Universidade Smogon

36 Capítulo 36 – Uma tarde de Domingo


Notas iniciais
Olá gente! Depois de tanto tempo, e eu tinha prometido que não demoraria tanto, mas estou postanto depois de mais de um ano. Mas esse capítulo é mais pra conhecer uma certa mãe que não vai ser fácil de lidar. Starmie teve uma noite divertida no Dynamax. Conheceu gente nova. Mas teve que evitar uma confusão eminente. Tudo parecia bem! Mas tinha esquecido que sua mãe viria visitá-lo no dia seguinte. E tome nove mil palavras Boa leitura!

“Sabe que horas são? Já deveria está arrumado! Depois de tanto tempo sem nos ver, é assim que me recebe?”

Agora que Starmie se lembrou que sua mãe veio lhe visitar depois de quase dois meses. Ele sairão para almoçar juntos.

“Bom dia mãe! Fiquei até tarde ajeitando um relatório surpresa!” Isso era uma meia verdade.

“Você não poderia fazer isso durante o dia? E que bagunça é essa no seu apartamento? Você já é adulto, tem que organizar seus horários e seu espaço! Pelo visto nem tomou café ainda!”

A bagunça que a mãe se referia era o casaco jogado sofá, uma xícara com restos de chá na mesinha e o notebook que tinha colocado no chão antes de dormir. Aborrecido, Starmie vai até a cafeteira preparar o café. Depois pega uma fruta Oran para comer. Ele fica chateado que sua mãe demora semanas e até meses para lhe visitar. Mas fica mais aborrecido quando ela vem pois fica maior parte do tempo o criticando.

“A senhora quer café?”

“Me dê um pouco por favor!” A mãe já havia feito seu desejum, porém ela também é viciada em café.

Depois de Starmie se alimentar, a mãe já veio com um assunto que há um bom tempo queria tratar com o filho.

“Soube que você andou se embriagando em uma festa com colegas da universidade, é verdade? Você causou muito tumultuo com uma Pokémon de fogo e causou muitos prejuízos.”

“Então a senhora soube?”

“Starmie, não sabe que Pokémon da sua espécie não pode consumir bebida alcoólica? Mesmo em quantidades mínimas pode afetar seu cognitivo?”

Por que ela tinha que falar disso agora? Passou-se uns trinta e cinco dias daquela festa desgraçada. Starmie já tinha sofrido muito por causa daquela noite. De ter posto sua amiga Scizor em perigo. De ter causado prejuízos ao seus colegas. Estava pagando parte do prejuízo causado. Não queria que aquele evento lhe atormentasse depois de mais de um mês. E ele vinha de uma festa em que não tinha lhe acontecido nada. Agora é como se tivesse sofrendo consequências só porque teve uma noite de descontração.

“Agora que vem me falar disso?” Starmie queria encerrar o assunto “Isso foi há mais de um mês! Eu até já paguei os prejuízos!”

“Mas lembre-se que o dinheiro que você recebe é fruto do meu trabalho!” aponta a mais velha “um terço do meu salário vai para pagar seus custos aqui, tanto do aluguel quanto das contas do cotidiano! É sua obrigação administrar os recursos que recebe para ter uma vida acadêmica digna!”

“Eu sei…”

“Tu sabes!? Então quanto tempo ainda vai permanecer em UU?”

“Estou fazendo possível para que possa subir de estrato.”

“Você se manteve em OU por seis semestres. Qual dificuldade que você tem para continuar neste estrato?”

“A senhora deveria saber que vai entrando Pokémon muito forte todos os semestres! É uma competição alta para ficar em OU.”

“Basta ser melhor do que esses que vão entrando! Não é assim que vinha fazendo?”

Essa discussão não ia para lugar nenhum. Quando terminou o desejum e arrumou a louça, finamente foram para o estacionamento. As Starmies entraram no carro safira. A estrela mais velha ligou o carro e começou a dirigir. E começou com seus comentários ácidos novamente:

“Sabe o que vi aqui quando cheguei? Uma kombi de cores berrantes caindo aos pedaços. E um estranho Pokémon amorfo, semelhante a uma âncora carregada de algas que era proprietário desse veículo, se é que se pode chamar aquilo de veículo. Que tipo de inquilino eles aceitam nesse prédio? Você não conhece esse indivíduo, conhece?”

“Não… nunca vi!” de fato, Dhelmise não morava no prédio aquático. “Deve ser só uma visita para um colega!”

“Que tipo de visita é essa que seus colegas recebem? Espero que você não se envolva com esse tipo de Pokémon!”

Sua mãe tem esse péssimo hábito de julgar os outros pela aparência. Essa característica era muito criticada pelo seu avô que era o pai dela. Ela não pode nem imaginar que aquele Dhelmise lhe deu carona na madrugada de hoje. O Pokémon de alga só estava aí para passar a noite com Draglage.

“E o que houve com seu braço?” ela finalmente repara que uma das pontas do filho está mais curta.

“Foi em um combate anteontem!” responde Starmie “ainda não se regenerou completamente.”

“Espero que esteja se alimentando direito! Se não tiver comendo bem, vai demorar mais pra regenerar! E como foi mutilado desse jeito? Tenha mais cuidado contra movimentos super efetivos!”

“Era um inseto com movimento de prioridade!”

“Aff! Como esses insetos são irritantes!” ela não esconde seu desapreço por Pokémons insetos.

Depois ficaram alguns minutos em silêncio. Quando o carro parou em um sinal, Starmie resolveu puxar um assunto mais ameno com sua mãe:

“Mãe! Eu gostaria de aprender a dirigir!”

“Por que está me pedindo isso? Não me diga que quer carro também?”

“Eu não quero carro! Só vou querer carro quando eu estiver formado e trabalhando!” Starmie só queria um carro comprado com seu próprio dinheiro. Não quer que sua mãe fique esfregando no seu núcleo que tinha comprado um carro para ele. “Só quero saber dirigir para… casos de necessidade.”

“Que tipo de necessidade?” a mais velha questiona “não vai ficar pedindo meu carro para sair por aí, não é? Ou então ficar dirigindo durante a madrugada para farrear junto dos seus colegas. Sabia que aquele Gengar seria uma má influência para você. Acho que você deveria se afastar dele. Amizades que te arrastam para baixo não servem de nada.”

Gengar pode não ser um santo, mas Starmie não o responsabiliza por seu desempenho na faculdade está abaixo do esperado. “Quer saber? Deixa para lá!”

“Deixe isso pra lá mesmo! O dinheiro que te dou é mais que suficiente para as viagens de ônibus, que é muito mais barato que as viagens de carro! Combustível não é barato!”

Então chegaram no restaurante que era perto da Smogon, o Hot Centipepper. Tem o letreiro com o este nome em cor laranja com um desenho de um Centiskorch. Starmie sabia que esse restaurante era frequentado por professores e por estudantes mais abastados. As estrelas entram no aconchegante estabelecimento que tinha mesas com toalhas de xadrez de cores branca e vermelha. Elas escolhem uma mesa ao fundo. Um Indeedee macho veio atendê-las:

— Boa tarde! Em que posso lhes servir?

“Boa tarde! Poderia nos servir duas porções de lámen ao caldo com plâncton?” A mãe fazia o pedido “E para beber, dois copos de suco de limão rosa, ambos com açúcar mesmo.” A Starmie mais velha fazia o pedido.

O bode anotava o pedido e vai para um balcão, onde repassa o pedido para uma Indeedee fêmea. Ela toca a campainha e se volta para cozinha onde um Flapple e um Centiskorch aguardam os pedidos para prepará-los:

— Duas porções de lámen com plâncton e dois copos de suco de limão rosa para mesa sete!

