Unpredictable

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Oie! Boa leitura!

Abriu os olhos preguiçosamente apenas para uma dor de cabeça forte tomar conta de si, seu corpo todo estava dolorido e sua boca seca. May sentou-se na cama sentindo tontura e ânsia de vômito. A Haruka não se lembrava de nada da noite passada depois que tomou varias doses de vodca. Bom, pelo menos alguém teve a decência de leva-la para casa, agradeceria quando descobrisse quem fosse.

Preocupada apenas com as broncas que receberia dos pais quando descesse para tomar o café-da-manhã, ela deu um bocejo demorado e coçou os olhos para se despertar. Mas quando observou o local onde se encontrava e não o reconheceu May entrou em desespero.

Os pôsteres de mulheres seminuas pregados na parede azul, contrastando com o quarto muito bem arrumado e organizado, deixaram a garota de rosto pálido. Ela não fazia ideia de como tinha parado lá, nem que lugar era aquele. Seu desejo no momento era sair correndo o mais rápido que conseguisse e nunca mais ver aquele lugar, e era isso que estava decidida a fazer.

Arrancou as cobertas do copo e rapidamente se levantou, mas sentiu um frio estranho e notou que estavam sem nenhuma peça de roupa, arregalou os olhos e voltou para a cama e se cobriu. Como tinha parado lá e porque estava nua? A Haruka estava tão frenética que a dor de cabeça não a incomodava mais, May estava mais preocupada em se lembrar de o que diabos havia acontecido ontem.

Um flash veio à tona, mostrava May virando vários copos de vodca e pedindo mais e mais, Dawn aconselhava May a parar um pouco de beber e aproveitar a festa e que não era porque ela tinha terminado com Ash que ela deveria agir assim, mas a morena não deu ouvidos. A festa era na casa dos Shu, que embora sejam poucas se tornaram as melhores.

Após May se acalmar um pouco, finalmente notou o som do chuveiro vindo do quarto a sua direita, deduziu que o dono estava tomando banho. Levantou-se calmamente, esperava sair daquele local antes que o dono da casa aparecesse seja lá quem fosse. Juntou todas as peças de roupas que ela conseguiu encontrar em meio aquela bagunça, se sentou na cama e começou a se vestir.

Outro flash de memoraria surgiu, desta vez Dawn não estava ao lado de May tentando impedi-la de parar de beber, mas sim Drew, eles estavam bebendo juntos e sorriam feito dois idiotas.

De repente eles estavam em um corredor cambaleando pelos cantos, não conseguiam andar reto, mas nem isso tirava o sorriso bobo do rosto deles. Por um momento os olhos verdes e azuis se encontraram, então ela foi tomada por um desejo repentino, puxou o rosto do esverdeado e iniciou um beijo selvagem. Ele agarrou os cabelos negros da nuca e a cintura trazendo a garota mais perto, e ela desceu as mãos pelo corpo dele, para logo após, arrastar as unhas nas costas dele sob a camisa.

O coração de May quase falhou uma batida. Ela e Drew? Mas... Mas eles são rivais. O rosto dela ficou vermelho e quente. Que vontade ela tinha de se matar bem ali, que loucura foi essa?

Mais um flash veio à mente: Ambos Ofegantes separaram os lábios por alguns segundos. Drew pegou May no colo e, sem paciência, abriu a porta do quarto com dificuldade, enquanto a morena dava cupões e mordidas no pescoço dele, deixando-o louco. Aquilo com certeza deixaram marcas no dia seguinte.

Aproximou-se da cama com a Haruka ainda no colo e a jogou com certa violência para, então, tirar a camisa incomoda e joga-la para um canto qualquer e voltar a beijar May.

May estava certa que não precisava se lembrar de mais nada, já estava de bom tamanho. Mas... Mas O que ela dirá para a família? O que ela dirá para os amigos? Para Dawn que até tentou ajuda-la? O que dirá para Ash? E, principalmente, o que dirá para o próprio Drew? Bom, pelo menos, por enquanto nada. Pensaria em alguma desculpa quando estivesse com a cabeça fria.

Colocou a ultima peça de roupa, sua blusa, e procurou em meio à bagunça sua bolsa desejando que estivesse mesmo lá. Foi quando a porta se abriu. May deu um pulo de susto. As gotículas de água escorriam pelo abdome definido, o cabelo esverdeado molhado estava colado ao rosto. Drew, só com a toalha enrolada na cintura, estava em pé alguns poucos metros a sua frente.

