Unschuldig

11 Capítulo 11 - Modos de Reconciliar


Notas iniciais
Olá, pessoal! õ/ Antes de mais nada, obrigada pela recomendação Jujy-chan! *-* Obrigada mesmo! Ah, e vou explicar logo. Esse capítulo seria o "Alta temperatura", mas... Err... Ele ficou grande o suficiente para ser dois capítulos, então dividi-os em dois. Hehe. Boa leitura!

Capítulo 11 – Modos de reconciliar

Luffy ficou observando por um tempo indeterminado as folhas das árvores balançarem. – Droga! Eu poderia ter evitado isso! – Pensou irritado consigo mesmo. O que ele queria fazer era seguir ela e tentar conversar novamente, mas ao invés disso Luffy voltou para a sala de aula. Nami havia pedido um tempo para pensar, então ele apenas esperaria o momento certo para voltar a falar com ela. Ao chegar na sala, voltou a ajudar a montar todo o cenário. Porém agora não estava no mesmo ânimo que demonstrara antes.

Continuou ajudando agilmente, mas quem prestasse um pouco de atenção perceberia a tristeza em seu olhar. Talvez fosse por causa das divagações que ocorriam em sua mente que não percebera os olhares preocupados e curiosos de Vivi e Robin sobre ele.

- Agora que a sala está arrumada, nós deveríamos montar as barracas lá fora? – Perguntou um garoto de cabelos castanhos a Vivi, que acabara aceitando coordenar tudo até que Nami voltasse.

- Acho melhor deixar para montar as barracas amanhã... O céu está completamente nublado. – Ela olhou para os estudantes ali presentes – A noite pode acabar chovendo, então não montaremos nada lá fora. Estão todos liberados.

Urros de alegria e alívio foram ouvidos instantaneamente. Vivi e Robin trocaram um olhar sigiloso e saíram da sala. Luffy, ainda perdido em pensamentos, só desejava tomar um banho para refrescar a cabeça. Acompanhou o movimento do grupo de estudantes que estavam saindo da sala e partiu para a sua casa.

#-#-#-#

- Calma, Nami. Você só precisa raciocinar direito... – Falou para si mesma.

A garota de cabelos alaranjados agora se encontrava no mesmo banheiro onde mais cedo conversara com Hancock. Nami lavou o rosto e encarou seu reflexo no espelho.

- Provavelmente foi tudo um mal entendido... – Ela disse depois de refletir um pouco – Com certeza é isso.

Luffy podia ser um pouco infantil e tímido às vezes, mas também era uma pessoa super confiável que faria de tudo para ajudar os amigos. Ele era aquele tipo de pessoa que jamais trairia alguém por quem tivesse afeição e que possuía o dom de fazer as pessoas sorrirem. Talvez fosse por conhecê-lo tão bem que Nami percebeu que tudo não deveria passar de um mal entendido. A garota sorriu para o reflexo, já um pouco mais aliviada.

- Então era aqui que você estava se escondendo... – Uma garota de cabelo loiro, que Nami nunca tinha visto, entrou no banheiro. Esta estava acompanhada por outras duas garotas.

- E quem seriam vocês? – Nami arqueou a sobrancelha.

- Não vai precisar de nossos nomes... – A loira falou sorrindo de um jeito não muito amigável.

- Por que nós só viemos dar uma lição em você... – Completou uma garota de cabelos cacheados.

- E o que foi que eu fiz? – Olhou-as desafiadoramente.

- Você bateu na Hebi-hime-sama e ainda vem perguntar o que fez?! – Perguntou uma outra garota de voz esganiçada com uma raiva bem aparente.

Nami nem prestava atenção no que elas estavam falando, pois estava mais concentrada em descobrir o que elas tinham ido fazer ali. – Quem diria que Boa Hancock tinha um bando de seguidoras estranhas...

- Sabe... Todos elogiam esse seu longo e sedoso cabelo ruivo... – A garota loira voltou a falar, agora balançando uma tesoura em mãos.

- Ah, e vocês acham que eu vou deixar meu cabelo ser cortado assim tão facilmente?

- E você vai fazer o quê? – A de cabelos cacheados sorriu maldosa.

- Isso. – Nami falou e ao mesmo tempo socou com toda a sua força o rosto da garota que segurava a tesoura.

- VADIA! – A loira gritou limpando o sangue que começou a escorrer do seu nariz – VOCÊ QUEBROU MEU NARIZ!! SEGUREM-NA!

Mais do que rápido as outras duas imobilizaram a ruiva na parede.

- Espero que esteja doendo muuuuuuito! – Nami sorriu satisfeita com a expressão de dor que a outra exibia.

- Maldita! Você vai pagar agora! – Ela puxou rudemente uma grande mecha do cabelo ruivo e cortou-o sem nem pestanejar.