— Mesa sete! Vixe, é pra aquela Starmie xarope! — Flapple olha através de uma janela para as ocupantes da mesa sete – e ainda trouxe outra de sua espécie.

— Que Starmie xarope você está dizendo? — pergunta a Indeedee curiosa.

— É aquela com coloração mais desbotada – aponta o pequeno dragão que fica dentro da maçã.

– Sabia que quanto mais velha for um Starmie mais desbotada é sua epiderme? — explica a Pokémon cabra — chuto que essa tem uns cinquenta anos.

— Parem de dizer coisas desrespeitosas dos clientes! – Centiskorch chama a atenção dos subordinados – Flapple, venha logo preparar os lámens!

— Sim chefe!

Então mais quatro Pokémon entram no recinto. Três deles Starmie conhecia. Eles tem formas humanoides semelhantes a de um gênio já que estão na forma Encarnada. São eles o Landorus o laranja, Thundurus o azul, e Tornadus o verde. Mas o quarto, de cor rosa não é conhecido pelo estudante. Parece que tem um cachecol semelhante a uma cobra, com manchas de coração enrolado no seu pescoço (na verdade é sua cauda).

”É a Enamorus!” reconhece a Starmie mais velha “ela é proprietária de uma reconhecida empresa de agronegócio de origem Unoviana conhecida como ‘Templo da Abundância’.”

— Olha se não é a distinta senhorita Starmie que está almoçando aqui! — Enamorus se volta para a estrela mais velha e lhe estende a mão para cumprimentar.

“É um prazer em vê-la Enamorus!” a estrela estende a ponta para a rosada. Agora está bem mais simpática do que o normal.

— E quem é esta jovem que te acompanha? — pergunta a gênio que é do tipo fada e voador.

“Este é meu filho Starmie!”

— Que linda estrela! Sou Enamorus! Prazer em te conhecer Starmie! — ela agora estende a mão para Starmie.

“Prazer em te conhecer Senhora Enamorus!” ele responde educadamente. A gênio rosada parecia bem radiante e simpática.

— Eu também estou vindo aqui para almoçar com os meus três meninos! — Ela mostra os seus três filhos que cumprimentam as estrela de longe – eles estudam na Smogon que é pertinho daqui.

“Meu filho também estuda na Smogon” comenta a mãe.

O garçom Indeedee vai para mesa dos gênios, que pedem uma barca de sushi. Quando o pedido chega na cozinha o Centiskorch vai orientando:

— Esse prato é rápido de preparar! Enquanto o lámen cozinha, vamos logo preparando os sushis!

— Certo chefe! — acata Flapple.

“Então Starmie, Enamorus é uma das melhores clientes da Agência Índigo. Sem falar que a empresa dela desempenha um importante papel no abastecimento de comida em várias cidades de Kanto. E os filhos delas estudam na Smogon também. Você os conhece?”

“Sim! Eles são excelentes combatentes” relata Starmie “especialmente o Landorus que, tirando os monitores de OU, é o melhor estudante da Smogon.”

“Hum… e você tem problemas em enfrentá-los?”

“Obviamente, eles realmente são poderosos e muito inteligentes! Enfrentei o Thundurus recentemente… estava quase conseguindo vencê-lo, mas houve interferência de alguém e…”

“Não deve ser difícil contra-atacá-los. Eles são voadores. E Landorus também é terrestre. Alguém que deve te temer naturalmente!”

Sua mãe tem décadas de batalhas nas costas. Por isso ela deveria saber que as batalhas não são tão fáceis como ela diz. Mesmo sendo terrestre, Starmie sempre teve problemas em enfrentar o Landorus. Nas vezes que esteve diante dele, boa parte delas não foi bem sucedido. Ele não é só poderoso como é um excelente estrategista. Tem uma grande variedade de estratégias individuais que permite lidar com suas fraquezas e boa sinergia com seus companheiros de equipe. Por isso é bastante requisitado nos times.

— Ei mãe, aquelas Starmies que a senhora cumprimentou, conhece elas? — pergunta Tornadus.

— Aquela Starmie um pouco mais pálida é uma dos conselheiros executivos da Agência Índigo, uma das principais agências de combate de Kanto. Ela é excelente em comandar times de combatentes e já contratei muitas vezes os serviços dela. Realmente ela é excelente no seu trabalho. Eu não sabia que tinha filho. E que já estuda na Smogon.

— Conhecemos o filho! — comenta Thundurus – ele é nosso veterano. Pelo visto, vai pelo mesmo caminho da mãe. É um adversário bem perigoso de se enfrentar. Durante a avaliação de OU nós nos enfrentamos e ele me botou muita pressão.

— Tenha vergonha Thundurus! — Tornadus cutuca – se fosse o Landorus eu até entenderia, mas logo você que é um Pokémon elétrico.

— E daí! — responde Thundurus – e a estrela deitou dois elétricos durante as avaliações – só não fui mais um por causa daquele sapo…

— Então do mesmo jeito perdeu pra um aquático! Hahahaha! — zomba Tornadus – por isso é o mais incompetente de nós três!

— Vai pra merda Tornadus! — Thundurus fica bravo. Ele começa a se inflar. O ar fica um pouco agitado e pequenas faíscas aparecem pelo seu corpo – diga se eu sou o mais incompetente pra ver se não sai todo eletrocutado…

— Nada de brigas durante o almoço! — disse Enamorus enérgica, emitindo ainda mais vento do que Thundurus – coisa feia dois rapazes discutindo na mesa! Isso é o momento em família, não quero saber de brigas!

Com isso Thundurus e Tornadus se calaram.

— Mas Starmie realmente é um Pokémon pra não ser subestimado! — comenta Landorus – ele é de um estrato abaixo do nosso, mas consegue lutar em pé de igualdade com os OU’s.

— Corrigindo, você e eu somos de OU! — continua Tornadus – o Thundurus é, no máximo um boderline, e olhe lá.

— Vai começar Tornadus? — o elétrico se infla de novo.

Enquanto isso, uma mariposa branca de olhos azuis observava a discussão meio assustada.

— Não se preocupe Frosmoth! Qualquer coisa você solta uma Nevasca neles que eles se aquietam rapidinho! — diz Flapple que vem trazer uma barca cheia de sushi e outros petiscos.

— Pare de brincadeira Flapple! — reclama a Indeedee fêmea – então Frosmoth, pode levar a barca para mesa seis?

— Eu não sei se vou conseguir... — diz a mariposa meio hesitante.

— Em breve, você vai substituir a Indeedee já que ela vai para VGC no ano que vêm – responde o Indeedee macho – é bom ir treinando as tarefas delas. É só deixar a barca com os clientes e voltar pra cá.

— A Indeedee vai pra tão longe em Galar! — comenta Flapple – poderia fazer que nem o resto de nós, que vai para Smogon, que é do outro lado da rua.

— A minha irmã é bem inteligente e conseguiu uma bolsa pra ir pra VGC! – comenta o bode – ela não vai perder essa oportunidade não é?

— Vou fazer o meu melhor em Galar! Mas isso é assunto pra ano que vem! Agora temos que atender os clientes! — conclui a cabra – vamos Frosmoth, sei que consegue servir os gênios da mesa seis.

Meio nervosa, Frosmoth carrega a barca com suas pequenas mãozinhas trêmulas. Ela se aproxima da mesa, onde os quatro gênios ainda discutia freneticamente.

— Ei… venho trazendo seu prato… — a Frosmoth tentava chamá-los com sua fina voz hesitante. Mas o vento fluiu um pouco mais forte e fez com que a mariposa perdesse o equilíbrio.