— Finalmente a Bela Adormecida acordou – Ele riu de canto fazendo com que May ficasse ainda mais envergonhada. Ele tentou se aproximar, mas May deu alguns passos pra trás – O que foi? Eu não vou te morder... Se você não quiser.

— O que fizemos foi errado! – Indignada, gesticulava com as mãos em frente ao corpo.

— Não pareceu isso na hora. – Respondeu indo até o guarda-roupa, segurava a toalha para que não caísse, e conforme ele avançava, ela se afastava mais.

— Fique longe de mim! – Voltou a procurar a bolsa sem tirar, por um segundo, os olhos dele. – Espera, você se lembra?

— O suficiente para afirmar que as “santinhas” são as piores. – Sorriu malicioso, May corou. O que já sabia era o suficiente para querer enterrar a cabeça no chão, não precisava de mais detalhes.

— Seu idiota! Esqueça tudo o que aconteceu. – Gritou.

— Vai ser um pouco difícil, você até que tem um corpo bonito.

May estava pronta pra dar um burro bem no meio da cara desse bastardo, mas desistiu no ultimo momento. Drew abriu a porta do guarda-roupa e tirou de lá um casaco azul e velho que ele usava para ficar em casa, junto com as outras peças de roupas e jogou na cama.

— Hey! O que esta fazendo? – Perguntou May arqueando a sobrancelha.

— Vou me trocar, não é obvio?

— Comigo aqui?

Já basta tudo que aconteceu, agora isso? A ideia era absurda de mais para ela.

— Esse é o meu quarto, os incomodados que se retirem.

— O quê?! Você não vai fazer isso não.

— Então se retire, Haruka.

— Não até achar minha bolsa!

— Então sente e aproveite o show.

May foi pra cima dele, nem ela sabe por que, foi por impulso. Drew segurou os pulsos dela, mas May ficou se debatendo, seus olhos estavam fechados, seus murinhos não doíam, era como se ela não estivesse batendo pra valer, não igual fez com Max quando eram crianças. May ficou naquilo até se cansar.

— Você é um idiota. – Ela se pronunciou, de cabeça baixa.

Sem pensar duas vezes Drew inclinou seu corpo, rodeou o corpo dela com os braços fortes em um abraço e apoiou o queixo no topo da cabeça dela, suas mãos faziam um leve carinho no meio das costas de May, hora ou outra subindo e descendo. May não se mexeu, estava petrificada tentando processar aquela situação.

— O-o que esta fazendo, Shu?

Ele abaixou um pouco a cabeça ficando mais perto do rosto dela e tudo aconteceu tão rapidamente que nem deu para assimilar. Ambos sentiram por instantes únicos o calor de suas bocas e a respiração quente. A mão dele correu pela nuca dela, e May se soltou mais um pouco envolvendo o pescoço dele com os braços. Ela foi pega de surpresa, mas, mesmo assim, se viu retribuindo ao beijo. Surpreendentemente, Drew foi gentil e os lábios ele eram macios.

Separaram-se um pouco ofegantes e com as faces um tanto enrubescidas, mas não desviaram o olhar. Isso até May sentir algo caindo sobre seus pés, olhou pra baixo e quase teve um troço, a toalha de Drew havia caído e agora ele esta nu a sua frente. May o empurrou pra longe vermelha de raiva, para completar, só faltava sair fumaça de suas narinas.

— Seu... Seu Pervertido! — Gritou e foi a passos firmes em direção à porta.

— Espere — Drew chamou. Ela ignorou — Não é isso que você está procurando? — Perguntou debochado, May virou-se e viu Drew segurando a sua bolsa com um sorriso de canto, e para o seu alivio a toalha já tinha voltado para a cintura.

— Você estava com ela esse tempo todo? — Vociferou, e arrancou a pequena bolsa das mãos do esverdeado.

Saiu do quarto feito furacão, nem notou os empregados correndo pela casa, nem o irmão de Drew saindo de seu quarto a olhando sem entender o que diabos ela estava fazendo ali, muito menos viu a mãe de Drew voltando da rua com uma sacola cheia de compras. Enfim, ela só se acalmou após estar do lado de fora da casa. Deu até um suspiro de alivio e prosseguiu até sua casa que ficava um pouco longe.

Durante todo o percurso May não conseguia deixar de pensar em outra coisa senão no que acabara de ocorrer e, bem, mesmo que nunca fosse admitir, ela percebeu que lá no fundo até que tinha gostado.

Notas finais
Então... Comentários?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!