Unlike Cinderella...

33 Capítulo 32 - Revenge...


Notas iniciais
Oiiiie Cupcakes ♥ !! AEEEEEE, ONTEM FOI ANIVERSÁRIO DA MINHA VOVÓ SEDUÇÃO JOSY *0*!!! SORRY POR NÃO TER POSTADO CAPÍTULO ONTEM, MAS OCORRERAM ALGUNS IMPREVISTOS E EU NÃO CONSEGUI TERMINAR O CAPÍTULO!!! ENFIM, CAPÍTULO DEDICADO A VOCÊ, JOSY!!! ESPERO QUE GOSTE!! Obrigada, também, a May Moranguinho (Dreams And Wishes), Manu Filha Linda e Gata (VacuumCleaner), Lary Sobrinha Linda e Divertida (AllyGata Lynch), Mamis Confeiteira e Poderosa (Jade), Mana Docinho de Coco (Apenas uma garota comum), Lala Sobrinha Linda e Talentosa (Gabs), Bea Mana Gata Sexy (Reader Secret), Taah Sobrinha Diva (empty thoughts), Cupcake Colorida (Vivi Cristina), Carolzinha1107, Isa Santos, Fran, Mali Sobrinha Borboleta (Mônica Sousa Menezes), Raio de Sol da Titia (Paloma Coutinho), Jujuh (Juliana Lorena), Lêhzinha (Letícia Merlo), Milazinha, Bia Tia Linda (Biiah Lynch), Luaah Princesa da Titia (Hard Feelings), a minha princesa de lugar especial no meu heart (Jess Jackson), Vida Brilhante, Emy0216 e a Jenny Filha Diva e Nada Inocente (Gatinha MÁ) pelos comentários carinhosos, minhas linda *0*!! Sorry por não ter respondido, mas é que essa semana eu foi muito corrida e eu não tive tempo!! Capítulo grande, mais uma vez! Acho que nem preciso avisar que ele não foi revisado, não é? kkk'! Boa Leitura...

POV Ally

– Claro. – fala, correndo até o andar de cima. Não demora a voltar com uma maleta branca. Ela levanta a camisa de Dez e olha para o ferimento, assustada. – Eu não posso cuidar disso.

– O que quer dizer com isso, Kira? – pergunto, preocupada com a situação do ruivo. Trish continuava a chorar em desespero, abraçada a mim. – Você é a única aqui que pode ajudá-lo.

– O ferimento de Dez é profundo. Não faço ideia se atingiu algum órgão ou se apenas parou no músculo. Além disso, eu precisaria de instrumentos para costurar e eu não tenho nesta maleta. Todos os que eu tinha já foram descartados. – explica a garota, parecendo se sentir frustrada.

– Por favor, Kira, você precisa salvá-lo. Por favor. – pede Trish, desesperando-se ainda mais.

– Eu quero ajudá-lo, Trish, mas não posso fazer isso sem os materiais necessários. Temos que levá-lo para um hospital o mais rápido possível. – diz a morena, enquanto aperta o ferimento com um pano.

– Se levarmos Dez para um hospital, os capangas de Gavin nos encontrarão, sem muito esforços. – fala Prince, passando as mãos sobre o rosto.

– Podemos levá-lo para o QG. – sugere Manu, parecendo se lembrar de algo.

– O QG? Lá tem um hospital? – questiona Mike.

– Não temos muito tempo. – fala Austin, pegando o amigo com cuidado e nos olha com determinação. – Vamos para o SOSK. Eu não vou deixar o meu melhor amigo morrer.

Dividimo-nos em três carros e partimos em direção ao SOSK. Austin ia dirigindo seu carro comigo no passageiro e Trish, Dez e Kira no banco de trás. Mike e Mimi iam em seu carro, assim como Prince e Manu seguiam no deles.

Kira ia apertando o ferimento de Dez, que ainda continuava inconsciente, enquanto a tensão se instalava dentro do carro de Austin. Trish não parava de encarar o ruivo, expressando dor e culpa. A minha cabeça estava a mil. Tantas notícias ruins em tão pouco tempo estava para me deixar insana.

Olho para o loiro ao meu lado. A força desnecessária com a qual ele apertava o volante demonstrava a sua ansiedade e nervosismo. Assim como eu, Austin estava com medo de perder Dez.

