Universo Paralelo
28 Capítulo 24
Notas iniciais
então, muuuuuuuito obrigada pelos elogios, comentários e claro, as recomendações. Estou muito feliz, tipo, demais!!!
Ok, só que eu cometi uma pequena gafe, só que não. E o pior que nem eu, nem minha beta nos ligamos disso. Na verdade, de todas as leitoras que comentaram, só duas notaram.
Eu poderia ignorar, mas aí eu seria extremamente desleixada com vocês, leitoras. É o seguinte:
No capítulo passado, lá no finalzinho quando nossos personagens estão na floresta, quando Carlos quebrou a redoma de vidro do okala; eu deixei o Edward lá, flutuando. Mas como foi dito antes, Edward não pode estar na zona de influência do Okala se não o pedacinho de Okala que ta no lugar do seu coração faria força para se juntar ao seu todo. Então, eu tive que corrigir o erro. Não houve grandes mudanças, só que eu tirei Edward da zona de influencia do Okala.
Corrigido a grande gafe, prosseguimos com o último capítulo:
NOTAS INICIAIS OBRIGATÓRIAS! NÃO DEIXEM DE LER!
A nova atmosfera poluida atingiu seus pumões, dando uma leve vertigem nos viajantes do tempo. Bella não chorava mais, apenas silenciou-se. Ele morreria antes de mim de qualquer forma. Afinal, ele era de 1408. Não podia sofrer por uma pessoa seicentos anos mais velha que ela, que a essa hora tinha um túmulo em algum lugar real na Inglaterra.
Emmett, assim como Bella e Rosalie, estava flutuando dentro da máquina do tempo. Com força, empurrou com os dois pés a porta, abrindo-a. Ao saírem, os três analisaram o lugar, cada um com uma expressão diferente. Rosalie arregalou os olhos, como se quisesse ver tudo e não perder nada. Piscar os olhos estava fora de cogitação. Bella olhou indiferente para o lugar. Já Emmett não perdera tempo e já saira da sala reservada a Carlisle, indo para o laboratório de física.
O poder do Okala fez com que tudo que estava no laboratório flutuasse, inclusive os corpos de Carlisle e Esme. Os olhos de Emmett direcionaram-se imediatamente para os pulsos do casal, onde repousava dois braceletes de ferro com alguns botões acoplados.
- Funcionou? – Perguntou Emmett com um sorriso.
- Funcionou. – Carlisle sorriu para ele.
- O que funcionou? – Perguntou Rosalie.
- A cada grande mudança que ocorre para a humanidade, uma linha do tempo surge. Como nós pegamos o manuscrito e o Okala antes deles serem descobertos, os homens não fazem a mínima ideia de que ele existe. Sendo assim, não há uma terceira guerra mundial. E não havendo uma terceira guerra mundial, surge uma nova linha do tempo. Nós três, ao viajarmos no tempo, fomos automaticamente transportados para essa nova linha. – Completou Emmett. – Na que estávamos, há uma guerra acontecendo e provavelmente está a caminho de um apocalipse.
- E Edward viveu até a velhice, casado com Tânia. – Completou Bella.
Emmett deu um sorriso triste para a amiga.
- Eu construir esses braceletes para mim e Emmett, para que nós dois fossemos também transportados pra essa nova linha do tempo, afinal, eu que não queria morrer na outra. Mas como Emmett viajou no tempo e Esme apareceu de para-quedas na nossa vida, — Carlisle deu um sorriso carinhoso para ela. – entreguei o bracelete para ela.
- Mas não existem outros Carlisle, Esme, Emmett e Bella nessa linha do tempo? – Perguntou Rose.
- Existiam até nós sermos teletransportados. Como nós somos obrigatoriamente do futuro, obrigatoriamente nós existimos nessa data da linha do tempo. Porém, não pode existir duas pessoas iguais numa mesma data. Como nós chegamos aqui, os nossos antigos “eu” desapareceram. – Disse Emmett enquanto flutuava até uma caixa de vidro que guardava um objeto científico de análise, e retirou este de lá. Em seu lugar pôs o Okala e imediatamente, os cinco caíram no chão, assim como os objetos do laboratório caíram na mesa em que antes estavam apoiados.
- Agora me deixe dar um abraço em você, Bella. – Carlisle sorriu indo na direção de Bella, abraçando-a com carinho. – Tive tanto medo de não te ver mais.
