Universo Paralelo
14 Capítulo 13
Notas iniciais
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chego com um capítulo dramático hoje. mas no final a gente comenta! Aproveitei o feriado para terminar de escrever o capítulo que já estava mofando no meu pc.
Ownnn só vou ver amanhecer na segunda feira. Fim de período é uma droga! Você já viram?
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Boa leitura.
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NOVIDADES LÁ EM BAIXO!
- Ai! – Edward fez uma careta de dor. – Hey, Jasper, vá com calma cara.
O fio de luz azul e brilhante direcionado ao peito de Edward queimava sua carne. Já deveria estar acostumado, mas a ardência era algo que definidamente não dava para ser ignorada. Jasper revirou os olhos diante das lamúrias do amigo e fez ouvido de mercador frente ao seu pedido de socorro.
- Sabe que não posso fazer nada sobre isso.
- Mas poderia ao menos fingir. CACETE JASPER!
Jasper parou o que estava fazendo e olhou carrancudo para Edward.
- Ainda bem que eu terminei se não eu mesmo lhe daria um soco pra você ficar quieto e me deixar terminar essa merda.
Jasper colocou o instrumento em forma de revolver na base apropriada para ele, atrás de Edward, quando viu pela primeira vez os arranhões nas costas do amigo. Arregalou os olhos.
- Quem fez isso? – Disse sem tirar os olhos dos riscos avermelhados.
- Isso o quê? – Disse o rei confuso.
- Isso. – Jasper pressionou o dedo em um dos oito arranhões, correspondentes às quatro unhas opostas ao polegar, das duas mãos de uma mulher. Edward resmungou, contorcendo o tronco.
- Nada. – Edward olhou para baixo, desviando os olhos do amigo risonho.
- Ah não! Com certeza você vai me dizer quem foi que fez isso. E foi hoje! Pelo que eu saiba não foi a nenhum prostíbulo devido à doença. Vamos! Me diga.
Foi Bella Swan, aquela mulher que você odeia e que me pediu para ficar longe dela. Não, não dava para lhe dizer isso. Já dera um soco no melhor amigo por causa daquela irritante, e estupidamente linda, mulher. Não poderia lhe contar a verdade.
- Tânia! – O quê? Não acreditou no que ele mesmo dissera.
Jasper caiu na gargalhada. Claro! Só de imaginar Tânia fogosa daquele jeito dava vontade de rir! Definitivamente Tânia tinha muitas características, mas atrevida ela não era. Mas a outra... a Swan...
- Você está me dizendo que Tânia, Tânia Denali, a Tânia que nós conhecemos, fez essa selvageria em você?
Voltar atrás? Não dava!
- Foi.
-Olha só! E eu pensando que ela era cheia de não me toques!
E ela era. Com aquele nariz empinado, reclamando que suas roupas eram pesadas, reclamando que era sua dama de companhia. Mas no final... no final ela botou suas garras pra fora. De uma forma deliciosa...
- Bom, talvez não seja ruim casar com ela.
Casar com a Swan? Talvez... se ela tivesse aquele fogo toda a noite. Pensar na química maravilhosa entre eles fez com que sentisse seu membro dar sinal de vida. Poderia aguentar suas reclamações, arrogância, petulância e desafios dirigidos a ele – já que havia descoberto na noite anterior que viver sem eles era pior.
- Bom, definitivamente não esperava isso dela.
Ao contrário. Quando a beijara no lago, Bella havia correspondido a altura. Não era tão impossível que quando a atacasse ela o correspondesse. Mas a possibilidade de o repugnar existia, já que ela o odiava e o sentimento era recíproco.
- Como foi que aconteceu?
Edward suspirou, as lembranças ainda vivas em sua mente.
- Ela havia deitado em minha cama para cuidar de mim. – Sem minha autorização, para variar um pouco, completou mentalmente. – E disse que ia dormir porque estava cansada. Na minha cama!
- Caramba! Ela não disse isso.
- Disse! Aquele poço de petulância disse. – Rosnou Edward.
- Mas ela não é petulante!
- Não com você! Mal se falam!
- Isso é verdade. – Ponderou Jasper.
- Então me subiu uma ira...
- Eu imagino.
-...uma ira... que deu vontade de torcer aquele maldito pescoço lindo e delicioso... – Jasper deu uma risadinha quando viu Edward fazer os gestos com a mão, como se de fato estivesse torcendo algo. Sua cara era ilária! – Mas ai... – Edward suspirou, deixando as mãos caírem em seu colo. – eu vi aquela boquinha rosada, aquele narizinho arrebitado que eu tanto odeio, e a expressão de anjo dela... Que eu não aguentei e a beijei.