Após quarenta minutos de muita angustia, finalmente, chegamos ao SOSK. Descemos dos carros, apressadamente, e seguimos para a entrada da caverna e entramos no QG.

Ao perceberem a emergência na qual nos encontrávamos, um grupo de pessoas correm ao nosso encontro e nos ajudam com Dez. Prince dar ordens para que chamassem Tyler e Nina e, depois, nos mostra o caminho para a sala em que usam como enfermaria.

– Ally? Austin? O que está acontecendo? – pergunta Diane, assim que entramos em sua sala.

– Diane, prepare seus equipamentos junto com Kira. – digo, sem dar chances para que os outros explicassem a situação. – Dez se feriu e não sabemos qual a gravidade da situação.

Diane e Kira começam a arrumar o lugar, enquanto Prince e Austin ajeitam Dez na maca. A ruiva retira a camisa do garoto e expressa surpresa ao se deparar com o ferimento.

– Isso não é nada bom. – comenta Diane, enquanto passa a mão pelo lugar. – Kira, vamos levar Dez para fazer uma radiografia e vermos se o ferimento atingiu algum osso ou órgão.

– Eu já preparei a máquina para realizar o exame. – avisa Kira.

Kira e Diane começam a levar a maca de Dez para uma outra sala. Todos se levantam e acompanham o trio, na esperança de receber notícias positivas.

A sala de raio-x é próxima da qual nós estávamos, portanto, não houve demora para chegarmos ao local. Percebendo a nossa presença, Diane para a maca e nos encara por um tempo.

– Vocês esperam do lado de fora. Não quero ninguém interferindo no exame ou sendo exposto a radiação. – alerta a ruiva.

Não tivemos chance de respondê-la, pois logo a mulher voltou a se encaminhar para a sala junto com Kira e Dez. Encaro a todos, sem saber o que dizer.

Afasto-me dos outros, levando Trish comigo. A sento na cadeira que estava próxima de nós e encaro a luz que alertava que a sala estava sendo utilizada. Lembro-me da conversa de mais cedo e meu coração de aperta em angústia.

– Ally. – chama Austin, baixinho.

Deixo Trish sozinha e caminho até meu namorado. Vamos até um canto mais afastado. Quando ninguém está nos vendo, Austin me abraça com força, como se dependesse de mim. Correspondo ao abraço.

– Hey, vai ficar tudo bem. – sussurro.

– Eu não posso perder meu melhor amigo, Ally. Ele é como meu irmão. Crescemos juntos. Ele sempre esteve ao meu lado. – explica Austin, em desespero.

– Você não vai perder o Dez. – afirmo com determinação, o abraçando com mais força. – Ele vai sair dessa.

Separamo-nos após algum tempo. Coloco minhas mãos em seu rosto e o beijo, tentando transmitir tranquilidade e conforto ao loiro. Continuamos a nos beijar até ouvir Prince nos chamando. Vamos ao encontro de meu irmão.

– Venham. – pede Prince, começando a andar.

– Aonde nós vamos? – pergunta Trish, angustiada. – Eu não quero sair daqui.

– Trish, nós entendemos que você está preocupada com Dez, mas nós não podemos fazer nada por ele, por enquanto. Precisamos reunir todos e alertar sobre os ataques. – explica Prince para minha amiga.

– Prince tem razão, Trish. – digo, tentando convencê-la. – Dez está em boas mãos, acredite. Ele vai sair dessa, você vai ver.

Relutantemente, Trish concorda com um leve balançar de cabeça. Olho para meu irmão e o mesmo começa a andar, sendo seguido por todos. Conforme caminhávamos, mais as atividades intensas do SOSK era fáceis de serem vistas.

O lugar se tornava mais agitado a cada instante, no entanto, isso não parecia surpreender Prince e Manu. Os dois possuíam expressões sérias e o caminhar de ambos demonstrava força e liderança. Observá-los assim, fazia eu me sentir incapaz de cumprir minha missão como líder. Como eu poderia substituir o comando de Prince, quando não tenho nem metade de sua capacidade? Suspiro frustrada, mas resolvo me concentrar em outros pensamentos. Não posso deixar que a insegurança me domine.

Eu estava de mãos dadas com Trish e logo sinto a mão de Austin capturar a minha. Olho para o loiro e vejo um misto de tristeza e medo. Meu coração se contrai ao ver o quanto o homem que amo está sofrendo.

