Unlike Cinderella...

35 Capítulo 34 - Monster...


Notas iniciais
Oieeee Cupcakes *0*!!! Como prometido, o capítulo diminuiu ^^!! Não está tão pequeno, mas não chega a ser grande demais. Eu sinto muito por não ter respondido aos reviews do capítulo passado, mas é que eu estou sem tempo. Prometo que semana que vem, eu responderei todos!! Muito obrigada pelos comentários Uma Direção, Lêh (Letícia Merlo), Thata, Rafa Chocolate da Prima (Roxy Rocket), Neta do Snow, Jujuh (Juliana Lorena), Milazinha, Isa Santos, Manu Filha Linda (VacuumCleaner), May Moranguinho (Dreams And Wishes), Pequena Miss, MeMs, Italianinha (Fran), Ally Faria, Mamis Confeiteira e Poderosa (Jade), Carolzinha1107, Lary Sobrinha Fofa (AllyGata Lynch), Taah Sobrinha Poderosa (empty thoughts), Tia Bia (Biiah Lynch), Luah Sobrinha Linda (Hard Feelings), Jenny Filha Diva (Gatinha MÁ), Tigresa e Robespierre ♥!!! Vocês são incríveis!!!! Obrigada pelas dicas que recebi e sinto muito pelos erros ortográficos! Boa Leitura...

POV Ally

“Diga adeus a sua dama de companhia, princesa. Hoje foi a última vez que você a viu respirar.

Emily.”

A mensagem que eu havia recebido não saia da minha cabeça, enquanto nos dirigíamos a casa de Austin. Minhas emoções estavam em conflito. Raiva, culpa, insegurança e desespero tomavam conta de mim.

Por minha culpa, Kira estava em perigo. Não que a morena seja uma garotinha indefesa que não sabe lutar, mas Emily é o braço direito de Gavin e Edgar. Conhecida por seus assassinatos brutais e não ter dó de inimigo algum. Suas habilidades com armas e lutas são impressionantes.

– O que vamos fazer? – pergunta Austin, parando o carro alguns metros de distância da casa.

Analiso a rua, procurando algum inimigo. Visualizo três carros pretos em frente à residência dos Moons. Penso por um momento e vejo que não tenho muitas opções. Observo a casa de Austin e percebo que a luz do meu quarto estava ligada.

– Ela trouxe reforços. – falo, olhando para a casa. Viro-me para trás e pego duas espada que estavam no banco. Estendo uma delas para o loiro. – Acha que consegue dá conta deles? Preciso chegar ao quarto o mais rápido possível.

A loucura que eu estava prestes a fazer era algo que me preocupava, mas não havia outra forma. Eu tenho que confiar em Austin e em nossas habilidades de luta.

– Claro. – responde, pegando a espada. Ele analisa a espada por um tempo e sorri, satisfeito pelo que via.

Descemos do carro. Ajeito a espada em minha cintura e decido que usaria o revolver, afinal, os canalhas dos capangas de Gavin não são iguais aos tolos de Edgar. Todos trabalham mais com armas de fogo que as de batalha.

Prendo meu cabelo em um coque mal feito e pego minha arma, escondendo a mesma atrás de mim. Dou uma rápida olha para Austin e o vejo pegando o revolver que eu havia entregado a ele.

Começamos a andar em direção a casa a nossa frente e nossa presença é notada. Ver a enorme quantidade de homens descendo do carro faz a adrenalina tomar conta de mim.

Saco o revolver e respiro fundo. Eu precisava ser calculista em todos os meus movimentos. Assim como em meus treinamentos, concentro-me na ações dos inimigos e começo a atirar.

Quando o primeiro capanga tenta atirar, sou mais rápida e o acerto primeiro na cabeça. Consigo atingir mais dois homens na cabeça e outros sete no pescoço, antes de trocar o pente¹. O número de homens crescia conforme nos aproximávamos. Eles se posicionavam lado a lado, formando uma barreira para impedir que entrássemos na casa.

Austin consegue matar quatro homens e atingir mais alguns. Haviam, pelo menos, uns trinta homens. Sou atingida de raspão por três tiros, mas não deixo o loiro ao meu lado perceber. Eu precisava que ele estivesse concentrado na luta.

Os minutos estavam se passando e o barulho de luta vindo do meu quarto aumentava. Kira e Emily não estavam sozinhas e isso me preocupou mais ainda.

