Unlike Cinderella...

9 Capítulo 8 - Jealousy?


Notas iniciais
CUPCAKEEEEEES ♥! AAAAAAAAAA RECEBI MAIS UMA RECOMENDAÇÃO! DESSE JEITO MEU POBRE CORAÇÃO NÃO AGUENTA, MEUS ANJOS *0*!! Kay, minha linda Alone Forever kkkk', muito, muito, muito obrigada pela recomendação. Você não sabe o quanto eu surtei quando vi o que escreveu! Capítulo dedicado a você, linda ♥! Eu já disse o quanto eu amo minhas leitoras? Se não: Eu amo vocês, minhas Cupcakes ♥! Enfim, agradeço, também, a Fran, Rafa (Roxy Rocket), Cacamila, Paloma Coutinho, Gabs, Jade, Letícia Merlo, Biiah (Princesa Cupcake *0*), dream sweet dream, May (Dreams And Wishes), Isabelle Santos, Jeh (CereJeh), Milazinha 90, Miley Demi1920, Quiet Little Reader e Mari ♥! Obrigada minhas lindas pelos comentários maravilhosos! Boa Litura...

POV Austin

– Não vai me contar como foi o passeio, Ally? – pergunto com curiosidade e irritação.

A verdade é que eu passei o dia todo pensando no encontro de Ally e Elliot. Eu estava bem irritado por Trish ter decidido por ela e a feito ir num encontro com aquele idiota.

Assim que voltei do almoço com meus pais, eu me tranquei no quarto apenas com a minha amada guitarra. Passei a tarde tocando e tentando melhorar meu humor. Nem com vontade de comer eu estava, o que é novidade para mim. Eu odeio não saber ao certo o que estou sentindo nem o motivo de estar com a mente tão confusa.

Quando ouvi a campainha tocar, percebi que já era fim do dia e Ally havia chegado. Eu tinha prometido a mim mesmo que ignoraria minha curiosidade, mas, quando Ally chegou ao segundo andar, não pude controlar minhas ações e, quando dou por mim, estou de frente para a garota, esperando respostas que sei que ela não é obrigada a me dar.

– Aus... Austin? – gagueja, assustada.

– E então? – insisto com um pouco de irritação. O motivo? Não faço a menor ideia. Nunca me sentir assim antes.

Ally suspira cansada. Parecia que a garota não queria tocar no assunto ou só não sabia como contar. Conforme os minutos passavam, ela ia corando mais e se encolhia.

– O encontro foi divertido. – responde por fim. – Elliot foi muito gentil e atencioso.

– Só isso? – questiono em dúvida.

– O que quer dizer com isso? – pergunta incerta.

– Aconteceu algo a mais do que um encontro? – decido ser um pouco mais direto.

– Algo a mais? Desculpe, mas não compreendo o que quer dizer com isso. – Ally parecia estar sendo sincera.

– Vocês se beijaram ou algo do tipo? – Como uma garota pode ser tão lerda? Eu não tenho paciência para lidar com isso.

– O que? Não! Por Deus! – a cara que Ally fez foi cômica. A garota parecia ter ouvido o maior absurdo do mundo. Ela corou tanto que era possível compará-la com um tomate.

– Por que está tão assustada? Isso tudo é pela pergunta? – digo, controlando ao máximo o riso.

– Eu... Hãn... Olha, não aconteceu nada demais. Eu... Eu vou ir tomar um banho. – ela parecia, incrivelmente, atordoada. Com certeza, Ally estava fugindo.

Antes que ela saísse, a puxo de volta com cuidado para não machucá-la ou assustá-la ainda mais. Encaro seus olhos por alguns instantes e me perco neles. Ainda é difícil para mim, observar Ally e não me encantar por sua beleza e pelo brilho inocente que ela tem em seus olhos.

– Qual o problema? – pergunto com cuidado. Não sei ao certo o porquê disso, mas parece que meu tom de voz serviu para acalmá-la.

– Eu... – ela suspira, parecendo cansada e um pouco mais envergonhada que estava. – Eu nunca beijei um garoto. Para falar a verdade, além de Joe, os únicos garotos que tive contato foram você e Dez. Nem mesmo um abraço eu dei em um menino.