- Então foi você que a beijou! – Jasper bufou. – Assim não tem graça.
- Mas ela tomou o controle. – Edward sorriu com a lembrança.
- Uau!
- Ela é maravilhosa cara! Deve ser, pelo menos. – Edward recuperou o tom sério. Que merda ele havia falado? – Só na cama. De resto ela é insuportável!
- Então vocês não transaram?
- Não. E nem sei se isso ia acontecer de fato.
- Porque pararam?
- Ela viu minhas veias inchadas.
- Acha que Tânia pode ser um problema? – Jasper assumiu uma expressão preocupada.
- Tânia? – Edward estranhou Jasper.
- Claro! Ela viu os sintomas. Em que mundo você está cara?
Claro! Falavam de mulheres diferentes. Mas se Bella seria um problema?
- Não se eu voltar para o quarto agora. Disse que era apenas alergia ao remédio e tomei aquele vidrinho que você me deu, dizendo que era antialérgico. Ela queria ficar, mas a mandei embora. Preciso voltar agora, ela disse que passaria mais tarde no quarto para ver como eu estava.
- Ok, vista a camisa. Sim! Já ia me esquecendo, chegou isso para você. O mensageiro do rei me deu para que lhe entregasse. – Jasper pegou uma carta que estava em cima de uma mesinha no canto da sala e lhe entregou. Edward observou o emblema real da Itália. – Pelo jeito Laurent quer falar com você.
Edward pegou a carta, leria mais tarde. Recolheu sua camisa branca e olhou para o próprio peito. Nem parecia que havia feito uma cirurgia á uma hora. A cicatrização fica mais rápida.
[...]
Nunca fora boa em equilibrar nada. Era uma desastrada de primeira e sabia que a qualquer momento a sopa poderia cair e queimar todo seu corpo. A bandeja fora feita por ela, a mando de Sue é claro. Colocara também um suco, um pãozinho, frutas e tudo mais que adiasse a sua volta ao quarto do rei.
Estava preocupada com ele, porém o acontecimento horas antes a deixara envergonhada. O que aconteceu comigo? Oh sim, sabia muito bem. Os dois juntos eram explosivos e depois do que aconteceu tomara partido por se fingir de burra. Até havia ensaiado as suas falas caso o rei fizesse alguma menção sobre os fatos. “Majestade, acho que o senhor estava delirando. Quer mais sopa?” ou talvez “Majestade, o antialérgico deve ter causado alguma reação. Sue mandou melhoras para o senhor.”
Com as falas decoradas, subiu as inúmeras escadas amaldiçoando as pessoas por serem tão burras e ainda não terem inventado o elevador. A alguns passos da porta do quarto, ouviu seu nome sendo chamado por uma voz enojada.
- Pode me dar a bandeja. Eu mesmo levo.
Sem permissão, Tânia tirou o jantar do rei das mãos de Bella e abriu a porta com cuidado para não derrubar. Através do ombro da nobre, Bella observou Edward deitado na cama, olhando ansiosamente para quem vinha.
- Oi amor, trouxe seu jantar.
Edward sorriu para a noiva, fazendo o estômago de Bella embrulhar. Carrancuda, a viajante no tempo se mostrou presente no cômodo.
- Precisa de mais alguma coisa?
Vendo sua prisioneira na soleira da porta, Edward desligou sua atenção do jantar – o qual ansiara para desfrutá-lo e matar sua fome – e focou-se nela. O que diria? Olhou para Tânia e novamente para Bella.
- Não, mas...
- O remédio em seu criado mudo é para tomar depois do jantar. – Atropelou Bella.
Pronto! Ela agora está fugindo de mim.
- Acho que consigo fazer isso. – Resmungou Tânia.
- Ok. Esse é o último remédio do dia. Amanhã quando acordar tem que tomar o da cápsula azul. A água já está aí. Tenham uma boa noite.
Não querendo ouvir mais nada, Bella fechou a porta com certa violência. Que se exploda o rei e sua noiva. Estaria indo embora assim que achasse o Okala e deixaria o passado do jeito que estava. No futuro, leria nos livros de História sobre os filhinhos loiros e de olhos azuis que Edward e Tânia tiveram!
Arghh!
[...]
