Notas iniciais
Gostando pipocas? To postando o cap. e já vou avisar que não vou postar de novo até sexta, que eu vou viajar pra Porto Alegre. Sé sexta então, por isso eu caprichei nesse capítulo com o reencontro de Amaxon.

POV Maxon

Brasil. Minha nova casa por cinco semanas. Sim, cinco. Depois do casamento da Princesa Kenna ficaríamos no Brasil por mais uma semana. Olhei no relógio de pulso: 06:15. Estamos pousando, e eu estou nervoso, mas DROGA! Eu não sei o por que desse nervosismo! Sempre que fecho os olhos para procurar o motivo, o rosto infantil de uma menina ruiva de olhos azuis aparece por trás das minhas pálpebras. Por que eu não paro de pensar nela? Por que? Nunca conversamos e eu só a vi uma vez, durante uma festa! Mesmo com doze anos América era bonita, mas eu não sou apaixonado por ela! Ou sou? Não, não posso ser, eu mal a conheço! Na verdade, eu NEM a conheço! Mas ela é linda, os olhos de um azul tão lindo, como um céu sem estrelas, o cabelo deve ser tão sedoso! Que vontade de prender meus dedos naquele cabelo, sentir a maciez, enquanto eu a beijo... Chega Maxon. Você não a conhece. E se ela for a maior chata? E se ela for uma daquelas princesinhas metidas e esnobes que se vê por ai?

– Maxon estamos no chão- minha mãe disse. Ela estava de pé e me olhava de uma maneira impaciente- Faz tempo que estou te chamando faz tempo! No que estava pensando?

– Em nada- menti- Só não estava prestando muita atenção.

– Certo- ela disse desconfiada- Bom, levante- se daí que o carro que nos leva- rá para o palácio já chegou.

– Tudo bem- disse.

Me levantei e me arrastei para o carro, mas não antes de pegar a minha câmera e registrar os primeiros passos no Brasil, em Brasília. A viagem de carro foi silenciosa, apenas com os cliques da minha câmera e os comentários da minha mãe sobre como a cidade era bonita. Até que chegamos ao palácio. Nesse momento todos arfaram em conjunto. O palácio era gigante! Umas 10X maior que o que nós morávamos, em Illéa! Ao todo tinha mais ou menos vinte quadras, só para o palácio! O jardim era enorme. A maior parte era uma floresta. No meio da floresta tinha um caminho de pedras que levava até o portão do castelo.

Como o Brasil é um dos países mais ricos do século XXIV, o castelo era todo de marfim com detalhes em ouro e bronze e em estilo Greco- romano, com colunas e estátuas. Da porta enorme do palácio saíram correndo três vultos azuis e vermelhos que eu reconheci como sendo duas meninas e um menino em direção a um carro que estava estacionado na frente do palácio. Eles pararam assim que viram a limusine do palácio brasileiro. Eu não olhei muito pra aquelas crianças, por mais que visse que uma delas devia ter a minha idade. Todos tinham cabelos ruivos.

Saímos do carro e as pessoas ruivas se postaram na nossa frente e fizeram uma reverência dizendo:

– Majestades.

Quando se levantaram o menino, que eu supus ter uns seis ou sete anos disse:

– Majestades, é um prazer te- los aqui, em nossa casa- espera, nossa casa?- Eu sou o Príncipe Gerad, o filho mais novo.

Gerad tinha os traços de uma criança, mas um olhar de adulto. Estava vestido com uma camiseta azul com o logo de uma escola, uma tal de CFSCJ. A calça dele era da mesma cor, com uma lista branca na lateral.

– Gerad!- a garota do meio que acho ter uns quinze anos, disse- Desculpem o meu irmão, ele não sabe que não precisa dizer que é o filho mais novo quando se apresenta a alguém, muito menos aos monarcas de Illéa.

– Tudo bem- minha mãe disse sorrindo.

A garota sorriu e terminou de se apresentar:

– Mas mesmo assim. Ele só tem sete anos e não sabe muito bem como falar com reis, rainhas e príncipes- ela terminou com um sorriso- Que falta de educação a minha! Nem me apresentei! Eu sou a Princesa May, e esta é minha irmã, Kenna.

