Unschuldig

10 Capítulo 10 - Tapas e Beijos


Notas iniciais
Konnichi wa minna!! Aqui estou eu trazendo mais um capítulo saído do forno para vocês! xD Hehe. Ah, e antes que me esqueça: mando um agradecimento especial a Sunday-chan! Obrigada por ter recomendado a fanfic, garota! Fiquei muito muito feliz! *-* E eu também estou muito feliz comigo mesma, por conseguir chegar pela primeira vez em uma capítulo tão longe numa história! Heh. BD Obrigada também a todos os comentários recebidos! Agradeço de coração! *u* Agora, sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 10 – Tapas e Beijos

Digitou a última palavra necessária e alongou os braços, satisfeita consigo mesma.

– Finalmente terminei essa redação... – Salvou o arquivo, fechou o notebook e suspirou aliviada – Hm... Acho que agora vou descansar um pouco.

Virou o rosto para a cama.

– Por quanto tempo você pretende ficar na minha cama?! – Nami olhou acusadoramente para o garoto que estava deitado em sua cama.

– Ah, é que aqui é tão macio e cheiroso... – Disse Ace de olhos fechados e com um sorriso brincalhão no rosto.

– Pode sair daí agora! – A ruiva lançou-lhe um olhar reprovador – Seu aproveitador de camas alheias!

O garoto de sardas apenas gargalhou e virou o corpo de lado, apoiando a cabeça na mão. Ao olhar diretamente nos olhos dela, um sorriso malicioso brotou em seus lábios.

– E então, o que exatamente está acontecendo entre vocês dois? – A curiosidade brilhava em seu olhar.

Nami voltou seu olhar para o notebook, agora aberto, e abriu uma página na internet.

– Do que está falando?

– Não finja que não sabe do que estou falando... Eu quero saber sobre você e Luffy, oras.

A garota realmente sabia o que ele quis dizer, mas fingiu ignorância e esperava que o leve rubor que surgiu em suas bochechas não fosse percebido. Porém, percebendo que ele não pararia de perturbá-la enquanto não contasse, desistiu.

– Ok, ok! – Falou levantando as mãos em sinal de rendição – Eu lhe digo.

Nami saiu da cadeira giratória e andou em direção a cama. Após gesticular com as mãos mandando-o se afastar um pouco, deitou-se ao lado dele e acomodou a cabeça em cima do tórax do mesmo.

Ela relatou algumas coisas que haviam acontecido entre eles, mas sem entrar em muitos detalhes, enquanto sentia seu cabelo ser acariciado por Ace. Quando terminou de contar tudo, ou quase tudo, levantou o rosto para ver que expressão o garoto estaria fazendo e não se surpreendeu nem um pouco ao vê-lo sorridente.

– Quem diria... Meu irmãozinho está se tornando um homem... – O garoto de sardas comentou sorrindo, o que fez Nami rir um pouco – Bem, eu estarei torcendo por vocês! Se bem que... Luffy pode ser bem idiota às vezes...

– Olha só quem fala! – Nami cutucou-o na cintura e voltou a deitar a cabeça sobre o tórax dele.

Estavam conversando sobre trivialidades quando Luffy adentrou o quarto pela janela.

– Ah, então era aqui que você estava Ace... – Ao perceber como o seu irmão e Nami estavam próximos, ele franziu o cenho e cruzou os braços – O que estão fazendo?

– Oe, Luffy! – O garoto de sardas levantou-se de súbito e quase derrubou a ruiva da cama – Estou feliz que esteja evoluindo... – Colocou uma das mãos no ombro dele e sorriu.

– Obrigada por quase me derrubar, Ace. – Nami comentou sarcástica. Sarcasmo que foi completamente ignorado pelos garotos.

– Evoluir? Do que está falando? – Seu rosto demonstrava confusão.

– Enfim, agora que sei que aqui está tudo bem vou voltar pra casa. – Ace foi para a sacada e preparou-se para pular.

– Você já vai? – A ruiva correu até a sacada.

– Você só passou dois dias! – Luffy gesticulava com as mãos – E ainda nem falou com Sabo!

O garoto de sardas virou-se para ele com um olhar surpreso.

– Sabo está aqui?! Ele não tava estudando fora do país?

– Ah, é que ele foi expulso de uma escola lá, aí o pai dele o mandou de volta...

– Sabo está aqui e você nem me avisa?! – Ace deu uma chave de braço nele – Que tipo de irmão é você?!

