Unstable
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Derek ainda se lembrava dos seus dezesseis anos, como era amar Kate, uma garota bonita e popular, uns dois pares de anos mais velha que ele que o fazia sentir borboletas no estômago. Lembrava como ela fazia com que ele se sentisse confiante e seguro de si, seguro de suas atitudes, do seu próprio corpo. Ainda era fresca a memória de quando eles estiveram em sua primeira vez.
Como Derek estava nervoso e excitado, como ela teve paciência e não se importou com ele vindo vergonhosamente rápido demais. Eles estavam no banco de trás do carro dela, em meio ao bosque e ele tinha uma hora até o toque de recolher, a adrenalina, a excitação e todo o conjunto contribuiu para que ele fosse um fiasco, mas Kate continuava repetindo que não tinha nada demais, que estava tudo bem.
Foi com ela que ele aprendeu a conhecer seu próprio corpo, a testar seus limites. Como quando passaram um dia inteiro na casa de Kate, seus pais tinham viajado para ver seu irmão mais velho fazer alguma coisa relacionada a faculdade e ela tinha todo o lugar só para ela. Foi divertido testar as sensações do seu próprio corpo, onde ele se sentia mais sensível e os pontos em que era desconfortável explorar.
Derek a fez ter um orgasmo nesse dia e ele realmente estava se empenhando para isso durante todo o mês. Não era como se sua vida sexual andasse muito movimentada agora, mas com Kate, aos dezesseis anos, ele podia dizer que transar era quase parte da sua rotina. Tudo o que ele sabia sobre uma mulher foi ela quem ensinou.
Ele não podia reclamar das horas gastas explorando o contorno curvilíneo do corpo da caçadora, não podia reclamar dos incontáveis dias em que ela se dedicava em fazê-lo durar mais, explorar um novo ponto, descobrir que poderia vir rapidamente com algo muito bom e durar além do esperado se soubesse explorar na medida certa os pontos certos.
Hoje Derek se lembra de Kate com dor e pesar, houve muita raiva, mas agora era tudo limitado demais. Ele escutou a mulher dizer diversas vezes que eles poderiam ter um pouco de diversão e ao mesmo tempo pertencerem um ao outro apenas, foi assim que ela o convenceu a fazer um ménage à trois e foi assim também que ela o convenceu a se deixar tocar por outro cara.
Derek nunca tinha estado com um cara antes e não pode dizer se a experiência foi boa ou ruim, ele apenas não se recordava de sentir muita coisa. Era estranho ter um corpo masculino colidindo contra o seu, o explorando, invadindo e de alguma forma o fazendo gozar. Ele aprendeu com o passar do tempo que gozar era bem diferente de ter um orgasmo e ao dormir com aquele cara, ele teve certeza que passou longe de um orgasmo.
Outras experiências se fizeram presentes, até que o relacionamento muito perfeito e cheio de estripulias acabou tragicamente em um incêndio criminoso, causado pela própria namorada do adolescente. Ele só tinha dezoito anos quando perdeu todos que amava e ficou sob a tutela da irmã mais velha Laura.
Laura era uma lembrança gostosa e dolorosa. Sua irmã mais velha que sempre o apoiava em tudo, que sempre o ajudava a fugir para se encontrar com Kate. Ela nunca o culpou, mas ele sabia que tudo era culpa dele, mesmo que sua irmã mais velha insistisse ter sua parcela nessa merda toda, afinal de contas, ela era a melhor amiga de Kate, ela os apresentou, ela incentivou aquele relacionamento.
Derek nunca a culparia, sua irmã só queria que ele superasse Paige e funcionou, até que ele estava precisando superar Kate. Laura estava morta, Peter transformou sua vida numa bagunça e ele tinha feito uma bagunça maior ainda com a vida de vários adolescentes, crianças praticamente e todas sob sua responsabilidade.
Ele perdeu muitas delas, primeiro Jackson, depois Erica, então Boyd, em seguida Allison, por último Isaac e ele nem consegue mencionar que quase perdeu Stiles, quase perdeu o garoto magricela, irritante e verborrágico para um maldito demônio, que nunca deveria ter chegado perto do garoto.