Mato mais nove homens e resolvo que eu não podia mais continuar ali em baixo. Minha munição e havia acabado e só restava mais uma bala. Eu, definitivamente, precisava entrar. No entanto, eu estava com medo do que poderia acontecer com Austin. Eu estava com medo de haver mais capangas prontos para atacar.

Os gritos e o barulho de coisas sendo quebradas voltavam a me lembrar que eu não tinha muito tempo. Olho para o loiro e analiso a nossa volta. Haviam mais dez homens de pé, aproximando-se de nós.

Vejo um dos homens de Gavin se aproximando de Austin, pronto para atirar em sua cabeça. Rapidamente, levanto meu revolver e atiro no meio da testa do capanga.

O loiro, assustado, arregala os olhos e olha para o lugar onde eu havia atirado. Enquanto o mesmo olha para o homem morto, suspiro aliviada. Ele volta a me encarar. Vejo que minha arma estava sem munição, mais uma vez. Jogo-a fora e encaro o garoto. Para nossa sorte, os homens que estavam de pé seguravam espadas, o que nos dava tempo para programar o que iria ser feito e entrar na casa sem correr perigo de ser atingindo por uma bala.

– Eu vou entrar. – digo, pegando a espada de sua cintura. – Cuidado. – peço, sentindo o medo de perdê-lo se apossar sobre mim.

– Você também. – diz, voltando a encarar os homens que estavam de pé.

Suspiro alto e entro na casa. Era possível ouvir a voz de Brooke. Saber da presença da garota fez com que eu me colocasse ainda mais na defensiva.

Subo a escadas, correndo e escuto o som de um espelho se quebrando. A movimentação se acalma um pouco. Invado o quarto e vejo Brooke apontando uma arma para Kira, enquanto a mesma estava estirada no chão. O rosto de minha amiga sangrava e ela estava desacordada.

– Afaste-se dela, Brooke. – peço friamente, enquanto me aproximo com a espada em posição de ataque.

– Sai daqui, Ally! – grita Brooke, aproximando-se de Kira. Ela continha um sorriso doentio em seu rosto. No entanto, algo parecia impedir a morena de atirar. Sua mão tremia e sua respiração estava irregular, indicando que ela estava nervosa e com medo.

– Saia de perto de Kira, Brooke, ou eu juro que... – sou interrompido pela presença de mais uma pessoa na sala.

– Ou o que, princesa? – pergunta Emily, sorrindo irônica, enquanto sai da varanda e caminha até minha direção, apontando sua espada para mim. – Acho melhor você ouvir o pedido de Brooke e ir embora, princesa. – por fim, utiliza o sarcasmo em sua voz: — Ainda não percebeu que está em perigo? Tão ingênua, pobrezinha.

O perigo faz meu corpo se arrepiar. Analiso o estado de Kira e vejo que a garota estava muito machucada. Os restos do espelho quebrado estavam espelhados em volta da morena. Seu corpo estava cheio de ferimentos, mas o profundo corte em sua cabeça era o que mais chamava a atenção.

Aproximo-me de Brooke e Kira, ignorando a fala de Emily. A loira então me ataca, de repente. Bloqueio sua espada com a minha. Ela se afasta e lança sua espada para acertar meu braço, mas, por pouco, consigo desviar.

– Brooke! – grito, sem saber se me concentrava em Emily ou se na bruxa que apontava a arma.

– Concentre-se em nossa luta, princesa. – diz Emily, cortando minha perna em um golpe rápido. Caio de joelho, ainda apontando a espada para a loira, impedindo que ela me atingisse mais uma vez. – Seja rápida com isso, Brooke. Você nos envolveu nisso. Não temos o dia todo. Os reforços deles devem estar chegando.

Vendo que eu teria que acabar com a luta para impedir qualquer atitude de Brooke, respiro fundo e me levanto. Meus machucados doíam, mas eu precisava me concentrar.

Seguro a espada com firmeza, chamando a atenção de Emily. A loira parece satisfeita com a minha ação. Ela coloca-se em posição de luta e sorri com interesse.

Corro até a garota e ataco Emily com agilidade. Coloco mais força em meus movimentos, ao mesmo tempo em que procuro não ficar muito tempo em um lugar só.

Nossas espadas se chocavam de maneira bruta e ocasionavam um alto som do tilintar das armas.