– Vai ficar tudo bem. – sussurro para o garoto, passando toda a confiança que ainda me restava. – Dez é forte.

– Obrigado. – sussurra de volta, sorrindo tristemente. Aperto sua mão e volto a encarar Trish, por alguns segundos. A morena estava cabisbaixa e com os pensamentos longes.

Em alguns minutos, entramos na sala de reuniões principais do QG. Tyler, Nina, Cassidy e Dallas já nos esperavam, demonstrando aflição em suas expressões faciais.

– Ally, Austin, Trish! – grita Cassidy, vindo ao nosso encontro. A loira se joga sobre Trish, que a abraça com força.

Afasto-me das garotas e caminho até Nina e Tyler, nos quais os cumprimento com rápidos abraços. Austin acena para os dois e se coloca ao meu lado.

– Nina, poderia entrar em contato com Vick e Joe? – peço, com seriedade.

– Claro, mas... – ela parecia relutante em continuar a falar. – Ally, Prince, nós recebemos notícias recentes de Krósvia.

– Notícias? – questiona Prince, interessando-se pelo rumo da conversa. – Que notícias?

– Gregory nos informou agora a pouco que Edgar entrou em contato com a rainha Penny. – explica a mulher, preocupada. – Não sabemos ao certo sobre o que eles conversaram, mas Penny enlouqueceu.

– O que quer dizer com isso? Como assim minha mãe enlouqueceu? – pergunto, controlando ao máximo as minhas emoções.

– O que houve com Penny? – pergunta tia Mimi, tão ansiosa quanto eu.

– A rainha, após o término da ligação, começou a gritar e a quebrar inúmeros objetos. – fala Nina.

– Enquanto jogava os objetos, um vaso de porcelana atingiu a cabeça de um dos guardas e o mesmo foi levado para o hospital em estado grave. Tia Penny ficou desesperada e se trancou mais uma vez em seu quarto. Gregory disse que ela não quer comer e nem ver ninguém. O povo de Krósvia está em desespero, porque os inimigos não estão permitindo a entrada ou saída de pessoas do país. Gavin e Edgar convocaram todos os homens de Rhosália e Targarión para cercarem Krósvia. – complementa Tyler, olhando com raiva e revolta para nós. – O que iremos fazer? O número de homens reunidos em volta do nosso país é enorme.

Prince soca a mesa de ferro que se encontra no centro da sala, descontando toda a sua raiva no local e murmura alguns xingamentos em Krosvi. Aperto meus punhos com força, tentando controlar a onda de sentimentos que ameaçavam estourar a qualquer momento.

– Isso não pode estar acontecendo. – digo, sentindo minha respiração se tornar mais ofegante e a cólera crescer mais ainda a cada momento. – Primeiro meu pai e agora isso? Eles já passaram dos limites!

– O que vocês pretendem fazer? – questiona Manu, olhando para Prince e eu.

Meu irmão me encara, demonstrando toda a sua fúria através do olhar. Observo cada pessoa presente na sala e vejo que todos esperavam por uma resposta da minha parte. Respiro fundo, tentando acalmar meu coração e minha mente. Penso por um momento e volto a encarar o grupo de amigos.

– Nós iremos para Krósvia em uma semana. – digo, surpreendendo a todos. – Não podemos adiar esse confronto por mais tempo. Meus pais e o povo de Krósvia já sofreram torturas demais. Já passou da hora de acabar com essa história que durou tempo demais.

– Você tem certeza disso, Ally? – questiona Tyler, buscando qualquer indício de incerteza em meu olhar. – Você está pronta para o que pode acontecer se voltarmos em tão pouco tempo?

– Eu nunca estive tão certa do que quero quanto agora. – digo com firmeza.

– Eu concordo com Ally. – diz tio Mike, sorrindo, de maneira incentivadora, para mim. – Precisamos colocar um ponto final nessa história.

– Nina, inicie uma videoconferência com Joseph e Victória, imediatamente. – fala meu irmão, respirando fundo, em seguida. – Prepare-se, também, para comunicar aos nossos outros aliados do que está por vir.

– Certo. – diz a mulher. – Mais alguma coisa?

– Reúna todos os agentes que puder em uma hora. – falo. – Quero todos presentes para que eu possa informá-los do que está acontecendo e quais serão os nossos próximos passos.