Derek estava inegavelmente nostálgico ao se lembrar das coisas boas que Kate lhe causou e depois dela, depois do incêndio e de toda a merda, no tempo em que ficou em Nova Iorque com Laura, ele teve outras garotas eventualmente e mais três caras. Não haviam ligações emocionais e ele só queria transar, na maioria das vezes descontar sua raiva em sexo selvagem, quase animalesco e bruto o suficiente para deixar algumas marcas.
No dia seguinte ele estava sempre arrependido de marcar aqueles corpos, de se deixar levar pela própria fúria. Até que ele voltou para Beacon Hills e descobriu que ficar sozinho não era tão ruim e ele se manteve assim por um longo tempo, até Jennifer aparecer. Foi uma coisa gradual e estúpida. Ele se deixou envolver por uma mulher que conseguiu enganá-lo direitinho, tão bem que até seu sensor lupino deixou passar as merdas que ela representava.
O sexo era real, os beijos, a atração. Sim, ele podia sentir que era tudo real e muito bom. A mulher tinha talento e o deixava muito confortável na cama, mas lembrava muito Kate. Kate sempre tinha uma espécie de controle remoto sob os dedos, era como se ela pudesse mandar e persuadir sem escrúpulos e ele apenas obedecia como uma boa cadela que ele era. Não seria a primeira vez, era da sua natureza ser um beta, se submeter, se deixar comandar, ele fazia isso de bom grado, Kate e Jennifer pareceram bastante familiarizadas com isso.
Derek suspirou, estava parado naquela porta há três horas, ele nem sabia como ainda estava em pé. Estava suando nas mãos e sentia o estômago revirar, faziam apenas três semanas que toda aquela merda sobre o Nogitsune tinha acabado e ele não tinha falado com ninguém desde então, mas ele sentiu medo, um medo quase devastador ao pensar que ele poderia ter perdido Stiles e isso o levou a porta do garoto, isso mesmo, a porta, não a janela.
Mais uma vez Derek se lembrou de todos os seus fracassos amorosos e se perguntou o que ele fazia ali. Não tinha mais sentido que suportasse rejeição ou decepção, ele não aguentaria mais nada e não suportaria quebrar Stiles um pouco mais do que ele estava com toda a culpa que o rondava. A porta se abriu e o xerife saiu se deparando com o lobo visivelmente assustado na sua frente.
— Stiles está no quarto há dias, desde aquele memorial da escola ele... bem, as coisas estão ruins, é bom que alguém tenha vindo ficar com ele essa noite. Eu realmente não posso faltar mais um plantão. — Derek não sabia o quão ruim estava a situação, mas sentiu o coração apertar quando John confessou aquilo tudo.
— Tenha um bom turno. — Derek se obrigou a dizer quando entrou e viu o xerife trancar a porta atrás de si.
Derek ainda demorou uns minutos até subir as escadas hesitante e então entrar no quarto de Stiles, o garoto vestia calças de flanela e uma camisa simples e muito maior do que ele, estava deitado e olhando para o teto, pelo menos até o lobo limpar a garganta e fechar a porta do quarto do garoto causando estrondo desnecessários.
— Derek? — Stiles sentiu, a voz rouca, o rosto úmido de suor e lágrimas e um olhar aterrador, havia tanta tristeza e culpa ali que Derek cambaleou.
— Seu pai me deixou entrar. — Derek tinha as mãos enfiadas nos bolsos, os ombros encolhidos, uma postura muito tímida para alguém do seu tamanho.
— Você usou a porta, isso deve me preocupar? — Stiles abraçou os joelhos, mesmo seu tom sarcástico não era tão altivo e descarado como sempre.
— Você sabe que ninguém está te culpando, certo? — Derek achou que deveria confortar o menino. — Quero dizer, eu sei que a culpa continua sendo sua na sua cabeça, mas no fundo não é. — Stiles suspirou e se arrastou pelo colchão, seus dedos se arrastaram no espaço ao seu lado, um convite silencioso para Derek.
— É bom que você esteja aqui, mas não tente me consolar. — ele deitou a cabeça no ombro de Derek, era um contato novo para ambos.
— Sinto falta da sua verborragia. — Derek admitiu, tentado a enrolar seus dedos nos do menino.
— Isso é uma declaração de amor ou algo assim? — Stiles parecia divertido, mas Derek podia ouvir o coração dele pular no peito, assim como o seu estava batendo em um ritmo frenético.