Empurro minha espada com mais força, forçando a loira a se afastar. Ela me olha com fúria e ironia. Ela estrala o pescoço e avança contra mim, direcionando a espada em minha perna. Não foi difícil entender a estratégia de Emily. Ela sabia que meu ponto fraco era meus membros inferiores.

Consigo pular no momento em que ia sendo atingida. Ao colocar meus pés no chão, sinto minha perna machucada dilatar. Ignoro a dor e corro até Emily, tentando encontrar algum ponto fraco da garota.

Ela tenta acerta a minha perna mais uma vez, mas, novamente, consigo pular e enquanto eu estava “no ar”, direciono minha espada para o ombro direito de Emily. Por pouco a garota é atingida.

Ela aproveita uma pisada em falsa que eu dou e usa mais força em um de seus golpes. Fraquejo um pouco e sinto a empunhadura² da espada atingir o meu estômago e o cotovelo em meu rosto, quando tento atingir seu braço.

Afasto-me de Emily, sentindo um pouco de falta de ar. Cuspo um pouco de sangue e volto a atacar a loira. Conforme íamos avançando com a luta, a garota começava a abrir brechas.

Infelizmente, o quarto estava cercado de móveis, então, às vezes, tínhamos que subir nos mesmos. No entanto, o que mais complicava a nossa locomoção eram os objetos quebrados e a quantidade de roupas espalhados pelo cômodo.

Emily tenta atingir o meu pescoço, mas eu a afasto chutando uma cadeira em sua direção. A loira acaba se atrapalhando com a cadeira e a penteadeira que estava atrás de si. Aproveitando-me de sua distração, consigo ferir o tórax da garota.

Emily volta a se recompor, mas estava sentindo muita dor para se mover. Antes que continuássemos nossa luta, olho para Brooke e garota estava prestes a apertar o gatilho.

– Brooke, não! – grito, tentando impedir a ação de Brooke, mas é tarde demais.

A garota dá três tiros em Kira e sorri diabolicamente. A cólera cresce dentro de mim e, quando dou por mim já estou correndo em direção a Brooke com a intenção de matá-la.

A garota fica estática, sem saber o que fazer, parecendo não se lembrar que segurava uma arma. Antes que eu atingisse sua testa com minha espada, Emily se coloca na frente de Brooke, impedindo que eu alcançasse a morena.

– Nós ainda não terminamos, princesa. – fala Emily, sorrindo com dificuldade.

– Saia da frente! – grito, cega de ódio. – Eu vou matar a Brooke!

– Dá um jeito nela! – grita Brooke, assustada, para Emily.

– Vá embora, Brooke. – pede Emily, enquanto forçava sua espada contra a minha. – Eu não vou consegui segurá-la por muito tempo.

Não foi preciso Emily falar duas vezes para Brooke sair correndo, no entanto, o que as duas não esperavam era que eu conseguiria sair do controle de Emily e puxaria o cabelo de Brooke.

– Me solta! – grita Brooke, enquanto se debatia.

– Cala a boca! Eu vou te matar! – grito, pronta para enfiar minha espada na garganta de Brooke.

Antes que eu tivesse a oportunidade de realizar o meu maior desejo, Emily se joga contra mim, fazendo com que meu corpo fosse lançado contra o guarda-roupa.

– Foge, Brooke! – grita Emily. Brooke, mesmo estando muito assustada, começa a correr.

Levanto com pressa, querendo ir atrás de Brooke, mas, novamente, sou impedida por Emily. Olho de maneira ameaçadora para a garota. Ela estava de frente a porta e apontava sua espada para mim. Respirava com dificuldade e escorria sangue de seu nariz.

– Eu vou acabar com ela. – digo, friamente, enquanto aponto minha espada para Emily.

– Eu odeio ter que dizer isso, acredite, mas eu não posso deixá-la morrer. – fala Emily, com falsa simpatia. – Por mim, Brooke poderia ser atropelada por um caminhão, mas Edgar e Gavin não gostariam muito da ideia.

O som dos carros dos capangas de meus inimigos saindo apressadamente do lugar se torna o único audível por alguns segundos. Emily sorri satisfeita e me lança uma piscadela.

Avanço contra a loira e retornamos a nossa luta. Diferente de antes, estávamos cansadas e sendo muito mais objetivas em nossos golpes. Emily, assim como eu, sabia que não teríamos vantagem em um confronto de forças, por isso, concentrávamos em ataques rápidos e o mais distante possível.