– Ai! Ai! Ace! Eu só me esqueci de lhe contar!! – Luffy tentava se soltar da chave de braço.

Nami, que apenas assistia a cena que acontecia em seu quarto, meneou a cabeça.

– Idiotas...

#-#-#-#

Nami comia um sanduíche enquanto observava a algazarra que sempre se formava durante o intervalo. Se bem que ultimamente o número de pessoas que se reuniam para lanchar embaixo da grande laranjeira havia aumentado sem que nem percebessem.

– Não pegue a minha! – Usopp berrou tentando salvar a sua parte da comida das mãos de Luffy.

– Não seja guloso! – Luffy reclamou de boca cheia.

A ruiva apenas ria daquela briga por alimentos. Um pouco mais ao lado, Zoro, deitando a cabeça no colo de Robin, trocava palavras “carinhosas” com um Sanji muito irritado. Chopper estava mordiscando um espetinho de takoyaki, escorado na árvore, enquanto olhava atentamente a bagunça. E por fim; Kid, Law e Sabo conversavam algo sobre uma competição de quem conseguia colar mais colheres no corpo. Se bem que na verdade só quem conversava era Law e Sabo, Kid por outro lado apenas comia e observava.

A garota deu uma última olhada naquela turma animada e se levantou.

– Vou ao banheiro e volto já. – Ela respondeu a pergunta silenciosa que Robin fez através de um olhar sugestivo.

Caminhou até o banheiro mais próximo e depois de lavar as mãos, lavou o rosto.

– Finalmente consegui uma abertura para falar com você... – Uma garota de longos cabelos negros adentrou o banheiro e lançou-lhe um olhar irritado.

– E quem é você? – Nami cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha.

– Huhuhu. Então você não me conhece?

– Acho que já deu pra perceber que não.

– Enfim. Meu nome é Boa Hancock...

– Ah, você é a princesa... – A outra sorriu – Serpente... – Hancock desfez o sorriso.

– Do que me chamou?! – A morena vociferou.

– É assim que chamam você... Embora eu não saiba o motivo desse apelido.

– Vamos mudar de assunto! Eu não vim falar sobre isso. – Também cruzou os braços.

– E veio falar sobre o quê?

– Vou ser direta. – Nami estreitou os olhos – Eu quero que você se afaste do meu Luffy-kun!

A ruiva olhou descrente.

– Em primeiro lugar: desde quando ele é seu? E segundo: Por que eu obedeceria você?

– Eu sou superior a você, não preciso me explicar. – Hancock falou desdenhosa.

– Ah, claro... – Revirou os olhos em sinal de tédio.

– E em breve você não terá opção mesmo...

– Do que está falando? – Arqueou novamente a sobrancelha.

– Vou fazer ele se apaixonar por mim e depois disse ele será somente meu. – Deu um sorriso presunçoso.

– Sinto pena de você... – A ruiva falou ao andar em direção a saída. Não estava com paciência para ouvir divagações de uma garota doida.

– Pois é melhor não sentir... Senão vai se arrepender depois... – Nami pôde sentir um tom de ameaça nesta última frase, mas apenas ignorou e voltou para onde seus amigos se encontravam.

– Depois do intervalo não iremos mais ter aula, não é? – Sanji perguntou.

– É. Vamos ter que arrumar as salas para o festival da escola... – Usopp respondeu a pergunta feita pelo loiro.

– Ah! – Foi a vez de Law falar – O que a sua sala irá fazer?

– PIRATAS!! – Luffy gritou animado com a boca cheia e com latinha de refrigerante na mão.

Todos olharam para ele com cara de interrogação.

– Ele quis dizer que iremos fazer um café temático... Será todo decorado com coisas de piratas. – A ruiva traduziu a fala do garoto ao ver a cara de confusão dos outros.

– A nossa sala irá fazer uma peça de teatro. – Kid se pronunciou.

Agora todos do circulo, menos Law, olharam surpresos para o garoto de cabelos avermelhados.

– ELE SABE FALAR!! – Usopp e Luffy gritaram em uníssono.

– Do que está falando? É claro que eu sei falar. – Kid franziu o cenho.

Quando entendeu a surpresa dos amigos, Law se pôs a rir.

– Do que está rindo? – O garoto de cabelos rebeldes e vermelhos aparentava irritação.

– Eles nunca te viram falar, Kid! – O outro conseguiu falar enquanto ria até chorar.

De repente explosões de gargalhadas se espalharam pelo grupo. É. Eles realmente eram uma turma bem animada.