— Eu... — Derek se viu observado e Stiles sorria vagamente.
— Eu sei, Kate, Paige, Jennifer. Eu nem sei se você teve mais alguém e se foi tão ruim, mas eu não sou elas, eu não sou um psicopata piromaníaco, nem uma bruxa manipuladora. — Stiles suspirou. — Bom, eu posso ter alguns problemas, mas eu gosto de Cora e Peter já é aceitável. — ele deu de ombros e enrolou seus dedos nos do lobo.
— Eu gosto de você Stiles. — Derek se viu encarando o garoto.
— Eu também gosto de você Derek. — o menino se esgueirou, estava praticamente debruçado em Derek, seus lábios escovando os do lobo. — Eu quero fazer isso, sabe? — Derek se permitiu sorrir.
— Eu não estou te impedindo. — Stiles gargalhou.
Pela primeira vez Derek estava sentindo o gosto dos lábios macios e fartos de Stiles. Ele não se sentia fora do chão desde que tinha beijado Paige pela primeira vez e isso era um bom sinal. Ele nunca sentiu seu corpo corresponder um beijo com tanto entusiasmo antes e ele estava completamente inclinado a se deixar sentir tudo aquilo que o envolvia.
— Você tá bem com isso? — Stiles perguntou quando as camisas desapareceram no chão do quarto. — Você sabe o que eu quero dizer, sobre estarmos juntos? — ele hesitou, não estavam caminhando para o sexo, mesmo que a expectativa de ambos fosse grandes, eles não estavam nessa página, ainda.
— Ficar sem camisa na sua cama enquanto você me beija? Estou completamente confortável com isso. — Derek se permitiu brincar e o garoto gostou disso.
— Derek Hale também pode ser divertido? — Stiles beliscou a pele sensível do pescoço do lobo com os dentes, arrancando um suspiro do mais velho. — Ponto fraco, gosto disso. — ele correu os dedos pelo abdômen rasgado de Derek, sentindo as ondulações e os pequenos tremores.
— Isso não é um bom caminho, se é que você me entende. — Derek estava constrangido, tinha uma meia ereção se apertando em seu jeans e ele nem tinha sido estimulado decentemente para isso.
— Eu gosto de saber que causo alguma reação em você. — Stiles estava enrolado no corpo do maior.
— Acho que vou testar as suas reações sobre mim. — Derek se deslocou, estava por cima de Stiles que tinha o coração dando saltos no peito e um sorriso bobo nos lábios.
— Eu posso afirmar com todo o constrangimento do mundo que eu me masturbei muito mais vezes por você do que pela Lydia. — as bochechas de Stiles estavam aquecidas em um vermelho adorável.
— Oh! Isso não me ajudou muito. — Derek fez uma careta e se afastou, as coisas estavam um pouco apertadas dentro da sua calça.
— Nós podemos dar um jeito nisso. — Stiles quem se colocou por cima de Derek agora, sua bunda perigosamente pressionada contra a quase ereção de Derek que resmungou.
— Nós acabamos que descobrir que sentimos alguma coisa pelo outro, não é muito cedo? — Derek estava inseguro e isso era uma coisa nova para Stiles, ele era confiante na maioria das coisas em sua vida, mas ele nunca se imaginou mais confortável com a alusão ao sexo com Derek do que o próprio lobo.
— Nós não precisamos fazer isso. — Stiles se inclinou e depositou um beijo casto nos lábios de Derek.
Derek ficou confortável com a ideia de não ter realmente que levar as coisas adiante e foi uma noite agradável. Beijos, carícias, risadas e uma infinidade de coisas que um não sabia sobre o outro. Ele podia falar abertamente sobre Paige, Kate e Jennifer, Stiles entendia, não parecia se importar e isso aliviava Derek, porque ele precisava desabar, ele precisava disso há tanto tempo.
Duas semanas mais tarde Stiles contou para o seu pai, não era como se o xerife estivesse feliz por ter Derek com seu filho, não por Derek ser uma pessoa ruim e sim por ele ter um passado tão fodido quanto o do próprio Stiles, mas John não negaria a felicidade ao seu menino e não importava se ele precisava receber Derek para isso, ele faria.