Nina concorda com um rápido balançar de cabeça e sai da sala. O clima estava um pouco tenso do lugar. Ninguém sabia ao certo como reagir as notícias.

– Eu irei atrás de mais informações. – fala Manu. Meu irmão apenas sorri e concorda. Ela caminha até ele e o beija com carinho. – Não se preocupe, tudo vai ficar bem.

Após dizer isso, Manu me olha com carinho e me abraça. Ela beija minha testa e caminha até a saída da sala de reuniões. Observamos a morena por alguns segundos.

– Você tem algum plano, além de irmos para Krósvia? – pergunta Prince, encarando-me com intensidade.

– Ainda não. – digo com sinceridade. – No entanto, terei algum em uma hora.

– Muito bem. – concorda Prince, seriamente. – Eu confio em você.

– Obrigada. – agradeço, sorrindo minimamente, por saber que tenho o apoio total de meu irmão mais velho. – Poderia conversar com Vick e Joe sozinho?

– Não vai querer repassar suas ideias para eles? – questiona Prince, confuso.

– Sim, mas não agora. – falo, suspirando cansada. – Eu preciso pensar em alguma solução. Acredito que você, Tyler, tio Mike e tia Mimi serão capazes de repassar as nossas últimas informações para eles com mais detalhes.

– Você está certa, querida. – diz tia Mimi, sorrindo, carinhosamente, para mim. – Concentre-se no próximo passo que devemos dar. Prince, Tyler, Mike e eu cuidaremos do restante das coisas.

Suspiro aliviada e saio do lugar, sendo acompanhada por Austin, Cassidy, Dallas e Trish. Nenhum dos quatro diziam nada, como se entendessem que eu preciso do silêncio neste momento.

Passamos pelo quarto onde Dez estava. Trish me olha com súplica e vejo que a mesma precisava ver o ruivo. Resolvo fazer uma rápida visita ao garoto. Bato na porta e ouço um “entre” vindo do outro lado da porta. Abro a mesma com cuidado, evitando fazer barulho.

– Com licença. – digo baixo, colocando apenas a minha cabeça para dentro do quarto. – Atrapalho? – pergunto.

– Entre, Ally. – fala Kira, enquanto costurava o ferimento de Dez. O garoto continuava desacordado, preocupando-me sobre o seu estado.

Abro a porta por completo e dou passagem para meus amigos que estavam atrás de mim. Após todos entrarem, fecho a porta e caminho até aos outros que já estavam ao redor da cama do ruivo.

– Como ele está, Kira? – pergunta Trish, segurando o choro.

– Não precisa se preocupar, Trish. – fala a garota, olhando nos olhos de minha amiga. Ela sorri com ternura e volta a se concentrar no que fazia. – Ele está bem. Por sorte, a espada não acertou nenhum órgão e não é tão profundo quanto eu achava. O único problema foi que ele perdeu muito sangue, mas logo iremos cuidar disso.

– Mesmo? – diz Trish, esperançosa. – Oh, Graças a Deus. – ela suspira aliviada e sorri para nós, como se tivesse ganhado o maior presente de sua vida. Ela volta a encarar Kira. – Muito obrigada, Kira. Eu nem sei como agradecer a você. Obrigada por ter salvo Dez.

– Hey, garota, eu só fiz o que precisava ser feito. – fala a morena, sorrindo para Trish. – Não precisa agradecer. Mas, quero que vocês me prometa que tomarão cuidado de agora em diante. Não quero tomar mais um susto desse.

– Nós vamos ficar bem, Kira. – responde Austin, sorrindo aliviado. – Tomaremos mais cuidado.

Kira termina de costurar o corte de Dez e retira as luvas. Ela joga fora as mesmas, junto com a agulha, alguns algodões e outros materiais descartáveis. Por fim, suspira cansada e sorri fracamente. Diane chega com uma bolsa de sangue e Kira ajeita tudo para começar a transfusão para o garoto. A ruiva sai da sala, com pressa, alegando estar sendo convocada por Nina com urgência.

– Como eu disse, Dez perdeu muito sangue. – explica Kira. – Por pouco ele não morreu por causa dessa perda excessiva. No entanto, não precisam se preocupar. Creio que essa bolsa de sangue seja o suficiente.

– Obrigada, Kira. – digo, sentindo o alivio por saber que meu amigo estar bem se apossar sobre mim.