#-#-#-#

Os enfeites da decoração já estavam quase todos feitos. Só faltava montar o mini-palco e colocar todo o resto da decoração em seus devidos lugares. Nami ficara responsável por liderar e indicar o que deveria ser feito. Para montar o mini-palco seriam necessários pelo menos três garotos e a ruiva só viu dois disponíveis. Olhou em volta a procura do garoto de cabelos negros e não o encontrou.

– Para onde Luffy foi? – Perguntou ao loiro que estava bastante compenetrado em sua função de escolher o cardápio do café.

– Ele disse que ia a enfermaria... – Sanji olhou para ela – Parece que alguém deixou um papel na mesa dele marcando um encontro lá...

– Hm... Que estranho...

Nami sentiu uma estranha preocupação crescer em seu peito. E aumentou ainda mais quando ouviu duas garotas passarem no corredor falando: “Ainda bem que o Chopper-sensei está ajudando nossa sala, mas estou com um pouco de pena dele. Afinal, ele passou o dia inteiro lá...” Agora sim ela ficou apreensiva. – Se a enfermaria está sem ninguém... O que Luffy foi fazer lá? – A ameaça feita por Boa Hancock ainda estava clara em sua mente.

Sem pensar muito no que estava fazendo, começou a correr em direção à enfermaria. Contudo, antes que tocasse a fechadura da porta, ouviu vozes conhecidas conversarem.

– Então... – A voz inconfundível de Hancock ressoou melodiosa através porta – Você está namorando aquela garota ruiva... Como era mesmo o nome dela? Ah, Nami!

– O-o quê? – Ele parecia chocado e Nami franziu o cenho, mas continuou a ouvir em silêncio – N-nós não temos n-nada assim...

A garota ruiva sentiu uma dor estranha ao ouvir aquela frase. Por que aquelas palavras doíam tanto?

– Então eu posso fazer isso, não é? – A voz melosa de Hancock pôde ser ouvida de novo.

– O-o quê você está fa... – A frase foi subitamente interrompida e Nami compreendeu aquilo como um mau sinal.

Ao abrir a porta brutamente, deparou-se com uma cena indesejada para ela. Talvez até repugnante. Luffy estava sentado sobre uma das macas, enquanto que Boa Hancock encontrava-se sobre ele, o beijando. Porém logo se separaram quando sentiram a presença de mais alguém na sala.

– N-nami? O que faz aqui? – O garoto aparentava estar dividido entre surpresa e medo.

– Argh. É só você... – Hancock olhou-a desdenhosa.

Ignorando absolutamente tudo o que eles falaram, Nami partiu para cima deles e empurrou, com mais força o necessário, a garota de longos cabelos negros. Em seguida lhe desferiu um forte tapa no rosto e olhou-a ameaçadoramente. Hancock nada fez além de abrir os olhos, perplexa. Nunca em sua vida havia levado um tapa.

– Nunca, jamais faça isso novamente se não quiser ficar com o rosto irreconhecível. – Suas palavras saíram baixas e repletas de ameaças verdadeiras.

A garota de cabelos negros tremeu. Era perceptível que ela havia entendido o “recado”. Após isso a ruiva puxou Luffy pela mão e conduziu-o até um lugar onde poderiam conversar a sós. Quando chegaram à área da grande laranjeira, a garota parou e soltou a mão dele, permanecendo de costas para o mesmo.

– Eu posso explicar... – Ele tentou iniciar uma conversa. Ou pelo menos tentar se justificar.

- Quieto...

- Mas aquilo foi ela que me bei...

– QUIETO! – Ela gritou e virou-se para ele. Lágrimas desciam sem permissão pelo seu rosto, mas decidiu ignorar – Eu não quero saber quem beijou quem! Já basta saber que nós não temos nada, não é Luffy? – Em sua voz um misto de dor, raiva e angústia.

Diante o emudecimento do rapaz, ela desviou o olhar e virou-lhe as costas.

– Nami! – Ele chamou ao perceber que ela estava se distanciando.

– Só preciso de um tempo para pensar... – A garota ruiva disse e saiu de lá.

Uma brisa gélida passou pelo garoto e agitou as folhas das árvores ali próximas, indicando que um período chuvoso estava a caminho.

– O que foi que eu fiz... – Luffy falou ao bater na própria testa.

Notas finais
E aí, o que acharam? =D Haha. O próximo capítulo poderá ser "Violência aos cabelos" ou "Alta temperatura"... Qual vocês preferem? BD ~le perva.
Kissus minna!