Olho para Ally incrédulo. Ok, eu sabia que ela vivia presa no castelo, mas nem mesmo um simples contato com um menino ela teve? Ainda existem garotas de 17 anos que nunca viveram uma experiência amorosa, mesmo que fracassada, com um garoto?

– Isso é sério? – falo, ainda não acreditando no que havia escutado.

– Estás vendo? Sempre que conto isso, todos me olham da mesma forma que estás me olhando. – diz Ally, chateada.

– Certo, desculpa. – peço com sinceridade. – É que... Olha, não me leve a mal, mas hoje em dia é muito difícil conhecer uma garota que nunca tenha tido uma experiência amorosa. Não estou duvidando ou julgando você, apenas não acredito que você foi privada de viver uma vida por tanto tempo.

– Austin, eu já havia dito antes: Eu fui criada para saber tudo sobre política, economia e estratégias e não para viver como uma adolescente. – explica tristemente. – Você não imagina o quanto é horrível querer agir como uma pessoa comum e ser proibida de fazer amigos de verdade ou sair e me divertir. Namorar, então... Eu nunca poderia me relacionar com um garoto que não fosse um pretendente. Tudo o que sei sobre garotos tive que aprender lendo em livros. É impossível fingir está apaixonada, porque eu nunca estive. Por isso eu disse que não seria capaz de participar do plano dessa maneira.

– Então era isso? – digo, começando a entender o porquê do desespero de Ally ao ouvir o plano de Trish. – Eu não imaginei que fosse esse o motivo.

– Ally, você já terminou de tomar... Austin? – Trish começa a falar, subindo as escadas, mas ao me ver, para no último degrau e me encara confusa.

– Eu vou ir comer alguma coisa. Conversamos depois. – digo a Ally e a mesma apenas concorda, balançando a cabeça.

Passo por Trish e desço as escadas. Minha mãe assistia televisão com meu pai e Dez. Vou direto para a cozinha, sem vontade alguma de conversar. Arrumo um enorme sanduiche e pego o refrigerante. Sento-me na mesa de jantar e começo a devorar o lanche.

Tento processar tudo o que Ally havia me dito. Quer dizer então que eu seria o primeiro cara que tocaria em Ally caso me casasse com ela? Não consigo evitar de soltar um pequeno sorriso.

– Filho? – ouço a voz de minha mãe atrás de mim.

Viro-me para a mesma e a vejo sentar no outro lado da mesa. Volto a comer e sinto o olhar da minha mãe sobre mim. Começo a me incomodar com o silêncio e resolvo quebrá-lo.

– Algum problema, mãe?

– Estou me perguntando o que se passa em sua cabeça, Austin. – responde, sorrindo balançando a cabeça negativamente.

– Como assim? – termino de comer e coloco as louças na pia. Volto a me sentar e a encarar minha mãe em dúvida.

– Sabe, querido, você sempre foi um garoto de personalidade forte, o que confesso que puxou para mim. – ela ri com sua própria confissão. – No entanto, se tem uma coisa que você é igualzinho ao seu pai é que não consegue esconder o que está sentindo.

– Mesmo? – surpreendo-me com a afirmação de minha mãe.

– Você nem imagina o quanto. – responde sorrindo carinhosamente.

Minha mãe e eu sempre discutimos muito, por termos personalidades fortes. Não aceitamos levar desaforo para casa e não gostamos de estar errado. Mas, por incrível que pareça, nós somos como carne e unha. Eu não consigo ficar muito tempo longe dela. Ela é a minha melhor amiga.

– Parece preocupada, mãe. Tem certeza que está tudo bem? – pergunto, observando as feições de cansaço de minha mãe.

– Ah, filho, eu estou tão preocupada com você. Lutar contra a corrente pode ser bem torturante. Por mais que tente fugir, uma hora ou outra, o que tiver que acontecer, acontecerá, quer você queira ou não. Eu sei que por de trás desse garoto rebelde e que odeia responsabilidades e regras, existe um rapaz de um coração de ouro e bem sensível. Austin, sei que você agride as pessoas por medo de se machucar, mas tome cuidado para que essa atitude não afaste as pessoas importantes de você. – alerta minha mãe.

– Eu não estou entendendo aonde você quer chegar, mãe. – falo confuso.

– Não precisa entender agora, querido. Quando chegar o momento certo, você entenderá o que eu quero dizer com isso. – responde minha mãe, levantando de onde estava sentada, em seguida, ela caminha até mim e me dá um beijo demorado na cabeça. – Bem, eu vou ir ver como a Ally está.