– Não precisa agradecer. – responde sorrindo. – Agora, se não se importam, eu irei descansar. Diane voltará daqui a pouco para ver se ele precisa de mais alguma coisa.

– Kira. – chamo, fazendo a menina parar do meio do caminho. Ela me encara confusa, tentando entender o que eu queria. – Nós voltaremos para Krósvia em uma semana.

– O que? – indaga, surpresa. – Por quê?

– Sem meu pai para comandar Krósvia, a saúde mental de minha mãe não está nada bem. – digo, sentindo meu coração se apertar por lembrar que estou tão longe de meus pais e o perigo está tão próximo deles. – Eu não posso mais ficar parada vendo meus amigos e minha família se machucar.

Kira me encara com seriedade. Ela suspira frustrada e balança a cabeça de maneira negativa, como se não concordasse com a minha decisão. Ela permanece em silêncio por alguns instantes e volta a suspirar, insatisfeita.

– Isso é uma missão suicida, Ally. – argumenta, olhando em meus olhos. – Você é a próxima herdeira de Krósvia. Sabe que boa parte dos parlamentares só estão esperando o seu retorno para aplicarem o golpe final. Com tantos inimigos próximos de você, acredita mesmo que essa é a melhor escolha?

– Eu não posso me esconder para sempre, Kira. Uma hora ou outra eu terei que enfrentá-los. Você sabe que eu preciso acabar com isso. Não posso permitir que mais pessoas se machuquem por minha culpa. – falo, olhando para Dez.

– Eu não concordo com sua escolha. – afirma a garota, suspirando frustrada. – Mas, eu jurei proteger e ajudar a princesa dando a minha vida, se for preciso. – Kira se ajoelha como sinal de lealdade. – Não importa o que aconteça, princesa, eu estarei ao seu lado.

Kira levanta e me encara com intensidade. Aceno com a cabeça, em concordância. A garota sorri e sai do quarto de Dez, deixando meus amigos e eu sozinhos.

– Isso sempre acontece? – pergunta Dallas.

– O que? – questiono, confusa.

– Essa coisa de te reverenciarem? – diz, rindo, ainda confuso.

– Na maioria das vezes. – digo, sem graça. – A população de Krósvia, assim que eu nasci, juraram me proteger com sua própria vida. Não entendo o motivo ao certo, mas parece que eu sou a esperança para o fim das guerras.

– Eles já sabiam da sua capacidade desde que nasceu? – pergunta Cassidy, surpresa. – Isso é incrível!

– Eu também não entendo essa certeza deles desde que você nasceu, Ally. – concorda Austin.

Suspiro ao lembrar da confiança que meu povo tem em mim. De alguma forma, isso, ao mesmo tempo que me motivava a fazer o meu melhor, faz com que eu tenha mais medo ainda. O que vai acontecer se eu não consegui alcançar as expectativas dos krosvianos?

– Como vocês sabem, eu nasci em um momento muito delicado para Krósvia. Prince havia desaparecido, Serafine, o principal aliado do reino, foi tomado por Edgar e todos achavam que a família real havia falecido. As pessoas de Krósvia e nossos vizinhos são bem supersticiosos e acreditam que nada acontece por acaso. Com tanta coisa ruim acontecendo, eles precisavam encontrar algum motivo para acreditar que ainda conseguiríamos encontrar a paz e... Bem, eu fui a escolhida para ser a pessoa que colocaria um ponto final nos confrontos contra Edgar. – explico, sorrindo tristemente. – Isso, foi o que alguns servos da coroa que trabalhavam no castelo me contaram.

– Eles têm razão, Ally. – fala Trish, olhando para Dez, enquanto segurava a mão do ruivo. Ela levanta seu olhar e não demora para encarar meus olhos. – Você é a única capaz de levar a paz para Krósvia.

– Como pode ter tanta certeza disso, Trish? – pergunto, com irritação. Logo me arrependo de ter falado com a garota naquele tom. Ela me olhava surpresa e assustada. – Sinto muito, Trish. Eu só estou cansada de todos me dizerem que eu posso fazer algo, sem terem argumentos. Desde que nasci, todos esperam que eu seja a salvadora da pátria, mas se esquecem que eu posso ser só uma adolescente que não faz a menor ideia de como acabar com uma guerra que dura a gerações.

– Tudo bem. – fala Trish, sorrindo tristemente. – Eu entendo que você esteja insegura.