Três meses depois o pack estava relativamente menor e tinha aceitado bem a ideia de ver Derek e Stiles como um casal. Eles não agiam como um, não gostavam de ficar grudados ou ficavam se agarrando, mas a diferença sutil na forma como se olhavam era o suficiente para todos ficarem cientes de que havia alguma coisa ali.
Kate retornou como uma espécie de lobo jaguar e isso agitou as coisas. Derek tinha pesadelos e morria de medo que algo acontecesse a Stiles. tinham novos caçadores, um perigo eminente e uma tensão que não cabia entre os membros do pack.
Oito meses tinham passado e Kate estava definitivamente morta, era uma surpresa que Gerard tenha ido para a cova junto com a filha, surpresa maior que eles estivessem tramando tudo isso há bastante tempo. Derek estava sobrecarregado e ao mesmo tempo feliz, seus problemas estavam dando uma pausa.
Stiles estava relativamente inquieto naquela manhã. Ele conhecia Derek há quase quatro anos e estavam juntos há quase um ano, ele precisava de um pouco mais de ação e percebia o quanto o lobo se esgueirava de qualquer menção a sexo ou qualquer tipo de beijo ou pegação mais quente.
— Eu pensei que seria noite do filme. — Derek franziu o cenho ao ver Stiles de cueca na sua cama em plena quarta-feira.
— Meu pai me deixou ficar e o pack tem coisas melhores para fazer. — ele explicou quando Derek começou a procurar por uma cueca no armário.
— Então somos só nós dois? — ele sentiu necessidade de confirmar.
— Sim e você não precisa de uma cueca. — Stiles estava próximo demais. — Nem dessa toalha. — ele tocou a mão de Derek onde ele segurava o tecido, o lobo abriu e fechou a boca algumas vezes até respirar fundo e soltar os dedos. — Bem melhor. — Stiles gritou seu corpo no do namorado e o beijou.
— O que nós estamos fazendo? — Derek perguntou mesmo que já fizesse ideia da resposta quando seu corpo caiu contra a cama e Stiles se ajeitou em seu colo.
— Curtindo o momento. — o menino esfregou os lábios no pomo-de-adão de Derek. — Você sempre pode me parar, quando quiser. — o menino murmurou no ouvido do maior, deixando uma mordidela na ponta da orelha, Derek suspirou.
— Eu posso lidar com todo o sexo que meu namorado quer fazer, Stiles. — Derek deslizou as mãos pelas costas de Stiles.
— É mesmo? Vamos ver se você realmente pode lidar comigo, Derek. — Stiles estava provocando.
Os corpos se esfregavam, Stiles tinha um jeito simples de enlouquecer Derek apenas com algumas palavras. Seus dedos exploravam cada cantinho do lobo, Derek ofegava, fazia barulhos dos quais ele certamente teria vergonha em algum momento de sobriedade, principalmente quando Stiles circulou seus lábios na cabeça de seu pau. Não era esperado, ele simplesmente foi surpreendido e gemeu assustadoramente alto.
Faziam anos que ele não tinha nada com qualquer outro homem e era um pouco assustador pensar na ideia de ter sexo com Stiles. Ele vinha evitando isso faz meses, mas ele tinha que admitir que estava sendo bastante prazeroso, exceto pelo fato de que se Stiles o engolisse com um pouco mais de gana ele viria como um adolescente inexperiente na garganta do garoto, sem aviso e seria extremamente constrangedor.
— Já chega. — ele sorriu puxando os cabelos de Stiles de forma gentil, o garoto o encarou com um pouco de baba escorrendo pelo queixo e ele não se conteve em chupar e lamber os lábios inchados, recolhendo a saliva que escorria do queixo ao pescoço.
— Não ouse retribuir o favor, eu sou completamente capaz de gozar com um único estímulo. — ele riu sem graça e Derek o beijou novamente.
— Como você quer fazer isso? — Derek se obrigou a perguntar, algo dentro dele se agitava primitivamente.
— Seja gentil, me faça gostar disso e quem sabe eu não retribuo o favor? — o tom zombeteiro tornava mais leve o clima denso de excitação e deixava Derek relaxado diante das possibilidades.
— Você não está fazendo isso pelo que te contei da Kate não é? — Derek não tinha mais nenhum receio de mencioná-la, mesmo que ele estivesse completamente nu com Stiles, prestes a fodê-lo pela primeira vez.