A Princesa Kenna, que eu não tinha percebido, estava sendo elogiada pelos meus pais. Quando se virou pra mim vi que tinha os traços da garota que tocou piano na festa do ex- Presidente Reynald.

– Príncipe Maxon!- ela disse me dando um abraço que me pegou de surpresa- A quanto tempo!- eu fiquei confuso, mas depois me lembrei que Kenna e Kota, os filhos mais velhos, tinham visitado Illéa depois que os pais assumiram o governo do país.

– Parabéns pelo casamento- eu disse depois de me soltar do abraço- Fico feliz por você.

Os olhos verdes dela brilharam quando falei do casamento.

– Sim! James é lindo! É muito gentil e carinhoso! É tão amoroso!

– Tá Kenna!- a Princesa May disse- É melhor cortarmos ela por aqui, senão ela nunca mais vai parar de falar nesse casamento- ela olhou no relógio de pulso e foi a primeira vez que eu notei que ela estava de calça e camiseta, e sem vestidos- 07:00! Cadê a América?- ela falou a última parte com indignação, mas eu só notei que ela disse América.

– Aqui- todos se viramos para a voz de menina que escutamos vindo da porta. Fiquei sem folego assim, como eu percebi, como os meus pais.

A garota mais linda do mundo estava ali na minha frente. Tinha cabelos ruivos brilhantes e sedosos. Tinha olhos azuis que pareciam um céu sem estrelas e um sorriso arrasador que fez com que eu quisesse faze- la sorrir para sempre. O rosto tinha os traços delicados de uma Barbie. Ela estava como seus irmãos, de camiseta e calça, mas a calça dela era mais apertada e deixava a mostra... Meus Deus! Quantas curvas! A garota era linda e elegante, e nela eu consegui ver os traços da garota de doze anos com uma bela voz de anjo.

– Princesa América!- minha mãe disse andando pra frente e dando um abraço em América. Meu pai andou pra frente com um sorriso acolhedor e dando um abraço nela.

– Rainha Amberly! Rei Clarkson! Que saudade!

– Nós também estávamos com saudade querida- vi que seu sorriso ficou um pouco amarelo ao escutar a palavra querida- Nossa! Você está tão linda!

– Obrigada!- ela disse- Bom, agora vocês precisam nos desculpar. Nós temos aula e estamos atrasados!

– Sim- disse um guarda saindo dos portões. Fiquei espantado ao ver que ele nem fez uma reverência. Apenas mandou um sorriso na nossa direção.- América, May, Gerad, entrem no carro. Vocês estão atrasados!

– Já sabemos Scott!- May disse.

– Ai droga! Esqueci a mochila!- América disse- Me esperem um segundo pra mim buscar!

– Não precisa esperar Ames- mais um soldado passou pela porta. Esse era mais novo que o outro, e eu consegui ler a plaquinha no seu uniforme. Soldado Living, Christoper– Tá aqui- ele disse entregando a ela uma mochila branca.

– Obrigada Chris- América disse dando um beijo na bochecha do Soldado Living. Não sei por que, mas aquele beijo despertou algo em mim, algo que eu nunca tinha sentido antes- Bom majestades, devo me desculpar novamente por sair assim, mas nós estamos mesmo atrasados.

Ela fez uma reverência e olhou pra nós sorrindo. Então nossos olhos se encontraram e ficaram presos por alguns instantes. Ela ficou vermelha e desviou o olhar.

– Rainha Amberly. Rei Clarkson. Príncipe Maxon. Foi um prazer conhece- los.

Então as crianças reais e o soldado que a Princesa May chamou de Scott entraram no carro preto que os esperava e foram para o que eu supus ser a escola.

– Bom- a Princesa Kenna disse- Eu vou mostrar o palácio e os quartos de vocês.

Notas finais
Caprichei ou não? Desculpem minha falta de criatividade! Estou muito ansiosa pra viagem! Tchau pipocas e até sexta!