– Entende? – repito confusa.

– Todos nós estamos inseguros, Ally. – diz Cassidy, sorrindo compreensiva. – Acha mesmo que nós acreditamos que somos capazes de lutar com pessoas que treinam para matar desde que nasceram?

– Além disso, não temos o apoio de ninguém. – completa Dallas, segurando a mão da namorada. – Nossas famílias não acreditam que somos capazes de manter nossa promessa.

– Nós acreditamos em você, Ally. – fala Austin.

– Pessoal... – sussurro, emocionada.

– Nós... Nós estamos... Do seu... Lado, Ally. – murmura Dez, com dificuldade. Surpreendo-me por ouvir sua voz.

– Dez! – Trish, abraça o garoto, emocionada.

– Trish... – diz o garoto, com a voz baixa, correspondendo ao abraço da melhor maneira que pode. – Você... Você está... Está bem?

– Não fala nada, Dez. – pede Trish, enquanto lágrimas de alivio e felicidade descem pelo rosto da garota. – Você precisa descansar.

– Eu... Eu estou bem. – afirma o ruivo, sorrindo fracamente. – Você...

– Eu estou bem. – fala Trish, fazendo Dez soltar um suspiro fraco de alívio.

– É melhor deixá-los a sós. – recomenda Austin, sorrindo por ver que o amigo estava melhor.

– Sim. – concordo, aliviada por ver que todos estão bem. Cassidy e Dallas sorriem e balançam a cabeça, demonstrando felicidade pelo casal a nossa frente.

Austin, Cassidy, Dallas e eu saímos em silêncio. Trish e Dez tinham muito o que conversar. Olho para os outros três e eles pareciam não saber para onde ir ou o que falar.

Começo a andar e ouço os passos de meus amigos atrás de mim. Em alguns minutos chego a sala onde é utilizada para fazer planejamentos de batalha. Abro a porta com a chave especial que eu havia ganhado de Manu e dou espaço para os outros entrarem.

– Uau. – fala Cassidy, impressionada pela quantidade de tecnologia que havia no lugar. Solto uma baixa risada, ao observar os rostos dos três. – Essa sala... Ela é incrível!

– É, eu também acho. – digo, enquanto ligo os computadores do lugar. – Manu me disse que ela foi construída exclusivamente para mim.

– Sério? – pergunta Dallas, impressionado.

– Sim. Eles tinham planos de mostrar-me esse lugar desde que o QG foi construído. Todos sabiam o quanto eu sempre fui fascinada por planejamentos e estratégias, então, pensaram que seria uma boa ideia fazer um lugar onde eu pudesse me concentrar. – explico, sorrindo, por lembrar das palavras de Manu quando me mostrou o lugar.

– Ally. – chama Cassidy, após alguns minutos analisando a sala.

Paro de mexer no computador principal do lugar e encaro minha amiga. Ela me olhava com seriedade. Questiono-me, internamente, o que havia de errado.

– Sim? – falo, esperando sua pergunta.

– O que aconteceu quando Tyler ligou mais cedo para você e pediu para que viesse ao QG? – pergunta.

Surpreendo-me ao lembrar que ainda não havia dito sobre a minha conversa com Edgar e Gavin. Suspiro cansada. Sento-me em frente a enorme mesa e faço sinal para que os outros fizessem o mesmo.

– Ally conversou com Edgar e Gavin. – Austin inicia a explicação, vendo que eu não estava nenhum pouco animada para relatar o que havia acontecido.

– O que? – falam Dallas e Cassidy ao mesmo tempo.

“– Ally, Prince está te esperando na sala de reuniões. – avisa Nina, assim que me ver entrando ao QG junto com Austin.

– O que aconteceu? – pergunto. – Tyler me disse que vocês possuem notícias de meu pai.

– Seu irmão vai saber te explicar com mais detalhes. – fala, sorrindo sem graça. – É melhor você e Austin se apressarem. Vocês já sabem o caminho, não é mesmo? – diz e após nossa confirmação, ela continua: — Ótimo! Eu preciso ir resolver algumas coisas. Até mais.

Austin e eu nos olhamos por um tempo e corremos para o local no qual meu irmão nos aguardava. Ao entramos, deparamo-nos com meu irmão sozinho na sala, conversando com Edgar pela videoconferência. A cena surpreendeu-me de maneira inexplicável.