— Não, mas se você prefere de outro jeito eu não vou me opor. — o sorriso nos lábios de Stiles acendeu a vontade de Derek em beijá-lo.
Stiles não era idiota, tinha preparado tudo aquilo, desmarcado o cinema, comprado lubrificante e camisinha, mesmo que Derek não precisasse usá-la, ele repetia que não tinha certeza então trouxe mesmo assim.
— Você precisa me dizer se quiser parar, se sentir desconfortável ou eu te machucar. — Derek parecia hesitante, isso deixava Stiles um pouco aflito.
— Você pode não agir como se isso fosse ser como o inferno ao invés de me dar prazer? — o sorriso nervoso nos lábios de Stiles fizeram Derek se obrigar a ser um pouco menos idiota.
Derek voltou a beijar Stiles, era um beijo quase romântico demais. A barba de Derek resvalava no rosto do garoto, deixava a pele sensível e irritada de um jeito gostoso e ficava ainda melhor quando essa irritação se espalhava pelo pescoço e clavícula, seu corpo tremia embaixo do maior, ele podia sentir o dedo circulando a borda de sua entrada, um gemido contido escapou de seus lábios e Derek continuou a descer os lábios pelo torso nu do garoto, brincando com seus mamilos, chupando, mordendo, circulando com a língua, fazendo com que os quadris de Stiles tivessem vida própria.
— Eu vou gozar e você nem me tocou ainda. — Stiles tinha o rosto tomado pelo tom rubro, seu pênis vinha sendo estimulado pelo atrito do abdômen de Derek e sua barriga, ele gemia desconfortável enquanto Derek o explorava com um dedo.
— Não tem problema se você vier, eu posso fazer você gozar de novo. — Derek mordeu a curva do quadril de Stiles que gemeu ao sentir a invasão do segundo dedo.
Não era exatamente doloroso, mas era estranho ter algo o penetrando, pelo menos até ele sentir Derek escovar contra sua próstata o fazendo ver estrelas. Ele arqueou o quadril e um grito completamente engasgado cortou o silêncio ruidoso do quarto.
— Porra! Eu... Caralho Derek! — Stiles choramingava. — Isso é tão... — ele sufocou um grito e sentiu seu corpo tremer, ele estava tão perto. — Droga! Eu estou pronto, por favor... — não fazia sentido, mas Derek entendia.
O lobo lambuzou seu próprio membro de lubrificante antes de se encaxiar entre as pernas do garoto, ele seria gentil, Stiles pediu isso brincando, mas era real, era completamente sincero aquele pedido. Quando a primeira tentativa de penetração se iniciou, Stiles agarrou os lençóis e mordeu o lábio inferior.
Dor definia bem o processo quando a cabeça atravessou os primeiros anéis de músculos e então o garoto se viu tentado e implorar para desistir, mas ele não o fez, principalmente quando em um único movimento Derek estava todo dentro dele. Ele apertou os olhos, tentou controlar a respiração e o gemido rouco que atravessou sua garganta.
— Vai passar, logo vai passar. — Derek repetiu enquanto beijava o ombro do humano.
— Porra, isso é tão... — outro gemido quando Derek se ajeitou em uma posição melhor. — Out! — Stiles reclamou quando sentiu a queimação intensificar.
Derek deu tempo para Stiles se acostumar, tempo preenchido com beijos e provocações do menino, era novo para o lobo ter alguém tão verborrágico na cama, mas ele gostava, tornava tudo tão pessoal e confortável que ele quase esquecia que estavam fazendo sexo, exceto quando os quadris do adolescente começaram a se chocar contra os seus.
— Hm... — Stiles apertou os dedos nos ombros de Derek e o incentivou novamente a se movimentar. — Você precisa se mover Derek, tipo, agora. — ele sorriu e tentou, Derek não deu tempo para ele pensar iniciando os movimentos desconexos.
Eles chegaram a criar um ritmo, o membro de Stiles pulsava entre eles, a excitação do garoto inebriam os sentidos de Derek que estava lidando com sua própria vontade de foder forte e rápido o garoto embaixo de si.
— Você é tão apertado. — Derek respirava contra a curva do pescoço de Stiles que gemeu mais alto.