Bella aceitou o abraço de seu segundo pai, deixando duas lágrimas caírem, que foram limpas instântaneamente. Com um longo beijo em sua testa, Carlisle se afastou e foi na direção de Emmett, dando lugar a Esme.
- Quer conversar?
- No momento eu só quero ir pra casa. Rosalie vai ficar com quem?
- Comigo, é claro. – Emmett sorriu para a loira.
- Só por um tempo. – Falou Rose. – Quero trabalhar, ter minha casa, cuidar da minha vida sem ninguém me apontar o dedo. – Os olhos da loira brilhavam.
- Mas Rose...
- “Mas Rose” nada. Quero poder fazer tudo que eu não podia.
Bella se afastou da discussão e foi procurar sua bolsa no laboratório. Antes da guerra explodir, ela ia todos os dias ao laboratório para ser orientada por Carlisle em sua dissertação. Como de costume, deixava sua bolsa sempre em cima do sofá que havia no laboratório. Se tivesse sorte, sua outra “eu” fazia isso também.
Ao ver a bolsa marrom em cima do sofá, pegou-a imediatamente e procurou a chave do carro.
- Bella. Não vai esperar? – Emmett sorriu para ela com uma mão segurando o manuscrito e a outra um isqueiro.
Bella esperou e viu Emmett queimar o manuscrito. Imediatamente, lembrou da xerox e do que estava vestindo: um vestido medieval imundo e rasgado, uma bolsa com as flechas e a xerox que em algum momento havia posto lá. O arco provavelmente havia ficado no passado. Não se lembrava.
Retirou a xerox da bolsa e jogou para Emmett, que pegou e deu o mesmo destino do manuscrito à ela.
- O que faremos com o Okala? – Perguntou Esme.
- Tentaremos destruir.
- Agora? – Perguntou Emmett com os olhos brilhando.
- Com certeza! – Disse Rosalie. – Bella?
- Eu vou pra casa.
Emmett caminhou até ela e segurou seus ombros com carinho.
- Anime-se Bella. Você é uma heroína!
[...]
A água quente e corrente do chuveiro não fora suficiente para relaxar sua tensão. As lágrimas ainda não a haviam abandonado e ela também não fizera questão de pará-las. Soluçava sem pudor enquanto vestia um camisão que ia até seus joelhos. Usava-o nos dias em que a menstruação e a cólica chegavam, para ficar mais a vontade e relaxar.
Se olhando no espelho e vendo seus olhos vermelhos, decidiu parar de chorar. Não adiantaria nada. Pegou o papel-toalha e limpou suas últimas lágrimas. A dor que estava sentindo passaria com o tempo. Não é como se ela fosse morrer por causa disso. Jogou-se na cama e cobriu-se com o edredom. Fechou os olhos e esperou o sono chegar, mas apesar do cansaço físico e mental, ele não chegou.
N/a: Olha o nosso prólogo aí geeeeeente :D
Já deveria saber que não ia conseguir dormir naquela noite e muito provavelmente nem nas noites seguintes. Socou o travesseiro tentando afofá-lo, porém sua cabeça não estava nem um pouco concentrada na maciez das penas de ganso. Bufou alto, como se o ato pudesse espantar os pensamentos que lhe atormentavam.
A quem estou querendo enganar? Sentou-se na cama e deixou as lágrimas correrem livremente em seu rosto. Maldito dia em que aceitara o pedido de Carlisle. Tudo estaria perfeitamente bem se tivesse recusado a proposta extremamente perigosa e ao mesmo tempo tão atraente de seu segundo pai. Seu coração estaria bem e continuaria sua vida pacata, dando aulas na universidade de Harvard.
Ela deveria estar feliz. Cumprira sua missão, a paz reinava novamente e todos os seres vivos da Terra não tinha a menor noção de que suas vidas foram salvas pela desconhecida professora de Física. Porém, por mais que Emmett a chamasse de heroína, ela jamais se sentiria uma, já que não fora capaz de salvar o homem que ela amava. Muito pelo contrário, ela condenou-o a morte.
Por conta própria.
Olhou para o relógio. 8:34 pm. Pelas suas contas, já se faziam um pouco mais de duas horas que havia chagado no futuro. Uns seis dias havia se passado no passado. Como estaria Edward? Droga. Não conseguiria dormir mesmo.
Tudo por conta de um manuscrito que Carlos inventou de escrever. Se não fosse por ele, Edward ainda estaria vivo, Bella nunca teria o conhecido e tudo estava bem. Melhor ainda seria se Carlos nunca tivesse existido.