Quando Emily tenta atingir meu braço com a sua espada, subo em cima da cama de meu quarto e pulo, em seguida, em direção a garota. Por puro reflexo, a loira consegue se afastar no momento em que ia ser atingida.

Vejo Austin entrar no quarto e nos encarar preocupado por um momento. Como se lesse meus pensamentos, o loiro corre em direção de Kira, tentando verificar se ela estava viva.

Volto a me concentrar em minha luta com Emily. A loira pareceu perceber a presença de meu namorado e ameaça seguir em sua direção, mas a impeço, atacando-a com mais força.

– Sabe. – começa, sorrindo com satisfação, enquanto nossas espadas se chocavam com violência. – Eu não esperava que eu uma princesa como você soubesse lutar tão bem contra mim. Jamais imaginei que existesse uma garota que lutasse de igual para igual comigo.

– Mesmo? – digo com ironia. – E eu esperava mais da escrava de Gavin.

Meu comentário pareceu irritar Emily de maneira incalculável, pois logo seu sorriso se desmancha e seus olhos ganham um brilho de irritação fatal.

Ela consegue fazer um corte de raspão em meu braço esquerdo, mas eu consigo dá uma cotovelada em seu rosto e atingir seu braço. Emily me empurra, fazendo com que minhas costas baterem na penteadeira do quarto.

Defendo-me de um ataque seguinte com a minha espada. Chuto sua barriga, obrigando a garota a se afastar de mim. Volto a ficar de pé e sinto meu corpo todo reclamar de dor.

Emily olha para seu braço e ver que o ferimento é muito mais grave e profundo do que esperava. Olho para ela e sorrio de maneira desafiadora. Corro até a loira, mas ela só vai caminhando para trás, enquanto se defende da melhor maneira que pôde de meus ataques.

Quando percebo, estamos próximas de Austin e Kira. O loiro, vendo que atingiríamos Kira e ele, acaba afastando o corpo de minha amiga para trás.

Encurralo Emily contra a varanda. A garota observa a altura em que estamos e volta a me encarar. Emily, assim como eu, estava bem machucada e seu olho começava a inchar.

– Por essa eu não esperava. – comenta, sorrindo sem humor. – Muito bom, princesa.

– Obrigada. – digo com sarcasmo.

– É uma pena que eu não possa continuar a nossa divertida dança. – fala, olhando mais uma vez para trás, enquanto impedia meu ataque com sua espada. – Devo me despedi agora. Até o nosso próximo encontro, princesa. Teremos uma revanche e essa será a nossa última luta.

Não tive a oportunidade de dizer mais nada. Tirando forças de onde não sei identificar, Emily me empurra e sobe na proteção da varanda. Sorrindo divertida, ela pula do segundo andar da casa. Corro até a limitação da varanda e vejo a garota entrar em um carro e desaparecer.

Alguns minutos depois, Prince e vários agentes chegam a casa de Austin. Meu irmão nota a minha presença e me olha preocupado. Sorrio cansada e o mesmo dá ordens para que todos entrassem na casa.

Saio da varanda e corro em direção a Kira e Austin. Antes que eu me preocupasse com o corpo de minha amiga, sinto os braços de meu namorado me abraçarem com força.

Ele nos separa e eu o beijo com urgência. A dor de ter perdido minha amiga e o medo que eu havia tido de perder o homem que amo estavam mais vivos do que nunca, naquele momento.

Paramos de nos beijar e voltamos a nos abraçar. Vejo uma grande quantidade de agentes entrarem no quarto junto com Prince, Manu, Tyler, Nina, Mimi e Mike. Eles nos encaram, tentando entender o que havia acontecido. Faço sinal para que continuassem aonde estavam.

Afasto-me de Austin e seguro seu rosto, obrigando o mesmo a olhar para mim. Analiso o garoto, procurando algum sinal de ferimento ou algo do tipo. Ele parece fazer o mesmo comigo. Antes que ele dissesse algo, adianto-me em me manifestar.

– Você está bem? Está ferido? – pergunto preocupada.

– Não. Eu estou bem. – afirma, limpando um pouco de sangue que corria de meu nariz. – Meu Deus, olhe para você. Está toda machucada. Eu te pedi para ter cuidado, Ally...