— Você não pode dizer essas coisas assim para mim. — Derek sorriu e sentiu o garoto se contrair, foi a sua vez de gemer alto. — Talvez você devesse se mover mais rápido... Porra! — ele gritou. — Isso... Oh! — Derek tinha encontrado o caminho para a próstata de Stiles novamente e isso era o que ele precisava para criar um ritmo mais intenso.
— Eu não vou durar muito. — Derek avisou, seus dedos entrelaçados nos de Stiles, os quadris chocando violentamente.
— Eu só... Uh! — Stiles não conseguia falar.
Derek liberou uma das mãos de Stiles, o garoto começou a se masturbar ao mesmo tempo que o lobo investia cada vez mais violento contra sua próstata, não levou mais que alguns minutos para Derek se desmanchar e então Stiles vir em seu próprio estômago, sufocando a meia ereção restante do lobo.
Ambos tinham a respiração ofegante, Stiles estava debilmente estirado sobre o colchão quando Derek se levantou e pegou uma toalha úmida no banheiro. O lobo estava limpando os dois, o garoto se retraiu sensível ao sentir o tecido úmido contra sua entrava e então Derek voltou a deitar ao seu lado o puxando contra seu peito.
— Seria muito clichê se eu dissesse que isso foi incrível? — Stiles se aconchegou contra o peito de Derek.
— Sim. — Derek riu e começou um cafuné nos cabelos úmidos de suor de Stiles.
— Foda-se, isso foi incrível. — ele sorriu e se esticou para beijar os lábios do lobo.
Duas semanas depois aquilo estava se repetindo na casa do Stiles, e então no camaro depois da escola, às vezes no jeep depois dos treinamentos, muitas vezes na floresta quando eles inventam de caminhar, um única vez no vestiário da escola depois de um treino de lacrosse. A verdade é que Derek e Stiles andavam se assemelhando a coelhos de tanto que fodiam por aí, em todos os cantos, a qualquer momento. Mesmo quando o xerife estava em casa, Stiles arrastava Derek para o banho, era um desafio manter-se quieto, ou quando Peter estava em casa e Stiles pouco se importava com isso, deixando o Hale mais velho saber exatamente tudo o que eles faziam sem o menor pudor. Isso se arrastou por três meses, até que Stiles estivesse sozinho com Derek em sua sala, deitados no tapete assistindo uma maratona de Star Trek.
— Não tem meia hora que começamos a assistir televisão e você já está em cima de mim? — Derek zombou.
— Com certeza. — o garoto se desfez da própria camisa e começou a se livrar da regata que Derek vestia. — Por que você tem que ser tão fodidamente perfeito? — Stiles levou a boca até a mandíbula de Derek, arrastando por todo o pescoço, até chegar ao peitoral definido e capturar um dos mamilos.
— Stiles... — o murmúrio era excitante, Stiles amava quando Derek repetia o seu nome.
Stiles correu os dedos pelo torso nu do mais velho, se ajeitou sobre as coxas dele e abriu primeiro o cinto, depois o botão, correu o zíper pela braguilha, apalpou o membro inchado, deixou seus dedos sentirem o peso, o calor, liberou o membro da roupa íntima, ouviu a respiração do namorado mudar. Sentou no tapete e se livrou das roupas de Derek, correu a língua por cada gomo do abdômen do lobo, ouviu gemidos, viu as mãos contraírem contra o tapete, a cabeça encostada no sofá, o pomo-de-adão marcando a garganta enquanto Derek engolia com dificuldade, respirava arrastado e tinha seu membro sugado por Stiles.
Derek estava em êxtase, não conseguia pensar em outra coisa senão na língua quente e macia correndo seu membro, brincando com a fenda que liberava pré gozo, o corpo estremecendo ao sentir os dentes beliscando as coxas, as mãos amassando os músculos, suas bolas sendo sugadas enquanto os dedos de Stiles se enrolava na base de seu pau.
— Eu vou vir assim. — ele murmurou tentando apertar os dedos no cabelo de Stiles e foder sua boca perfeita sem o menor cuidado.
— Ainda não. — Stiles sibilou sua língua correndo o períneo de Derek que gemeu engasgado, uma mistura de desconforto com prazer.
Stiles não costumava ir longe demais, mas Derek não estava esperando por isso, principalmente quando a língua do garoto contornou sua entrada e ele puxou o ar com força, os músculos do corpo travando.
— Stiles. — ele chamou baixinho, não soou firme, mas o garoto o encarou.