A loira quase rosnou de raiva ao ver a falta de reação de Nami.

- Chore!

- Hã? Por que eu deveria chorar? – Arqueou a sobrancelha e se fez de desentendida.

- O QUÊ?! – Vociferou – Vamos ver se você ainda vai ficar calada se cortarmos até a raiz...

- Vão cortar o que até a raiz, hein?! – Uma voz diferente das demais se pronunciou.

Todas olharam para a entrada do banheiro e se depararam com duas pessoas com auras malignas ao redor.

- Quem são vocês? – A loira parecia não perceber o perigo em que se encontrava.

- Meu Deus! São Vivi e Nico Robin!! – A de cabelos cacheados falou alarmada.

- Vivi, a famosa princesa estrangeira que elimina qualquer um que vai contra a sua vontade, e Nico Robin, a que esmagou uma gangue inteira de delinqüentes?! – A garota de cabelos loiros deixou a tesoura cair no chão de tão surpresa que estava.

- E por acaso do destino essa garota que vocês estão encurralando na parede é nossa preciosa amiga... – Vivi sorriu de um jeito digno de um vilão de filme de psicose.

- Vocês não devem dar muito valor as suas vidas, não é? – Robin disse de forma ameaçadora entrando, de alguma forma, na onda de Vivi.

As três tremeram notavelmente e saíram correndo desesperadas feito presas fugindo de um predador.

- Nossa... – Nami exclamou colocando as mãos na cintura – Não sabia que vocês eram tão perigosas...

As três gargalharam.

- Nem eu sabia que tinha derrotado uma gangue inteira... – Robin deu seu costumeiro sorriso enigmático.

- E como você foi se meter nisso, hein? – A garota de cabelos azulados apanhou a tesoura do chão.

- Ah, foi só uma pequena confusão...

- Hm. Sei. – Vivi se aproximou dela – Quer que eu iguale o seu cabelo?

- Pode ser... Ficar pior do que já está é impossível...

Um silêncio temporário se instalou e somente os “tiques” da tesoura eram ouvidos.

- Você brigou com o Luffy-san? – Robin perguntou sem rodeios.

- Por que a pergunta?

- Ele voltou depressivo depois que você saiu da sala.

- Ah... – Nami sorriu – Não se preocupem com isso. Já sei como me reconciliar. Hehe.

- Já estão nesse nível? – Vivi sorriu maliciosa.

- Não pense besteira!

Robin só ria baixo do rubor que se formou no rosto da garota de cabelos alaranjados.

#-#-#-#

Nami olhou para seu relógio antes de sair do quarto.

- Hm... São seis horas... Está um pouco cedo, mas se eu não for agora vou acabar me molhando depois... – Pareceu refletir e olhou para o céu inteiramente nublado.

Rumou para a sacada e saltou agilmente para o galho. No mesmo momento em que a garota entrou no quarto, começou a chover torrencialmente lá fora. Luffy ao perceber a entrada dela, apenas arregalou os olhos de pura surpresa. Fazia quase quatro dias que ela não havia mais ido dormir com ele e agora que deveria estar com raiva dele, ela aparecia? Aquilo estava muito suspeito. E enquanto o garoto pensava em algum motivo que a levasse a visitar o quarto dele, Nami trancou a porta da sacada e a porta do quarto.

- Oi, Luffy. – Ela sorriu jovial e se aproximou da cama – Ainda bem que cheguei antes da chuva, não é?

O garoto, que estava sentado no centro da cama, nem prestou muita atenção no que ela falou, pois olhava chocado para o cabelo da mesma.

- O que aconteceu com seu cabelo?! – Exclamou surpreso.

- Está chegando o período do recesso e faz calor... Não ficou bom?

- F-ficou sim... – Luffy disse olhando para as próprias mãos como se tivesse algo de muito interessante ali.

Ele não sabia muito bem como se comportar. A lembrança de vê-la chorando ainda não havia saído de sua memória.

- Nami... – Ele falou chamando a atenção da garota – Me desculpe por aquilo mais cedo... – Falou sem fitá-la.

Luffy encarava o lençol da cama, deixando a franja cobrir-lhe os olhos. Nami sorriu ao perceber a sinceridade nas palavras dele. Sentou-se de frente para ele e falou despreocupada.

- Não se preocupe com isso, quem vive de passado é museu...

- Mas.... – Ele ainda sentia a necessidade de dar explicações – E-eu só disse aquilo por quê... Eu não sei o que está acontecendo entre a gente...

Nami colocou uma mecha do cabelo, agora curto, atrás da orelha e passou a examinar o garoto. Luffy tinha uma feição jovial e um corpo de dar inveja a muitos garotos, mesmo que ele nem percebesse isso. E embora tivesse uma personalidade um tanto infantil, ele sabia ser sério quando precisava.

