Notas iniciais
alou...alou...alou...
tem alguém ai...ai...ai...?
.
Olha, vcs ainda não me abandonaram!:D
.
galera, mais desgostosa que eu vocês não estão. Eu teria postado muito antes se a PORRA DO VIRUS DO PC ONDE EU IMPRIMI UM TRABALHO DA FACULDADE NÃO TIVESSE APAGADO TODOS OS MEUS DOCUMENTOS DO PENDRIVE! Isso mesmo. EU PERDI TUDO! TUDO!
Meus documentos da faculdade, minhas fics, minhas milhares de músicas e tudo aquilo que é importante pra mim. Eu entrei em depressão.
Foi terrível gente, eu chorei, me descabelei. eu tinha escrito esse capítulo quase todo e perder assim é foda. Tava lindo e até eu reescreve-lo demorou. Sempre vou ter aquela sensação de que está faltando alguma coisa nesse capítulo.
Mas bola pra frente e a vida é assim mesmo. Errando, se fudendo, e aprendendo a não enfiar seu precioso pendrive em computadores do demo.
a boa notícia: TO DE FÉRIAS. E estar de férias é igual a... CAPÍTULOS FREQUENTES. E vamo que vamo!
Boa leitura!

Jasper.

Aquilo não podia estar acontecendo. Ele não seria capaz disso, seria? Não, Jasper não mataria nem uma mosca, e mesmo que matasse, Edward era seu amigo, ele não arriscaria sua vida. Porém Jasper levava muita a sério tudo que acontecia em seu laboratório e ele acreditava verdadeiramente que a Swan poderia por tudo a perder. Até que ponto ele chegaria para proteger seus segredos?

Uma fúria descontrolada atingiu o corpo de Edward. A mesma que o atingiu quando Jasper dissera que iria matar a sua prisioneira. Ele havia o traído! Aquele miserável, rato, arriscara a sua vida por causa de uma paranóia. Não se importou se ele poderia morrer, portanto que matasse a Swan. Mas quem morreria no final seria o conselheiro e ele mesmo planejaria uma morte bem terrível para ele.

Teria continuado a pensar em métodos de tortura se não ouvisse galopes e o barulho de rodas de madeira arrastando pelo chão de terra. Bella, com o rosto banhado de lágrimas, aproximou-se de Edward como se este lhe desse segurança, ambos observando o estranho se aproximando. Era um senhor de meia idade, com cabelos grisalhos e olhos azuis. Tinha o rosto cansado e, ao vê-los, deu sinal para que o velho cavalo parasse.

Desceu da carroça com seus velhos trapos e Bella pôde vê-lo melhor. Era um homem alto, bonito até, mas pela aparência, exalava pobreza e humildade. Aproximou-se dos dois e perguntou:

- Vocês estão bem?

- Na verdade, estamos com um problema.

Imediatamente, o homem olhou para os destroços deixados pela carruagem antes dela despencar precipício abaixo.

- Nossa carruagem perdeu o controle e caiu pelo precipício. Nosso chofer ... – Edward não precisou completar, pois o homem entendeu. Bella se encolheu ao seu lado.

- Eu sinto muito. Espere um momento... – Um lampejo de reconhecimento tomou conta da face do homem. — O senhor... o senhor é o rei da Inglaterra! Me perdoe pelo tratamento comum, majestade, eu não o reconheci, eu... – O homem se ajoelhou diante de Edward, que logo tratou de levantá-lo.

- Não se preocupe.

- Será que eu posso fazer algo pelo senhor, majestade? Por você e pela mulher também.

Edward encarou Bella, que retribuiu o olhar. Não conseguiriam chegar antes do anoitecer até o porto para pegar o barco pra Inglaterra. Além do mais, Bella precisava de um lugar para descansar e esquecer por algumas horas tudo que lhe acontecera.

- Precisamos de um lugar para passar a noite.

- Podem ficar na minha casa! – Afirmou o homem com firmeza. – Ela é humilde demais para recebê-lo, majestade, mas é melhor do que ficar na rua. Há muitos bandoleiros por aqui.

- Não tem problema. – Manisfestou-se Bella pela primeira vez, com a voz baixa.

- Então podem subir na carroça. – O homem falou, subindo ele mesmo e tomando as rédeas do cavalo. – A propósito, meu nome é Carlos Walter.

- Bella Swan.

[...]

Carlos Walter morava em uma casinha simplória no meio da floresta. Segundo ele, havia achado essa casa abandonada enquanto fugia de uma tempestade, achando-a melhor que o lixo fétido em que morava antes.

No caminho passaram por um grande lago, iluminado pela lua que brilhava lá fora. Edward olhou discretamente para Bella, notando que esta estava afundada em seus próprios pensamentos. Até quando ela vai continuar assim?

Ao chegarem na pequena casinha de madeira, Carlos colocou uma panela com chocolate no fogão a lenha, indo em seguida até seu quarto atrás de cobertores e lençóis para cobrir o colchão de casal velho que colocara na sala.

- Perdoe-me por não ter nada melhor para servi-lo majestade. – Disse envergonhado, enquanto cobria o colchão.

- Não há problema algum Carlos. Um teto para passar a noite e se proteger do frio é o suficiente.

Carlos foi até a cozinha – que era no mesmo lugar que a sala – e pegou três xícaras, despejando o chocolate quente nelas. Entregou ao rei e à sua criada e sentou-se no sofá, sendo acompanhado por seu hóspede. A mulher pediu licença e saiu da casa.

[...]

- Ela vai acabar ficando gripada se ficar mais tempo lá fora. – Afirmou Carlos, observando o rei olhar através da janela para a moça no jardim.

Era o que Edward já havia constatado. Na verdade, estava ficando impaciente. Bella não se movera desde que decidira ir para o quintal e ficar sentada no tronco de árvore cortado que fazia conjunto com outros quatro troncos. Era uma analogia a uma mesa e suas quatro cadeiras, muito comum em casas de camponeses.

- O rapaz que morreu era próximo a ela? – Carlos perguntou, provocando uma careta em Edward.

- Eram amigos. – Bom, até onde ele sabia. Provavelmente seriam algo mais. Urgh!

- Então ela deve está realmente mal.

Edward a olhou mais uma vez pelo vidro da janela, observando uma Bella estática segurando sua xícara intocada de chocolate quente. Ela não estava só mal: ela estava destruída. E a culpa é minha. Pedindo licença, Edward pegou o cobertor que serviria para aquecê-lo mais tarde e se dirigiu para o quintal. Bella se sobressaltou quando sentiu o peso de um cobertor em suas costas, assim como quando percebeu que quem o colocara ali foi o rei. Sem dizer nada, Edward sentou no banquinho ao lado dela. Por alguns segundos, o silêncio reinou entre os dois.

- Aposto dez moedas de ouro que seu chocolate quente virou gelo.

Walking Blind — Aidan Hawken and Carina Round

http://www.youtube.com/watch?v=vnjj1DwwXIU

Bella deu um sorriso triste, mas não disse nada. Continuou olhando para frente, pro nada, deixando Edward inquieto. O rei observou discretamente os vários caminhos na bochecha rosada formados pelas lágrimas, estas que já se acumulavam novamente no canto do olho verde.

- A gente precisa conversar.

- Não. – Sussurrou cansada. – Nós não precisamos...

- Precisamos sim! – Edward se levantou de repente. – Não podemos fingir que nada aconteceu.

- Edward... – Disse Bella olhando para os próprios pés.

- Precisamos sim porque cada maldita lágrima que sai dos teus olhos me causa dor! – Edward se ajoelhou diante dela, colocando suas mãos no joelho da moça. – Eu mal consigo respirar sabendo que você está chorando! Isso me assusta.

- Edward...

- Me assusta porque... Droga Bella, você não chora! Eu te humilho, eu te xingo e você não derruba uma lágrima. E eu vivo bem com isso! Mas você está aí... sentindo dor. E... e então eu sinto dor. E essa minha dor triplica porque eu tenho consciência de que a culpa é minha!

- O que...

- A culpa é minha de você chorar, a culpa é minha de você estar triste, de estar sentindo dor. – Edward se levantou bruscamente, passando as mãos no cabelo com violência. – Se você tivesse escolhido Jacob e não a mim, você não estaria assim. Destruída.

Bella o encarou pela primeira vez, olhando incrédula para Edward.

- Não! – Bella se levantou instantaneamente, ficando de frente pra ele. – Não Edward! Eu estou chorando porque Jacob está morto! A culpa não é sua. A culpa é de quem armou isso pra gente. Nós três fomos vítimas.

- Por que me escolheu? – Edward baixou os ombros, olhando nos olhos verdes de Bella.

- Eu não sei... – Falou sinceramente. – Foi algo instintivo. Eu não pensei, eu só agi.

- E se arrependeu... – Concluiu.

Bella o encarou bestificada. Será que ele achava que ela o odiava tanto assim? Por Deus não! Sim, ele tinha a capacidade extrema de lhe irritar, mas não... sinceramente ela não o odiava. O longo silêncio entre eles foi interpretado como uma concordância para o rei, que desviou o olhar para o chão. A culpa não era sua, mas ela racionalmente preferia Jacob a ele. Está arrependida. A sua dor piorou ainda mais, como se todos os seus órgão fossem comprimidos.

- Edward... – Bella o chamou, porém o rei preferiu não se mover.

Bella se aproximou dele ainda mais, segurando seu rosto de forma que ela pudesse olhar no fundo de seus olhos tão parecidos com os dela.

- Se há alguma coisa que eu tenho certeza é de que se eu tivesse que escolher novamente, eu teria escolhido você... e quantas vezes fosse necessário. Não me pergunte o porquê, eu não sei, mas seria você. De novo, e de novo, e de novo. Você.

Bella o abraçou, deitando seu rosto no ombro do rei. Com um sorriso pequeno, Edward acariciou os cabelos da moça, extasiado com a respiração regular dela em seu pescoço. Seria eu. De novo, e de novo, e de novo. Eu.

- Nós podemos ir ao precipício de novo, se você quiser. Dar um último adeus. – Sussurrou Edward.

- Eu quero. Mas por enquanto, já que você é péssimo pra me pedir desculpa porque não sabe a hora que está realmente errado, — Edward sorriu. – pode só continuar aqui, sem se mover?

- Sempre, Bella.

De longe, Carlos observou a cena. Faziam um belo casal.

[...]

Naquela noite eles dormiram abraçados sem segundas intenções ou falso pudor. Bella foi a primeira a acordar, mas isso não significava que estava bem descansada. Passara grande parte da noite tendo pesadelos e sendo acordada por Edward, terminando sempre em lágrimas cansadas. Sentia seus olhos inchados e podia jurar que seu canal lacrimal estava ressecado.

Com cuidado para não acordar Edward, tirou o braço dele de sua cintura, sentando-se no colchão. Olhou para trás e observou o rei dormir. Ele estava exausto, afinal passara a noite inteira sendo acordado por seus pesadelos e a consolando. Podia ver suas próprias lágrimas na camisa dele. A noite foi difícil para ambos.

Levantou-se e foi até a cozinha, no intuito de preparar o café da manhã. Não havia nada comestível lá, a não ser o resto de chocolate quente na panela que não foi lavada. Homens! Revirou os armários tortos mais uma vez e nada. Pela janela observou o céu nublado e calculou quanto tempo tinha para colher algumas frutas antes que a chuva desabasse. Uma hora talvez.

Saiu da casa e se embrenhou no mato o máximo que podia sem se perder. O tempo — ao contrário do que previra – melhorou, porém o clima continuava frio. Colheu maçãs, laranjas e amoras o suficiente para alimentar os três. Ia voltar para a cabana quando viu o lago mais a frente. Não pensou duas vezes antes de começar a tirar sua própria roupa.

Sentia-se pesada, suja e acreditava que um mergulho seria como lavar sua alma de todas as tristezas, da morte de Jacob, da preocupação com o Okala, de estar em um século que não era o seu. Sentiu a água gelada cobrir todo o seu corpo, da cabeça aos pés. O choque térmico fez seu corpo enrijecer, mas sentia necessidade daquilo.

Mergulhou mais uma vez, se negando a voltar para a superfície enquanto ainda pudesse segurar o ar em seus pulmões. Pensou nos seus alunos que tanto amava e que provavelmente não entregariam o trabalho que ela passou devido à farra na casa de praia. Gostava tanto daqueles irresponsáveis! Lembrou-se também de Emmett e seus selinhos atrevidos e fraternos. Daria tudo para abraçá-lo e receber um selinho daquele brutamonte. Também tinha Carlisle e Esme... Mesmo os vendo através do comunicador, não era a mesma coisa. Sentia-se tão sozinha.

Subiu a superfície só para pegar ar e voltar a mergulhar. Nadou em baixo d’água e seguiria até a margem, mas parou quanto sentiu algo estranho. Emergiu a superfície novamente pegando o máximo de ar que podia e voltou a mergulhar. Nadou até o fundo do lago e quanto mais se aproximava, mais seu corpo se sentia diferente. Um formigamento agradável tomou conta dela e uma sensação incrível, como se ela pudesse tudo, se apoderou de seu sangue. Ela então soube que estava perto do Okala. Não entendia como, mas sabia.

“Esta preciosidade não é algo que se procure. Ela é algo que se sinta. Qualquer ser vivo e não-vivo que esteja perto do Okala conhecerá sua grandeza e força. Só precisa estar próximo a ele, e assim, sentirá todo seu o poder.”

OH MEUS DEUS!

Nadou mais rápido, seu coração batendo em ritmo acelerado. Ele está aqui! Tudo vai acabar! Ao chegar ao fundo procurou o que estava lhe causando aquela sensação. Não havia nada ali a não ser terra e... cacos?

Haviam pedras em formato de cacos de vidro grandes. Catou-os e os levou a superfície, depositando-os na margem. O vento frio atingiu seu rosto, mas estava tão convicta que não ligou, porém permaneceu na água. A sensação de ter superpoderes e o formigamento agradável ainda perpassava seu corpo, porém em menor intensidade.

Expostos a sua frente, Bella pode analisar as peças. Eram curvadas, porém não lisas. Eram irregulares, com pequenas elevações. Procurou encaixá-las e conseguiria se as peças fossem retas. Imaginou uma mini-caverna.

- Abrigando o Okala!

O cérebro de Bella trabalhou a mil. Imagens vieram a sua mente e de repente tudo virou um filme. O Okala – algo que ela nem imaginava como era – dentro de uma bola rochosa e oca que a protegia do mundo exterior. O tempo que ficou isolado dentro dessa bola fez com que o elemento evoluísse, se transformasse, adquirisse capacidades em si mesmo. Se tornando único e puro como ele era. Mas então algo aconteceu para que essa “caverna” se quebrasse. Mas o que? A energia produzida poderia emitir força suficiente para que a caverna implodisse. Mas pelo que Bella percebera a energia permanecia nos cacos e era essa energia que fazia com que ela se sentisse daquele jeito. Se fosse algo natural a energia não estaria mais nos cacos.

- Então a caverna foi quebrada. – Bella sussurou desnorteada. – Alguém quebrou a caverna para pegar o Okala!

[...]

- Bella! Aonde você estava? — Disse Edward nervoso, acompanhado de um Carlos curioso.

Bella estava com o cabelo molhado, o olhar desnorteado e o vestido ainda mais sujo do que estava na noite anterior. Carregava uma vasilha cheia de frutas que depositou em cima da pequena mesa de madeira.

- Você está molhada. Está com frio? – Perguntou Carlos.

- Não, eu estou bem. – Bella suspirou. – Fui pegar o café da manhã.

- Eu estava indo fazer isso. – Falou Carlos. – Deu um mergulho no lago, não foi?

- Sim. Muito bom por sinal.

Edward a olhou melhor. Ela estava estranha, Carlos poderia não ter percebido, mas ele a conhecia. Ela estava com o olhar vago e atribuiu isso a tudo que aconteceu no dia anterior. Levara um susto quando acordara e não a viu do seu lado. Vasculhou a casa e seus arredores, mas foi convencido por Carlos de que ela só deveria estar explorando o lugar.

Edward pegou uma rosa vermelha que estava em cima do velho sofá e entregou a Bella.

- Pra você. – Bella franziu a sobrancelha. – Pra você colocar no precipício. Em memória de Jacob.

- Tem mais dessas lá atrás. Se quiser fazer um buquê... – Comentou Carlos, mordendo uma maçã.

- Então... fique com essa pra você. – Edward olhou para o próprio prato. – Um presente meu.

Bella sorriu pequeno, comovida com o rei. Ele estava... envergonhado? Sim ele estava!

- Obrigada. – Disse, cheirando a rosa.

Edward a olhou de rabo de olho. O que havia dado nele para lhe oferecer uma rosa?

[...]

A viagem até o porto foi longa. Logo depois de tomarem café, os três subiram na carroça de Carlos e se dirigiram ao precipício. Com um buquê de rosas brancas na mão, Bella rezou pela alma de seu amigo tendo a certeza de que ele já estava em um lugar melhor que a Terra. Beijando uma rosa, jogou o buquê do penhasco. Foi impedida por Edward de olhar para baixo, não queria que ela visse o corpo de Jacob como ele mesmo viu. Já entrara em decomposição. Que descanse em paz, desejou Edward sinceramente.

Chegaram no porto já perto do meio-dia. Os três desceram da carroça e os tripulantes do navio da marinha real inglesa – que já os esperavam desde a noite anterior – os receberam com alívio.

- Carlos nós não temos como agradecer. – Bella sorriu e o abraçou, sendo retribuída.

- Não se preocupe. Foi uma honra recebê-los.

- Carlos, eu não pude deixar de notar a sua situação precária.

Carlos deu um sorriso sem-graça.

- A situação está ficando difícil. O inverno vem vindo e só tende a piorar.

- Em gratidão por sua hospitalidade, — Disse Edward formalmente, assumindo seu posto de rei inglês. – ofereço o cargo de chofer real.

- Nossa! Eu... eu nem sei o que dizer.

- Sim ou não Carlos? – Disse Bella sorrindo.

- Claro! Claro que sim! Mas minhas roupas...

- Serão providenciadas. Se ajoelhe. – O homem obedeceu e Edward ergueu sua espada do cós, colocando-a no ombro direito de Carlos. – Diante das testemunhas aqui presentes, eu nomeio Carlos Walter chofer real, em nome da Realeza Inglesa.

Carlos sorriu fazendo Bella também sorrir, emocionada. Ele realmente não esperava que sua vida iria mudar tão drasticamente. Os três entraram no navio e os marinheiros serviram o almoço. Foram chegar na Inglaterra três horas depois.

E Edward se perguntava o porquê do sorriso de aprovação de Bella por seu gesto com Carlos foi tão importante para ele.

[...]

- Eles chegaram! – Gritou Alice ao ver a Cavalaria Real Inglesa trazendo Bella, Edward e um homem desconhecido até o castelo.

A movimentação no palácio foi grande. Os familiares e empregados mais próximos saíram para o jardim e esperaram os “desaparecidos” se mostrarem. Assim que Edward desceu da carruagem, Tânia o beijou, fazendo o estômago de Bella embrulhar. Carlos desceu e ajudou a física a descer também, sendo recebida com abraços de Rosalie e Alice. Assim que Tânia soltou o rei, a rainha Elizabeth abraçou o filho e Sue e Ângela abraçaram Bella, que fez questão de se esconder do Conde Denali, que no momento cumprimentava Edward.

- Onde vocês estavam? – Alice perguntou. – Estávamos aflitos! E onde está Jacob?

Edward olhou para sua prisioneira e viu sua face de entristecer.

- Houve um acidente. – Edward contou sem detalhes a história, poupando Bella. Sue e Ângela derrubaram algumas lágrimas. – E este é o senhor que nos acolheu e irá trabalhar com chofer em nosso palácio.

- Seja bem-vindo! – Exclamou Rosalie.

- É um prazer conhecê-los. – Disse Carlos fazendo uma reverência.

- Paul! – Chamou Edward. – Mostre o castelo e ensine as regras a ele. Arrume roupas também.

- Sim Majestade.

Bella suspirou e se dirigiu ao rei.

- Posso me recolher?

- Deve! E eu também vou fazê-lo. — Edward entrou no castelo sendo seguido por seus familiares.

- Que loucura. Ainda bem que deu tudo certo. – Falou a rainha.

- Não deu tudo certo mãe. Eu perdi um homem! — Disse Edward nervoso.

- Mas está vivo e é isso que importa. – Falou Tânia pendurada em seu pescoço.

- Tânia! – Exclamou Alice e Rosalie ao mesmo tempo, indignadas.

- Não Tânia! Você não entendeu! – Edward se soltou da mulher. – Ele caiu de um precipício e a mulher que ele amava escolheu me salvar ao invés dele. Bella está devastada e o corpo de seu melhor amigo está em decomposição. Tem noção do quanto isso é doloroso? Ele tinha amigos que o amavam e que agora estão chorando sem nem ao menos ter um corpo para enterrar? Para salvar sua memória. – O silêncio reinou no saguão de entrada. – Quer saber... eu só quero tomar um banho, dormir e esquecer de tudo o que aconteceu.

- EDWARD!

Jasper descia a escada com pressa e, sem ligar para o que os familiares achavam disso, o abraçou. Edward travou o maxilar e fechou o punho com força, não respondendo ao abraço. O ódio transbordando por seus olhos. Traidor!

- Surpreso em me ver, Jasper? – Falou Edward com a voz estranha.

- Claro. Você sumiu! Nós já íamos preparar o exercito para ir atrás de você!

- Porque não conversamos lá em cima? Tenho que te deixar por dentro da situação.

-Er... claro.

Os dois subiram a escada recebendo o olhar intrigado da família. Qualquer um poderia sentir o clima tenso entre o rei e seu “melhor amigo”.

[...]

Bella vestiu sua camisola branca. O sol ainda se fazia presente, mas ela não ousaria pôr os pés para fora do quarto. Não naquele dia. Estava cansada, triste, chorosa e decepcionada. Pegaram o Okala. Os cálculos de Carlisle estavam errados. O Okala estava na Itália e não na Inglaterra. Sem contar que a intenção de seu mentor era de que ela o pegasse antes do autor dos manuscritos e para isso lhe mandara para uma época antes daquela datada nos velhos papéis. E pra quê se o autor já havia o capturado. Conclusão: o autor só começou a escrever tempos depois de capturar o Okala.

Qual a decisão que Carlisle tomaria? Suspirando, foi até o corredor ver se havia alguém. Ninguém. Os criados deveriam estar lá fora cavando um túmulo em memória de Jacob. Era a melhor hora. Foi até a sua cama e se sentou. Tirou o colar, onde estava escrito “Bella”, e girou o gancho que prende o pingente ao cordão três vezes para direita e duas para a esquerda.

A primeira coisa que viu foi Carlisle sentado em um banco com a cara emburrada, assim como Esme, que sentava em outro banco com uma distancia segura de seu “arqui-inimigo”. Emmett assim que a viu no telão se pôs entre os dois, sorrindo para a mulher.

- Está ouvindo isso querida?

- Ouvindo o quê?

- O silêncio. – Fez uma cara de quem estava “maconhado” e Bella sorriu. – Eu finalmente consegui calar a boca desses dois. Você tem idéia do que é passar todas essas horas com os dois brigando? Preciso de você aqui Bellita!

- Como conseguiu essa façanha.

- Ele ameaçou soltar aqueles peidos horríveis dele Bella! – Resmungou Carlisle.

- Um... dois... – Interveio Emmett, empinando sua bunda.

- Parei!!! – Carlisle gritou.

- Emmett, isso foi covardia. – Falou Bella rindo.

- Acredite: não foi. – Emmett olhou para Bella. – Você está estranha Bella. O que houve?

Bella então derramou suas lágrimas e entre soluços contou a história toda, tudo que havia passado.

- Perdoe gente, mas eu falhei.

- Bella, a culpa não foi sua! Como poderíamos imaginar que o autor do manuscrito só começaria a escrever tempos depois? – Consolou Carlisle.

- Você depositou suas esperanças em mim! Era para eu encontra o Okala e levá-lo para o futuro. Nada disso aconteceu e eu me sinto uma fracassada. Agora não temos nem idéia de onde ele possa estar!

- Você não é uma fracassada. Ninguém previu que o autor não ia escrever os manuscritos na hora que ele o descobriu. – Emmett falou.

- Não chore amiga. – Falou Esme.

- Carlisle, me envie ainda mais para o passado! – Falou Bella convicta.

- Nem pensar! – Carlisle elevou a voz. – Não sei qual efeito isso pode causar na linha do tempo e nem o que pode acontecer com você!

- Eu me responsabilizo...

- ISSO ESTÁ FORA DE QUESTÃO!

- Eu vim para cá com uma missão e vou terminá-la.

-Você vai voltar pra casa. Eu vou programar a máquina do tempo e você vai... – Emmett foi interrompido por um barulho de copo quebrando.

O sangue de Bella gelou e seu coração parou de bater. Com mais força que o necessário, fechou o pingente de coração rapidamente e olhou para a porta de seu quarto.

Rosalie a encarava estática.

Notas finais
Agora a coisa ficou feia para a Bella!
.
bom, vcs esperavam um beijo não é? Mas relacionamentos não são construidos só carnalmente. é preciso companherismo, amizade, segurança. achei bom explorar esse lado.
.
Não postarei a sinopse hj pq o capítulo não vai demorar pra sair.
.
Bjs gentem!