Dou um rápido selinho em Austin, evitando que ele continuasse. Eu estava cansada tanto física quanto mentalmente. Sorrio, sentindo as lágrimas descerem pelo meu rosto.

– Por favor, agora não. Hoje não. – peço, deixando as lágrimas rolarem com intensidade.

Austin me abraça com força, parecendo tentar tirar toda a dor de dentro de mim. Ouço a movimentação no quarto e presumo que meu irmão e os outros haviam entrado por completo no quarto.

– Kira... – ouço Mimi sussurrar, assustada.

Austin me ajuda a levantar e sorri tristemente para os pais. Meus sogros correm em nossa direção e nos abraçam com carinho. Sinto-me protegida e acolhida pelo três. Afasto-me do trio e olho para Kira que estava estendida próxima de nós.

Caminho até a morena, chorando em silêncio, sentindo a culpa me consumir. Eu havia matado a única amiga do castelo que eu tinha. Se não fosse por mim, Kira ainda estaria viva e sorrindo animadamente, como sempre fazia quando estávamos juntas.

Ouço Tyler pedir para que os agentes se responsabilizassem pelos corpos que estavam no lado de fora, assim como deveriam explicar para os vizinhos o que havia acontecido. Os homens saem do quarto deixando Tyler, Manu, Prince, Mike, Mimi, Austin e eu à sós com o corpo de minha amiga.

– A culpa foi minha. – digo, enquanto acaricio o rosto de Kira. – Eu fui a culpada por sua morte.

– A culpa não foi sua. – diz tio Mike, colocando a mão em meu ombro.

– Eu a mandei vir sozinha, mesmo sabendo que os capangas de Gavin e Edgar estariam a solta por aqui. – falo, sentindo meu peito pesar ao ter as lembranças da última vez que vi a garota retornarem a minha mente. – Eu deveria ter vindo no lugar dela ou pelo menos ter chamado alguém para acompanhá-la.

– Princesa, Kira havia feito a promessa de protegê-la com sua vida e foi isso que ela fez. Já imaginou o que teria acontecido se estivesse no lugar dela? – fala Nina, tentando me animar. – É uma honra para um súdito morrer por nossa princesa.

– Pare, Nina, por favor. – peço. As lágrimas embaçavam a minha visão, mas nem forças para evitá-las eu tinha. – Isso só faz eu me sentir pior. Inúmeras vidas já se foram por minha culpa. Por que a minha vida deve ser considerada mais importante que as dos que se foram? Eu não sou nenhum tipo de heroína e tudo que eu tenho feito até hoje foi fazer com que as pessoas ao meu redor corressem perigo.

– Vai mesmo desistir? – pergunta Prince. — Vai agir como um rato covarde?

– Prince. – fala Manu, repreendendo o namorado. – Dê um desconto para ela.

– Não, Manu. Ally precisa entender que ela é a princesa de Krósvia. Futura herdeira do trono. Inúmeras pessoas morreram e ainda vão morrer por ela. Isso é fato. No entanto, ficar se lamentando e se trancar em um quarto como nossa mãe não vai resolver nada. – fala o homem, como um robô. Frio e calculista. – Não adianta sofrer. Ela precisa levantar a cabeça e assumir a liderança.

– Calado, Prince! – grito, assustando a todos. – Não finja que isso não é nada. Eu não vou me conformar com as pessoas morrendo. Não vou agir como se isso fosse algo comum de acontecer. Eu não quero agir assim. Eu não sou assim e nunca serei. Eu não sou uma grande líder, tampouco fria o suficiente para encarar essa situação como se não fosse nada.

– Então cresça, Allycia. – grita meu irmão. Austin coloca-se em posição para me defender, mas seus pais o impedem de se envolver em nossa discussão. – Você, querendo ou não, terá que aprender a lidar com isso. Você é a herdeira do trono. Acha mesmo que Gavin e Edgar terão piedade?

– Eu não sou você ou nosso pai. – digo, chateada.

– Ninguém disse que você é! – grita Prince, irritado, enquanto passa a mão por seus cabelos. – E é por você ser tão diferente de nós que é capaz de liderar nosso povo como ninguém, Ally.

