Unschuldig

13 Capítulo 13 - Pequenas Surpresas


Notas iniciais
Hello, minna!
Eu sei que demorei muito pra continuar, portanto não me joguem pedrs! (Mas aceito doces! xD) Devido a alguns imprevistos e a minha memória falha, acabei esquecendo o que ia colocar no capítulo... >.< Mas... Aqui estou eu de volta com mais um capítulo para vocês! õ/ Tentarei continuar postando nos sábados... (Tentarei...) Enfim, boa leitura pessoal! =D
P.S.: Ainda não revisei este capítulo, por isso perdoem qualquer erro grotesco! n.n

Capítulo 13 – Pequenas Surpresas


Um bom e forte cheiro de comida espalhou-se por todos os cômodos da casa atraindo a atenção de uma jovem de curtos cabelos azulados. Fechou o livro que estava lendo e após repousá-lo sobre sua cama, caminhou silenciosamente até a cozinha. Antes que adentrasse de fato no local, ouviu a voz de sua irmã ralhar com alguém.

– NÃO COMA!! – A voz de Nami demonstrava claramente sua irritação.

– Desculpa, desculpa! É que está com um cheiro tão bom...

Nojiko reconheceu imediatamente a voz do garoto que se pronunciara e adentrou a cozinha sorridente.

– Ora, ora. Faz tempo que eu não te vejo por aqui, Luffy. – Nojiko sorriu e sentou-se sobre uma das bancadas.

– Nojiko! – O garoto sorriu animado e levantou-se para abraçá-la – Nunca mais eu tinha visto você!

– Você só está repetindo o que acabei de falar... – Deu um fraco cafuné nele quando se separaram do abraço – E o que vocês estão fazendo na cozinha?

Nami, que estava usando um avental e segurando uma colher aparentemente melada de chocolate, olhou desinteressada para a irmã.

– Já esqueceu que é minha vez de cuidar do almoço e da sobremesa?

– Ah... É mesmo. Espero que não apareça nada queimado hoje... – Riu um pouco ao ver a feição da ruiva se tornar ranzinza.

– Eu já disse que eu me distraí com a TV naquele dia, por isso acabou queimando um pouco... – Nami passou o dedo indicador na colher e em seguida o lambeu.

Aquele simples gesto da ruiva pareceu chamar exageradamente a atenção do garoto de cabelos negros, que lançou-lhe um olhar demorado. Olhar que não passou despercebido pela mulher de cabelos azulados.

– Então... – Conteve a vontade de dar um sorriso malicioso ao imaginar o que deveria ter acontecido entre eles – O que Luffy está fazendo aqui? – Arqueou a sobrancelha.

– Ah, esse idiota disse que veio me ajudar, mas até agora ele só esteve aproveitando para beliscar a comida quando eu não estou olhando... – Lançou um olhar resignado para o garoto.

A azulada olhou de soslaio para Luffy quando Nami voltou sua atenção para o fogão, ficando de costas para os outros. Foi por isso, ou talvez por estar óbvio demais, que percebeu o olhar nada inocente que ele lançou para as pernas expostas da ruiva. Como ela estava usando um curto short jeans boa parte das pernas, que geralmente ficavam cobertas pela longa saia de pregas, estavam à mostra agora.

– Hm... Luffy... – Nojiko sussurrou ao se aproximar furtivamente dele e sorriu maliciosa – O que você tanto olha? – Perguntou curiosa.

– O-o quê?! – Ele desviou de imediato o olhar, mas devido ao rubor que se formou em sua face Nojiko percebeu que ele entendera o que ela sugerira – N-não sei do que está falando... – Tentou disfarçar olhando agora para a foto de um apetitoso pedaço de carne em um livro de culinária sobre a mesa.

– Sei... – A azulada riu baixinho e caminhou até a saída da cozinha – Cuidado para não tostar a comida hoje, viu Nami?

Saiu com um sorriso no rosto ao ver a expressão raivosa da mais nova. Era sempre divertido provocá-la.

– Nojiko é uma pedra no sapato! Só sabe ficar me perturbando e... – Em meio as suas reclamações, virou-se para o garoto e percebeu que este estava com o rosto corado – Hã? O que aconteceu, Luffy?

– N-nada... – Luffy respondeu e abaixou a cabeça sobre a mesa, usando os braços como apoio.