— AAARGGGG!!! — ela deu um berro de desespero ao ver que a barca ia virar derrubando o seu conteúdo. Mas o Indeedee macho, que estava de olho no trajeto da colega, rapidamente usa a telecinese para evitar que a comida seja derramada e mantém a barca flutuando com seus poderes psíquicos.

O grito de Frosmoth chama a atenção de Enamorus e ela vê que o pedido deles estava sendo levitado por poderes psíquicos.

— Minha nossa! Nosso pedido já ia ser derrubado pro causa do nosso vento! — diz ela meio envergonhada – vocês três, podem parar com essas picuinhas. Por culpa de vocês nosso almoço já ia sendo derrubado. E vocês sabem que um dos piores crimes que um Pokémon pode cometer é estragar comida. Sorte nossa que os funcionários foram competentes em evitar que nossa comida seja despejada no chão!

— Aqui, seu prato esta servido! — Indeedee, com toda discrição, coloca a barca na mesa.

— Obrigada querido! — agradecia Enamorus, e ela se volta para Frosmoth também – desculpe-nos pelo susto meu bem!

— Imagine… senhora… — diz a mariposa timidamente – bom apetite!

Então os gênios começaram a comer sem mais delongas.

— Ufa… — suspirou Indeedee – admito que esses foram difíceis, mas ainda bem que a Enamorus admite que se acontecesse um acidente, não seria culpa nossa. Agora só aguardar um pouquinho Frosmoth que o Flapple vai trazer o lámen pra servir na mesa sete. Aquelas Starmies devem ser mais fáceis de lidar.

Indeedee foi para uma outra mesa para atender um cliente que acabara de chegar e a mariposa aguarda no balcão o próximo pedido. Mas logo ela é abordada por uma Starmie.

“Querida, não quero ser inconveniente mas, nós tínhamos feito o pedido antes. Por que eles foram servidos primeiro?”

— Se… Senhor… senhora… — Frosmoth começa ficar nervosa, pois não sabia em como lidar com uma espécie de Pokémon não binário – como quer que te chame?

“Me chame de senhorita, por favor!” exige a Starmie mais velha “Como estávamos conversando, eu e meu filho chegamos antes! Tem certeza que não se esqueceu de pegar nosso pedido? Vi que já estava toda trêmula trazendo a barca pra outro mesa. Você deveria ter mas atenção no seu serviço e…”

— Senhorita, seu pedido ainda não está pronto! — o Indeedee veio intervir – o pedido dos gênios levou menos tempo para ser preparado, por isso foi servido primeiro. Tenha um pouco de paciência que já vamos servir seu pedido.

“Vocês deveriam organizar melhor o processo de vocês, devem dar prioridade àqueles que chegam primeiro.” então a Starmie volta pra sua mesa.

— Realmente é uma xarope, como o Flapple disse! — murmura o Indeedee – cada prato tem um processo, nós fazemos o possível para que todos os clientes sejam atendidos mais rápido possível.

Enquanto isso na mesa, Starmie não pôde ficar quieto diante da impaciência da mãe:

“Mãe, por que foi pressionar os funcionários? Não dá pra esperar um pouco mais?”

“Humf… você diz isso pois se levantou quase na hora do almoço e não deve estar com fome. Mas eu levantei cedo, até fiz uns relatórios antes de vir pro seu apartamento!”

Outro péssimo hábito da sua mãe é se vangloriar por ser um Pokémon eficiente em tudo que faz e, por isso, exigir a mesma eficiência de outros ao seu redor. Essa busca pela perfeição faz com que ela se dedique tanto ao trabalho que acaba negligenciando sua vida social. Por isso, fora do trabalho ela é um Pokémon difícil de se lidar. Até para próprio Starmie, seu único parente vivo, é difícil de lidar com a personalidade dela.

Finalmente o pedido das estrelas está pronto. Frosmoth respira fundo e leva o lámen para mesa sete. E dessa vez, os dois Indeedee estão ocupados atendendo os outros clientes. Ela vai voando bem lentamente. Isso deixa a mãe impaciente já que a garçonete se move bem devagar com seu pedido. Então chega à mesa e deposita com cuidado o pedido das Starmies.

— Seu… seu… pedido…

“Certo, certo… até que enfim mocinha!” debocha a mais velha já aborrecida.

Frosmoth só queria sair daí para não ouvir mais insultos vindo daquela voz telepática. Porém quando ela se vira para sair, sua asa acaba se chocando com um dos copos de suco que acaba derrubando o seu conteúdo no mais novo.

“Ai… ai…” Starmie ficou sem reação ao ser molhado pelo suco.

“OLHA O QUE VOCÊ FEZ!” lógico que a mãe ficou brava ao ver que ela derrubou suco em seu filho.

“Mãe, isso não foi nada…” Starmie tentava amenizar a situação. Não queria fazer um escândalo por causa disso. Mas pelo visto, sua mãe queria…

“POR QUE UMA DESASTRADA COMO VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO AQUI? NÃO É CAPAZ NEM DE CONDUZIR COMIDA À MESA?” sua voz telepática é escutada por todo o restaurante, chamando a atenção de todos. Os gênios também repararam, enquanto Enamorus olhava para cena atônita, os seus filhos ficavam rindo baixinho.

— Senhora… digo, senhorita… — Frosmoth estava nervosíssima – perdoe-me por favor, vou arrumar isso em um segundo…

“NÃO DÁ PRA PERDOAR UM ERRO GROTESCO DESSE!” o núcleo da mais velha brilha mais intensamente “Vou já falar com seu chefe, não pode um ser tão desatento…”

“Mãe chega!” Starmie tentava acalmá-la.

“Chega nada! Essa mocinha tem que ouvir, como alguém tão negligente trabalha servido comida para nós? E se misturasse sem querer os alimentos? Sabia que tem gente que pode até morrer por causa disso?

“Mãe para!”

“Nunca vi alguém tão… tão… lesada, isto que é! UMA LESADA!”

Frosmoth começa a chorar por causa dos insultos. Vendo isso, Starmie percebe que sua mãe passou dos limites.

“MÃE, CHEGA POR FAVOR!” agora é ele que eleva sua voz telepática.

“E AGORA DEU PRA ESSA CRIATURA FICAR CHORANDO FEITO BEBÊ!” a mais velha ignora os apelos de seu filho “VOCÊ VAI VER, NUNCA MAIS VAI TRABALHAR AQUI! E SE DEPENDER DE MIM, NÃO VAI ARRANJAR EMPREGO EM LUGAR NENHUM!”

Assustada com os gritos telepáticos das Starmies, ela rapidamente sai daí chorando intensamente.

“OLHA QUE VOCÊ FEZ, MÃE!!! FEZ A GAROTA CHORAR!!”

“NÃO TÁ VENDO QUE ELA FEZ COM VOCÊ? NÃO VAI ME DIZER QUE NÃO SE IMPORTA COM UMA HUMILHAÇÃO DESSA! ELA ESTÁ FAZENDO A GENTE PASSAR VERGONHA!”

“QUE VERGONHA O QUÊ! ERA SÓ ME LIMPAR E ELES NOS TRAZER MAIS SUCO! MAS NÃO! TUDO O QUE A SENHORA FAZ É CRITICAR E OFENDER OS OUTROS! — o núcleo de Starmie também brilhava intensamente, sua estrela de trás deu uma girada, demonstrando que estava irritado – É A SENHORA QUE ESTÁ NOS FAZENDO PASSAR VERGONHA!