– Como você pode ter tanta certeza disso, Prince? – falo, duvidando das palavras do mesmo. – Nosso pai é o líder de Krósvia a mais de três décadas, sendo amado e adorado por todos. Você lidera SOSK com pulso firme e de maneira inacreditável. Todos os agentes daquele lugar o respeitam e o admiram. No entanto, eu só sou amada pelo meu povo por conta de superstições. Eu nunca consegui nem, ao menos, impor meus desejos aos meus pais, como poderia fazer isso com um exército ou com os krosvianos? Você e nosso pai são brilhantes. Eu só sou uma garota comum.

– Você está enganada, Ally. – fala Tyler, com seriedade. – Seus súditos não confiam em você apenas por causa de uma superstição.

– Tyler tem razão. – concorda Manu. – Ally, você foi treinada durante anos e sempre se mostrou mais talentosa que qualquer um para liderar uma nação.

– Do que estão falando? – pergunto confusa.

– Desde antes de seu nascimento, Ally, você é observada. – explica tia Mimi, suspirando. – Muitos duvidavam da sua capacidade ou se conseguiria chegar aos pés de seu pai ou irmão.

– Alguns inimigos e aliados pediram a seus pais que fazessem você passar por testes conforme crescia. Precisavam saber se poderiam confiar em você para assumir o comando de um dos países mais influentes da Europa. No entanto, seu pai era o mais interessado nos resultados destes testes. – continua tio Mike.

Olho para Prince, esperando que ele dissesse alguma coisa, mas a única coisa que meu irmão faz é se aproximar de Kira e pegar o corpo da morena, saindo no quarto em seguida.

– Não se preocupe com ele, Ally. – fala Manu, percebendo meu olhar devastado ao observar meu irmão saindo do carro.

– O que? – pergunto, confusa.

– Seu irmão odeia ser comparado ao seu pai. – explica a morena. – Ele está chateado por você ter dito que não era boa como os dois.

– Seu pai e Prince nunca se deram bem. No entanto, para a infelicidade do seu irmão, os dois possuem a personalidade difícil e uma aura de liderança nata. É quase impossível não compará-los. – complementa Mike.

– Espere um minuto. – fala Austin, atraindo nossa atenção. – Então quer dizer que Prince e o pai de Ally não se davam bem antes mesmo da intromissão de Gavin?

– Não era segredo para ninguém que o relacionamento do rei Lester e seu primogênito nunca foi um mar de rosas. E, por esse motivo, você era tão aguardada por todos, Ally. – fala Nina.

– Isso é verdade? – pergunto, olhando para Mike e Mimi.

– Infelizmente, sim, querida. – responde tia Mimi.

– Todos diziam que era apenas questão de tempo para que tio Lester expulsasse Prince de Krósvia, Ally. – diz Manu. – Seu irmão sempre foi rebelde, enquanto seu pai era quase um general. As brigas entre os dois eram inevitáveis. Seu pai concordou em fazer os testes com você, porque queria garantir que não seria como seu irmão.

– Seu pai não pensou duas vezes antes de banir seu irmão de Krósvia quando houve a confusão de Gavin. – termina Tyler, suspirando cansado. – Você foi o ratinho de laboratório de seu pai e dos aliados de Krósvia.

– Não pode ser. – digo, sem acreditar.

– Mas... Prince é o próprio filho dele. Como pode ter agido de maneira tão fria assim? – pergunta Austin, em um misto de surpresa e indignação. – E como ele pode tratar Ally como um objeto?

– Sinto muito, Ally. – fala Manu. – Seu pai não é nenhum mocinho. Ele está bem longe de ser um.

– Meu pai... – tento dizer algo coerente, mas nada saia. Eu estava em choque pela descoberta de quem era o meu pai.

– Seu pai é um monstro, Ally. – diz Tyler.

Continua...

Notas finais
1. Eu não faço a menor ideia de quantas balas existem em armas de fogo. Procurei muito e não encontrei uma informação exata. 10 balas é a quantidade que existe em uma arma de um jogo que meu irmão joga e que eu não sei qual é o nome. Caso alguém saiba essa informação, pode me falar que eu vou usar nos próximos capítulos de lutas com armas, ok ^^? Empunhadura² : Punho da espada. *** E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! Eu quero saber se eu consegui melhorar na narração das lutas, Cupcakes! Eu me esforcei muito nesse capítulo para detalhar o máximo que eu consegui pensar. Por favor, digam no que eu preciso melhorar! Muito obrigada a todos os comentários e os favoritos que recebi nesses dias!! Prometo responder aos comentários o mais rápido possível, ok? Beijocas ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !!