Notas iniciais
olaaaa guys!
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eu não podia deixar o mundo acabar sem conceder um capítulo as minhas leitoras lindas. Como prometido, só demorou uma semana pra postá-lo (melhor que quase um mês né).
A fic ta tomando rumo final. Não está perto de terminar, mas chegou a hora em que eu sento, penso e coloco em ordem todas as minhas ideias para a fic e penso em um final surpreendente. Pois é, essa fic vai terminar com vcs assim = :OOOOOOOOOOOOOOO
Minhas ideias estão soltas, eu tenho que juntar e dar um lugar a elas na fic. Mas quero um final que vão deixar vocês "PUTA QUE PARIU!"
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boa leitura gente.

- Rosalie! – Disse a física se levantando subitamente.

Bella encarou a amiga, que a olhava estática. O quanto ela teria ouvido? Seu rosto mostrava choque e... medo?

- O que é isso? – Rosalie falou com a voz trêmula olhando para o colar em sua mão.

- Rose, eu posso explicar. – Disse Bella se aproximando.

-FIQUE LONGE DE MIM! – Gritou Rosalie, se afastando da física. – Meu Deus! O que você é?

- Calma Rose, vamos conversar. – As lágrimas de Bella já ameaçavam cair novamente

- NÃO! NÃO ME PEÇA CALMA! – A voz da loira vacilou. – Eu acreditei em você...

Rosalie saiu correndo. Bella tentou ir atrás, mas estava tão cansada que teve a consciência de que jamais alcançaria a loira. Suspirou deixando as lágrimas caírem. Tudo estava perdido. Rosalie contaria a seu irmão o que ouvira, Edward a condenaria por traição à coroa e ela seria decapitada, enforcada ou sabe-se lá o quê. Estava tão cansada de tudo! Queria dormir, mas agora o medo não a deixaria. Juntou as esperanças que lhe restavam e sentou-se na cama. Esperaria Rosalie voltar, se é que ela voltaria sozinha.

[...]

- Edward, posso saber que merda está acontecendo? – Disse Jasper assim que o rei trancou a porta do seu quarto. – Você está estranho.

Edward suspirou e encarou o amigo. Rato! Olhava para o seu rosto confuso e imaginou quantas vezes ele o teria manipulado. Quantas vezes ele teria mentido pensando em sua própria satisfação. Imaginou Jasper bolando o plano, cada detalhe...

- Você soube o que houve comigo e com Bella ontem? – Disse calmamente.

- Ouvi da passagem. Afinal o hall fica em cima dela. – Aonde ele quer chegar?

- Sabe, eu e Bella concordamos, e provavelmente você virá a concordar conosco, que esse “acidente” foi proposital. – Falou Edward com uma calma sobrenatural, cruzando os braços. – As rodas da minha carruagem não poderiam ter simplesmente se desprendido por força da natureza.

- Então você acha que alguém tentou matar vocês? – Questionou Jasper.

- Exatamente. – Edward se aproximou dele. – Alguém que não mediria esforços para conseguir o que quer. Alguém extremamente inteligente e com um segredo que precisa ser protegido a sete chaves, independente de como ele iria proteger esse segredo. Alguém que mataria todos ao redor de uma mulher que ele SUSPEITA SER PERIGOSA!

- Você está insinuando que eu tentei matá-los? – Revoltou-se Jasper.

- NÃO JASPER! Eu estou afirmando.

Com um movimento ágil, Edward tirou a espada do cós da calça e prendeu Jasper, colocando-o entre a parede e sua espada, ameaçando degolá-lo. Jasper ficou estático, olhando a ira transbordando dos olhos verdes do rei.

- Foi ela que colocou isso na sua cabeça, não foi? Ela que disse que foi eu que tentei matá-los!

- Ela nem sonha que eu suspeito de você! – Edward aproximou a espada do pescoço de Jasper ainda mais. – Uma coisa que eu não contei a minha família, Jasper, e que você terá a honra de saber antes que eu te mate: Bella me salvou. Eu não conseguiria subir sozinho do precipício. O galho de Jacob era tão frágil quanto o meu. Ela só poderia salvar uma pessoa e ela me escolheu.

- O que você está querendo dizer com isso? – Disse Jasper, alterando os olhares entre a espada em seu pescoço e os olhos do rei.

- Que suas suspeitas são sem fundamento. Porque se Bella realmente é perigosa ela teria me deixado morrer, afinal, comigo morto o reino se torna mais fágil pois Alice assumiria o trono e as duas são amigas. Tudo que Bella quisesse Alice faria.