– Quem você pensa que é, Edgar? Acha mesmo que vai se safar de todos os crimes que você já cometeu? – ironiza meu irmão, enquanto encarava a tela do computador, no qual mostrava Edgar, sorrindo com sarcasmo e outra janela na qual só mostrava uma cadeira virada de costas para nós.

– Ora, veja só quem acabou de chegar para completar a nossa festinha. Seja bem-vinda, princesa Allycia Dawson. – fala Edgar, fingindo cavalheirismo. – E, para melhorar ainda mais, o seu noivo prometido, Austin Moon. Isso está ficando cada vez mais interessante, não é, Gavin?

Uma gargalhada forte e alta vindo da imagem da cadeira virada. Gavin se vira para nós e nos encara com ironia. A surpresa nos olhos de Austin não passa despercebido por mim.

– Austin? – chamo, baixinho, tentando entender o motivo de tanta surpresa por parte de meu noivo.

– Não pode ser. – fala Austin, incrédulo, ainda encarando a imagem de Gavin.

– Quanto tempo, não é mesmo, Austin? – diz Gavin, focando seu olhar em Austin. – Você continua o mesmo patético de sempre, se me permite dizer.

– Cameron? – Austin continuava a não acreditar no que via. – Você é o Gavin? Não pode ser...

– Não se sinta mal, loirinho. – começa Edgar, sorrindo ao ver a reação de Austin. – Você não é o primeiro nem o último ao cair na lábia de Gavin, afinal, eu mesmo o ensinei a ser como ele é.

– Vocês já se conheciam? – questiona Prince, tão surpreso quanto eu. – Desde quando? E como você sabe que Austin é o noivo de Ally?

Edgar ri, escandalosamente, junto com Gavin, como se Prince tivesse contado a melhor piada do mundo. Após algum tempo, eles controlam o ataque e nos encaram com maldade estampado em seus rostos.

– Vocês acharam mesmo que poderiam esconder algo assim de mim? – pergunta Edgar, retoricamente. – Não seja tolo, Phillip. Você e sua família já deveriam ter aprendido que eu estou sempre a dois passos à frente de vocês. Quando eu soube do noivado de Allycia com esse projeto de príncipe, eu precisei ter certeza de que não estava lidando com uma ameaça real.

– Não foi difícil me tornar amigo dele e descobrir mais sobre sua família. – continua Gavin. – Vocês sempre estiveram cercados pelos inimigos e nunca, sequer, desconfiaram disso.

– Desgraçado. – grita Austin, em fúria. – Como foi capaz de fazer isso com a gente?

– Bem, isso não importa mais. – fala Edgar, colocando uma uva em sua boca. – De qualquer forma, você nunca foi o nosso alvo, príncipe Austin. Eu quero me vingar de Lester e nada melhor do que torturá-lo, usando as mulheres que ele mais ama da vida. Portanto, princesa Allycia, acho melhor você se preparar. Muito em breve, você será a minha esposa e eu me tornarei o rei de Krósvia e de todos os outros reinos que nos cercam.

– Você é doente, Edgar! – grito, sem esconder a minha revolta. – Solta meu pai e se renda.

– Por que eu faria isso, garota? – pergunta, rindo com sarcasmo. – Eu tenho o rei de Krósvia em minhas mãos, seu reino está prestes a entrar em colapso e você é só uma garotinha que mal saiu das fraldas. Acredita mesmo que eu vou me render só por que você me pediu?

– Cale a boca, Edgar. – grita Prince, revoltado. – Eu terei o prazer de arrancar sua garganta.

– Mesmo? – questiona o homem, rindo. – Eu estou esperando, ansiosamente, para o dia em que nos enfrentaremos.

De repente, Gavin se levanta e a janela, na qual transmitia o lugar onde ele estava, se torna preta. Olho para Austin e o mesmo me encara confuso. Alguns instantes depois, a imagem volta, mas o lugar era outro.

Conforme a imagem se aproximava, percebo que Gavin estava em uma espécie de calabouço. Os pelos de meu corpo se eriçam ao notar que havia uma pessoa amarrada de forma brutal em uma parede do lugar, como naqueles filmes que se passam na Idade Média.

A pessoa estava com o rosto coberto por um saco preto. Aperto a mão de Austin e prendo minha respiração quando Gavin levanta o saco do rosto da pessoa, revelando ser o homem que eu mais conheço em minha vida.