- Tudo bem. – Ouviu-a dizer e levantou o olhar para observá-la – Está perdoado. Ou será que você vai deixá-la beijá-lo novamente?

Na mesma velocidade em que percebeu de quem ela estava falando, ele balançou a cabeça negando enfaticamente. A chuva ainda caia forte lá fora.

- Então... Você tem conseguido dormir sem mim? – Ela recomeçou a falar.

- Você fez de propósito, não foi? – Ele fez bico.

- Na verdade, na noite da festa eu não vim porque cheguei ás cinco da manhã...

- Como você voltou pra casa?

- Ah, Law-kun me deu carona. – A ruiva riu internamente ao vê-lo franzir o cenho quando ouviu “Law-kun” ser pronunciado.

- Law?

- É. Passei a noite inteira com ele... – Comentou como se não fosse algo de muita importância.

- A noite... Inteira? – Luffy estreitou os olhos.

- Mas isso não lhe incomoda nem um pouco, não é? – Olhou-o sugestivamente.

Como não houve resposta, ela continuou a provocação.

- Ele me convidou para ir ao cinema... – Não que isso fosse verdade, mas ele não precisava saber – Acho que vou aceitar... Afinal, não é nada de mais mesmo...

Luffy, que até então demonstrava inquietação, se aproximou da garota ruiva e sussurrou no ouvido dela.

- Não saia com ele... – Sussurrou e abraçou-a fortemente.

Porém quando Nami estava começando a achar que iriam avançar para o próximo passo, ele se afastou até se encostar-se à cabeceira da cama. Nami poderia ter voltado para seu quarto depois disso, mas não o fez. Um dos motivos poderia até ser a chuva que ainda caia lá fora, mas seu principal motivo com certeza não era esse. Até que seu objetivo fosse concluído, ela não sairia dali.

- Quer que eu a leve para casa? – Ele perguntou passando a mão no cabelo – Eu tenho um guarda-chuva...

- Ah, não precisa.

- Mas Bellemere-san vai ficar preocupada, ainda são seis horas...

- Ela não vai ficar não. – Nami sorriu – Ela e Nojiko viajaram e só vão voltar na próxima segunda.

- Ah... – Ele fez uma expressão de entendimento e passou novamente a mão no cabelo. Estava nervoso por algum motivo misterioso – Você devia estar com tédio... Quer jogar alguma coisa? Posso não ter um Nintendo Wii, mas tenho pelo menos um Playstation dois...

- Eu quero jogar... Mas não de PS2...

- Ah... E quer jogar o que? – Ele olhou confuso.

- De um jogo chamado “O que você faria se...”. – Ela falou enquanto engatinhava em direção a ele.

- E-e como se joga isso? – Ele estranhou aquela aproximação.

- Ah, é fácil! – Sorriu maliciosa – Vou te mostrar...

Puxou levemente o pequeno decote de sua blusa, mostrando parcialmente seus seios. O olhar do garoto foi facilmente atraído por aquela ação.

- O que você faria se... – falou sensualmente – olhasse meus seios?

- O-O QUÊ?! – Luffy ficou completamente ruborizado – D-do que você está falando?!

Subitamente as mãos do garoto foram parar sobre uma região em especial localizada entre suas pernas. Era notável o seu embaraço.

- Levante as mãos. – Soou como uma ordem, mas seus lábios esboçavam um sorriso.

- Por quê?

- Ah, precisamos ajudar Goku mandando nossa energia. – Ela inventou na hora.

Porém maior foi sua surpresa ao vê-lo levantar as mãos de súbito. Teve que segurar o riso diante a inocência dele.

- O que você faria se... – Deslizou um dedo sobre a ereção dele, fazendo-o lembrar o porquê de ter colocado as mãos ali – Se eu o tocasse aqui?

Ele não se conteve e soltou um baixo gemido de surpresa.

- Nami... Não faça isso... – Luffy afastou a mão dela e fechou os olhos tentando retomar o controle do corpo. Estava cada vez mais difícil se manter sem ação.

- Por quê? – Ela fingiu inocência.

- Eu... Não quero perder o controle... – Ele falou ainda de olhos fechados.

- Hm... Não se preocupe com isso. – E dito isso e pressionou-lhe levemente a região que adquirira um certo volume.

Luffy abriu os olhos surpreso pelo toque. O que ela queria dizer com aquilo?

- Você é virgem, não é?

- I-isso não tem nada a ver com o assunto! – Ele desviou o olhar.

- Hm... Então vou ser sua professora particular. Que tal? – A ruiva sorriu maliciosa.

O garoto engoliu em seco quando ela lambeu sensualmente os lábios. É. Aparentemente não havia para onde fugir.

Notas finais
Reviews? O próximo definitivamente será "Alta Temperatura". =D Até a próxima! õ/