O Indeedee macho chega a mesa para tentar acalmar as estrelas:

— Lamentamos muitíssimo o que aconteceu!

“Não se preocupe, não aconteceu nada demais!” diz Starmie tentando se acalmar e amenizar a situação.”

“Aquela Frosmoth derramou suco no meu filho! Preciso que tomem providências em relação a isso!”

— Nós vamos trazer um novo copo de suco sem demora! O Starmie pode ir ao lavatório se limpar.

“Humf… deveria processar essa espelunca por isso!” resmunga a mais velha.

“Chega disso mãe! Não precisava desse escândalo todo!”

“E você Starmie, está muito conivente com isso! Está cada vez mais parecido com seu avô!”

“Sabe mãe, essa é a primeira vez que me elogia depois de tanto tempo!” dito isso Starmie sai para se limpar.

Enquanto se limpava no lavatório, Starmie pensava na bronca que deu na sua mãe. Realmente tinha muita coisa que queria soltar para fora gritando com ela, parecia que parte do que estava preso em si foi liberado. A estrela admira o trabalho que sua mãe faz. Entretanto, ele se lamenta que ela negligencia não só os poucos momentos que têm juntos como também não sabe lidar muito bem com os outros. Como a mãe vivia ocupada, Starmie sempre foi cuidado desde criança por seu avô. Mas quando entrou na Smogon, acabou se dedicando tanto aos estudos que acabou se afastando dele. E ele acabou falecendo uns meses depois que Starmie ingressou na Smogon. Ele até hoje se arrepende por não ter ficado próximo a ele em seus últimos momentos. Desde então, a estrela temia que seria como sua mãe. Pelo menos a mesma não está pensando assim.

Depois de se lavar e de enxugar, a estrela sai do lavatório. Ela escuta um choro abafado perto do banheiro. Era Frosmoth, que ainda estava bem afetada por conta dos insultos de sua mãe. Ela estava pousada em um canto que ficava entre os banheiros e o lavatório. Starmie se aproxima lentamente dela e coloca a ponta no topo de sua cabeça. “Você está bem?”

Ela se vira para ver quem está tentando confortá-la, mas ela chora mais intensamente ao ver Starmie – Me… me desculpa… não queria derramar aquilo em você…

“Tudo bem! Tudo bem!” Starmie falava mansamente para acalmar a mariposa “Sou eu que devo te pedir desculpas! Minha mãe foi muito intransigente contigo! Ela não deveria ter dito essas coisas! Sou eu que devo te pedir perdão!”

— Mas… mas… realmente isso todo foi minha culpa! — Frosmoth ainda estava inconformada – fiz até você e sua mãe brigarem. Se eu tivesse mais cuidado.

Starmie se senta ao lado e acaricia a cabeça dela com a ponta. Ela era macia e fria. E a mesma ponta limpa as lágrimas dela. “Quando nós estamos nervosos podemos cometer erros como esses. Já errei muita Bomba Hidráulica em momentos decisivos e isso é frustrante. E também podemos dizer coisas indevidas para aqueles que nos são caros. Todos nós estamos sujeitos a erros, mas melhor do que ficar lamentando, devemos seguir em frente para aprender com eles e tentar melhorar.”

Thundurus estava indo ao banheiro mas repara que Starmie estava sentado, consolando a Frosmoth que derrubou suco nele – eita estrela, mais uma confusão na sua conta?

“Saco… mas eu não queria esse escândalo. Foi minha mãe que extrapolou os limites!”

— Olha, eu te entendo! Minha mãe parece bem simpática, mas não queira ver ela zangada não. O escândalo que a sua fez é fichinha se comparada aos que nossa mãe faz.

“Mas a sua mãe me pareceu bem gentil!”

— Pode ser que ela se apresente como simpática na frente dos outros! Mas só os Pokémon próximos a ela sabem o quão terrível essa mulher pode ser… sem falar que ela é bem exigente!

“Ela não deve ser tão exigente quanto minha mãe!”

— Ela vive me comparando com o meu irmão mais velho, o Landorus. Todos sabem que ele é um gênio, no sentido que é bem habilidoso em tudo que faz. E por conta disso, há sempre comparações dele conosco. Isso pode gerar uma pressão danada! Pelo menos você é filho único, não é Starmie? Pelo menos não tem irmão para que ela possa ficar fazendo comparações!

“Eu não sei Thundurus! Talvez eu tendo irmãos possa diluir a exigência da minha mãe! Se bem que ela mal se relaciona direito comigo, imagine se ela tiver mais de um filho…”

— É… cada família com suas complicações… — conclui Thundurus.

“Ei Frosmoth, eu vou falar com seu chefe!” propõe Starmie “Se eu disser que seu acidente não foi nada demais acho que ele não será muito duro com você!”

— Ah não… — a mariposa arregala os olhos ao falar de seu chefe – temos que falar logo com ele!

Enquanto isso na cozinha, o Centiskorsh estava tomado pela raiva. Ele soltava fogo pela boca e segurava quatro facas e dois cutelos com suas patas e os balançava intensamente, pronto para ingressar para uma intensa batalha. A Indeedee fêmea e Flapple tentavam desesperadamente impedi-lo de cometer qualquer loucura.

— Aquela estrela maldita! Por mais que aquela Starmie tenha ficado aborrecida com esse acidente, ISSO NÃO LHE DÁ O DIREITO DE MALTRATAR MINHA FILHA!!! QUEM ELA PENSA QUE É?!!! VOU PARTIR TODOS OS SEUS DEZ BRAÇOS ATÉ SOBRAR O NÚCLEO E SERVI-LOS EM UM PRATO ESPECIAL!!

— Chefe, pelo Amor de Arceus, não faz isso! — implora Flapple – se atacar um cliente, a reputação do restaurante vai pro beleléu!

— Senhor Centiskorsh, por favor se acalme! — pedia a psíquica – vamos resolver isso de forma pacífica.

— PACÍFICA! DEPOIS DESSA CRIATURA INSULTAR A MINHA FILHINHA DESSE JEITO?! — o Pokémon lacraia de fogo parte uma tábua de madeira com um corte – ESSA ESTRELA ESTÁ COM OS DIAS CONTADOS.

Então Starmie entra na cozinha junto com Frosmoth chamando pelo responsável do restaurante. “Olá! Aonde encontro o dono deste restaurante?”

— VOOOCEEEEEÊ!!!! — Centiskorsh vai até a estrela com um olhar assassino, erguendo as facas e cutelos, pronto para atacá-la. Starmie fica apavorado ao ver uma figura tão ameaçadora.

“Senhor… por favor… é em relação àquela Frosmoth…”

— VOCÊ AINDA VEM COM O NÚCLEO LISO PRA FALAR MAL DA MINHA FILHA?! — grita a lacraia – PODE ESTÁ CERTO QUE VOU ACABAR COM SUA RAÇA!!!!

— CHEFE NÃO!!! — Flapple se desespera – se fizer isso, vai acabar é com a reputação do restaurante! E eu preciso desse emprego!!

— PAI POR FAVOR, NÃO O MACHUQUE!!! — Frosmoth se coloca na frente da estrela – não foi esta Starmie que me gritou comigo! Na verdade, foi nele que derrubei o suco!

— E VOCÊ VEIO PRA RECLAMAR DISSO? — a lacraia ainda não se acalmou completamente – lamentamos por qualquer acidente que possa acontecer aos clientes. Mas ninguém, digo NINGUÉM MESMO, tem o direito de fazer minha filha chorar desse jeito!