Ele tinha razão. Mas seria certo baixar a guarda? A sensação que o conselheiro tinha era de estar pisando em ovos.

- Edward, sou eu, Jasper, seu melhor amigo.

- Que quase me matou. – Rosnou Edward.

- Eu sou um cientista! Não um assassino!

- Você ameaçou matar Bella. Você tem idéia do que ela passou essa noite por causa de você? Ela teve pesadelo a noite inteira, acordava gritando e chorando. Eu aposto dez moedas de ouro que ela está chorando nesse exato momento.

- Então isso não se trata de eu “supostamente” ter armado de matá-la sem se preocupar se você sairia vivo ou não. – Jasper riu amargo. – Isso se trata só dela e do quanto você teve medo de perdê-la, de vê-la morta.

- Não ouse continuar essa sua tese, Whitlock. – Edward pressionou mais a espada contra o pescoço de seu conselheiro, fazendo um filete de sangue escorrer por ele.

- Edward me escute. Você me conhece. Eu jamais mataria alguém sem ter certeza absoluta de sua ameaça. Acho que nem assim eu teria coragem. Eu sou um rato de laboratório Edward, não um serial killer. Sem contar que você é meu melhor amigo. Eu te salvei! Qual o sentido de te matar?

- Realmente. Eu sou sua experiência mais valiosa. – Disse amargurado. – Mas qualquer um pode ser, basta estar morrendo.

- VOCÊ É MEU MELHOR AMIGO! EU JAMAIS FARIA ALGO CONTRA VOCÊ!

Edward não se moveu. Poderia ser ele mesmo inocente? É fato que ele ameaçara matar Bella e tinha todos os motivos – que seu conselheiro poderia achar relevante- para querer exterminá-la. Mas daí vir a cometer realmente o ato. Como ele mesmo disse, era um rato de laboratório. Não, ele não mataria alguém que tinha chance de ser inocente. Se afastou e retirou a espada de perto de Jasper, fazendo este suspirar aliviado, levando a mão ao pescoço e limpando seu próprio sangue.

- Acredite Jasper, eu não vou descansar enquanto não descobrir quem fez isso. E se eu descobrir que foi você, eu te mato. E eu não me importo se isso significar a minha morte também. Afinal, eu já deveria ter morrido a alguns anos.

- Quando descobrir quem foi eu vou querer um pedido de desculpas épico. – Disse Jasper na porta do quarto.

- Eu estou de olho em você Whitlock. Acredite, se qualquer coisa se mostrar suspeita, eu não penso duas vezes.

O loiro saiu do quarto e Edward suspirou. Só queria dormir.

[...]

Se olhou no espelho. É... eu estou bonita para ser torturada e morta. Havia decidido que se era para morrer iria morrer com glamour. Pegou seu vestido mais bonito e fizera um penteado no cabelo. Agora era só esperar o rei e os guardas. Já podia até ouvir o grito dos ingleses a chamando de bruxa. Isso iria ser divertido até a hora que ela fosse enforcada. Um bando de gente ignorante arranjando desculpa para o que não entendia.

Olhou para a janela de seu quarto. Já estava amanhecendo e Rose não deu sinal de vida. De certa forma a esperança tomou-lhe o coração, afinal de contas, se Rose fosse dedurá-la já teria feito. Ou também ela só queria puni-la fazendo com que esperasse sua morte mais lentamente.

De repente, ouviu a porta sendo aberta. Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito. Rosalie aparecia ali, um pouco descabela e com o rosto inchado, parecia também estar um pouco assustada.

-Rose...

Rosalie foi até a sua própria cama e sentou-se. Bella fez o mesmo, se posicionando de frente para a loira.

- Eu não quero mentiras. – Começou Rosalie. – Eu quero saber de tudo, inclusive o que é isso no seu pescoço.

Ponderou por um segundo. Não, não poderia continuar mentindo para ela. Se ela descobrisse mais uma de suas mentiras ai sim tudo estaria ferrado. Era ela sua amiga, não era? Poderia confiar sim!

- Tudo bem. Mas o que eu vou falar não pode nunca sair desse quarto.

- Então Bella, se é que esse é seu nome mesmo, quem é você e o que está fazendo aqui?

- Meu nome é Isabella Marie Swan e eu vim do futuro.

[...]