Bella abriu os olhos e imediatamente viu Rosalie ressonando tranquila ao seu lado. Sue disse que deixaria as duas sozinhas, alegando que eram jovens e não queriam uma velha se intrometendo nas suas conversas. Bella e Rosalie foram terminantemente contra, mas a senhorinha já havia decidido.
Incomodada com os sonhos perturbantes que tivera, Bella tomou café sozinha, apreciando o silêncio na cozinha. Imagens de Edward se casando com Tânia invadiram novamente sua mente e ela se negou veementemente a retornar aos malditos sonhos. Decidira encontrar o rei antes que enlouquecesse.
Se dirigiu ao escritório e bateu na porta.
- Quem é?
- Sou eu!
- Eu quem?
- Sério Cullen? – Bufou Bella. Só pode ser brincadeira.
- Continuo sem saber quem é. – Podia ouvir o tom de riso em sua voz. Idiota.
- Bella Swan! – Disse entredentes.
A porta se abriu e seu corpo foi puxado com rapidez para dentro do escritório. Só deu tempo de ver o rei fechar a porta e olhá-la como se enfrentasse um dilema interno, para então atacar-lhe os lábios. Bella infiltrou suas mãos pelos cabelos cor de cobre de Edward, enquanto este a prendia com os dois braços apoiados na parede.
- Cullen, espere, Cullen.
Edward dedicou-lhe ainda três beijos rápidos nela, antes que a moça erguesse seu rosto para encará-lo.
- Nós nos odiamos. – A própria Bella beijou-lhe mais uma vez, sendo retribuída de muitíssimo bom grado. – Nos odiamos, ok.
- Sim.
- E pessoas que se odeiam não se beijam.
Os dois se olharam por longos minutos, até que se afastaram respirando fundo. Bella ajeitou os cabelos e Edward fez o mesmo.
- Nós vamos pra Itália.
Bella levantou uma sobrancelha.
- Como?
- O rei Laurent quer falar comigo. Mandou-me uma carta ontem requisitando minha presença e pretendo ir logo.
- Porque ele não vem aqui?
- Porque quando você pede apoio em uma guerra não se pode exigir muita coisa. Laurent é um forte aliado.
- Guerra? – Bella franziu o cenho.
- Eu não sei se você sabe, mas eu estou sendo ameaçado constantemente por Aro Volturi, rei espanhol.
- Por que seu conselheiro não vai?
- Porque ele está ocupado. Agora chega de perguntas!
Edward abriu a porta e se encaminhou para fora do castelo, sendo seguido por Bella. Sabia que a Inglaterra e a Espanha estavam tendo seus conflitos, mas uma guerra? Imaginou Edward indo para o campo de batalha — ele não era covarde em mandar seus homens e ficar com o traseiro colado em seu maldito trono – e aquilo lhe rendeu um nó na garganta.
- Majestade. – A voz de Jacob a tirou dos torturosos pensamentos.
Nem percebera quando chegaram em frente a carruagem e Jacob os aguardava. Deduzira que seria ele a conduzi-los. Jacob mandou-lhe um sorriso que considerara uma das coisas mais fofas que já vira. Jacob era um homem que valia a pena investir.
- Flora!
- Hey Jacob. – Bella o abraçou e Jacob retribuiu com fervura. – O que você está fazendo aqui?
- Levarei vocês a Itália. Primeiro pegaremos um barco no porto mais próximo e depois retomaremos a estrada.
Edward bufou. Maldita hora em que seu chofer tivera diarréia. Alguém com certeza lhe drogou para que passasse a noite toda no trono. Iria descobrir quem fora o miserável. Mas agora estavam atrasados.
- Vamos logo Black. Quero voltar o mais rápido possível.
- Sim Majestade.
Edward arrastou Bella pela mão e a empurrou para dentro da carruagem, entrando em seguida.
- Grosso!
- Desculpe se eu atrapalhei seu flerte com o Black. Podem voltar a se beijar quando voltarmos da Itália.
- Você é ridículo.
- Devo me desculpar se eu não correspondo as expectativas de uma prisioneira-criada, desmemoriada e insignificante feito você?
- MORRA!
Bella virou emburrada para a janela e Edward imitou o gesto, olhando para a janela oposta. Se ela quisesse se misturar com Jacob, que fizesse, mas que não o atrapalhasse. Podiam explodir os dois, ele não estava nem aí. Talvez fosse ele o motivo dela ter o impedido de continuar beijando-a. Pro inferno os dois!
O clima de raiva e amargura perdurou durante toda a viagem a Itália, inclusive no barco onde cada um foi para o lado oposto do navio. Bella e Edward tentaram disfarçar durante a visita ao rei Laurent, limitando-se a olhares nada agradáveis um para o outro. As negociações diplomáticas entre os reinos foram feitas e em troca de apoio na possível guerra, Laurent pedira apoio financeiro durante toda a época de baixa colheita, causado pelo inverno rigoroso italiano. Edward aceitara prontamente e após um longo e festivo almoço – Bella odiara cada minuto ao lago do estúpido rei – entraram novamente na carruagem.
O silêncio continuou, assim como as caras emburradas, mas só foi quebrado por Jacob, que conduzia a carruagem pelo lado de fora.
- Tem... tem alguma coisa errada!
- O que está errado? – Perguntou Edward.
- As rodas estão...
A carruagem de repente perdeu o controle e rumou em direção ao precipício que havia ao lado. Uma das quatro rodas de madeira de soltou, e em meio aos gritos dos três passageiros, foi a vez da segunda roda. Edward abriu a porta oposta ao grande precipício e empurrou Bella para fora da carruagem. Não houve tempo para que ele ou Jacob pulasse, pois a carruagem em fim despencou.
Já salva, Bella gritou de horror. Correu até a ponta e viu a carruagem estraçalhada em meio as pedras. Seu choro alto misturou-se aos seus gritos, e ela colocou as mãos sobre a boca, tentando contê-los.
- Bella! – Duas vozes conhecidas a fizeram prender os olhos na parede do precipício.
Edward e Jacob se seguravam cada um em um galho, e ela estava entre eles. Os galhos não eram resistentes para o peso dos dois e os homens sabiam disso. Era uma escolha.
Não pensou, na verdade não havia o que pensar. Eram dois homens e se ajudasse um, o outro morreria. Foi instintivo, passou-se dois segundos para que ela se movesse na direção de Edward. Ajudo-o a subir com dificuldade, demorando o tempo suficiente para o galho de Jacob quebrar. O último olhar que teve do amigo foi o de decepção.
- Oh meu Deus! – Bella gritou entre soluços fortes. – Oh meus Deus! Jacob!
Edward ainda não havia entendido bem o que aconteceu. Poderia jurar que a escolha de Bella seria Jacob. Os dois estavam paquerando e ele era apenas o homem que ela odiava. Ao ver Bella correr até o precipício para ver o corpo de Jacob, segurou-a pela cintura e a abraçou, deixando que suas lágrimas escorressem por sua camisa. Queria poupá-la de sua dor.
- Shiuuu.
- Ele se foi... Oh meu Deus, ele se foi...
E os soluços se tornaram mais alto, fazendo com que ele a abraçasse mais forte. Nunca a vira chorar, nem quando seus soldados a pegaram e a ameaçaram de morte. Se sentia estupidamente culpado por cada maldita lágrima que ela derramava. Edward acariciou os cabelos da mulher, implorando internamente para que ela parasse de chorar. De algum modo, aquilo destruía ele.
- Eu... eu não sei como aquilo aconteceu.
- Como não sabe Edward? – Bella se afastou com os olhos vermelhos e inchados. – Tentaram nos matar! As rodas não soltaram da carruagem por força da natureza. Queriam me matar ou matar você. Jacob era bom demais pra conseguir qualquer inimigo. Ou você ou eu era o alvo! Ou os dois de uma vez. Nos queriam mortos, Edward, MORTOS!
Notas finais
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chorei escrevendo essa parte. Jacob era a coisa mais fofa do mundo e foi traído pela garota pelo qual estava apaixonado. foi triste, mas teve que acontecer. próximo capítulo vai ter uma parte dedicada a ele, afinal, ele era um amor.
Pois é, os dois estam ficando mais proximos. E digo uma coisa: jacob nao foi morto a toa.
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Gente, eu estava lendo a sinopse de The Vampire Diares (amo)e me surgiu uma idéia. Eu vou deixar uma sinopse do próximo capítulo para vcs. Pretendo fazer isso com todos, vamos ver no que dá:
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Surge um novo personagem em Universo Paralelo que ajudará Bella e Edward a voltarem para casa. Os protagonistas tem uma conversa sincera e emocionante. Bella recebe uma pista sobre o Okala. Um personagem do passado descobre sobre Bella. Quem será?
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Gostaram da sinopse ou preferem ficar na surpresa mesmo? espero a opinião de vocês. E nos comentários, deixem suas lembranças ao Jake, tadinho.
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Beijos e até o próximo capítulo
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