“Eu sei senhor!” Starmie se inclina pra baixo para se desculpar para Centiskorch “Foi minha mãe que foi dura demais com ela! A minha mãe não mediu palavras pra falar com sua filha e passou dos limites! Eu só vim aqui pois não quero que a Frosmoth tenha problemas por nossa causa! Eu não quero que brigue com ela!”

Centiskorch respira fundo. Coloca os objetos cortantes na pia. E também se inclina para a estrela – lamento profundamente pela minha grosseria. Mas ver minha filha sendo tratada de modo tão intransigente e… com perdão da palavra… mesquinho, me fez ferver o sangue. Sou dono deste singelo restaurante, mas antes de tudo sou pai!

“Eu entendo senhor! Eu peço encarecidamente que nos perdoe!”

— Pai, me desculpe por sempre te causar problemas! — Frosmoth começa a chorar novamente.

— Minha princesa… tudo bem! — Centiskorch se enrola em volta dela para abraçá-la e consolá-la – sabe, ela não é muito boa em interações sociais… ela tem Transtorno de Espectro Autista. Pelo que eu sei, a mente dela trabalha de um jeito meio diferente da maioria dos Pokémons. Então devemos ter um pouco mais de paciência com ela. Estou deixando ela começar a trabalhar aqui para que posteriormente se adapte às demandas da vida em sociedade.

Starmie se alivia ao saber que, ao menos, o emprego dela não está em risco, e que ainda ela tem o apoio de seu pai.

— Vamos resolver esse assunto logo! — então Centiskorch resolve ir até a mesa sete para falar com a mãe de Starmie.

— Senhor, por favor, não faz nada precipitado – pedia a cabra.

Na mesa, o Indeedee macho faz o possível para acalmar a Starmie mais velha. Então o Pokémon lacraia finamente encara a agressora de sua filha.

— Boa tarde minha cara Starmie! Sou Centiskorch, dono e cozinheiro deste restaurante – ele se apresenta — soube derramaram suco no seu filho não é?

“Isso mesmo senhor! Uma Frosmoth foi extremamente descuidada e…”

— Não precisa dizer mais nada por favor! — ele a interrompe antes que tenha um outro acesso de fúria – estou totalmente ciente do seu problema e vou tomar providências em relação à isso. Estou propondo, para compensar o transtorno que você e seu filho passaram, que o almoço de hoje vai ser totalmente por nossa conta. O que acha?

“Almoço sem cobrar nada?” depois desse escândalo, ainda vão comer sem pagar nada? Starmie acha que o restaurante não poderia ter esse prejuízo por causa deles “Senhor, não é só trazer um copo de suco…”

Mas o Indeedee macho levanta a mão para interromper a fala da estrela. Ele se comunica diretamente na mente de Starmie “por favor, aceite a solução do senhor Centiskorch. Podemos ter o prejuízo, mas manteremos nossa reputação intacta.”

“Tudo bem! Vou aceitar essa proposta desta vez!” acata a mãe, que também já ficou exausta por causa do escândalo que ela mesma causou “Mas na próxima, pode está certo que irei processar essa espelunca!”

O Pokémon lacraia finalmente voltou para cozinha e mandou Flapple preparar um novo copo de suco para Starmie.

— Se aquela estrela desbotada não tivesse aceitado minha proposta! Isso teria acontecido com ela! — ele pega o cutelo e corta a metade já cortada da tábua de madeira.

— Senhor Centiskorch, chega disso por favor! — reprendia a Indeedee fêmea.

— Ei Indeedee – Flapple chama a cabra para lhe tirar uma dúvida – Starmie é um Pokémon não binário, não é? Como eles determinam se eles são “mães” ou “pais”?

— Por conveniência, quem gera o ovo do filhote é registrado como a mãe do mesmo! — responde a Indeedee.

Então as estrelas finalmente começaram a comer. Ficaram em silêncio, ainda estavam constrangidas por causa da confusão que se envolveram. Starmie ficou sem fome por causa disso. Porém tratou de comer tudo, sem desperdiçar nada, em consideração ao Centiskorch e Frosmoth. Prometeu a si mesmo que um dia vai comer neste restaurante e vai pagar tudinho. E levar alguém consigo. Quem sabe a Scizor...

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Era meio dia deste mesmo dia. Em outro ponto da cidade, uma limusine negra passa por uma quadra de um condomínio de classe média alta. Eles param em frente a uma casa que tinha um exuberante jardim. Parecia que tinham uma pequena floresta em seu quintal.

“Típico de Pokémon vegetal!” Aegislash desce do veículo.

— Que horas busco a senhorita? — pergunta um Gallade que era o motorista.

— Só vou voltar umas nove horas da noite! — responde a metálica.

Ela toca a campainha. Logo Ferrothorn aparece no portão para recebê-la.

— Bem-vinda querida! — ele lhe dá um beijo – meus pais estão ansiosos em te conhecer!

Semana passada, Ferrothorn tinha almoçado em um restaurante com a família de Aegislash. Ele ficou bem intimidado com os pais dela. Mas no fim eles foram gentis com ele. Agora ele leva sua namorada para conhecer a família dele.

— Boa tarde querida Aegislash! — uma Ferrothorn fêmea a recepciona na sala de estar – é um prazer em conhecê-la!

— Também é um prazer em te conhecer senhora Ferrothorn! — responde a espada estendendo a mão para planta – a senhora foi uma grande heroína que salvou Kanto há uns dezenove anos atrás.

A Ferrothorn estende a vinha para cumprimentar sua possível nora – meu marido já está preparando a mesa, pode ficar à vontade, querida!

Uma Ferroseed adolescente entra na sala para conhecer a nova namorada do irmão e fica maravilhada ao ver a bela Pokémon metálica.

— Boa… Boa tarde! — diz ela meio encabulada – nossa, você é tão linda!

— Obrigada! — agradece Aegislash.

— Esse escudo… faz parte de você? — curiosa, ela queria cutucar nos adornos do escudo.

— Errr… é sim! — diz ela se afastando instintivamente – e é muito sensível.

— Ferroseed! Não fique mexendo nos outros sem permissão! — repreende Ferrothorn.

Um Pokémon que se parece com uma pilha de galhos secos e espinhosos aparece no recinto. É um Pokémon de grama e fantasma conhecido como Brambleghast. Ele é o pai do Ferrothorn.

— Olá querida Aegislash! Brambleghast ao seu dispor! Só estou avisando que a comida está na mesa!

Eles vão para sala de jantar. Em travessas há uma boa variedade de alimentos como arroz e uma feijoada com legumes. E tinha travessa com um caldo com diversos minerais para os Pokémon metálicos. Aegislash repara que não tinha nenhum empregado para os servir.

— Você vai gostar Aegislash! Meu pai cozinha bem! — fala Ferrothorn com orgulho.

Então os Pokémon vão comendo e conversando animadamente. Mas Aegislash fica abismada que foi o próprio pai que preparou a comida.

— O cozinheiro de vocês não veio hoje não? — ela questiona.

— Hahahaha!!! — ria o Brambleghast – o cozinheiro daqui sou eu querida! E aqui só temos uma doméstica contratada, mas ela só trabalha nos dias de semana.

— Mas não tem comida melhor do que a feita por meu querido! — elogia a esposa.

Ela vai comendo mostrando um certo entusiasmo. Mas no fundo ficou um pouco despontada pois a outrora heroína do passado leva uma vida mais modesta. Ela tenta não demonstrar isso. Porém a mãe desconfia que há um certo descontentamento por parte da espada.

Eles vão conversando para conhecer melhor a fantasma. Ela fala que o seu pai é um grande empresário e dono de uma empreiteira. Ela fala com orgulho que é de uma família bem tradicional e conservadora. Eles também conversam sobre como a espada é uma das melhores alunas da Smogon e também sobre a atuação dela e de Ferrothorn no Conselho Estudantil.

