Unsaid

4 Capítulo IV


Notas iniciais
Aqui estou novamente com mais um capítulo õ
Caramba, eu estou tão envolvida com essa fic :3 Não sei mais explicar.
Bem... esse seria o último capítulo, portanto vocês irão perceber que o início é bem poético e bem a cara de um final de fic minha :3 Mas, porém, contudo, todavia... A minha mente surtou e eu comecei a escrever mais do que o necessário, e bem... A coisa saiu de controle. Não sei se este capítulo tem sentido, mas aqui está.
Sem mais demoras... Boa leitura (;

O destino é mordaz. E depois o que sobra é aquele amargo antes desconhecido, mas que agora vira um novo amigo. E restam lembranças doces no rastro ácido que o tempo deixou. Uma acidez dolorida acompanhada de uma dor aguda deixada em uma vida incisiva. E todos estão sujeitos à ironia do destino. Muitos tomam decisões na vida que levam a uma falsa felicidade. Às vezes são saídas. Era apenas um caminho, que o destino separou.

Ela sabia que era idiotice tentar negar, tentar oprimir, tentar esconder. Ela sabia a verdade e só ela poderia saber. Quando terminou de ler sentiu o peso do mundo sob suas costas, uma sensação de vazio e uma escuridão na alma. Ela sabia que eles eram estúpidos, mas a vida é assim. Ela se sentiu desconfortável dentro de sua própria casa. Toda a falsa felicidade que ela criara desabou em minutos, de forma catastrófica. Ela suportaria sofrer durante toda uma vida, mas não suportava a ideia de tê-lo feito sofrer. E ambos sabiam que estavam vazios e incompletos.

E de repente eles se tornaram parte do passado. Eles se tornaram a parte que não dura. Eles se perderam e perderam de vista o chão.

E agora era questão de tempo, esperança. Era questão de talvez. Uma incerteza que matava por dentro, corroía.

E enquanto eles pensavam, sonhos foram dispersos ao vento e as palavras se tornavam pensamento. Palavras que talvez nunca fossem ditas.


Talvez eles se encontrassem novamente no futuro, talvez não. Mas eles secretamente acreditavam que o mesmo destino que os separou, talvez fosse capaz de uni-los novamente. O destino é traiçoeiro. Eles sentiam que estavam deixando algumas coisas não ditas.


O futuro pertence apenas ao infinito, a gente só imagina. A gente só imagina como poderia e como deveria ser, mas é um mistério. Talvez o futuro envolvendo os dois, juntos, não estivesse tão longe assim. O destino brinca, mas costuma fazer as coisas certas. De um jeito muito distorcido, mas certas. O talvez é uma palavra tão vaga, mas é assim que deve ser. Mas ela teve a súbita vontade de deixar tudo para trás e implorar à mãe de Daiki para que lhe dissesse para onde ele tinha ido. Teve a súbita vontade de ir atrás, porque tudo que ela queria naquele momento era abraçá-lo e se assegurar de que tudo ficaria bem, de que tudo se resolveria, de uma maneira ou de outra. As lágrimas presentes em seu rosto não eram para estar ali, era uma mulher casada e era uma pessoa supostamente feliz. Mas ela não se sentia assim, não sabendo que outra pessoa sofria e que outra pessoa carregava os mesmos sentimentos que ela. Os mesmos falsos sorrisos, os mesmos falsos olhares, as mesmas falsas palavras. Tudo que ela queria era estar perto dele. Porque era a ele que ela verdadeira e secretamente amava, e ela não conseguia nem dizer desde quando. Eram tantos anos, tantos momentos, tantos sentimentos.

Talvez seu casamento não durasse tanto quanto imaginava que iria durar. O mesmo vento sopra em tantas direções, e agora ela entendia o porquê de muitas coisas, embora ao mesmo tempo não entendesse muitas outras. Ela lamentou-se pelas decisões erradas, pelos caminhos tortos e pelos sorrisos não dados. Ela não poderia deixar que as coisas continuassem daquela forma, não sabendo que estava errado. Havia tantas coisas não ditas. Havia tanto a ser sentido, tanto a ser explorado. Havia um verdadeiro amor a ser vivido. A verdade é que ela não poderia viver uma vida sem Daiki. Na loucura dos acontecimentos ela havia aceitado se casar com Taiga, pois julgava a decisão certa e julgava que, assim, seria verdadeiramente amada. Ilusão. Ela poderia se dar essa falsa felicidade, mas nunca seria suficiente. Ela sabia disso, sempre soube. Havia muito a ser feito, muito a ser conversado, muito a ser resolvido, muito a ser esclarecido. Havia muito a ser dito.

Ela não queimaria aquela carta. Nunca. Pois eles não estariam separados como cinzas. Talvez os pensamentos sim, mas não eles, não o amor deles. E se ela estava com metade da alma dele, ele já estava com metade da dela há tempos. E isso precisava ser dito. Ela sentia que tudo isso precisava ser dito. Ela não poderia se manter sem os sorrisos dele, porque mesmo que raro, era o sorriso mais lindo do mundo para ela. Aquele olhar que ao mesmo tempo em que a tirava do chão, lhe dava um chão para se manter. O destino possui uma maneira peculiar de nos fazer escrever certo nessas linhas tortas da vida. Eles não poderiam deixar a chance escapar. Ela sabia disso. Mas ele não. E ele tinha de saber, de uma maneira ou de outra, ele devia saber disso. E saberia.

E com todos os pensamentos misturados e todos os sentimentos mal contidos ela resolveu que deveria começar a tomar decisões certas assim que Taiga acordasse. Ele, embora não parecesse e não demonstrasse, era uma pessoa compreensiva e a entenderia, ela sabia disso. E com essa certeza, e com a esperança de dias melhores, ela decidiu que escreveria uma carta em resposta à de Daiki. E embora não soubesse para onde ele tinha ido e soubesse muito menos o endereço, ela sabia de alguém que poderia enviar a carta por ela, e esse alguém era a mãe dele. E com mais essa certeza, ela levantou-se, lacrou a carta novamente e guardou-a. Pegou uma simples folha de papel em branco e começou a preenchê-la com sentimentos, pensamentos, certezas incertezas, amor e esperança, através de sua caligrafia, que embora não fosse perfeita, esperava que fosse o suficiente, ao menos por enquanto.

Notas finais
E então? Gostaram? Amaram? Odiaram? Detestaram?
Eu realmente necessito saber a opinião de quem lê, por favor! De qualquer forma, se eu não tiver respostas, pode-se dar por finda essa fic neste capítulo. Mas eu realmente espero ter resposta de quem está acompanhando... :')
Espero que tenham gostado (;