos conseguir a Nina de volta, seu pai vai te perdoar e sua mãe vai ficar bem. – Patch assentiu e me abraçou forte. Estava sendo difícil para nós dois, Patch tendo que rever seu pai depois de tantos anos e eu teria que fazer de tudo para ver a minha filha e manter os olhos nos meus pais.

- Você tem que fazer a sua mala – Patch falou depois de um tempo. – Coloque suas melhores roupas, eu tenho um plano.

- Que tipo de plano?

- Dabria não confia em ninguém, mas como ela é uma maníaca obsessiva ela quer manter as aparências, então você entrará na empresa dela e ganhará a confiança da pessoa que ela mais confia. Ela se chama Marcie e é uma pessoa muito difícil de se lidar, mas é o que a Dabria tem de mais próximo de irmã e garanto a você que ela sabe de todos os planos da Dabria.

Eu assenti e corri para o quarto. Peguei uma mala grande e coloquei todas as minhas saias, camisas de seda, saltos e maquiagens para manter as aparências. Eu podia ouvir Patch ligando para a companhia aérea e me permiti ter um pingo de esperança, pelo menos dessa vez. Nós já estávamos destruídos o suficiente, tínhamos passado em dois anos o que nenhuma pessoa passará na vida. Nossa relação tinha passado por altos e baixos, mas será que dessa vez teríamos um pouco de paz?

Notas finais
Será que eles vão ter paz?