Pensou no que teria acontecido se tivesse escolhido ficar com Edward. E imediatamente, sua mente lhe trouxe uma idéia. Egoísta? Talvez... Poderia mudar o futuro? Não, Edward iria morrer antes de se casar com Tânia de qualquer jeito. Estaria disposta a arcar com a raiva de Edward pela eternidade? Com certeza!
Jogando o edredom no chão, Bella se vestiu apressadamente, colocando um short e uma blusa de alsas vermelha. Pegou a chave do carro e seu celular, discando o número de Esme.
- Bella? – Atendeu Esme.
- Por favor, me diga que vocês ainda não destruíram o Okala.
- Não conseguimos ainda...
- Parem o que estão fazendo! Ponha no viva-voz. – Bella ligou o carro e saiu apressada pelas ruas de Boston.
- Pronto. O que aconteceu?
- Vão até a área de medicina e peguem todos os materiais cirúrgicos que encontrarem. Carlisle, arranje uma superfície grande e reta, como uma mesa. Nós vamos fazer uma cirurgia.
- Claro. Depois nós vamos no hospício lhe internar lá. – Bella ouviu a voz de Emmett.
- Só faça o que eu estou lhe dizendo! – Bella desligou o celular e sorriu.
Foda-se o que Edward pensava. Estava na hora dela seguir seu coração e esquecer o que era correto.
[...]
A dificuldade para respirar já havia atingido o rei. Este permanecia impassível, observando o horizonte. O corpo ereto, as mãos se segurando atrás do corpo, o rosto inexpressível. Da torre mais alta do castelo, Edward via Londres se recuperar. Como possível último ato como rei, investiu altamente para a reestruturação de seu reino. Ganhou a guerra, mas como toda guerra, houve grandes prejuízos.
Olhou para seu braço, as veias estavam começando a inchar. Havia se acostumado com a idéia de morrer. Só que sentia sensação de vazio, de assunto pendente. E sabia bem de onde vinha.
- Te procurei no castelo inteiro. – Edward ouviu a voz de Jasper.
- Acharam Ângela?
- Não. – Jasper falou, prostrando-se ao lado do rei. – Ela desapareceu. Acho que devemos deixar Ângela de lado. Ela só foi iludida, era bobinha demais.
Edward sentiu seu coração dar um forte impulso. Sua respiração ficou desregulada.
- Se é o que acha, é o que faremos.
Jasper olhou com ironia para Edward.
- E desde quando ouve o que eu digo?
- Desde que você será o futuro rei da Inglaterra.
Jasper arregalou os olhou.
- Eu o quê?
- O que você esperava? – Perguntou Edward, o olhando como se fosse um ET. – Eu vou morrer e você irá se casar com minha irmã.
Edward sentia cada gota de sangue ser bombeada com dificuldade, dando a sensação de que o líquido rasgaria todo o seu sistema circulatório. Jasper permaneceu calado.
- Não havia pensado nisso.
Edward iria retrucar, quando sentiu o coração inchar. Não segurou o grito de dor. Em um ato reflexo, curvou-se para frente e foi amparado pelo amigo.
- Quanto tempo Jasper? – Diante do silêncio, Edward gritou. – QUANTO TEMPO EU TENHO JASPER?
- Alguns minutos. – Sussurrou.
Edward deu outro grito. Agora sentia todas as veias e artérias incharem, uma resposta a lentidão de seu coração para bombear o sangue. Estava morrendo.
- Chame Alice. Agora!
Jasper assentiu e se levantou correndo. Edward caiu no chão e se contorceu. A mesma dor que sentira quando fora esfaqueado a alguns anos atrás. Seu corpo explodia por dentro, seus pés e mãos estavam dormentes já que o sangue não circulava mais por suas extremidades. Jogado no chão, ouviu um baque surdo. Abriu os olhos e a imagem turva de uma mulher surgiu na sua frente.
Devia estar delirando. A falta de oxigênio no cérebro poderia causar miragens. Sua visão estava embaçada, mas ele reconheceria aquela silhueta até no escuro.
- Edward!
Sentiu Bella segurar seu corpo e o abraçar. Algo molhado caiu em seu pescoço.
- Eu vou te tirar daqui. Você vai sobreviver.
Edward tentou gritar, dizer que queria acabar logo com aquela dor, que queria morrer, mas não tinha mais forças.
- Bella? – Edward ouviu a voz de Alice.
Sua irmã... não podia ir embora sem a ver. Queria se despedir, dizer que ela seria uma ótima rainha. Que seu reinado trará maravilhas para a Inglaterra. Que estava feliz por ela ter escolhido Jasper como marido.
- Jasper. – Bella disse com a voz embargada. Não gostava quando ela chorava. Queria dizer que tudo ia ficar bem, mas mais uma vez não conseguiu. – Nós vamos para o futuro. Poremos o Okala inteiro para substituir o coração de Edward. Precisamos de você. Por favor Jasper. – Bella implorou.
- Claro!
[...]
- Graças a Deus! – Esme agradeceu quando Jasper e Bella traziam Edward ainda vivo.
O rei estava semi-inconsciente quando foi colocado com cuidado sobre uma das bancadas do laboratório de física. Jasper se preparava para a cirurgia conforme as recomendações necessárias e Bella sentou-se em um banquinho ao lado do rei.
Christina Perri — A Thousand Years
http://www.youtube.com/watch?v=rtOvBOTyX00
Edward abriu os olhos, vendo o rosto de Bella mais claramente. Estava banhado de lágrimas e em seus olhos viu o que nunca, em toda sua vida, viu: amor incondicional.
- Eu não sei se você está me ouvindo, mas talvez essa seja a última oportunidade que eu tenha para lhe dizer tudo que está preso em meu coração. Quando eu te vi pela primeira vez, achei que fosse o homem mais estúpido do mundo. Ignorante, arrogante e grosso. Mas incrivelmente bonito. – Bella riu entre as lágrimas. – Mas aí eu fui lhe conhecendo e eu não sei em que momento eu me apaixonei por você. Se foi no nosso primeiro beijo, ou na nossa primeira briga, ou quando você me deu aquela rosa... E quando eu percebi os meus sentimentos por você, eu tentei me afastar porque nós dois jamais daríamos certo juntos. Eu queria acabar com tudo antes que nós nos envolvêssemos ainda mais, assim, quando nós fôssemos nos separar, não doeria tanto. Mas eu não consegui. Da mesma forma que eu não consegui lhe deixar no passado para morrer.
Edward quis tocá-la, dizer que também a queria, que não conseguia ficar longe. Que fora um idiota egoísta. Que a amava! QUE A AMAVA!
- Provavelmente você me detesta agora. Mas eu não me arrependo de ter te trago para cá. Porque eu te amo e mesmo que você volte para o passado e fique com Tânia, eu vou estar bem. Porque você vive! – Bella soluçou. — Eu nunca vou te esquecer, Edward. Eu nunca amei um homem como eu amo você. E eu sei que meu coração estará morto durante todo o tempo que eu passar longe da sua presença. Mas eu quero que você me prometa que viverá e será feliz por muitos e muitos anos.
Edward soltou um grito quando a faca cortou a pele de seu peito sem aviso. Não havia mais tempo para anestesia. Antes que desmaisse de dor, ouviu a voz que tanto amava cantarolar em seu ouvido:
- I have loved you for a thousand years, I'll love you for a thousand more…
[…]
- Bella?
Jasper chamou a atenção da mulher, que permanecia sentada no banquinho em frente ao corpo de Edward. Passara a noite toda ali, acordada e olhando para o rei inerte.
- Já era para ele ter acordado.
- Não, não era. Ele está com todo o Okala dentro dele, não sei como seu corpo reagirá. Mas ele está vivo e é isso que importa. Acho melhor você ir pra casa.
- Eu não vou a lugar nenhum.
- Você precisa espairecer. – Falou Esme. — Venha, eu e Rosalie estamos indo dar uma volta no campus. Vamos na lanchonete, você precisa tomar um café.
- Os alunos vão ficar doidos ao ver a professorinha favorita deles de shortinho e blusa de alsinha.
Rosalie deu um tapa na cabeça de Emmett.
- Não estou afim.
- Vamos Bella. – Disse Rose. – Por mim!
Bella suspirou e se levantou, recebendo gritos aliviados de todos. As três saíram e foram em direção a lanchonete. Por ser cedo demais, poucos alunos vagavam pelo campus. Esme e Rosalie conversavam entusiasmadas, porém não consegiram estender essa atmosfera de alegria a Bella.
O celular de Esme tocou e ela atendeu. Murmurou algumas palavras antes de desligá-lo e abrir um sorriso para Bella.
- O que foi?
- Ele acordou.
[...]
Florence + The Machine — Never Let Me Go
http://www.youtube.com/watch?v=zMBTvuUlm98
Correndo pelos corredores, Bella, Esme e Rose chegaram à porta do laboratório de Física, onde encontraram Emmett e Carlisle.
- O que vocês estão fazendo aqui fora? – Perguntou Bella.
- Achamos melhor deixar vocês dois a sós. – Disse Emmett com um sorriso, abrindo a porta para Bella.
O coração de Bella disparou. Lentamente, adentrou o local. Logo viu Edward com roupas largas, provavelmente eram de Emmett. Ao vê-la, Edward deu um pequeno sorriso, surpreendendo Bella. Não esperava que ele fosse recepitivo com ela. Mas se fosse assim, ela que não reclamaria.
- Oi. – Disse Bella. – Você está bem?
- Muito bem.
- Que bom...
O silêncio constrangedor invadiu o laboratório. Bella olhou para os próprios pés e Edward, para o lado. Não sabiam o que falar para o outro e tinham receio até mesmo de olhares.
- Você fica bem com as roupas daqui. – Disse Edward, olhando-a dos pés à cabeça. – Fica mais “menina”.
- Obrigada. Digo o mesmo pra você – Bella sorriu. — Você... lembra do que aconteceu ontem?
- Lembro. – Edward olhou intensamente para ela. – Até a hora de eu desmaiar.
- Então... você lembra do que eu te disse ontem?
- Absolutamente. Eu só não tive forças pra te interromper.
- Interromper?
Edward se levantou da bancada e andou até ela. Elevou às mãos até o pescoço e tirou de dentro da blusa o anel pendurado pelo colar.
- Se eu te detestasse mesmo, acha que eu ainda estaria usando isto?
Os olhos de Bella lacrimejaram e o novo coração de Edward palpitou ao verem os olhos verdes da mulher que amava brilharem ainda mais.
- Eu comprei para nós para simbolizar a nossa união. Queria que você soubesse que, enquanto eu usasse, eu era seu. O mesmo serviria pra você.
Ele é meu. Sorrindo mais do que conseguia, retirou de dentro da blusa o colar com o anel pendurado. Ao ver o pequeno aro com seu nome, Edward suspirou aliviado. Aproximou-se ainda mais de Bella e antes de beijá-la apaixonadamente — como quiz desde que a viu na torre de seu castelo — sussurrou em seu ouvido:
- I have loved you for a thousand years, I'll love you for a thousand more…
[…]
- Tem certeza que não quer ficar? – Perguntou Carlisle.
- Tenho. – Jasper sorriu. – Tenho um reino para governar agora que o rei Edward Cullen III desapareceu.
- Está morto e enterrado. Agora sou um cidadão qualquer. — Edward sorriu, abraçado a Bella. Os dois não se desgrudaram desde a reconciliação e suas expressões nunca estiveram tão leves.
- Não é como se nós não fôssemos mais nos ver. Quero estar aqui para o casamento de todos. Eu e Alice. – Brincou Jasper ao ver os casais.
- Em breve, então. – Brincou Emmett.
- Obrigada Jasper. Por tudo. – Edward olhou seriamente para o amigo, que sorriu e o abraçou.
- Toma. – Carlisle entregou o colar de Bella a Jasper. – Pra você falar com a gente sempre que quiser.
- Obrigada. Até mais!
Jasper deu um aceno e entrou na máquina do tempo. Carlisle se conectou ao computador e, segundos depois, Jasper viajava no futuro.
- Certo. Agora estou sem documentos, casa, trabalho e roupas. Isso que é “recomeçar do zero”.
- Discordo. – Falou Bella sapeca. – Você está sem roupas, documentos e trabalho. Mas casa você já tem.
Com um sorriso malicioso, Edward a beijou enquanto ouvia um “Vão para um motel!” de Emmett. Todos riram.
Tudo estava nos eixos.
Notas finais
Gente, tudo está nos eixos mesmo né? Então, estarei finalizando a fanfic com a próxima postagem, o epílogo. Não demorarei para escrever, então, logo logo estaremos usando nossos lencinhos.
Eu gostei muito da minha ideia pro epílogo, espero que vocês gostem também, apesar de ser pequeno, será bem legal.
Então, um beijo pra vocês e até a nossa desspedida.
Fale com o autor