Depois disso minha mãe sai da cozinha, indo, provavelmente, para o quarto de Ally. Não demora muito e Dez chega na cozinha com seu jeito extravagante de sempre.

– Cara! Você não vai acreditar em quem ligou agorinha e.... O que foi? – pergunta fazendo uma careta.

– O que? – digo, tentando entender o que ele quer dizer com isso.

– Você ‘tá estranho. Tudo bem? – questiona, sentando ao meu lado.

– Não sei. – respondo, pensativo.

– Como assim não sabe, Austin? – pergunta Dez.

– Esquece, Dez. Mas, diz ai quem foi que ligou? – falo, tentando mudar de assunto.

– A Emily. – responde, sorrindo.

– O que ela queria? – pergunto, confuso.

Emily é a melhor amiga de Brooke. As duas são a dupla mais famosa de patricinhas da escola. É muito raro não vê-las juntas. É como se uma fosse a sombra da outra ou nesse caso, a Emily fosse a sombra de Brooke.

– Parece que a Brooke vai dá uma festa no sábado e me pediu para te convidar para ir. Ela disse que vai ser a melhor festa que a Brooke já deu! – responde, animado.

– Ah, não, cara! Eu sou louco por festas, mas não sei se estou afim de aturar as loucuras da Brooke. – digo desanimado.

– Vamos lá, Austin! Essa pode ser a oportunidade perfeita de colocar o.... – tampo a boca de Dez, antes que ele falasse alto o plano que estávamos armando.

– Quer cala a boca, Dez? Já pensou se eles escutam? Cara, isso é um segredo, lembra? – sussurro irritado. Dez levanta as mãos em sinal de rendição e eu solto sua boca.

– Desculpa, cara. – pede sem-graça. – É que eu estou tão empolgado que acabei esquecendo. Desculpa mesmo!

– ‘Tá, não tem problema. – falo suspirando.

– Ainda está chateado pela Ally ter saído com o Elliot? – pergunta me encarando com curiosidade.

– Eu não estava chateado por isso. – Dez me olha como se eu tivesse contando a pior mentira do mundo. – Ok, eu estava chateado, mas não estou mais.

– E posso saber o que foi que mudou sua opinião? – pergunta.

– Cara, acredita que a Ally nunca teve nenhum contato com outro menino que não fosse um amigo de infância? – falo com seriedade.

– Sim, eu sabia. – responde como se não fosse nada demais.

– Como você sabia disso e não me contou? – digo, irritado.

– Eu não sabia que isso era importante para você, já que você fazia questão de deixar bem claro que não ligava para nada que viesse da Ally. Desculpa, então. – responde ironicamente.

– E não interessava, mas eu não gosto de ser o último a saber das coisas. – falo a primeira desculpa que vem na minha mente.

– Como você mente mal, Austin. – diz Dez, rindo de mim. – Mas, tudo bem. Como seu melhor amigo, eu vou fingir que acredito.

– Tanto faz. – dou de ombros, na tentativa de fingir que eu não estava ligando para isso. Decido mudar de assunto, para que Dez parasse de pegar no meu pé. – Sabe, eu estava pensando mais cedo e acho que vou pedir a Ally que finja não me conhecer assim como farei amanhã.

– O que? Por quê? – questiona, Dez, surpreso.

– Eu não quero que a história da Ally ser minha noiva se espalhe pela escola. Além disso, dessa forma, podemos evitar que descubram que ela é uma princesa. Eu contei isso apenas para pessoas que confio. Meu pai disse que é muito perigoso que alguém descubra que a princesa e sucessora do trono de Krósvia esteja tão vulnerável em Miami. – explico.

– Se é para a segurança de Ally, tudo bem. Mas, acho que ela vai ficar chateada por isso. Quer dizer, você vai fingir que nem a conhece ou que ela não seja alguém importante. – comenta Dez.

– Ela não vai ficar chateada. – digo confiante. A verdade é que eu não sabia como ela iria reagir. – Ally sempre lidou com essas questões de segurança, então ela vai entender.

– Eu espero que sim. – fala, Dez, incerto. – Sabe, eu queria saber como foi o encontro dela com o Elliot.

– Não acho que seja algo interessante. – respondo, um pouco irritado, confesso.

– Ah, para né, Austin. Isso tudo é vergonha de assumir que ficou com ciúmes da Ally ter escolhido o Elliot ao invés de você? – Dez ironiza, enquanto bagunça meu cabelo.

De repente, entendo o motivo de estar tão chateado. Eu estava com ciúmes. Isso é real? Eu estou com ciúmes de uma pessoa que nem conheço direito? Com certeza, eu estou com algum problema mental. Quer dizer, eu nunca me sentir assim, nem mesmo quando eu namorava Cassidy.

– Austin? – chama Dez, preocupado.

– Oi? – falo, ainda atordoado.

– É sério que você ainda não tinha percebido que todo esse seu mal humor é por causa do ciúmes? – pergunta incrédulo. – Cara, depois eu sou o lerdo daqui.

– Eu não estou com ciúmes. – respondo friamente.

– Nem vem com essa para cima de mim, amigo. Pode usar seu pior tom de voz que isso não vai mudar os fatos. Você está, sim, com ciúmes da Ally. – diz seriamente.

– Vai para o inferno, Dez! – digo e saio da cozinha.

Passo pela sala e vejo que meu pai já dormia no sofá. Ignoro a cena e saio de casa. Começo a andar pela rua deserta e a meditar sobre os motivos que me levam a ter ciúmes de Ally.

Nunca, em toda minha vida, eu me sentir tão perdido e sem saber o que estou sentindo ou sobre o que eu devo fazer. Eu conheço Ally á pouco tempo, então não posso estar apaixonado por ela ou algo do tipo. Eu a achei linda, mas apenas senti uma atração e não um amor inexplicável. Eu me surpreendi muito com sua história, mas isso não é nada demais. Então, qual o motivo de estar com ciúmes de Ally?

Parece que quanto mais eu penso sobre isso, menos encontro respostas. Minha cabeça parecia que ia explodir. Paro de andar e observo o belo céu estrelado de Miami. Suspiro exausto. Estou me cansando dessa loucura toda. Em menos de duas semanas eu descobrir que tenho uma noiva que é princesa de um país pequeno e que sinto ciúmes da mesma. Afinal, qual o meu problema?

Decido voltar para casa. Já está tarde e eu tenho aula amanhã, apesar de odiar a escola. Caminho sem pressa de voltar. Meu corpo está no modo automático. Minha mente está distante e não faço ideia de como cheguei a frente de minha casa.

Antes de entrar em casa, ouço ao longe uma voz doce. Não reconheço de quem é, mas admito que sua voz era a como de um anjo. Ando em direção ao som e parecia que o mesmo vinha da parte de trás da casa. Quando estou perto de quem estar cantando, reconheço a voz. A pessoa que estava cantando era Ally.

Ela estava apoiada na varanda de seu quarto e observava a paisagem enquanto cantava. Não reconheci a música, mas era incrivelmente bela. Eu nunca vi uma pessoa com tanto talento para cantar quanto ela.

A encaro encantado. Além de bonita, ela possui uma voz de anjo. Ela parecia estar despejando toda a sua angústia através da música. Quanto mais a observo, mais meu coração bate mais rápido.

Ela termina de cantar e suspira. Escondo-me antes que ela pudesse me notar. A garota abaixa a cabeça e a balança negativamente e depois olha para o céu estrelado.

– Será que serei capaz de frequentar uma escola e fingir ser uma adolescente comum? – diz, Ally, com tristeza.

Após dizer isso, a garota entra para o quarto e fecha a porta da varanda. Observo o lugar onde ela estava antes. Ally está com medo e eu não a culpo. Tudo é novo demais para nós dois. Talvez, bem mais para ela do que para mim. No entanto, mal sabe ela que eu sou a pessoa com mais pavor por aqui. Estou com medo do que pode acontecer se eu continuar a me aproximar de Ally. Não sei o que pensar, mas de uma coisa eu tenho certeza: Nós precisamos acabar o mais rápido possível com esse casamento e nos afastar, antes que tudo o que eu menos desejo aconteça.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Meninas lindas que me mandaram MP, muito obrigada mesmo! Estou tão feliz por conhecer melhor cada uma de vocês!! Eu estava pensando em criar um grupo no face para ficarmos conversando e falando besteira kkk! O que acham? Não precisam concordar, se não quiserem. Isso é apenas uma ideia! Beijocas ♥