— Moça! Você realmente é linda e brilhante! — diz Ferroseed ainda olhando para espada bem admirada – como faz pra ficar tão reluzente?

— Bem, de vez enquanto dou uma polida no meu corpo no salão de beleza.

— Mãe, também quero uma polida que nem a dela – pedia a pequena semente.

— Ferroseed, essas polidas que a Aegislash faz não é recomendada para nós, que somos parte vegetais! — explica a Ferrothorn – sem falar que é um tratamento caríssimo.

— Aegislash, onde você fez o ensino médio? — Ferroseed continuava perguntando.

— Eu fiz no renomado colégio Flores da Aurora que fica em Celadon!

— Vixe, é um dos melhores colégios de Kanto! — comenta o Ferrothorn.

— Mas sabe, ele também tem uma má fama… — comenta Ferroseed – ouvi dizer de uma amiga que tinha estudado lá que tem muito aluno poderoso, mas também muito arrogante que ficava atazanando os outros. Ela disse que lá tinha um Frogadier que fazia a vida de alguns alunos não-binários um inferno.

— Vixe… esse Frogadier não deve ser flor que se cheire! — ela fala como se não conhecesse aquele Frogadier.

Logo eles terminaram a refeição. A Ferrothorn recolhe a louça da mesa com a ajuda do filho.

— A louça é de vocês! — anuncia Brambleghast.

— Nós dois vamos terminar rapidinho mãe! — fala Ferrothorn – Aegislash, querida, nos aguarde na sala. Pode ficar à vontade!

A espada vai para sala, fazendo o possível para esconder seu aborrecimento. Tanto a mãe como o filho vão arrumar a cozinha na maior naturalidade. Como uma família pode se sujeitar a isso?

— Bem, vou só lá em cima e volto já! — diz Brambleghast esticando as vinhas se espreguiçando – fique à vontade querida. Pode pegar o controle e assistir o que quiser na TV.

Eles têm uma grande TV de 50’ na sala. Ainda não é tão grande para os padrões da espada, que tem uma TV daquele tamanho no quarto dela.

Sua visão se volta para cima e vè uma prateleira cheia de quadros com fotografias. Ela acaba se distraindo vendo cada uma dessas fotas. A maioria era foto em família daqueles quatro. Pelo menos eles se portam como uma família normal. Uma foto que lhe chamou a atenção era de um bebê Ferroseed. Seu olho brilhou. Seu namorado era fofinho quando era recém-nascido.

Mas uma outra foto a deixou mais curiosa. Era da mãe do Ferrothorn de quando era mais jovem que estava acompanhada por mais cinco Pokémon. Era um Greninja, uma Delfox, uma Blissey, um Rhyperior e um Togekiss. Ela já ouviu falar deste lendário sexteto que enfrentou uma poderosa força maligna que se apoderou de Kanto há mais de dezenove anos. Já ouviu esta história de sua mãe na qual quando Aegislash era um ovo, o mundo estava aterrorizado por uma entidade que tirava a vida de vários Pokémons. Vários combatentes foram feridos e mortos por sombras negras que eram enviadas por uma criatura não identificada. Estes seis Pokémon foram responsáveis pela queda dessa criatura. Não se tinha detalhes sobre o que realmente essa criatura era. Só é sabido que aquela Ferrothorn e Greninja foram os únicos sobreviventes daquela batalha. E meses depois, o aquático viria a falecer por conta de circunstâncias desconhecidas.

— Foi tempos difíceis naquela época! — a vegetal apareceu de repente por trás da espada, lhe dando um pequeno susto.

— Senhora! Desculpe-me por eu ficar xeretando suas fotos sem permissão!

— Tudo bem querida! Mas esta foto me traz tantas lembranças… — a vegetal pega a foto de seu antigo time – foi angustiante vê-los morrendo, um a um. E naquela época, eu só pensava em voltar para o meu filho, que ainda era uma sementinha – ela encara a foto do bebê Ferroseed – e queria deixar um mundo seguro pra ele.

— Deve ter sido difícil pra senhora! — diz a espada comovida.

— No fim, o Greninja conseguiu dar o último golpe no monstro. Pode-se dizer que ele se sacrificou para salvar a todos nós – continua a Ferrothorn – mas ele deu uma sumida por algum tempo. Depois, ele surgiu com um filhote. Mas já estava muito debilitado. Então ele acabou deixando o pequeno Froakie órfão. Até eu tinha pensado em adotá-lo. Mas logo um casal de Pokémon sapos se dispôs a adotá-lo. Foi melhor assim, senão eu iria ficar encarando a tragédia que acometeu meus amigos.

— A senhora não tem informação da mãe daquele Froakie! — pergunta Aegislash.

— Não! O Greninja nunca me contou em como teve aquele filho… e até imagino… não, não vou fazer suposições precipitadas… — ela deve ter se lembrado de algo bem obscuro. Aegislash percebe a hesitação da vegetal.

— Mas sei que o filho agora é um Greninja e que é um companheiro de vocês no Conselho Estudantil, não é?

— Sim, e sabia que eu o conheço desde o ensino médio! — comenta a espada.

— Pelo visto, ele deve ser um bom garoto que nem o pai dele – a Ferrothorn suspira – não posso contar muitos detalhes daquela batalha pois tem muita informação confidencial. Mas o posso dizer é que o perigo que vivemos há dezenove anos não foi extinguido.

— Como assim? — pergunta a jovem apreensiva.

— Enquanto houver injustiças nesse mundo, haverá muitos sentimentos negativos! E é isso o combustível para aquelas trevas.

— E pensar que estou conhecendo uma grande heroína do passado! — fala a espada admirada.

— Não sei se posso me considerar uma heroína! — ela diz de forma melancólica – bem, podemos não ter uma vida luxuosa da qual você está acostumada. Não quero ser vangloriada enquanto os meus companheiros tiveram suas vidas abreviadas. Mas sempre busco uma vida digna para a minha família.

Aegislash fica abismada que apesar de parecer uma mulher simples, a mãe de Ferrothorn parece esconder muitos mistérios. Realmente valeu a pena iniciar relações com esta família.

— Ei querida! — chama Brambleghast – que tal hoje nós darmos uma volta no shopping? E depois andar pela praça?

— Hum querido! Querendo bater as vinhas hoje? — fala a vegetal empolgada com o convite.

— Sim, hoje quero passar uma tarde especial com minha família! Você vem Ferroseed?

— Não sei pai… — ela estava com um pouco de preguiça.

— Talvez compre aquele kit de maquiagem…

— Vamos sim papai! — ela muda de ideia radiante.

— Ei Ferrothorn! Vou sair com sua irmã e sua mãe! — anuncia Brambleghast – você fica aqui com sua namorada, somente vocês dois… — ele pisca o olho vermelho.

Ferrothorn percebe que seu pai quer deixar ele e Aegislash a sóis.

Então os três vão até a garagem e embarcam em um carro verde metálico. Mas a mãe de Ferrothorn sente uma apreensão em relação a namorada de seu filho. Será que o relacionamento essa Pokémon rica vai lhe fazer bem?

Então o casal de Pokémons metálicos estavam sozinhos na sala.

— Ei Aegislash… — Ferrothorn propõe meio encabulado – quer assistir a um filme juntos.

— Err… Ferrothorn… vamos para um lugar mais reservado? — propõe a espada – como o seu quarto? Quero te conhecer melhor.

Ele se sentiu sua seiva esquentar. Ela está chamando pra ir pro seu quarto – Aegis… meu… meu quarto?

— Você não quer?

— Quero… digo… por mim tudo bem! — nervoso, ele conduz a namorada para o seu quarto.

Entraram no cômodo. Ele é bem organizado. Tem uma estante cheia de livros todos bem enfileirados. Mas é a cama que chama atenção da espada. Ela é feita de concreto, sem nenhum colchão e é envernizada. É apropriada para um Pokémon da espécie de Ferrothorn.

— Minha cama é meio dura, espero que não se incomode com isso!

A espada se acomoda na beira da cama.

— Pelo visto sua mãe é incrível! — comenta a fantasma – ela teve que passar por cada coisa.

— Sim, ela tem muitos segredos… — Ferrothorn sobe na cama para ficar ao lado de Aegislash – ela nos contou alguns, mas acho que a maior parte deles ela guarda consigo. Tenho que respeitar isso.

— Entendo! Mas imagino que teremos muita coisa pra desvendar… — ela se volta para o namorado e encara ele, segurando o rosto dele – temos muito que nos conhecer.

Ferrothorn fica estonteado enquanto a namorada fica o acariciando. Ela passa os dedos por entre os espinhos. Ficam assim por alguns minutos até que ela o envolve em seus braços. O vegetal arregala o olho de emoção ao ver que ela envolve seu corpo espinhoso tão espontaneamente, sem mostrar qualquer sinal de incômodo.

— Ferrothorn… — ela segura a face dele e o encara de modo sedutor. Então sussurra – será que nós podíamos… avançar mais?

— Aegis… — o vegetal ficou todo arrepiado – tem certeza? Achei… que iria ser só depois do casamento…

— E você quer esperar pelo casamento? — ela pegunta enquanto acaricia o rosto do vegetal.

Eles estarão sozinhos pelas próximas horas. São dois adultos. E ela quer. Ele também quer. Não tem como Ferrothorn negar o pedido de Aegislash. Ele também a envolveu com suas vinhas. E vai ter uma tarde inesquecível com ela.

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Enquato isso, no Hot Centipepper, Starmie aguardava sua mãe terminar um Fondue de sobremesa. A estrela recusou a sobremesa alegando que não estava com fome por ter acordado tarde. Na verdade, não queria que o restaurante tivesse mais prejuízos por causa deles. Após isso, as estrelas se despediram dos gênios, que estavam já pagando a conta deles ao Indeedee. Enamorus ficou bem surpresa que aquela Starmie cujos serviços eram contratados por sua empresa, que sempre aparentava ser uma Pokémon culta e educada, fosse se comportar assim. Ainda sim relevou isso. A fada também tem seus momentos encrenqueiros.

Eles entraram no carro. Passaram todo o trajeto sem trocar uma palavra. Quando estacionaram, finalmente a mais velha quebrou o silêncio.

“Vamos a loja de conveniência, preciso comprar algumas coisas!”

Starmie tenta imaginar o que passa pelo núcleo de sua mãe. Ela deve ter noção do papelão que fez em frente de uma cliente preciosa para ela. Agora ela não tem como tentar transferir alguma culpa para ele. Pelo visto ela está totalmente desarmada. Por isso que ela estava calada até agora, como se nada tivesse acontecido. Starmie aproveita a ida a loja para fazer suas compras da semana também. Cada estrela realiza sua compra. Com isso, Starmie não repara certos itens que sua mãe pegou.

Ela passa primeiro no caixa. Starmie vai em seguida. O Mr. Mime comenta com a estrela de relance:

— Sei muito bem que você é de maior e que poderia comprar bebida alcoólica! Mas acho que a Alomomola reclamou pois sabe que é meio problemático um Pokémon que possua dois tipos vulneráveis se embebedar.

“Por que está me dizendo isso agora?”

— Uma Starmie mais velha passou agorinha com latas de cerveja! — ele cochichou.

“AH PRONTO!”

Um último péssimo hábito de sua mãe. Quando as coisas dão erradas para ela, simplesmente começa a se embebedar.

Starmie sai rapidamente do estabelecimento para procurar sua mãe. Tenta ligar pra ela. Já não atende de jeito nenhum. Então a estrela vai para praia e fica procurando por ela e a chamando por alguns minutos.

“MAAÃEEEE!”

Finalmente a encontra. Ela estava encarando o mar. Starmie repara a sacola de compras derrubada na areia, assim como uma das latinhas abertas.

“Mãe… não me diga! E depois de falar que nossa espécie não deveria beber!”

“STAARRRIIEEEEE!” ela já estava sob efeito do álcool. Seu núcleo estava piscando bem trêmulo, indicando que ela estava chorando “Por quê? Por que tive que passar por essa humilhação? E ainda em frente da Enamorus! O que ela vai achar de mim agora? Maldita Frosmoth! Maldita mariiiposaaa! Só podia ser uma inseto mesmoooo!””

“Agora é a senhora que está chorando feito bebê!” Starmie aproveita que a mãe está embriagada e dá umas boas broncas nela “A senhora arrumou briga sem necessidade! Era só ter pedido para ela consertar o erro. Em repor o suco perdido e eles nos compensassem pelo erro dela! Mas não, a senhora tinha que ofender a coitada! Tinha que fazer ela chorar! Sabia que o pai dela queria os nossos núcleos por isso! Ele tem toda razão! É normal que pai ou mãe defendesse um filho.”

“É lógico que todo pai e mãe vai defender o filho! Eu sempre fiz tudo por você! Investi muito recurso em você! Para ser um combatente digno como eu! Ter muitos privilégios e viver tranquilamente sua vida! Mas você é ingrato demais! Não cumpre minhas expectativas!”

“Sou muito grato a senhora!” Starmie nunca vai negar que tem sua situação financeira é tranquila graças a sua mãe “Mas a senhora tem que entender que não sou um objeto. Não sou uma máquina. Eu me esforço ao máximo. Eu só quero… só quero que a senhora me reconheça…” o núcleo de Starmie fica trêmulo também. “Mas só ouço cobrança da senhora. Você fica longe de mim por tanto tempo… nesse meio tempo… tem um noturno que vive me enchendo o saco… eu causei muita confusão naquela festa… sofri um acidente e machuquei o núcleo! E isso afetou bastante na minha avaliação em UU. Eu gosto de alguém… que não deveria…”

Starmie estava se abrindo muito com a mãe bêbada. Mas é melhor não ficar expondo os seu sentimentos que tem por uma certa Pokémon inseto.

“Mãe… não te disse mas, estou estagiando. Estou dando aulas para turma de ZU. No começo foi difícil pra mim. Mas está sendo uma boa experiência. Estou vendo uma outra realidade. Aquele pessoal, bastante desprezado pela Smogon, também se esforçam, se esforçam bastante. Mas a vida é ingrata. Muitos trabalham, tem problemas financeiros. Mas eles estão lá, na sala de aula lotada, estudando, em busca de algo melhor. Eu agradeço a senhora, do fundo do coração pelas condições que me dá. Só quero que seja mais compreensiva com os outros. E comigo também!”

A mãe escutava quieta, provavelmente vai se esquecer de quase toda conversa. Mas Starmie agora soltava quase tudo que estava travado dentro de si.

“Realmente seee parece com o papai!” fala a mais velha “PAAAAAIIII! POR QUE??! POR QUE NOS DEIXOUUUU?” Ela ainda chorava.

“Eu também me pergunto isso todos os dias…” o mais novo se lembra da perda do avô “ele parecia tão bem… como ele… se foi de repente? É como se simplesmente tivesse parado de funcionar. Na idade dele, o núcleo precisa de mais cuidados. Mas mesmo assim não senti nada de errado com ondas eletromagnéticas que emitia.”

“Esse velho pode ter escondido alguma enfermidade da gente!” deduz a mais velha.

“Pior que é bem possível… ele não queria nos atrapalhar! Droga, deveríamos ter conversado mais com ele…” ainda que de modo contido, Starmie continuava a chorar. Se culpava por nunca ter procurado saber como realmente ia a saúde dele.

“Mas agora ele voltou para o mar!” fala a mãe um pouco mais conformada.

“Sim… pois somos do mar! E um dia voltaremos para ele!” diz Starmie encarando o mar com suas costumeiras ondas que sobem e descem no horizonte. “Faz três anos que ele se foi!”

É costume de Pokémons de origem marítima que quando algum deles morre, o seu corpo é cremado e seus restos mortais são jogados ao mar. Tomadas pela tristeza, as duas estrelas se abraçam e continuam chorando. Elas só tinham elas mesmas como família. A mais velha, também era filha única, e tinha perdido sua própria mãe muito cedo. E tinha a questão de quem era o progenitor de Starmie. Era um assunto tão constrangedor para os dois que era um assunto proibido para eles. Em todos seus documentos, é registrado que Starmie só tem sua mãe como progenitora.

Depois de alguns momentos abraçados, o jovem repara que sua mãe começa a golfar. Ele já tinha trazido sacolas extras prevendo isso.

“Mãe, vomite aqui!”

Agora ela realmente vai por tudo para fora.

“Aproveitou a boca livre?” Starmie não deixa de cutucar “sabe que nossa espécie não pode comer muito!”

Um casal de Pokémons marítimos passava pela calçada quando vêem Starmie ao lado de uma outra de sua espécie aparentemente passando mal. Cloyster e Golisopod foram ver o que estava acontecendo.

— Vixe, Starmie. Parece que não está bem! É um parente seu? — pergunta a ostra.

“É minha mãe…” diz a estrela de modo constrangido “Pode parecer, mas ela não está tão ruim assim…”

“Eeeeiiiii Starmieeeee! Amigus seuuuus?” A mãe se volta para os colegas.

— Olá! — Cloyster logo percebe que ela estava bêbada – prazer em conhecê-la Dona Starmie! Sou a Cloyster, amiga do seu filho desde inicio do curso.

— Bem eu mal conheço seu filho… — comenta Golisopod. Mas interrompe sua fala quando a estrela se agarra à ostra.

“Uma bela ostra é amiga do meuu fio?” diz ela estranhamente alegre “E aí, quer me acompanhar um pouco na bebedeira? Trouxe mais duas latas!”

“Mãe, deixa disso!” fala Starmie constrangido.

— É Cloyster, é melhor deixar a dona em paz e…

— Topo! — diz a ostra com a lata já na boca e brinda com a estrela, deixando Starmie e Golisopod estarrecidos.

-”COMO É? SUA DOIDA!”

Então estavam as duas Pokémon aquáticas na praia, bebendo e rindo sem moderação. Falavam de vários assuntos aleatórios. Starmie e Golisopod só podiam ficar vigiando elas para que não aprontassem nada.

“Ai Golisopod! Desculpe me por minha mãe se comportar desse jeito! E ainda envolvendo sua namorada neste rolo!”

— Como se Cloyster precisasse de alguém pra querer iniciar uma bebedeira! — diz o inseto calmamente – mas você disse que sua mãe trabalha em um cargo importante na Agência Índigo. E que mal vem pra te visitar. Talvez ela seja alguém com muita responsabilidade e agora só quer extravasar.

“Mas como ela exagera nesses extravasamentos!” diz a estrela cobrindo o núcleo com as pontas.”

“Ai Cloist, magine uma mega minha! Minhas pontas loooongas como pernaas! Eu andando como aqueles boniquinhos que meu filho gosta.”

“Mãe! A senhora tá falando besteira!”

“E ainda ser muito, muito forte! Dá um chute desse jeitu…” ela chuta a areia.

— Seria interessante! Hhihihihih! — diz a ostra rindo descontroladamente.

“Gostei de você queridaaaa! Se quiser ajuuuda ou um canto pra tabalhar, pode entrar em contatu com eu. Sou da Agência Índigo, sabia?” a mãe entrega um cartão com o nome e o número dela pra ostra.”

— Brigada moça! Você é bem legal.

“Duvido acharem isso se tivesse sóbrias!” comenta Starmie.

O sol estava se ponto. Golisopod pega a ostra para carregá-la pra casa.

“Ei insetão! Quem mandou carregar minha miga ostra de mim?”

“Está na hora de irmos pra casa também!” fala o filho.

“Que droga! Inseto chato! Só servem pra encher o sacooo!”

— Senhora, tá bom, né? — Golisopod tenta manter a paciência, não quer ter que lidar com um psíquico bêbado.

“Mãe, que feio! Começou a implicar com os outros de novo!” Starmie vai ter que tratá-la como uma criança.

Antes que sua mãe cause mais confusão, Starmie resolve então tentar a técnica do Metagross. Forma um pouco de energia psíquica na ponta superior. Ele chicoteia a ponta no núcleo de sua mãe. Apenas forte o suficiente para ela ficar alguns minutos desacordada. Starmie tinha aprendido a Cabeçada Zen.

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A mãe de Starmie acorda dentro de uma banheira. Sente seu núcleo dolorido. Principalmente por causa da bebedeira. Ela não apresenta mais sinais de embriaguez, já que sua habilidade Cura Natural faz ela se recuperar da ressaca mais rápido. Ela se levanta e percebe que seu filho estava na cozinha preparando a janta.

“Mãe, a senhora acordou?”

“Sim filho… droga… andei bebendo, não é?

“Ora se não!”

“Passei mais vergonha! Tinha colegas seus por perto, não é?” ela realmente só tem lembranças vagas de quando estava bêbada.”

“Só que, pra nossa sorte, nós estávamos com a mais doidinha deste prédio!”

A mãe coloca as pontas no núcleo bem constrangida.

“Então mãe, tem sopa! E também fiz um chá!”

Depois de jantar, a estrela vai lavar a louça. A mãe aproveita para sair até o carro dela. Ela volta com seu notebook.

“Ainda tenho que fazer alguns ajustes nos relatórios.”

Então, cada estrela vai fazendo seu respectivo dever em seus notebooks. Depois de algumas horas, Starmie finalmente fala com sua mãe.

“Eu já vou dormir! Quer ficar na banheira?”

“Precisa não! Fico no sofá-cama mesmo!”

“Seria melhor a senhora dormir na banheira! Você ainda está recuperando da ressaca!” diz a estrela mostrando preocupação. Queria que a mãe dormisse em um lugar mais confortável para ela.

“Nós compramos o sofá-cama pra justamente eu dormir nela quando fosse te visitar.” enfatiza a mais velha.

“Está bem!” Starmie não quer mais contrariar sua mãe. “Então… boa noite!”

“Starmie! Realmente está ficando mais maduro!”

Finalmente um genuíno elogio da mãe.

“Mãe, não demore pra me visitar de novo!”

“Vou ver o que posso fazer! Boa noite meu querido filho!”


Notas finais
Bom, assim, estou escrevendo essa fic pensando no competitivo da sétima geração. Mas aí vem a oitava, a nona. Agora já estão anunciando a décima. Apareceu até os novos iniciais. Coloquei representantes da oitava no capítulo anterior e neste e um da nona neste último. Imagine como pode ser caótica o competitivo da décima geração. Pelo menos teve um deslumbre de um possível buff pra nossa estrelinha. Obrigada pela leitura! Até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.