– Pai! – exclamo, em desespero. Ele estava muito pálido e fraco. Sua boca estava coberta por um pano. Meu pai começa a se remexer, como se tentasse se soltar do local que o prendia.

– Desgraçado! – grita Prince. – Solta o meu pai! O que vocês pensam que estão fazendo?

Gavin ri, parecendo se divertir com nossas reações. Ele faz sinal para alguém e em poucos instantes um de seus servos aparece carregando uma espécie de chicote.

Antes que Prince e eu estivéssemos chance de dizer algo, Gavin chicoteia meu pai, sorrindo com pura maldade. Meu pai se encolhe, sentindo dor e, por conta da mordaça, seu grito é abafado.

– Não! – grito, começando a chorar com intensidade. – Para com isso!

Gavin continua a bater em meu pai, fazendo meu coração doer. Eu gritava para que ele parasse, mas o mesmo só fazia aumentar a quantidade de golpes. Edgar ria alto e batia palmas vez ou outra.

– Chega! Para de bater no meu pai! – grita Prince, frustrado e angustiado. – Para com isso, Gavin!

– Gavin! Já chega! Para! – grita Austin, tão angustiado quanto Prince e eu.

– Para, por favor... – peço, chorando ainda mais, enquanto via meu pai receber os golpes. Ele sangrava muito e isso fazia com que eu me desesperasse ainda mais. – Por favor...

– Já chega, Gavin. – fala Edgar, sorrindo minimamente. – A nossa princesinha já teve uma prova do que vai acontecer se ela ousar me desafiar.

– Eu vou te matar, Edgar! Você e essa cria de cobra vão morrer de maneira lenta e torturante. – ameaça Prince, em cólera.

– O que você tem para dizer, Lester? – fala Gavin, enquanto tira a mordaça da boca de meu pai.

– Não... Não escute... Esses perdedores. – fala meu pai, tentando controlar a voz, sorrindo ironicamente. – Ally... Você... Precisa assumir o trono. Você... É a única... Capaz de... Matá-los e... E de conquistar... A vitória.

– Cala a boca, idiota. – fala Gavin, rindo, e dando mais duas chicotadas em meu pai. O homem trava os dentes, evitando que os gritos saíssem de sua boca.

A tela de Gavin enegrece, novamente. Edgar se ajeita em sua cadeira e volta a comer mais uma uva, mastigando devagar, como se pensasse. Ele sorri, sarcasticamente.

– Perdedor? – fala Edgar, pegando mais uma uva. – Engraçado ele dizer isso, quando eu já o tenho preso em um calabouço como um rato. Em breve eu conquistarei Krósvia e me casarei com você, Allycia. Será que ele vai pensar o mesmo, quando eu esfregar na cara daquele verme a minha vitória?

– Você nunca se casará com Ally. – afirma Austin, com seriedade.

– Oh, é mesmo? – a ironia se torna mais intensa na fala de Edgar. – E quem vai me impedir? Você? Faça-me ri, garoto. Se nenhum dos meus inimigos mais fortes conseguiram fazer isso, por que você conseguiria?

– Não duvide de mim, Edgar. – fala Austin, com determinação. – Você pagará por ter destruído o reino de meus pais e por ter machucado a família de Ally.

– É o que veremos, Austin Moon. – diz Edgar, desafiadoramente.

– Pode apostar. – após Austin dizer isso, a conversa é encerrada.”

– Eles são doentes. – diz Cassidy, colocando a mão na boca, sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. – O que você vai fazer, Ally?

Analiso a pergunta de Cassidy e penso na melhor resposta que eu poderia dar.

– Eu irei vingar a todos que sofreram nas mãos de Edgar e Gavin. – falo, olhando nos olhos de minha amiga. – Não importa o que aconteça, eles vão pagar por tudo que fizeram e continuam a fazer.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! As coisa estão mais intensas agora, não é mesmo? Bem, eu andei conversando com as meninas e elas insistiram em ter capítulos grandes, então é isso que vai acontecer. Por favor, não se assutem com o tamanho dos capítulos daqui pra frente, porque eles vão ser bem grandes! Josy, vovó sedução, espero que tenha gostado do capítulo!! Em breve, responderei aos reviews dos capítulos passados, princesas! Deixem a opinião de vocês, Cupcakes!! Beijocas ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !!