Notas iniciais
olá flores de my lifee
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Tenho que agradecer as pessoinhas que comentaram.
Outra coisa. Eu esqueci de escrever que algumas coisas do outro capítulo são verdadeiras tipo:
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*Existe mesmo a possibilidade de viajar para o futuro. Aquela historinha é toda verdadeira. Quem já estudou Física moderna sabe disso.
* Einstein era realmente um cara com grandes problemas de inteligencia e os professores o detestavam quando ele era criança. Os pais achavam que ele era retardado.
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Está aqui mais um capítulo. Eu estava pensando em postar mais para frente, mas como a história ainda está no início, é bom dar uma adiantada.
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Bjs e ótima leitura

A primeira quinzena de Dezembro havia passado em ritmo acelerado. O início da Terceira Guerra Mundial não havia alterado em nada os planejamentos acadêmicos em Harvard e os alunos já estavam inquietos com a aproximação do recesso de Janeiro. Alguns planejavam alugar uma casa de praia para promover festas onde só rolava música alta, bebidas, drogas e sexo. Outros já arrumavam as malas para voltar ao lar e rever seus pais e parentes. Ainda havia aqueles, os mais estudiosos, que preferiam permanecer na universidade para estudar.

Quando universitária, a professora teria escolhido o primeiro grupo. Gostava dessa farra quando ainda era uma jovem imatura. Já adulta, preferia passar seus dias de folga em casa. Marcaria de sair depois com sua colega de trabalho Esme, pegar um cinema ou fazer compras. Poderia também chamar Emmett e ir a um pub qualquer.

Seus planos foram arruinados ao descobrir a incrível criação de Carlisle, aquilo que mudaria a sua vida de uma vez por todas. Foi marcada para esse recesso a viagem no tempo e ela não perdera tempo em se preparar. Os momentos que tinha livre eram dedicados aos livros gigantes e velhos que pegava na biblioteca. Relatos do século XV, o absolutismo na Inglaterra e todas essas coisas que ela não suportava, mas tinha que engolir. Humanas nunca foi o tipo de matéria que gostava e como todo Físico, seu forte eram as Exatas. Voltar a estudar História era um grande infortúnio.

E assim como seus alunos, por motivos totalmente diferentes, ela estava inquieta.

- É bom que vocês não se esqueçam do trabalho que está marcado para me entregar depois do recesso. – A turma resmungou e Bella sorriu. – Ah! Vamos lá galera, nem é tão difícil. Vocês têm que admitir que eu manerei no assunto.

- Mas Bella, você sabe que nós vamos estar ocupadíssimos com as festas. – Um terço da turma concordou com o capitão do time de basquete, o outro terço riu e o último revirou os olhos.

- Entre uma ressaca e outra da pra trabalhar, Jonas. – Bella piscou risonha e Jonas sorriu derretido.

- Nem escuta ele, Bella. – Disse Clara, a aluna mais inteligente do curso de Engenharia Mecânica. – Só não faz o trabalho quem não quer.

Jonas e os amigos fizeram uma careta.

- Também acho, Clara. – Jonas e seus colegas olharam chocados para sua deusa. – É isso sim gente. Quero que se divirtam muito, pois eu quando estava no lugar de vocês fazia o mesmo. Mas tem que reservar um tempo para o trabalho.

- Quer dizer então que a senhorita era da farra? – Disse outro garoto, que assim como todos os meninos e muitos professores, tinha um tombo pela sua professora favorita.

- De quem você acha que era a casa de praia onde aconteciam as festas? Porém eu era muito responsável e não deixava de fazer meus deveres.

- Você já sabe que será muito bem vinda lá, não é Bella? – Disse Jonas.

- Agradeço, mas vou recusar Jonas. Eu já amadureci. – Disse risonha.

A turma deu altas gargalhadas depois de presenciar mais uma tentativa frustrada de um aluno para se encontrar com aquela professora. Ela era o sonho de consumo de muitos dos universitários. Era também admirada por suas alunas pela sua ética, o que fazia muitas delas terem Bella como modelo de profissional, mesmo que no fundo tivessem uma pontinha de inveja por sua beleza atrair tantos olhares.

Bella olhou para o relógio em seu pulso que denunciava o fim da aula.

- Antes de irem lembrem-se de ler a página treze da apostila. Lá tem exercícios que valerão nota. Beijos e até segunda!

Os alunos se despediram e ela recolheu sua bolsa e alguns livros que foram utilizados. Trancou sua sala de aula e se dirigiu a grande sala destinada ao professores de Harvard, passando pelos corredores lotados de universitários e educadores. Depois de cinco longos minutos, abriu a porta da sala dos professores e estranhou o pequeno tumulto que acontecia lá dentro. Os professores e funcionários se amontoavam em volta de algo e, movida pela curiosidade, Bella fez o mesmo.

Uma aluna chorava compulsivamente e ao lado dela estava a psicóloga da universidade, oferecendo sem sucesso, um copo d’água com açúcar. Bella chamou Esme — que estava entre os professores que tentavam acalmar a menina — e ela atendeu. Segurou a física pela mão e a arrastou para fora da sala.

Esme era uma mulher de 34 anos, baixinha e ruiva. Seus olhos eram castanhos e possuía pequenas sardinhas em sua bochecha rosada. Era uma professora de matemática espevitada e ao mesmo tempo doce e gentil. Conhecera Bella em um congresso em Harvard que tiveram que organizar e logo de cara se tornaram amigas. Os dez anos que separavam as duas não interferiam em nada na amizade delas.

- O que está acontecendo? – Disse a física ao ver o semblante preocupado de Esme.

- A guerra chegou aos EUA, Bella. Duas bombas foram jogadas em Washington D.C., no bairro onde os pais daquela aluna moram. Ela não está conseguindo falar com eles.

Bella fechou os olhos processando a informação em seu cérebro. Uma coisa era a guerra acontecendo em outro continente, longe do território da maior potência mundial, campeã em tecnologia armamentista. Não era preciso ser um gênio para saber que os EUA não deixaria barato e revidaria da pior forma possível. Não duvidava que a sua nação poderia ser responsável por um apocalipse.

- De uma coisa eu tenho certeza: não vão ser as únicas bombas a atingir o nosso território. – Continuou Esme.

Sem falar nada, Bella saiu correndo pelos corredores segurando sua bolsa e os livros.

- BELLA! AONDE VAI? – Gritou Esme.

- Não se preocupe comigo, Esme! – Gritou Bella em resposta, dobrando o corredor.

Não agora.

[...]

Desconcentrando Carlisle e Emmett que montavam uma engenhoca para utilizar no laboratório de física, a porta foi aberta violentamente e fechada do mesmo jeito. O jaleco branco que cobria a calça jeans e a blusa azul de alças esvoaçou junto com os cabelos soltos e cacheados de Bella. Ofegante, a física foi à porta que até alguns dias atrás nunca havia entrado e colocou o seu polegar no identificador digital. Em seguida, digitou a senha dada por Carlisle na noite em que lhe contara sobre a máquina do tempo.

- Finalmente a Bellinha Furacão assumiu a sua forma. – Diante da piada ignorada, Emmett continuou. – Xiii, se ela não respondeu a minha piada é porque o negócio foi sério.

- O que houve Bella? – Disse Carlisle indo na direção dela, sendo seguido por Emmett.

- O que aconteceu Carlisle, — Disse Bella nervosa. – é que nosso planos terão que ser antecipados.

Os três entraram na salinha e enfim pararam para se encarar.

- Será que sou só eu que estou achando que a Bella exagerou nos medicamentos essa manhã? – Disse Emmett olhando para sua colega de trabalho com uma sobrancelha levantada.

- Jogaram duas bombas em Washington. Eu preciso contar o que acho que vai acontecer?

Não precisava. O mesmo que havia passado na cabeça de Bella quando Esme lhe informara da notícia passou pela cabeça dos cientistas. Os cidadãos americanos acreditavam que os Estados Unidos iria responder, porem só alguns realmente sabiam do poder do contra-ataque.

- E você está querendo viajar agora? Bella, não estamos prontos! Seu figurino não foi terminado e nós nem discutimos ainda como você destruirá o Okala! – Disse Emmett sério.

- Ela tem razão Emmett.

- O QUÊ? –Emmett olhou cético para Carlisle. — Você deveria ser o primeiro a discordar Carlisle! Nós temos que conversar ainda muito sobre essa viajem.

- Não há tempo Emmett. – Disse Bella. – Você sabe que o nosso exército não demorará para contra-atacar.

Emmett bufou. Por mais que seu coração apertasse em ver sua pequenina indo para uma outra dimensão sem preparo nenhum, não podia negar que eles estavam certos. Olhou para Carlisle e viu o quanto ele estava angustiado em dar a razão para Bella. Mas eles não poderiam fechar os olhos para a realidade. Derrotado, Emmett relaxou os ombros.

Carlisle foi até um armário de vidro e retirou uma caixinha de veludo preto. Colocou-a em cima da bancada e abriu-a, revelando um colar de ouro com um pingente de coração chato.

- Aparentemente um colar comum. – Bella levantou o cabelo enquanto Carlisle, de frente pra ela, fechava o colar. – Mas se girar o gancho que prende o pingente ao cordão três vezes para direita e duas para a esquerda...

Carlisle fez o movimento que disse e o coração, que aparentemente parecia chato, abriu lateralmente como um relicário. Surgiu então um holograma de dentro do pingente aberto, seus tons cinza-azulados desenhavam em 3D, as costas musculosas coberta pelo jaleco de Emmett. Bella notou que seu amigo estava de costas para a webcam do notebook ligado a máquina do tempo, e logo entendeu de onde saia a imagem do holograma.

- Será assim que iremos nos comunicar. Sua bateria é solar então não se preocupe com isso. – Disse Carlisle com a voz embargada. – Você também pode mandar objetos pequenos para mim colocando-os dentro do pingente e o fechando.

Bella o abraçou forte. Ver seu segundo pai ameaçando chorar fazia seu coração apertar. Carlisle acariciou seus cabelos sentindo o doce aroma de morango que pertencia a sua única filha. Se algo acontecesse com ela jamais se perdoaria. Afastou-se e, com as mãos no rosto dela e os lábios em sua testa, sussurrou:

- Eu te amo, minha princesinha. – Beijou-lhe a testa por mais alguns segundos até que se afastaram quando ouviram um soluço alto.

Emmett chorava sem reservas. Seu corpo gigante sacudia-se de acordo com os soluços que soltava. Bella deu um sorriso pequeno e afetuoso e abraçou Emmett. Esse tentava se concentrar em abraçar sua branquela emburrada que tanto adorava.

- Bella, você é a única mulher com que eu me importo de verdade. – Soluçou. — Por favor, não morra.

Bella enxugou as lágrimas que caiam pelo rosto grosseiro dele como uma mãe que enxugava as de um filho que acabara de se machucar.

- Acha mesmo que eu sou tão fraca assim? – Emmett deu um selinho nela. — Aproveita que hoje eu deixo.

Emmett sorriu choroso e os dois se afastaram. Carlisle digitou algumas coisas no notebook e a porta da máquina do tempo foi aberta. Bella entregou seu jaleco, relógio e iphone para Emmett e respirou fundo, fechou os olhos e entrou. Sentia-se como se estivesse em uma cápsula de remédio, porém não havia os encaixes no meio. De metal prateado, era um cilindro arredondado sem pontas delimitando fim ou início. A máquina era toda lisa, sem nenhum parafuso ou junções.

- Assim que for possível se comunique conosco. Se o colar não funcionar, não entre em pânico, apenas faça o que foi combinado, focando-se na sua missão. E não se preocupe, eu te tirarei de lá nem que pra isso eu tenha que viajar no tempo atrás de você. – Carlisle segurou na porta prestes a fechá-la. – Vai dar tudo certo.

- Eu sei. — Disse Bella.

Seu pai fechou a porta, deixando-a no completo escuro. Bella engoliu seco e respirou. Ainda pode ouvir o som agudo indicando os botões da máquina do tempo sendo pressionados antes de seu corpo ser impulsionado com força para trás.

Sem ousar abrir os olhos, Bella teve a sensação de que seus órgãos sairiam a qualquer momento por sua boca. O frio na barriga denunciava que ela estava caindo em queda livre e o desespero tomou conta de seu corpo. Tentando se salvar, abriu os olhos para procurar algo em que ela pudesse se segurar, mas o que viu a deixou sem ação.

Era como se estivesse em um espaço vazio. Tudo era negro, um tom de preto que ela jamais vira antes, intenso, onde parecia não bater nenhum raio insignificante de luz. Mas o impressionante ainda não era isso. Havia milhares, bilhares de canos grossos dourados.

Passado o choque inicial, a sensação de frio na barriga e a agonia voltaram. Olhou para baixo e o que encontrou foi um luz muito intensa, perfeitamente circular e obediente às suas fronteiras. Uma idéia passou por sua cabeça e mesmo com o medo alojado em seu corpo, conseguiu ficar animada. Deduziu que os canos dourados eram na verdade as linhas do tempo. E ela, Isabella Swan, caia sem perspectiva de fim em sua própria linha do tempo.

De repente, tudo parou. Ela já não caia mais. Era como se estivesse em gravidade zero, já não sentia mais o peso do seu corpo e a sensação era maravilhosa, mas não durou muito.

A sensação de queda livre logo voltou, porém ela agora não via mais as linhas e sim algo familiar que a alegrou imensamente. O céu azul, as nuvens brancas e escassas e o sol brilhante foram responsáveis pelo sorriso no rosto da física. Sentiu então algo batendo com força em suas costas e arranhando seu braço.

Pelo que pode entender ao ver folhas e troncos marrons, ela estava caindo de uma árvore. Os galhos batiam em seu corpo e devido à fraqueza causada pela esgotante viagem, não conseguiu se segurar em algo e impedir a tempo seu choque com o chão de terra. Sem se mover, analisou tudo a sua volta e percebeu que estava em alguma floresta. Grandes árvores a cercavam e era possível ver alguns pássaros voando tranquilamente, alheios ao corpo machucado no chão.

Ainda foi possível ouvir vozes desconexas antes de se entregar ao cansaço físico e mental, desmaiando antes mesmo de ver homens armados correndo até ela.

N/a: Leiam as notas finais

Notas finais
Gentee
como eu já disse nas outras fics, eu não costumo responder os reviews, a não ser quando me perguntam algo, que lógico, eu respondo.
Por ser uma fanfic mais complexa, talvez surjam algumas dúvidas. Então, sintam-se a vontade para perguntarem.
Alguém aí é fera em fazer capas? Porque esta eu realmente não consegui pensar em nada. Se estiver disposta a fazer, entre em contato comigo pelas mensagens. Eu agradecerei eternamente.
Beijoss e até o proximo capítulo!