Por que será que agora toda vez que ele olhava para a ruiva sentia uma imensa vontade de fazer “aquilo” novamente? Teria ele adquirido uma doença que fazia sua mente e seu corpo quererem compulsivamente a mesma coisa? Isso sim era um mistério.

– Uh. Sério? – Nami franziu o cenho e voltou a cozinhar.

#-#-#-#

O homem de cabelos grisalhos, notando que alguns mantimentos estavam em falta, pegou sua carteira e a chave do carro para ir ao supermercado mais próximo. Antes de sair da cozinha deu uma última tragada no charuto para depois de apagá-lo, jogá-lo no lixo. Passou pela sala assobiando baixo e após fechar a porta da casa virou-se para o carro estacionado.

Teria prosseguido seu caminho tranquilamente até o carro caso não tivesse percebido algo de estranho na casa da frente. Virou lentamente o rosto na direção do muro da casa de Makino e não acreditou no que seus olhos viram.

Com tintas coloridas e com letras diferentes estava escrita a seguinte frase: Te amamos, Vovô Garp (Ou velhote)! Ass: ASL. P.S.: Quero carne no jantar!

E sem contar os três desenhos logo abaixo da mensagem que parecia representar os três garotos.

– Não acredito nisso... – Bateu na própria testa, e em conseqüência uma pequena mancha vermelha se formou devido ao impacto – Desse jeito vou ter que mudar de nome...

– Bom dia, Garp-san! – Uma Makino sorridente acenava para ele.

O senhor de cabelos grisalhos se aproximou dela e apontou para a “arte” pintada no muro ao seu lado.

– Você viu quando eles fizeram isso?! – Ele parecia levemente alterado com uma veia saltando em sua têmpora.

– Hã? Eles quem? – A mulher de cabelos esverdeados olhou para onde ele estava apontando e surpreendeu-se por um instante – Ora, ora. Os garotos gostam muito de você. – Sorriu plácida.

Garp franziu o cenho.

– Você não deveria ficar, pelo menos, um pouco irritada?! – Bateu novamente na testa – Olha só o que eles fizeram no muro da sua casa!!

– Ah, não se preocupe com isso. – Ela riu um pouco – Ficou até mais bonito agora... Sempre quis ter algo de diferente na casa. – Segurou o riso quando viu a expressão de descrença do homem de cabelos grisalhos.

– Eu já imaginava que você reagiria assim... – Suspirou e passou a mão entre os cabelos – Então se você não vai castigá-los, eu vou. – Falou já tendo em mente o que precisaria fazer.

– Vocês nunca mudam... – Makino sorriu e recomeçou a varrer a calçada enquanto Garp se afastava com um sorriso maligno nos lábios.

– Eles que esperem pra ver. Hehehehe. – Murmurou ao ligar o motor do carro.


Um pouco longe dali...


– Tem certeza que o vovô vai gostar da mensagem que deixamos? – Luffy parecia um pouco receoso quanto a isso.

Seu avô não parecia ser do tipo que gostava desse tipo de coisa, mas, devido a insistência do irmão, acabou cedendo.

– É claro! – Ace respondeu sorridente parecendo ter plena certeza de todos os seus atos – Será uma surpresa e tanto!

– Não acredito muito nisso... – O garoto loiro murmurou apreensivo.

– Falou alguma coisa, Sabo? – Ace arqueou uma sobrancelha negra.

– Ah, nada não! Hehe. – Sorriu – Mas aonde a gente vai se limpar das tintas?

O garotos de sardas olhou para as próprias mãos e percebeu pela primeira vez que estavam completamente coloridas.

– Bem... Não sei. – Olhou para o mais novo – Tem alguma ideia Luffy?

– Hm... – O garoto parecia tentar fazer seu cérebro trabalhar a força – Ah! Já sei onde podemos nos limpar! – Sorriu – E a gente aproveita para jogar um pouquinho...

Os outros dois apenas passaram a seguir o caminho que o mais novo indicava e durante o trajeto, Ace aproveitou para testar um pouco o seu irmãozinho.

– E então Luffy? – Falou chamando a atenção de ambos os garotos – Até que ponto você foi com a nossa querida amiga ruiva?

O garoto, que estava com o chapéu de palha (Presente de um tio seu) na cabeça, ruborizou completamente ao relembrar algumas cenas específicas.

– N-não sei do que você está falando!! – Desviou o olhar para uma pedrinha qualquer na rua.