Bella olhava ansiosamente para Rosalie, que havia se levantado e andava de um lado para o outro. Não sabia qual seria a reação dela perante tudo que havia falado. Ela permaneceu quieta durante toda a sua explicação, apenas ouvindo.

- Essa sua história é meio fantasiosa, não acha? Teve tempo suficiente para inventar tudo isso. Viagem no tempo? Isso é impossível! – Rosalie elevou a voz.

- Para alguém do século XV, com certeza. Rosalie, me escute. O meu colar, — Bella segurou o pingente em seu pescoço. – você já viu algo assim em algum lugar?

- Você poderia ser uma bruxa.

- Bruxas não existem! Qual é, você nem acredita nisso!

Alguns segundos passaram-se em silêncio. Bella olhava para Rosalie apreensiva enquanto esta passava as mãos no cabelo nervosamente.

- Rose, ao longo dos anos o homem evolui, inventa novas coisas. Por exemplo, no século XIV, teve o aperfeiçoamento das lentes de óculos. A invenção da bússola! Ela possibilita as viagens marinhas. E ao longo do tempo novas invenções afetam a humanidade. Imagina quantas coisas foram inventadas desse ano até 2011. São seiscentos anos Rosalie! E foram esses seiscentos anos de novas descobertas que possibilitaram a minha vinda para cá.

- Supondo que tudo isso seja verdade, — Disse a loira mais calma. – como saber se não está planejando ferir minha família?

- Rosalie, eu nunca quis nada com a sua família. Foi o seu irmão que inventou de me colocar como sua prisioneira. Como eu conseguiria achar o Okala estando presa aqui? Aquele dia que me encontrou na floresta eu estava tentando fugir. Eu não quero ferir sua família nem ninguém. Edward não contou, mas ele e Jacob chegaram a cair de um precipício.

- Como? – Rosalie franziu as sobrancelhas.

- Eles ficaram pendurados cada um em um galho. – Bella se controlou para não chorar mais. As lembranças ainda a feriam. – Coube a mim escolher um para ajudar a subir. E eu escolhi Edward. O galho de Jacob não resistiu.

Bella suspirou mais uma vez e piscou os olhos rapidamente, impedindo as lágrimas de descerem.

- Eu tive a oportunidade de deixar Edward morrer. E não deixei. Eu só vim para cá achar o Okala e voltar para o século XXI. O que não vai acontecer porque agora nós não temos a mínima idéia de onde esteja. O mundo vai acabar e a culpa é minha.

- A culpa não é sua.

- Eu estava com uma missão e falhei. O que importa Rose é que você é minha melhor amiga aqui. – Bella segurou as mãos de Rosalie. – Você me lembra as mulheres do futuro e eu me sinto familiarizada perto de você. Minha saudade de casa diminui um pouco.

- Por que eu as lembro?

- Porque nós usamos calças. – Bella riu, arrancando um sorriso tímido de Rosalie. – Somos mães de família, estudamos, trabalhamos, temos os mesmos direitos que os homens, escolhemos nossos maridos. Eu mesmo trabalho, tenho uma casa, recebo um bom dinheiro todo mês.

- Mesmo?

- Sabe Rosalie, sempre achei que você nasceu na época errada. – Disse com um sorriso carinhoso.

- É, pelo jeito sim. Mas, Bella, você falou um de tal de Estados Unidos. O que é isso?

- Ah, é mesmo! Você não sabe. Há um outro continente depois do mar chamado América. Vocês vão descobri-lo no final desse século, em 1492. Nesse continente há o meu país, os Estado Unidos, que por sinal vocês ingleses irão colonizar e serão os responsáveis pelo idioma, que é inglês também. É por isso que falamos a mesma língua e eu tenho o sotaque diferente do seu. Herdaremos sua cultura e religião. Mas ao longo dos anos iremos alcançar a independência e se tornar a maior potência mundial.

- Uau! Isso tudo é inacreditável.

- Eu imagino como se sinta.

- Você tem que me contar tudo Bella! – Disse Rosalie animada. Parecia que ela tinha voltado ao normal.

- Pode ser depois? Eu quero dormir e já está amanhecendo. Além do mais, você e eu temos que estar descansadas amanhã.

- E posso saber por quê?

- Porque você me ensinará a lutar com espadas. Fiz uma aposta com seu irmão e disse que ganharia. Só que eu nunca peguei numa espada.

- Então você está ferrada. Porque Edward é fantástico manuseando uma espada. Mas amanhã quero saber mais sobre o século XXI.

- Vá dormir Rosalie. Amanhã eu lhe dou umas aulinhas de história.

Bella apagou a vela ao seu lado e olhou para a rosa no jarro com água que Edward havia lhe dado. Sorriu pequeno. Nunca que imaginaria algo assim vindo dele. Era no mínimo fofo.

[...]

- Levanta a cabeça e tenha a postura Bella. Se preocupe em se defender e não em atacar!

Bella gemeu. Era um desastre! A espada era mais pesada que ela e mal conseguia levantá-la. Quando conseguia, movia de um lado para o outro como um limpador de pára-brisa, esperando que o movimento a defendesse de qualquer ataque e pudesse ferir alguém que não fosse ela mesma.

Pelo menos estava de calça como a muito tempo não ficava. Rosalie afirmara que ela não iria conseguir lutar com um vestido de sete saias. Emprestara sua calça bege justa e uma bota preta. Como iam para um lugar mais reservado, colocara apenas um espartilho e se olhou no espelho. Parecia que estava no futuro e se sentira linda. Finalmente.

- Vai ficar resmungando aí feito uma velha ou vai lutar.

- Eu não vou conseguir! Sou terrível!

- Não, não é. Só precisa de treino, vamos lá!

Bella suspirou e ergueu a espada. Defendeu a primeira, segunda e terceira tentativa de ataque da loira, mas na quarta não conseguiu.

- Já melhorou, está vendo? Não conseguia passar da primeira tentativa de defesa. – Disse Rose rindo.

- Muito engraçado. Eu sou horrível!

- É questão de treino Bella. Mas você não vai conseguir vencer Edward.

- Não vai mesmo.

Edward finalmente decidiu aparecer. Ficou escondido por algum tempo atrás de uma árvore, observando a péssima desenvoltura de Bella. Riu baixo quando a mulher quase caiu quando tentou levantar a espada pela primeira vez. Mas uma coisa era verdade: estava tão sexy naquela calça justa evidenciando o bumbum. O espartilho não cobria toda a barriga, deixando um espaço de três dedos entre ele e o cós da calça. O colo e os braços estavam completamente nus, a não ser pelos belos cachos caindo sobre ele. Ela era linda.

Rosalie, ao ver o irmão, se pôs na frente de Bella. Ela não estava composta para ficar na frente de um homem, apesar de saber o quanto ela estava à vontade com a roupa. Bella explicara que as mulheres do futuro eram mais “peladas” do que as mulheres do presente. Porém Edward era do século XV e não do XXI.

- Não pode ficar aqui! Estou treinando Bella.

- É, você vai roubar minha habilidade e estratégias. – Falou Bella olhando para as próprias unhas, esperando que ele não tivesse visto sua derrota vergonhosa.

- Não se preocupe Swan, eu não quero perder. Você é péssima.

- Hey! Isso magoa. – Disse Bella ainda atrás de Rosalie.

Edward meneou a cabeça. Sua prisioneira era um caso perdido.

- Esquece. Eu preciso de você no meu escritório agora. – Edward tirou a camisa e jogou para Bella, mostrando as várias cicatrizes em seu peito e abdome, adquiridas ao longo de batalhas vencidas. A mais chamativa situava-se perto do coração. – Vista-se. Você está praticamente nua. O que deu na sua cabeça?

Bella observou o tronco nu de Edward, mordendo o lábio inferior. Aquelas cicatrizes só o deixavam mais... gostoso? Sim! Sim! E como!

- Não dá pra lutar de vestido. – Falou Rosalie. – Quando viemos pra cá ainda era cedo, ninguém apareceria por aqui.

- A não ser quem rodou esse palácio atrás de sua dama de companhia que tinha a obrigação de me esperar no escritório.

- Pensei que estaria dormindo. – Disse Bella já vestida, aproximando-se do rei.

- Não tenho tempo pra dormir. Vamos!

- Sim senhor! – Disse Bella fazendo uma cara brava e engrossando a voz, arrancando risos de Rosalie enquanto Edward revirava os olhos.

[...]

- Cara, isso é muito chato! – Disse Bella, separando a pilha de papéis por ordem alfabética dos projetos.

- É por isso que você está fazendo. – Edward sorriu sínico, escrevendo algo em um papiro.

- Muito gentil. Eu achava que ser rei era algo menos burocrático.

- Como assim? – Edward desviou sua atenção para ela.

A relação dos dois havia melhorado, porém as pequenas farpas continuavam. Era típico deles e talvez isso nunca mudasse.

- Você fica aqui, parado, atrás de uma mesa cheia de papéis. E eu aqui tentando achar isso legal para fazer o tempo passar mais rápido. – Bella bufou. – Você só sai desse escritório para escutar o povo?

Edward deu um sorriso peralta. Levantou-se da grande cadeira e segurou o pulso de Bella, arrastando-a porta fora.

- Eu saio para isso também.

[...]

- Arco e flecha? Sério? – Disse Bella, segurando na cintura do rei.

Tornado cavalgava com leveza e precisão, carregando os dois em seu dorso. O rei segurava a guia com a mão direita e na esquerda segurava um grande arco. Bella era separada dele pela bolsa que Edward carregava com várias flechas. Os dois se embrenhavam no mato pertencente ao palácio, tomando uma direção que Bella ainda não conhecia.

- O quê? Achava que eu, rei da Inglaterra e vencedor de várias batalhas, sabia apenas lutar com espadas?

- Você vive atrás de uma mesa. Não é como se você desse asas a minha imaginação.

O cavalo só parou quando Bella finalmente viu algo além de mato. Havia vários escudos pendurados em árvores, com desenhos de círculos um dentro do outro, mostrando-se alvos. Haviam também espalhadas pela mata, palhas amarradas de forma para parecerem homens e animais.

- Vamos. – Edward desceu no cavalo e ajudou Bella a descer também. – Eu costumava treinar aqui com o meu pai. Está vendo aquela clareira? Os soldados do meu pai e eu tentávamos acertar uns aos outros, enquanto montávamos em cavalos. Acertar o alvo em movimento, entende? – Bella afirmou com a cabeça. – Foi assim que eu ganhei essa cicatriz. – Edward levantou a camisa, mostrando uma das várias cicatrizes no abdômen. – Meu pai ficou furioso por eu ter me “deixado ser atingido”. Eu tinha quatorze anos.

- Que horror! Que tipo de pai faz isso? Joga um adolescente para morrer?

- O meu.

- Não havia outra forma de aprender a acertar o alvo em movimento?

- Com certeza havia. Mas aí eu não me tornaria um “homem de verdade”. – Edward revirou os olhos. – Enfim, eu como rei tenho que treinar. Não só com espadas, mas com arco e flecha também.

Edward se posicionou na frente de um dos escudos, retirando uma flecha da bolsa em suas costas e a colocando no arco. Rapidamente puxou para si a corda e soltou. A flecha acertou o centro. Fez isso com todos os escudos sem parar.

- Uau!

- Viu? Não é tão burocrático ser rei.

- Posso tentar? – Pediu Bella.

Edward afirmou com a cabeça e deu uma flecha para Bella. Em seguida lhe entregou o arco.

- É só encaixar nessa buraco aqui, mirar e soltar.

- Assim? – Bella fez um movimento repentino ao virar-se par o rei.

- Ei, calma ai! Você vai acabar furando o olho de alguém. – Disse Edward dando dois passos para trás e se agachando.

- Se for o seu eu fico feliz. – Disse sorrindo.

- Engraçadinha. Agora abaixa esse arco. – Bella fez o que ele pediu. – Pronto. É só mirar no centro puxar a corda e acertar. Não há mistério.

Bella fez o que ele disse. Não há mistério. Mire, puxe e acerte. A flecha passou longe do escudo. Edward pôs a mão na boca e olhou para ela com ar de riso.

- Apesar de ter errado, estou me sentindo o Robin Hood. – Disse Bella sorrindo, mostrando os trinta e dois dentes.

E então o rei fez algo que há muito tempo não fazia. Para Bella era algo inédito. A gargalhada ecoou pelos ouvidos de Bella como música. Certo que ele estava rindo às custas dela, mas mesmo assim... Edward com um ar tão leve era algo bonito de se ver. A face de Edward, já bonita quando estava sério, estava ainda mais linda. As bochechas coraram deixando-o com alguns anos a menos. Bella o observou com um sorriso meigo no rosto, esperando-o buscar ar para ficar calmo novamente.

- Não destrua a imagem de Robin Hood. – Edward suspirou e buscou ar, observando o sorriso meigo de Bella. – O que foi?

- Você deveria rir mais vezes. Há quanto tempo não dá uma gargalhada dessa?

- Há um bom tempo. – Disse pensativo. – É só uma imagem ridícula como a sua para me fazer rir assim. – Edward deu um sorriso sínico.

- Eu fico feliz em ser a imagem ridícula que faz você rir assim.

- A qual é! Não seja a altruísta que me faz sentir a pior pessoa do mundo por gozar de você. – Edward revirou os olhos.

- Eu só me importo com a sua felicidade. – Disse sínica.

- Você é ridícula, sabia? – Edward deu um sorriso sincero.

- Não mais que você. – Bella sorriu também. – Então, será que dá pra me ensinar a mexer nesse trambolho?

Edward sorriu e lhe entregou outra flecha, posicionando-se atrás de Bella, que enrijeceu. O rei passou suas mãos pelos braços nus da mulher até chegar em suas mãos, envolvendo-as com as suas. Batendo seu peitoral rijo nas costas da mulher, abraçou-a naquela posição, colocando a flecha no arco.

- Considere a força do vento e a sua distancia do alvo. – Sussurrou no ouvido de Bella, fazendo seus pelinhos da nuca levantarem. – Não há pressa. – Edward, com as mãos de Bella unidas as suas, puxou o cordão do arco. – Não há dificuldade. Relaxe os ombros. – Edward acariciou a nuca de Bella com o seu nariz, fazendo a morena suspirar e relaxar. – Agora é só soltar o cordão.

E Bella o fez. A flecha bateu no escudo, porém não no centro. Apesar de ter a respiração de Edward em seu pescoço a desconcertando, Bella entendeu a lógica no arco e flecha. É pura física! E de física eu entendo. Calculando a força da gravidade, a distancia entre ela e o alvo, a força do vento naquele local e outras constantes... era fácil acertar o centro.

Bella virou lentamente, encarando o olhar intenso de Edward e um maldito sorriso torto. Homem gostoso dos infernos! Lentamente e se insinuando, Bella foi passando as mãos pelo peito de Edward e chegando nos ombros do rei — que aumentou o sorriso torto — até que retirou a bolsa com flechas de suas costas, mostrando sua verdadeira intenção. Bella sorriu sapeca, recebendo um riso baixinho e resmungão de Edward.

A física colocou a bolsa nas suas próprias costas, virando as costas para Edward e se concentrando nos alvos a sua frente. Calculou todas as variantes que podia em sua cabeça e mirou no alvo. As três flechas que lançou acertaram perto do centro, mas apenas a quarta chegou verdadeiramente ao seu destino. Bella olhou para Edward com uma sobrancelha levantada e um ar risonho.

- Com certeza você é melhor nisso do que na espada.

- Você pode só me elogiar?

Edward suspirou.

- Tudo bem. Você é boa, só precisa praticar.

- Viu? Não doeu. – Edward revirou os olhos. – E você poderia me ensinar. Praticar comigo.

- E o que eu ganharia com isso?

- Um “muito obrigada”?

- Já é um começo. – Bella sorriu. – Vamos lá Swan, mire no alvo novamente.

[...]

- Amanhã a gente continua. – Disse Edward a Bella enquanto a descia de Tornado. Os dois já estavam na frente do castelo. – Eu tenho que voltar a escrever minha carta enviando os mantimentos a Itália, como prometi ao Rei Laurent.

- E a chatice continua. – Bella revirou os olhos.

- Ainda bem que tenho você pra dividi-la. – Provocou Edward.

Os dois continuariam suas implicâncias se não tivessem visto Carlos Walter indo em direção a eles, conduzindo uma carroça com uma pessoa desmaiada nela. Rosalie, que havia acabado de sair pela ala dos empregados, parou ao lado do casal.

- O que houve?

- Ainda não sabemos. – Disse Bella.

Edward caminhou até a carroça quando Carlos a parou, deixando as duas para trás. O senhor de meia-idade desceu afoito.

- Encontrei esse homem na floresta, majestade! Não sabia o que fazer com ele então decidi trazê-lo para cá.

Bella analisou os traços do homem inconsciente e a familiaridade a deixou horrorizada. Ainda de longe, tentou observá-lo melhor querendo estar enganada, mas as suas suspeitas só se confirmaram.

O QUE PORRA EMMETT ESTÁ FAZENDO AQUI?

Notas finais
fala sério.
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eu não colocaria a rose diva pra dedurar a bellita né! E essa conversa entre Jasper e Edward revelou muita coisa. Botem suas cabeças pra funcionar e pensar, gosto de ler as suas teorias. E pq emmett veio para o passado???? Próximo capítulo vc vão ficar sabendo.
Bjs gente e até mais!
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Bom apocalipse para vcs e se todos nós sobrevivermos, feliz natal também! :D