O dedo circulando na entrada junto com a língua, a outra mão estimulando seu pau. Derek respirou fundo e tentou se acalmar, assentiu depois de alguns segundos e apertou os olhos, relaxou a cabeça contra o encosto do sofá e gemeu ao sentir a língua de Stiles mais fundo em seu canal.
— Stiles, eu... droga! — ele amaldiçoou ao sentir os jatos de sêmen contra seu abdômen, ele tremeu com o orgasmo, seu corpo sensível, principalmente seu pênis, quando sentiu o primeiro dedo o invadir.
Os gemidos não pararam, Stiles nunca esteve dentro dele, mas não demorou a encontrar a carne macia da sua próstata e o deixar vendo estrelas. Quando se deu conta o incômodo de ter dois dedos e depois três dentro de si não era perceptível, não quando o menino o estimulava no ponto certo e não deixava de esfregar sua língua contra seu períneo inchada.
— Porra Stiles, eu quero isso, por favor... — ele implorou, Derek nunca se viu implorando por isso.
— O que Der? O que você quer? — Stiles lambeu as bolas de Derek, o lobo soltou um rosnado baixo.
— Eu quero que você me foda. Stiles, eu... eu preciso disso. — Derek tinha os olhos presos aos de Stiles que gemeu com a rouquidão da voz do lobo.
Eles não precisavam mais de palavras, não precisavam mais de nada. Stiles se desfez das suas roupas, seu pau estava dolorido de tão duro, ele o lambuzou com lubrificante e ainda brincou um pouco com a entrada de Derek antes de ouvi-lo reclamar.
— Deus! Eu juro que estou pronto. — ele exasperou e Stiles mordeu o lábio inferior reprimindo um gemido.
A urgência era uma via de mão dupla ali, não demorou para Stiles deslizar dentro de Derek, o lobo era apertado e quente e o garoto amou isso. Amou sentir a textura do canal rugoso de Derek contra seu pau que latejava e ele não precisou de muito tempo para ter Derek o obrigando a se mover.
Stiles se acomodou sobre Derek o acertando novamente em seu ponto sensível e colou sua boca na do maior. Os rosnados eram ferozes, assim como os grunhidos de Stiles, Derek contraia e relaxavam seu canal sufocando o pênis do garoto, lhe dando cada vez menos tempo, o deixando cada vez mais à beira de um orgasmo intenso e desejoso.
— Eu te amo. — Stiles não conseguiu conter as palavras até que fossem ditas e Derek rosnou alto, se derramando entre eles.
— Droga Stiles, eu... — Derek estava fungando, seu corpo todo estava sensível diante das últimas estocadas de Stiles até ele se derramar também. — Droga! — ele exasperou virando o rosto, Stiles estava ofegante quando o obrigou a encará-lo.
— Eu te machuquei? — Stiles não entendia por quê Derek estava chorando.
— Você precisa sair. — ele pediu, não tinha nada de ruim em seu tom de voz, apenas uma fragilidade que não existia antes.
— Tudo bem. — Stiles obedeceu, Derek resmungou, a sensibilidade ainda era grande quando ele se encolheu, dando as costas para o garoto. — Eu não queria te machucar, desculpe. Isso... eu... merda. — Stiles sentou ao lado de Derek sem saber se deveria tocá-lo ou não, sem ao menos saber o que dizer.
— Não foi sua culpa. — Derek se virou com os olhos vermelhos. — Eu só... eu te amo também. — ele despejou de uma vez, os lábios apertados e a testa franzida. — Isso é difícil, tudo isso. — Stiles assentiu, ele entendia.
— Eu não deveria... — Derek não gostava daquele Stiles que pisava em ovos para falar com ele.
— Eu quis, foi bom, na verdade, foi ótimo. Isso me assusta, porque, nunca foi bom. — ele bufou, era tão difícil falar dos seus sentimentos. — Você fez ser bom, você se preocupou em me dar prazer, isso tornou tudo mais fácil e eu te amo. É, te amo. — Stiles sorriu e se aninhou ao corpo do maior.
— Vamos fazer isso funcionar. — Stiles depositou um beijo na bochecha de Derek.
— Obrigado. — Derek sentia como se um peso enorme tivesse saído de suas costas, ele sorria, Stiles sorria, eles estavam felizes.
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