– Oh! Então é verdade mesmo que vocês estão tendo algo? – Sabo perguntou subitamente interessado – Bem que eu suspeitava que tinha algo acontecendo entre eles...

– Sabo... – Ace passou um braço ao redor do pescoço do loiro e apontou para Luffy – O nosso Luffy está crescendo...

– Está virando um homem... – Sabo falou afirmando com a cabeça.

– DO QUE VOCÊS ESTÃO FALANDO?! – Luffy berrou com um visível constrangimento.

– Nada, nada. – Falaram os outros dois em uníssono e gargalharam com o rubor exagerado no mais novo.


Alguns minutos depois...


– Certo. A parte de que vocês precisam se limpar eu entendi, mas... POR QUE RAIOS VIERAM PRA CÁ?! – O rapaz de cabelos esverdeados rosnou alterado.

– Ah, é que era o lugar mais próximo... – Luffy olhou-o com cara de obviedade – Hm... Que cheiro bom! Sanji está aqui, não é?

– Vou indo tomar banho primeiro, viu Zoro? – Ace informou já indo em direção ao banheiro.

Sabo já se encontrava acomodado no chão a frente da TV, assistindo Usopp jogar no Wii.

– HEY, LUFFY! TIRA A MÃO DAÍ! – Ouviu-se a voz de Sanji ralhar com o garoto do chapéu de palha. Algumas coisas nunca mudavam...

– Por que será que sempre aparece um monte de gente pra vir me perturbar? – Zoro suspirou e sentou-se no sofá, ao lado de Usopp, desistindo de tentar expulsá-los.

De qualquer forma, ele sabia que nada funcionaria.

#-#-#-#

Era sábado à noite e o garoto de cabelos negros estava no chão de seu quarto encarando furiosamente o caderno a sua frente. De alguma forma o seu avô descobriu que ele havia ajudado a deixar aquela mensagem na parede e o castigou severamente. Talvez assinar a mensagem com suas iniciais não tivesse sido uma boa ideia.

– Grr... Essas coisas não entram na minha mente!! – Bufou irritado e passou a mão no cabelo, arrepiando-o.

– O quê que não entra em sua mente? – Luffy ouviu aquela voz sedutora sussurrar em seu ouvido e soube imediatamente quem era.

Ao se recuperar do pequeno choque de surpresa que teve, respondeu cabisbaixo.

– Matemática... – Fez um biquinho de birra e logo depois voltou a explicar – Meu avô disse que se eu quisesse algum dia ver carne novamente terei que tirar um dez em matemática...

– Oh, que crueldade! – Nami se aproximou ainda mais de suas costas, colando os corpos e passou os braços sobre os ombros do garoto – Dá pra perceber que você já se esforçou bastante... Por que não dá uma pausa e vem se distrair um pouco? – Perguntou enquanto dava uma leve esfregada sugestiva em suas costas.

Luffy já nem estava pensando em números, pois ao sentir os seios volumosos serem pressionados as suas costas teve que se controlar para não atacá-la ali mesmo.

– M-mas eu tenho que e-estudar... – Ele tentou manter o foco nos estudos – A-a carne faz falta...

A ruiva lambeu o lóbulo da orelha esquerda dele e sorriu ao perceber que a pele dele havia se arrepiado com aquela provocação.

– Então deixa eu te saciar de outra forma... – Continuou atiçando-o com outra lambida no lóbulo – E eu sei que você quer o mesmo... – Aumentou o sorriso ao deslizar a mão pelo abdômen, coberto pela fina camiseta, e repousar os dedos sobre o volume palpável coberto pela bermuda.

Ouviu o garoto gemer baixinho quando pressionou levemente a região, por isso não se surpreendeu quando ele se virou de súbito e forçou-a a se deitar no chão, impondo seu peso sobre o corpo esguio.

– Nami... – A voz dele saiu rouca e extremamente sexy. Seus olhos demonstravam estar repletos de luxúria – Eu quero você...

Depositou um beijo suave no pescoço da garota, antes de voltar a fitar seus olhos e por fim selou seus lábios.

– Eu também quero você... – Sussurrou em resposta quando ele iniciou uma trilha de beijos descendo pelo seu pescoço.

Naquela noite o quarto atingiria novamente níveis alarmantes de calor.


Notas finais
Estou desculpada? *Cara de arrependimento* *-* Nha... Também irei atualizar as outra fanfics... Só tenham um pouco de calma, ok? n.n